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Full text of "Collecção de observações grammaticaes sobre a lingua bunda, ou angolense, e diccionario abreviado da lingua congueza"

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OBSERVAÇÕES  GMMMATICAES 


SOBRE 


A  língua  bunda  ou  angolense 


COllEmO  DE  OBSERVAÇÕES  GRAMMATICAES 

Q      ,      ,1]       SOBRE 

Z^AA^WlJ ■'■■<.:  .     ■  'AÁ, 

A  língua  bunda  ou  angolense 


DICCIONARIO  ABREMADO 


DA 


língua  congueza 

POR       0<rv-L//C 
Fr.  bernardo  MARIA  DE  CANNECATTIM 

CAPUCHINHO  ITALIANO  DA  PROVIXCIA  DE  PALEllMo 

MISSIONÁRIO  APOSTÓLICO 

EX-PREFEITO  DAS  MISSÕES  DE  ANGOLA  E  CONGu 


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B 


SCrEklOR  DO  HOSPÍCIO  DOS  MISSIONÁRIOS  CAPUCIUNHOS  ITALIANOS  DE  LISBOA 


SEGUNDA  EDIÇÃO 


LISBOA 


IMPRENSA  NACIONAL 
MDCCCLIX 


SENHOR 


lendo  ha  muitos  annos  passado  a  exercitar  no  reino  de 
Angola  o  ministério  apostólico,  uma  longa  e  triste  experiên- 
cia me  certificou  que  a  ignorância  da  lingua  bunda  ou  ango- 
lense  era  um  obstáculo  perpetuo,  não  só  aos  progressos  do 
christianismo  n'aquella  vasta  região,  mas  também  aos  interes- 
ses politicos  do  Estado.  Estes  ponderosos  motivos  me  convi- 
daram a  trabalhar  seriamente,  assim  por  adquirir  o  conheci- 
mento d'esta  Kngua,  como  para  o  franquear  ao  publico,  que 
carecia  de  todo  o  soccorro  para  a  sua  intelhgencia.  Com  este 
designio  compuz  um  Diccionario  do  idioma  bundo,  e  alem 
d'isso  uma  GoUecção  de  Observações  Grammaticaes,  que  ser- 
vissem de  guia  no  estudo  d'esta  lingua  quasi  inteiramente 
desconhecida.  E  esta  a  obra  que  eu  respeitosamente  ponho 
nas  Reaes  Mãos  de  Vossa  Alteza,  como  um  tributo  devido  ao 
Augusto  e  generoso  bemfeitor  da  minha  Seráfica  religião  Ga- 


puchinha,  que  na  elevação  e  grandeza  do  Throno  jamais  des- 
preza a  humilde  oíferta  de  um  vassallo  fiel  e  grato. 

Deus  guarde  a  Real  Pessoa  de  Vossa  Alteza  como  estes 
Reinos  necessitam,  e  lhe  pede 

SENHOR 


De  Vossa  Alteza  Real 


O  mais  submisso  e  obediente  servo 


Fr.  Bernardo  Maria  de  Cannecattim 
Capuchinho  Italiano. 


AO  LEITOR. 


A.  língua  commum  de  ura  paiz,  em  que  deve  annunciar-se  o 
Evangelho  ao  povo  que  o  habita,  é  manifestamente  de  absoluta  ne- 
cessidade ao  exercício  e  progresso  do  Christianismo  entre  aquelle 
povo.  Mas  se  alem  d'isto  se  ha  de  fazer  uso  da  mesma  língua  no 
manejo  dos  negócios  politicos,  na  administração  da  justiça,  e  até  nas 
deliberações  e  emprezas  militares,  então  o  conhecimento  d'estc  idioma 
vem  a  ser  de  summa  utilidade  ao  Estado. 

Todos  estes  motivos  concorrem  na  língua  bunda,  demonstrando 
que  ella  não  só  é  útil,  mas  até  necessária;  porque  n'esta  língua  se 
ha  de  precisamente  communicar  a  doutrina  evangélica  aos  habilan- 
tes  do  vastíssimo  paiz  em  que  ella  se  falia,  assim  como  também  deve 
intervir  no  seu  governo  civil  e  militar,  mostrando  a  rasão  e  a  ex- 
periência que  o  uso  dos  interpretes  (pretos  brutos  e  venaes)  é  ín- 
sufficiente  para  satisfazer  a  estes  importantíssimos  objectos. 

No  prologo  do  Diccionario  d'esta  língua,  que  dei  á  estampa,  ex- 
puz  com  individuação  a  sua  utilidade  cora  respeito  aos  ponderados 
objectos.  Poréra,  o  conhecimento  do  reino  de  Angola  e  o  zelo  do 
bem  publico  me  suscitam  novamente  algumas  reflexões  tocantes  ás 
vantagens  temporaes  da  dita  lingua. 

Sendo  esta  entendida,  e  facilitada  em  consequência  a  conversa- 
ção com  os  negros,  que  utilíssimos  descobrimentos  se  não  fariam  de 
plantas  e  raízes  medicinaes,  de  madeiras  preciosas,  de  importantis- 
siraos  raíneraes,  de  uma  variedade  immensa  e  desconhecida  de  aní- 
maes;  em  uma  palavra,  de  productos  raros  e  apreciáveis  em  todos 
os  três  reinos  da  natureza? 

1» 


VI 

D'estes  conhecimentos  uns  sSo  cauta  e  religiosamente  escondi- 
dos pelos  negros,  temendo  serem  inquietados  e  perseguidos  em  suas 
habitações,  e  outros  só  poderiam  adquirir-se  por  'homens  hábeis  e 
capazes  de  indagarem  a  natureza,  os  quaes  para  o  acerto  e  felici- 
dade de  suas  jornadas,  exames  e  observações  dependeriam  sempre 
da  informação  e  conversação  dos  negros. 

Como  a  agricultura  em  Angola  é  toda  feita  pelos  negros,  nunca 
pôde  dirigi-los  nem  disciplina-los  bem  nas  úteis  praticas  da  lavoura 
aquelle  que  ignora  a  lingua;  porque  este  exercicio  pede  frequente 
communicação  entre  quem  manda  e  quem  obedece. 

Esta  descobre  o  génio,  a  inclinação  e  disposição  dos  ânimos, 
sonda  os  costumes,  e  concilia  a  affeição,  o  que  tudo  manifestamente 
conduz  para  os  progressos  da  agricultura,  que  em  Angola  se  acha 
em  um  deplorável  abatimento  e  desamparo,  sendo  o  ponderado  mo- 
tivo uma  das  origens  d'este  mal  que  interrompe  o  primeiro  e  mais 
solido  manancial  das  riquezas  do  Estado. 

Não  seria  pequeno  o  augmento  e  beneficio  da  lavoura  em  An- 
gola, se  se  trabalhasse  por  amansar  e  domesticar  alguns  animaes 
silvestres,  que  poderiam  optimamente  servir  no  uso  da  mesma  la- 
voura, como  são  as  empacáças,  as  empalancas,  os  sefos,  etc,  to- 
dos castas  de  bois  bravos,  e  de  muita  força  para  puxar  carros  e 
romper  terras,  sendo  notório  que  d'estes  animaes  ha  uma  grande 
abundância,  mesmo  junto  da  cidade  de  Loauda,  e  de  que  até  se  po- 
deriam fornecer  os  açougues. 

Os  soberanos  d'esta  monarchia,  sempre  attentos  á  felicidade  dos 
seus  povos,  tèem  muitas  vezes  mandado  a  Angola  homens  instruídos 
para  examinarem  o  estado  d'aquella  conquista,  e  se  providenciar  no 
seu  melhoramento;  porém  estes  indagadores  reconheceram  pela  pró- 
pria experiência  o  obstáculo  que  a  ignorância  da  lingua  oíferecia  aos 
progressos  e'6ns  de  seus  trabalhos,  e  ás  sabias  vistas  do  Governo 
que  ali  os  enviara,  prestando-lhes  avultados  estipêndios. 

Assim  mesmo  aquellas  noticias,  que  a  fadiga  de  muitos  annos  e 
de  muitos  homens  tinham  descoberto,  e  que  franqueadas  ao  publico 
deviam  subministrar  útil  ensino  em  beneficio  das  artes,  das  scien- 
cias,  da  agricultura  e  do  commercio,  quiz  a  desgraça  que  umas 
morressem  no  seio  de  seus  descobridores,  e  outras  sendo  deposita- 
das nos  archivos  de  Angola  viessem  a  servir  de  pasto  á  devoradora 
traça  do  paiz  chamada  salalé,  insecto  a  cujas  ruinas  apenas  esca- 
pam os  marmórea  e  os  bronzes. 

Sendo  o  conhecimento  da  lingua  bunda  recommendavel  por  tan- 
tos motivos,  não  posso  comtudo  deixar  de  principalmente  insistir  oa 


VII 

necessidade  que  os  parochos  de  Angola  lêem  da  sua  intelligencia, 
tanto  para  satisfazerem  ao  seu  ministério  pastoral  na  administração 
dos  Sacramentos  e  inslrucção  religiosa,  como  pela  particular  con- 
fiança que  os  pretos  fazeni  dos  ecclesiasticos  communicando-lhes  os 
seus  segredos,  com  preferencia  aos  que  o  não  sào. 

Tendo  pois  em  vista  o  interesse  publico  da  Religião  e  do  Es- 
tado não  me  poupei  a  trabalho  algum  pari.  facilitar  a  intelligencia 
da  lingua  bunda,  compondo  um  Diccionario  d'ell3,  e  as  presentes 
Observações  grammaticaes,  que  aindaque  não  contenham  umagram- 
matica  perfeita  e  igual  á  de  qualquer  das  linguas  cultas,  comtudo 
será  sempre  de  um  grandissimo  auxilio  era  penetrar  a  obscuridade 
de  um  idioma  desconhecido. 

Igualmente  servirá  este  meu  trabalho  do  excitar  aqnelles  que 
adquirirem  um  profundo  conhecimento  daJingua  bunda  a  darem  ao 
publico.uma  Grammatica  completa  d'ella,  emendando  os  erros  d'es- 
tas  Observações,  e  reduzindo-as  a  um  methodo  mais  exacto  e  re- 
gular, não  me  sendo  possivel  faze-lo  eu,  não  só  pela  rasão  de  es- 
trangeiro, mas  também  porque  os  auctores  de  quaesquer  primeiras 
obras,  aindaque  muito  hábeis  e  diligentes,  raras  vezes  as  chegam  á 
sua  perfeição,  não  cabendo  de  ordinário  nas  forças  de  um  homem 
descobrir  e  aperfeiçoar. 

Conhecendo  a  necessidade  da  lingua  bunda  têem  vários  auctores 
dado  n'ella  á  luz  diíFerentes  opúsculos  cora  o  fim  de  prestarera  soc- 
corro  aos  ecclesiasticos  que  se  empregassem  nas  Missões  de  Angola, 
O  primeiro  foi  o  Padre  Fr.  António  do  Couto,  da  Companhia  de  Je- 
sus, o  qual  reduziu  a  methodo  mais  claro  e  compendioso  o  Cathecis- 
mo  posthumodo  Padre  Fr.  Francisco  Pacconio,  da  mesma  Companhia. 

Foi  impresso  pela  primeira  vez  no  anno  de  1643  em  Lisboa, 
por  Domingos  Lopes  Rosa.  Em  1661  foi  estampado  com  acrescen- 
tamento da  terceira  columna  em  lingua  latina;  e  em  178i  se  im- 
primiu na  Regia  Officina  de  Lisboa,  por  ordem  da  Augustissima 
Rainha  D.  Maria  I,  que  Deus  guarde,  debaixo  do  mesmo  titulo  :== 
Gentilis  Angola  in  fídei  Mysleriis  erudilus. 

N'elíc  verteu  o  auctor  da  lingua  portugueza  na  bunda  varias 
cousas  pertencentes  á  doutrina  christã,  fazendo  igualmente  algumas 
explicações  da  mesma  doutrina  em  dialogo.  No  principio  e  fim  da 
segunda  e  terceira  edição  se  encontrara  algumas  regras  grammati- 
caes, que  se  achara  no  Cathecismo  da  primeira  edição,  e  só  o  que 
ha  de  mais  nas  sobreditas  edições  são  umas  regras  brevissimas,  e 
sem  nenhum  exem})lo,  das  quaes  algumas  não  estão  era  uso,  o  que 
faz  presumir  que  na  lingua  bunda  tera  havido  alguma  variedade. 


VIII 

Não  só  isto,  mas  os  muitos  e  gravissimos  defeitos,  de  que  está 
cheio  o  referido  opúsculo  foram  motivo  para  d'elle  me  não  servir  nas 
minhas  Observações,  gniando-me  unicamente  a  pratica  e  experiên- 
cia de  vinte  e  um  annos,  que  tanto  tempo  habitei  entre  osabundos 
do  reino  de  Angola,  merecendo  as  ditas  Observações  com  justa  ra- 
são  o  nome  de  primeira  obra  grammatical  da  lingua  bunda. 

Para  que  eu  justifique  a  censura  que  faço  do  mencionado  Ca- 
thecismo,  e  juntamente  acautele  os  leitores  no  seu  uso,  passo  a 
declarar  individualmente  os  seus  defeitos.  O  primeiro  é  que  a  co- 
lumna  da  lingua  bunda  em  muitas  partes  é  lacónica  com  excesso.  O 
auctor  d'ella,  que  supponho  haver  sido  algum  sujeito  natural  de 
Angola,  podia-se  ter  explicado  melhor,  mettendo  n'esta  columna  todos 
os  artigos,  particulas,  advérbios  e  palavras,  que  estão  expressadas 
nas  outras  duas  columnas  portugueza  e  latina,  porque  d'este  modo 
seria  intelligivel  aos  ecclesiasticos  europeus. 

Segundo:  em  varias  partes  a  dita  columna  bunda  usa  de  redun- 
dância e  inúteis  circumloquios,  tanto  no  meio,  como  particular- 
mente no  fim  de  alguns  paragraphos,  onde  se  acham  cinco,  seis  e 
mais  palavras  que  se  não  exprimem  nas  outras  duas  columnas;  e 
aindaque  os  referidos  termos  pareça  juntarem-se  para  maior  clare- 
za, servem  ao  contrario  para  confusão  e  embaraço. 

Terceiro;  o  auctor  não  executa  na  pratica  aquellas  limitadissi- 
mas  regras  de  grammatica  que  aponta  no  principio  e  fim  do  opús- 
culo, especialmente  nas  iniciaes  dos  verbos,  como  não  terão  deixado 
de  observar  os  intelligentes  da  lingua  bunda. 

Quarto:  as  palavras  compostas  se  deviam  dividir  com  riscas  in- 
termédias para  facilitar  aos  estrangeiros  a  sua  intelligencia,  o  que 
se  não  observou  na  columna  bunda. 

Quinto:  o  auctor  aponta  a  letra  u  como  pronome  inicial  da 
segunda  pessoa  do  singular  dos  verbos,  o  que  seria  assim  no  tempo 
em  que  elle  escreveu;  porém  presentemente  o  pronome  inicial  da 
dita  segunda  pessoa  é  a  qu.  Diz  o  mesmo  auctor,  que  a  syllaba 
mu  é  o  pronome  inicial  da  segunda  e  terceira  pessoa  do  plural, 
quando  presentemente  o  pronome  inicial  da  dita  segunda  pessoa  do 
plural  é  a  syllaba  nu,  e  o  da  terceira  pessoa  do  plural  é  a  letra  a, 
havendo  uma  grande  differença  em  dizer;  v.  g.,  a-bánca,  fazem, que 
é  o  que  deve  ser,  e  mu-bánca,  que  parece  mais  depressa  uma  voz 
de  nome,  do  que  do  verbo. 

Sexto:  com  grave  embaraço  dos  europeus  se  encontram  no  Ca- 
thecismo  uma  multidão  de  palavras  excluídas  do  uso  moderno,  ou 
seja  porque  os  abundos  lhes  têem  insensivelmente  substituído  outras 


IX 

■  também  abundas,  ou  porque  têem  adoptado  palavras  portuguezas, 
bundizando-as,  e  esquecendo  pouco  a  pouco  os  verdadeiros  e  anti- 
gos termos  da  lingua  bunda,  que  se  lêem  no  Cathecismo,  de  que 
apenas  alguns  velhos  conservam  a  memoria. 

Sétimo:  aos  sobreditos  defeitos  acrescem  os  erros  da  estampa, 
que  sem  duvida  n'estas  ultimas  impressões  são  numerosos,  A  respeito 
(i'isto  acho  a  primeira  mais  correcta  e  exacta;  porém  nas  duas  se 
encontram  palavras  diversas  unidas  umas  com  as  outras,  represen- 
tando um  só  termo,  outras  partidas  e  separadas,  sendo  comtudo 
uma  única  palavra,  e  até  se  vêem  umas  mesmas  palavras  não  só  di- 
vididas, mas  com  virgulas  pelo  meio  d'ellas.  Finalmente  encontram- 
se  pontos  e  virgulas  fora  dos  seus  legares;  e  na  ultima  impressão, 
excepto  o  titulo  do  primeiro  dialogo,  todos  os  mais  estão  errados. 

O  cumulo  pois  de  tantos  e  tão  grosseiros  erros,  imperfeições  e 
defeitos  essenciaes  tem  sido  a  causa  de  que  o  Cathecismo  até  ao  pre- 
sente labore  em  uma  obscuridade  impenetrável,  e  por  isso,  em  vez 
de  auxilio  e  utilidade,  serve  ao  contrario  de  um  gravissimo  emba- 
raço não  só  aos  europeus,  mas  até  aos  mesmos  ecclesiasticos  natu- 
raes  de  Angola. 

Não  deixa  comtudo  assim  mesmo  de  encerrar  alguma  cousa  boa 
o  dito  Cathecismo.  As  columnas  portugueza  e  latina  são  exactas:  e 
a  mesma  columna  bunda  tem  de  bom  o  comprehender  muitos  ter- 
mos expressivos,  ali  conservados  como  em  deposito  ha  tantos  annos, 
'e  que  dispensavam  os  abundes  de  mendigarem  das  linguas  estran- 
geiras os  termos  que  conservam  na  própria,  e  que  por  desmazelo 
têem  deixado  em  esquecimento  e  desuso. 

Do  que  6ca  dito  se  concluo,  que  para  o  Cathecismo  poder  ser- 
vir de  utilidade  é  necessário,  que  se  lhe  emendem  os  defeitos,  os 
erros  da  estampa,  e  se  dêem  a  conhecer  os  termos  abundos  desusa- 
dos. Para  mostrar  estes  se  fez  o  Supplemento  ás  Observações  Gram- 
maticaes,  no  qual  a  maior  parte  dos  termos  são  tirados  do  Cathecis- 
mo; e  aindaque  estes  deveriam  inserir-se  no  Diccionario,  como  sy- 
nonymos  antiquados,  não  foi  possivel  praticar  então  este  trabalho,  e 
apenas  no  fim  do  mesmo  Diccionario  se  metteram  alguns  dos  refe- 
ridos termos. 

E  porém  de  advertir,  que  assim  estes  termos  desusados  do  Ca- 
thecismo, como  outros,  que  por  incúria  dos  naturaes  ficam  sepulta- 
dos no  cabos  do  esquecimento,  fazem  uma  sensivel  falta  na  lingua 
bunda.  E  fique  em  perpetua  lembrança,  que  devem  com  mais  cui- 
dado vigiar  sobre  a  conservação  e  riqueza  do  idioma,  não  só  para  se 
não  perderem  os  termos  abundos  presentemente  usados,  mas  dili- 


genciando  descobrir  outros,  perguntando  aos  abundos  que  do  sertão  vem 
a  Loanda,  os  quaes  faliam  melhor  e  com  mais  pureza  a  lingua;  e  con- 
seguindo-se  a  abundância  de  termos,  se  exprimirão  as  idéas  enérgica  e 
concisamente,  sem  dependência  de  fastidiosos  e  confusos  circumloquios. 

"Depois  de  termos  dado  uma  ligeira  idéa  da  utilidade  e  necessi- 
dade da  lingua  bunda,  e  que  o  Cathecisrao  estampado  é  insufficien- 
te  para  desempenhar  os  seus  importantes  fins,  seria  opportuno  fazer 
menção  da  etymologia  da  palavra  bundo  e  bunda;  porém  aindaque 
aqui  diremos  alguma  cousa  a  este  respeito,  comtudo  dilatar- nos-he- 
mos  mais  na  observação,  em  que  se  trata  da  etymologia  das  pala- 
vras abundas,  onde  se  mostrará  também  a  rasão  porque  no  singular 
se  pronuncia  e  escreve  esta  palavra  com  uma  letra  de  menos,  dizen- 
do-se  bundo  e  bunda,  e  no  plural  com  uma  letra  de  mais,  e  porque 
esta  letra  se  ha  de  pôr  no  principio,  e  não  no  fim  da  palavra,  for- 
mando a-bundo  e  a-bunda. 

Não  se  deve  omittir  n'este  Prologo  a  noticia  da  origem  d'esta  lin- 
gua, como  também  da  relação  e  affinidade,  que  ella  tem  com  outras 
linguas  suas  convisinhas  ou  distantes,  e  a  extensão  do  território  em  que 
se  falia,  satisfazendo  do  modo  possivel  á  curiosidade  dos  leitores  sobre 
estes  objectos,  em  que  se  entretém  a  indagação  de  muitos  litteratos. 

Quanto  á  origem  da  lingua  bunda,  ella  pôde  considerar-se  a  res- 
peito do  tempo  em  que  principiou,  ou  do  logar  em  que  nasceu:  a 
respeito  do  te  npo  parece  impossivel  subir-se  até  ao  seu  principio, 
pois  nem  existem  individues  tão  antigos,  nem  ha  monumentos  que 
nos  guiem  a  uma  remota  antiguidade. 

Pelo  que  respeita  ao  logar,  aindaque  é  de  presumir  que  a  lin- 
gua bunda  teve  o  seu  berço  em  um  dos  logares  onde  agora  existe  e 
se  falia,  comtudo  é  quasi  impossivel  saber-se  o  logar  próprio  e  par- 
ticular ond'e  principiara. 

Segundo  a  situação  dos  logares  principaes  que  ella  occupa  e  as 
potencias  mais  poderosas  que  os  dominam,  parece  que  a  lingua  bun- 
da nasceu  em  Cassánci  ou  nas  mesmas  terras  do  Ginga,  e  que  de- 
pois de  ter  crescido  em  proporcionada  longitude  e  latitude  nos  refe- 
ridos logares,  e  nos  dos  Libolos  e  Giácas  ou  Giágas,  se  viesse  depois 
estendendo  pelos  dislrictos  que  hoje  chamam  de  Ambaca,  GoUungo, 
JcoUo  e  Bengo,  e  chegasse  em  fim  a  Loanda,  correndo  o  longo  ter- 
reno que  principia  ao  sul  do  rio  Lu[funi  e  acaba  ao  sul  do  rio  Cuan- 
çat  d'oi)de  a  pouca  distancia  principia  a  Quisama,  que  vem  a  ser  o 
reino  que  os  geographos  chamam  de  Malamào  '. 

'  Víja  se  Bliiíeau  no  seu  Vocabulário,  na  palavra  Angola,  e  outros  geo 


XI 

Á  vista  do  que  a  lingua  bunda  occupa  nas  praias  do  mar  uma 
pequena  extensão  de  quarenta  a  cincoenta  léguas,  que  representa 
conno  um  caminho,  que  ella  tem  da  sua  casa  até  as  margens  do  mar, 
nas  quaes  por  isso  é  de  presumir  que  ella  não  nascera,  raas  que 
ali  viera  a  ter  assento  com  os  povos  victoriosos  que  a  fallavam; 
sendo  d'estas  mesmas  victorias  que  provavelmente  teria  a  sua  ori- 
gem o  chamarem-se  estes  povos  de  Angola  abundos,  e  o  reino 
Abonde  '  ou  antes  mais  propriamente  Bonde,  ou  Nbonde,  e  a  lin- 
gua d'estes  povos  bunda,  por  ser  fallada  por  estes  povos  abundes. 
Pois  estas  palavras  de  bundo  e  abundo,  tanto  na  lingua  do  Congo 
como  na  de  Angola,  não  significam  outra  cousa  mais,  que  batedor 
e  batedores,  isto  é,  vencedor  e  vencedores;  d'onde  alíusivamente 
podemos  dizer,  que  estes  povos  se  chamam  abundos,  a  sua  lingua 
bunda,  e  o  reino  Bonde.  Comtudo  o  nome  próprio  do  reino  é 
Dongo,  como  diremos  mais  abaixo. 

Ao  contrario  os  habitantes  do  Congo,  que  se  julgam  serem  os 
povos  batidos  ou  vencidos,  continuaram  a  chamarera-se  com  o  mes- 
mo nome  de  muchi-congo,  e  acha-congo,  isto  é,  conguez  e  con- 
guezes,  que  vale  o  mesmo  na  lingua  do  Congo,  que  regulador  e  re- 
guladores. Porém  os  abundos  ás  ditas  palavras  trocaram-lhes  o  si- 
gnificado, e  no  sentido  d'estes  querem  dizer  devedor  e  devedores; 
e  estas  palavras  Ngána  Muchino  rid  Congo,  que  no  sentido  dos 
conguezes  significara  o  senhor  rei  da  regra,  no  sentido  dos  abundos 
exprimem:  o  senhor  rei  da  divida,  ou  o  senhor  rei  devedor. 

D'aqui  se  deve  inferir,  que  os  adjectivos  bondo,  bonda  e  bon- 
de, são  apropriados  aos  angolenses,  ao  seu  reino  e  lingua,  com 
allusão  ás  victorias  que  estes  povos  antigamente  alcançaram.  Porém 
o  nome  próprio  do  reino  de  Angola  é  Dongo,  que  foi  um  termo 
bem  adequado,  em  rasão  da  sua  figura  desproporcionadamente  com- 
prida. Porquanto  na  lingua  bunda  esta  palavra  dongo  nada  mais 
significa  do  que  uma  casta  de  embarcação,  a  que  chamam  canoa, 
que  é  toda  construida  de  um  só  pau;  quando  esta  é  pequena  dão- 
Ibe  o  nome  de  longo,  e  quando  grande,  dongo;  porém  por  maior 
grandeza  e  largura  que  tenha  a  canoa  chamada  dongo,  sempre  é 
uma  embarcação  desproporcionada,  que  ao  mais  tem  sete  palmos  de 
largo,  e  de  comprido  oitenta  e  noventa;  e  sendo  mui  similhante  á 
figura  do  reino  de  Angola,  lhe  deram  os  antigos  o  nome  Dongo, 
que  parece  bem  apropriado. 

jrraphos,  que  situam  o  dito  reino  de  Matamão  entre  o  rio  Cuança  e  o  rio 
Lunga, 

'  Veja  se  o  referido  Bluteau. 


XII 

Mas,  reconquistada  porção  d'este  reino  por  um  sova,  vassallo 
do  rei  do  Congo,  chamado  Angola,  a  erigiu  em  reino,  dando-lhe 
o  seu  nome  de  Angola  (ou  seja  Dongo-Angola)  que  ficou  conservan- 
do até  ao  presente.  A  outra  parte  principiou  a  chamar-se  o  reino 
de  Matamba,  ou  Dongo-Maíamba,  até  que  entrou  a  governar  este 
reino  a  famosa  rainha  D.  Anna  de  Sousa,  chamada  no  idioma 
do  paiz  Ginga-aména^  e  desde  então  também  se  começou  a  chamar 
o  reino  da  Ginga  até  ao  dia  de  hoje,  e  os  povos  se  appellidam  os 
gingas  ^  Conclue-se  pois  que  a  lingua  bunda  teve  o  seu  nascimento 
no  sertão  do  reino  de  Angola,  em  algum  logar  dos  dominios  dos 
reinos  apontados  de  Cassánci,  Matamba,  Giáca,  Libólu,  que  julgo 
seriam  todos  no  seu  principio  de  um  mesmo  senhor;  e  que  em  fim 
a  mesma  lingua  se  principiaria  a  chamar  bunda,  por  allusâo  ás 
victorias  alcançadas  pela  gente  que  a  fallava. 

Depois  de  termos  fallado  da  origem  da  lingua  bunda,  passemos 
agora  a  mostrar  a  grande  affinidade  que  ella  tem  com  outras  linguas 
suas  visinhas.  No  prologo  do  Diccionario  se  disse  de  passagem  que 
a  lingua  bunda  tem  relação  ou  affinidade  com  as  linguas  dos  maliún- 
gos,  e  com  a  lingua  mócho-congueza.  A  primeira  não  é  lingua  ma- 
rítima; a  parte  mais  visinha  ao  mar  é  onde  esta  nação  se  limita  com  o 
reino  de  Angola,  nas  terras  do  Démbo-Cacúllu-Cahénda,  vassallo  de 
Sua  MagestadeFidelissima,  cousa  de  sessenta  léguas  distante  do  mar. 

A  situação  d'esta  nação  éao  norte  de  Angola,  e  vae  acompanhan- 
do ao  leste  as  fronteiras,  até  passar  a  Missão  de  Gahenda;  d'ali  volta 
para  o  rumo  do  norte,  confinando  ao  leste,  primeiro  com  os  povos  de 
Giáca,  e  mais  para  o  norte  com  os  povos  de  Cassánci  e  Milúas.  Da 
parte  d'oeste  também  confina,  primeiro  com  o  reino  de  Angola,  até 
ao  presidio  de  Encógi,  e  d'ali  continua  fazendo  limites  com  as  cabe- 
ceiras do  reino  do  Congo.  O  chefe  d'esla  nação  dos  mafiúngos  sup- 
pomos  ser  o  mesmo  rei  de  Cacongo,  que  é  um  reino  situcrdo  ao  les- 
te do  reino  de  Congo  *,  aindaque  Dapper,  na  sua  Descripção  da  Afri- 
ca, situa  Cacongo  á  borda  do  mar  no  reino  de  Loango;  porém  será 
outro  Cacongo,  ou  é  o  mesmo  principado  de  Cabinda,  vassallo  do 
rei  de  Loango. 

A  palavra  Cacongo  significa  pequena  regra,  ou  o  reino  da  pe- 
quena regra;  e  esta  mesma  palavra  mostra  a  grande  affinidade  que 
esta  lingua  tem  com  as  duas  linguas  visinhas,  isto  é,  com  a  lingua 

'  Veja  se  Bluteau  no  seu  Vocabulário,  na  palavra  Angola.  O  Anno  His- 
tórico, Diário  PotlDguez,  tum.  iii  pag  368.  Dapper  na  sua  Descripção  da 
Africa,  Baixa  Elhiopia. 

2  Veja-se  Biuteau  ua  palavra  Congo. 


XIII 

do  Congo,  e  com  a  lingua  bunda;  pois  a  dita  palavra  é  um  termo 
diminutivo  de  ambos  os  idiomas:  no  do  Congo  quer  dizer  pequena 
regra,  e  em  bundo,  pequena  divida:  em  portuguez  é  o  mesmo  que 
pequeno  Congo. 

Não  descubro  documento  algum  para  comprovar  a  affinidade  que 
esta  lingua  maliúnga,  ou  seja  congueza,  tem  com  a  lingua  bunda,  e 
somente  posso  affirmar,  que  estando  eu  entre  ás  terras  dos  mah'ún- 
gos  fazendo  missão,  observei  que  os  meus  interpretes  fallavam  na 
lingua  bunda,  e  elles  na  maliúnga  ou  cacongueza,  e  mutuamente  se 
entendiam,  referindo-rae  tudo  quanto  se  dizia,  e  eu  queria  saber.  Ca- 
congo  da  parte  do  norte  faz  limite  com  o  rio  Zaire,  e  da  parte  do 
sul  com  o  sertão  de  Angola,  como  fica  dito. 

Em  segundo  logar  a  lingua  bunda  tem  grande  affinidade  com  a 
do  Congo,  e  tanto  que  ambas  parecem  ser  filhas  de  uma  mesma 
mãe.  Em  demonstração  d'isto  c  publica  utilidade  trabalhei  um  pe- 
queno Diccionario  da  lingua  congueza  com  o  dialecto  que  se  falia 
no  principado  do  Sonho  e  seus  contornos,  sem  embargo  de  ser  o 
dito  principado  um  logar  tão  distante  de  todos  os  paizes  onde  se 
falia  a  lingua  bunda. 

Este  resumido  Diccionario  se  divide  em  quatro  columnas,  a  pri- 
meira portugueza,  a  segunda  latina,  a  terceira  congueza,  e  a  quar- 
ta comprehende  as  palavras  bundas  que  são  idênticas  ou  quasi 
idênticas  com  as  da  lingua  congueza,  offerecendo  á  vista  como  este 
idioma  é  legitimo  irmão  do  do  Congo;  objecto  que  igualmente  es- 
pero fazer  ver  em  uma  pequena  demonstração  separada,  que  se  jun- 
tará no  fim  do  mesmo  Diccionario,  chegando-me  a  tempo  as  noticias 
que  solicito;  sendo  o  referido  Diccionario  um  monumento  mui  apre- 
ciável não  só  para  servir  a  uma  curiosa  erudição,  mas  porque,  con- 
duzindo para  a  intelligeneia  da  lingua  bunda,  vem  a  encerrar  as  pon- 
deradas utilidades  d'esta. 

A  lingua  congueza  se  dilata  muito  pelas  margens  do  mar.  Ella 
principia  ao  norte  do  rio  Liiffúni,  que  é  situado  com  pouca  diíferen- 
ça  a  seis  graus  e  meio  de  latitude  meridional,  vae  correndo  ao  norte 
até  ao  rio  Zaire,  e  ao  norte  d'este  rio  se  estende  por  toda  a  costa  do 
reino  de  Loango  até  ao  Cabo  de  Santa  Catharina,  e  pelo  interior  do 
reino  até  a  linha  equinocial.  Que  no  reino  de  Loango  se  falle  também 
a  lingua  mócho-congueza,  m'o  affirmaram  sujeitos  fidedignos,  que 
se  acharam  na  expedição  de  Cabinda  no  anno  de  1784;  onde  os  me- 
lhores interpretes  do  exercito  portuguez  eram  aquelles  pretos  de  An- 
gola que  sabiam  fallar  alguma  cousa  na  dita  lingua  u\ócho -congueza. 

Cabinda  é  um  principado  do  dominio  do  reino  de  Loango,  no 


XIV 

meio  dos  principados  de  Goi-congo  e  Malemba,  ao  norte  do  rio 
Zaire,  a  três  graus  de  latitude  meridional  com  pouca  differença.  O 
reino  do  Congo  ao  norte  confina  com  o  rio  Zaire,  e  com  o  reino 
de  Loango,  e  ambos  estes  reinos  sào  da  mesma  nação  môcho-con- 
gueza:  na  parte  mais  superior  também  o  Congo  se  limita  com  o 
reino  de  Ansico  ou  Macócu;  ao  sul  parte  com  o  reino  de  Angola; 
ao  leste  com  o  de  Cacongo,  ou  a  nação  dos  mah'úngos,  e  ao  oeste 
com  o  Oceano. 

Havendo  fallado  da  affinidade  que  tem  a  lingua  bunda  com  as 
duas  sobreditas  linguas  maKúnga  e  mócho-congueza,  nem  por  isso 
entendemos  excluir  as  outras  duas  nações  limitrophes  com  ella,  uma 
dentro  do  sertão,  parte  ao  leste  e  parte  ao  norte  de  Cassánci,  que  é 
a  nação  dos  milúas,  e  a  outra  a  nação  benguela,  que  se  limita  com 
a  lingua  bunda  ao  sul  de  Malamba,  e  ao  sul  de  Angola  até  as  mar- 
gens do  mar. 

Quanto  á  nação  dos  milúas,  os  feirantes  portuguezes  que  vera 
da  feira  de  íJasíánc'^,  representara  esta  nação  como  mui  grande,  pe- 
la avultada  quantidade  de  escravatura  e  cera  que  traz  á  dita  feira, 
que  cada  anno  se  augmenta.  Presumo  que  esta  nação  tem  maior 
extensão  para  o  norte,  acompanhando  as  fronteiras  do  reino  de  Ca- 
congo, não  para  o  leste,  isto  é,  para  a  contracosta  de  Angola;  por- 
que a  estender-se  por  esta  parte,  alguns  escravos,  que  os  braiicos 
compram  na  sobredita  feira,  e  que  saem  das  partes  mais  remotas 
dos  milúas,  dariam  alguma  noticia  de  ter  visto  ou  ouvido  dizer  al- 
guma cousa  da  dita  contracosta.  Porém  nada  dizem  a  este  respeito, 
noticiando  somente  que  nas  suas  terras  ha  varias  lagoas  e  rios  cau- 
dalosos, e  entre  estes  um  em  que  navegam  grandes  barcos,  não  só 
da  sua  nação,  mas  de  outras  visinhas,  que  sobem  pelo  mesmo  rio. 

Ora,  alguns  d'estes  escravos  saem  de  logares  tão  distantes,  que 
para  chegarem  a  Ca^sanci  gastam  mais  de  dobrado  tempo  do  que 
empregam  de  Cassanci  a  Loanda.  Por  isso  esta  nação  dos  milúas 
corre  muito  ao  norte  pelo  interior  da  Africa,  o  que  faz  suppor  que 
estes  milúas  são  vassallos  do  rei  Ansico,  que  é  o  mesmo  que  cha- 
mam Muáni-Macócu,  ou  de  algum  dos  reis  vassallos  d'elle,  visto  ser 
tão  poderoso,  que  é  reputado  um  dos  maiores  soberanos  da  Africa, 
contando  dez  reis  vassallos  '.  A  cidade  principal,  onde  faz  residência 
o  rei  Muáni-Macócu,  chama-se  Monsól,  situada  debaixo  da  linha 
equinocial  na  distancia  de  algumas  trezentas  léguas  da  costa. 

A  palavra  Muáni-Macócu,  que  é  o  nome  do  rei  Ansico,  quer 

'  Veja-se  Blute^iU,  n»  palavra  Macócu,  e  oolros  geographos. 


XV 


dizer  o  gallo  dos  reis,  ou  senhor  eterno.  As  palavras  côco^  côco^ 
necóco  e  mocócu,  como  lambem  estas  lúa,  mulúa  e  milúa,  sào 
todos  termos  da  lingiia  bunda.  D'onde  se  pôde  inferir,  que  esta  tem 
algum  parentesco  com  a  lingua  dos  milúas,  os  quaes  aprendem  a 
lingua  bunda  com  maior  facilidade  do  que  qualquer  outra  lingua, 
de  tal  modo  que  chegando  os  escravos  milúas  a  Loanda  todos  fal- 
iam a  lingua  bunda,  signal  evidente  da  muita  correlação  que  estas 
linguas  lêem  entre  si. 

Finalmente  a  outra  nação,  que  confina  com  a  lingua  bunda  pe- 
la parte  do  sul,  é  o  reino  que  os  geographos  e  Bluteau,  debaixo  da 
palavra  Angola^  chamam  Matamão,  que  comprehende  os  lihólos  e 
os  quisámas;  os  primeiros  faliam  em  a  lingua  bunda,  e  os  segun- 
dos em  a  lingua  benguela.  Esta  se  estende  muito,  tanto  pelo  sertão 
dentro,  como  pelas  prains  do  mar;  e  principia,  como  dissemos,  do 
reino  de  Quisáma,  ou  de  Malamão,  até  o  rio  Lúnga,  d 'aqui  corre 
ao  sul  até  Benguela,  e  de  líi  avança-se  por  uma  longa  distancia  até 
a  Cafraria.  A  lingua  benguela  é  differente  da  lingua  bunda,  sendo 
esta  mui  difGcil  de  aprender  aos  individuos  d'aquella  nação;  comtudo 
a  mesma  lingua  benguela  tem  muitos  termos  abundos,  e  por  conse- 
quência não  deixam  estes  dois  idiomas  de  ter  alguma  affinidade  en- 
tre si.  A  palavra  benguela,  na  lingua  bunda,  quer  dizer  defensa. 

Tendo  feito  ver  do  melhor  modo  que  me  foi  possivel  a  origem 
e  affinidade  que  a  lingua  bunda  tem  com  outras  linguas  suas  con- 
visinhas,  resta  ainda  a  mostrar  a  sua  extensão.  N^  prologo  do  Dic- 
cionario  fizemos  individual  menção  dos  logares  particulares  onde 
existe  e  se  falia  a  lingua  bunda,  aqui  tocaremos  somente  os  logares 
principaes  da  sua  extensão. 

O  primeiro  reino  em  que  se  falia  a  lingua  bunda  é  Artgola.  O 
nome  próprio  d'esle  reino  é  Dongo,  aindaque  se  chame  também 
Bonde,  como  acima  dissemos;  mas  agora  é  geralmente  conhecido 
com  o  nome  de  Angola.  A  sua  capital  é  a  cidade  de  Loanda,  que 
se  denomina  S.  Paulo  da  Assumpção;  deram-lhe  os  porluguezes  es- 
te nome,  primeiro  por  se  terem  apossado  d'este  logar  no  dia  do  glo- 
rioso Apostolo  S.  Paulo,  e  segundo  por  a  terem  restaurado  no  dia 
da  Santissima  Assumpção  de  Maria  Virgem;  a  mesma  palavra  Loan- 
da, escripta  com  a  syllaha  inicial,  lu,  como  a  pronunciara  os  natu- 
raes,  isto  é,  Luanda,  quer  dizer  tributo;  porque  n'estas  praias  se 
pescava  o  zimbo,  que  é  uma  casta  de  marisco  ou  búzio  de  que  pa- 
gavam tributo  ao  rei  do  Congo  '.  Esta  cidade  é  situada  a  oito  graus 

*  Veja  se  a  segunda  parle  da  Historia  de  S.  Dooaiogos  do  padre  Fr.  Luiz 
de  Sousa.  Liv.  vi,  ao  principio  da  pag.  249. 


XVI 

de  latitude  meridional.  Angola  ao  norte,  e  visinho  das  costas,  conGna 
primeiro  com  o  reino  do  Cungo,  depois  com  os  mafiúngos,  e  em  ul- 
timo logar  com  os  povos  de  Giáca;  ao  sul  limila-se  com  o  reino  de 
Matamão,  isto  é,  com  a  Quisáma,  e  com  os  potentados  do  LibôlUt 
ao  leste  com  o  reino  de  Matamba,  ou  do  Ginga;  ao  oeste  com  o 
Oceano. 

O  segundo  reino  onde  se  falia  esta  lingua  é  o  Libólu,  que  pa- 
rece ser  parte  do  sobredito  reino  de  Malamão,  ou  do  reino  que 
Bluteau  chama  de  Malemba  '.  Este  reino  ao  leste  faz  limites  cora  a 
lagoa  de  Zembra;  ao  oeste  com  a  Quisáma,  ou  Matamão;  ao  norte 
primeiramente  com  o  reino  de  Angola,  e  depois  com  o  de  Ma- 
tamba ou  da  Ginga  ató  a  sobredita  lago»  de  Zembra;  ao  sul  com 
a  nação  benguela. 

Em  terceiro  logar,  a  lingua  bunda  se  falia  por  todos  os  povos 
dos  giácas  ou  giágas.  Esles  vivem  independentes  e  neutraes.  Quando 
a  rainha  Ginga  os  pretende  mandar,  recusam  obedecer-lhe  fazendo- 
Ihe  entender,  que  s5o  vassallos  d©  Muani-Púl,  isto  é,  de  Sua 
Magestade  Fidelissima;  e  quando  se  lhe  enviam  ordens  pelo  gover- 
nador de  Angola,  ou  pelo  capitâo-raór  de  Ambaca,  então  dizem  que 
são  vassallos  da  rainha  Ginga,  illudindo  assim  o  império  de  uma  e  ou- 
tra potencia,  e  vivendo  independentes. 

Giáca  confronta  ao  norte  com  a  nação  dos  maKúngos,  e  ter- 
ras do  potentado  Cassánci;  ao  sul  com  o  reino  de  Angola,  e  com 
a  jurisdicção  do  presidio  das  Pedras  de  Cambambe;  ao  leste  com 
o  reino  da  rainha  Ginga;  ao  oeste  torna  a  confinar  com  o  reino 
de  Angola,  e  imraediatamente  com  a  Missão  de  Ca/tenda,  e  juriâ- 
dicção  do  presidio  de  Ambaca. 

Em  quarto  logar,  falla-se  a  lingua  bunda  com  toda  a  pureza  em 
todo  o  reino  de  Matamba,  presentemente  chamado  o  reino  da  Ginga, 
ou  do  Ginga.  Este  reino  era  unido  com  o  de  Angola,  e  todos  os 
nomes  d'este  se  tem  dado  igualmente  áquelle,  como  são  Dongo, 
Bonde;  porém,  depois  que  ficou  dividido,  principiaram  a  chamar- 
Ihe  Matamba,  tomando  a  denominação  do  logar  onde  o  rei  fixou  a 
sua  residência,  e  conservou  este  nome  até  que  entrou  no  governo 
d'este  reino  a  famosa  rainha  D.  Anna  de  Sousa,  chamada  na 
lingua  bunda  Ginga-Âména,  e  desde  aquelle  tempo  é  commura- 
mente  appciiidado  o  reino  da  Ginga  ou  do  Ginga,  e  os  vassallos 
os  gingas. 

O  auctordo  Anno  Histórico,  Diário  Portuguez,  tom.  iiipag.368, 

-Veja-sc  no  sen  Vocabulário,  na  palavra  Malemba. 


XVII 

descreve  as  brilhantes  façanhas  d'esta  rainha,  e  succede  que  até 
agora  lodos  os  negros  tanto  de  Matamba,  como  os  mesraos  de  An- 
gola, ainda  respeitem  e  guardem  as  quigillas,  ou  mandamentos 
que  ella  estabeleceu,  e  as  superstições  que  ensinou;  mas  infelizmente 
estes  povos  bárbaros,  seguindo  os  seus  erros,  não  a  acompanhara  do 
mesmo  modo  na  conversão  e  penitencia  que  fez  nos  últimos  annos 
da  sua  vida.  O  dito  reino  da  Ginga  confronta  ao  leste  com  a  la- 
goa de  Zembra;  ao  oeste  com  o  reino  de  Angola  e  os  povos  de 
Giáca;  ao  norte  com  o  reino  de  Cassánci;  ao  sul  cora  o  reino 
de  Maiamão,  ou  de  Malemba,  isto  é,  com  o  Libólu. 

Ultimamente  falla-se  a  lingua  bunda  em  todo  o  dominio  do  po- 
tentado Cassánci.  Este  reino  ao  norte  confina  com  o  reino  de  (7a- 
congo  e  dos  milúas;  ao  sul  com  o  reino  de  Matamba  ou  da 
Ginga,  e  com  a  lagoa  Zembra;  ao  oeste  com  os  povos  de  Giáca 
e  maliungos;  ao  leste  com  os  milúas. 

Na  banca  principal  d'este  reino  é  que  os  feirantes  brancos  de 
Loanda  param  todos  com  as  suas  fazendas,  tratando  ali  o  seu  negocio 
da  escravatura,  sem  que  lhes  seja  permittido  chegarem  ás  raias  para 
pôr  si  mesmos  negociarem  com  a  nação  dos  milúas,  segundo  a  vi- 
gorosa disposição  do  potentado. 

E  tanto  é,  que  nem  consente  que  os  milúas  passem  das  fron- 
teiras, mas  todos  hão  de  parar  ali  e  accenderem  de  noite  pharoes,  para 
dar  signal  que  está  gente  de  commercio.  Então  os  súbditos  do  dito 
potentado  Cassánci  recebem  a  fazenda  dos  negociantes  de  Loanda, 
e  a  conduzem  ás  fronteiras  para  negocio;  e  voltando  fazem  os  seus 
pagamentos  aos  respectivos  feirantes  donos  das  fazendas.  O  soberano 
d'este  reino  chama-se  Muáni-Cassánci;  a  banca  onde  reside,  Cas- 
sánci:  porém  o  reino  uns  chamam-lhe  Cassánci,  e  outros  Ngan- 
ghéla.  A  palavra  Cassánci  quer  áher pequena  gallinha. 

É  notável  na  lingua  bunda,  que,  aquillo  que  na  maior  parte  dos 
idiomas  se  distingue  pelas  terminações,  ella  o  dá  a  conhecer,  não 
por  estas,  mas  sim  pelas  letras  ou  syllabas  iniciaes,  como  succede 
no  singular  e  plural  dos  nomes,  e  nas  diíFerentes  vozes  e  inflexões 
dos  verbos.  N'este  particular  se  assimilha  a  lingua  bunda  primei- 
ramente com  a  lingua  hebraica,  chamada  a  lingua  santa:  é  verdade 
que  n'este  idioma  também  governam  as  terminações,  mas  sobretudo 
dá  um  grande  valor  ás  letras  iniciaes,  tanto  assim,  que  tendo  cinco 
conjugações,  e  um  só  verbo  auxiliar,  distinguem-se  as  conjugações 
por  uma  letra  inicial,  que  juntando-se  ao  verbo  serve  de  nota  ca- 
racteristica. 

Por  esta  rasão  é  que  os  hebreus  são  mais  austeros  e  cscrupu- 


XVIII 

losos  a  respeito  das  primeiras  letras  das  palavras,  do  que  das  finaes, 
como  declara  o  erudito  Cónego  Regrante  D.  João  da  Encarnação, 
na  sua  Grammatica  da  Lingua  Hebraica,  parte  iii,  cap.  iii,  §  1.° 
num.  2  prope  finem.  Eodem  inluitu  (diz  elle)  aspiciunt  Hebrm  ul- 
timam in  qualibet  diclione  literam  ;  qiiamquam  legis  islius  tam  ri- 
gidi  non  sint  custodes  circa  literam  ultimam,  qvnm  circa  primam. 
D'onde  se  segue  que  a  lingua  bunda,  quanto  ao  valor  das  letras  ini- 
ciaes,  tem  similbança  com  a  lingua  santa. 

Porém  ainda  muito  mais  se  assimilha  com  a  lingua  bunda,  na 
exposta  particularidade  com  a  lingua  geral  das  costas  do  Brazil, 
que  chamam  a  lingua  tupinamba.  Este  idioma  também  se  regula 
muito  pelas  iniciaes  das  palavras,  distinguindo  por  ella  as  pessoas 
dos  verbos:  é  porém  de  advertir  que  as  ditas  iniciaes  na  lingua  he- 
braica são  chamadas  pontos,  na  lingua  bunda  pronomes  dos  verbos, 
e  na  lingua  do  Brazil  pessoas  e  articules  dos  verbos  '. 

Comtudo  nos  nomes  é  muito  dissimilhante  da  lingua  bunda, 
não  tendo  os  nomes  da  lingua  do  Crazil,  nem  números  nem  casos 
distinctos,  á  excepção  do  vocativo,  que  algumas  vezes  muda  a  ul- 
tima letra.  O  plural  é  indicado  pela  matéria  de  que  se  trata,  ou  acres- 
centando-lhc  alguns  nomes  que  significam  multidão,  como  todos, 
tantos,  quantos,  muitos,  etc.  -.  Ao  contrario  a  lingua  bunda  tem 
regularidade  e  abundância  mui  comparável  ás  linguas  cultas  da  Eu- 
ropa. Ainda  poderão  haver  outros  idiomas  em  que  se  descubra  affi- 
nidade  com  a  lingua  bunda;  mas  esta  indagação  dependeria  de  um 
longo  trabalho,  que  me  é  necessário  empregar  em  outros  objectos. 

Tenho  brevemente  exposto  do  modo  que  pude  a  origem,  affini- 
dade,  extensão,  similhança  e  utilidade  da  lingua  bunda,  e  se  para 
a  intelligencia  d'esta  o  publico  achar  algum  auxilio  tanto  nas  pre- 
sentes Observações,  como  no  Diccionario,  eu  conseguirei  o  fim  dos 
meus  ardentes  desejos;  e  o  mesmo  publico,  percebendo  o  cansado  e 
útil  fructo  das  minhas  fadigas,  não  deixará  de  ser  benigno  em  des- 
culpar os  meus  defeitos. 


Vale. 


i  Vfja  se  a  Grammatica  da  Lingua  do  Brazil  do  Reverendíssimo  Padre 
José  de  Anchieta,  da  Companhia  de  Jesus.  cap.  vii,  pag.  20  e  21 . 
^  O  citado  auclor,  cap    iv,  pag.  9  e  10. 


íí:f=J^.-< 


PROEMIO 


DAS 


OBSERVAÇÕES  GRAMMATICAES 


DA 


língua  bunda.  loo-wJ^M/vuW 


losloque  a  grammalica  conste  de  quatro  partes,  que  são:  orthogra- 
phia,  prosódia,  etyraologia  e  syntaxe,  comtudo  o  auctor  não  se  propõe 
mais  do  que  dar  ao  publico  algumas  observações  que  n'esta  mesma  lingua 
tem  feito,  cingindo-se  o  mais  que  lhe  é  possível  áquella  mesma  ordem  que 
os  grammalicos  sempre  adoptaram,  não  ficando  desobrigados  os  angolen- 
ses  de  fazerem,  como  elle  mesmo  espera,  uma  mais  exacta  e  completa 
gramraatica,  visto  haver  entre  elles  sujeitos  capazes  de  similhante  empreza. 

PRIMEIRA  ORSERVAÇÃO. 

Tratam  commummente  os  grammaticos  da  etymologia,  para  que  se 
conheça  a  diversidad.e  que  ha  entre  as  letras,  syllabas  e  palavras  de  que 
se  compõe  o  alphabeto  d'aquella  mesma  lingua  de  que  tratam. 

'  O  alphabeto  da  lingua  bunda  consta  das  mesmas  letras  de  que  consta 
o  da  lingua  portugueza:  todas  eilas  se  pronunciam  da  mesma  forma  que 
em  portuguez,  excepto  o  a,  e,  o,  u  todas  as  vezes  que  forem  feridos  das  le- 
tras ff  e  li\  e  sobre  estes  houver  algum  apostrophe  ou  signal,  que  então 
se  pronunciam  differentemente  que  em  portuguez,  isto  é,  gutturalmente; 
v.g.,  Mug^áltu,  a  mulher,  A^'áltu,  as  mulheres,  IFúta,  a  espingarda,  d'onde 
se  collige  que  todas  as  vezes  que  as  syllabas  (fá,  g'é,  g'ó,  g'ú  ou  liá,  h'é, 
h'ó,  h'ú,  se  encontrarem  notadas  com  o  sobredito  apostrophe  se  pronun- 
ciam differentemente  que  em  portuguez;  igualmente  a  letra  i  todas  as  ve- 
zes que  for  ferida  da  letra  /*',  e  sobre  este  houver  o  tal  apostrophe,  posto- 
que  se  não  pronuncie  gutturalmente,  comtudo  tem  uma  pronuncia  diffe- 
rente  da  portugueza,  e  é  a  que  chamam  nazal;  v-.  g. ;  Ihlii,  que  tem?  por 
cujo  motivo  para  se  evitarem  os  muitos  erros  que  nascem  da  má  pronun- 
ciação  das  syllabas,  deve-se  ter  todo  o  cuidado  no  fá,  g'é,  g'ó,  g'ú,  no 
h'á,  h'é,  lió,  h'ú,  e  no  i'h,  h'i,  que  com  o  sobredito  apostrophe  ou  outro 


í^V 


2  GBAMMATICA 

qualquer  signal,  tem  uma  muito  diíferente  pronuncia  do  que  quando  o 
não  tem. 

Ha  duas  syllabas  entre  os  ífliundos,  que  têem  uma  pronuncia  equivoca, 
porque  umas  vezes  se  pronuíiciam  como  em  portuguez,  outras  como  em 
Italiano;  para  nos  sabermos  pois  determinar  devemos  fixamente  assentar, 

aue  o  apostrophe  ou  signal  posto  sobre  varias  letras  do  alphabeto  dos  ábun-  >v 
os  é  que  mostra  a  verdadeira  pronuncia  de  varias  syllabas,  e  faz  com 
que  a  palavra  sempre  se  conserve  na  sua  própria  natureza;  por  cujo  mo- 
tivo todas  as  vezes  que  as  duas  syllabas  c'i  e  chi  não  tiverem  sobre  a  letra 
CO  tal  apostrophe  devem-se  pronunciar  como  em  portuguez;  pelo  contra- 
rio todas  as  vezes  que  se  encontrarem  com  o  sobredito  apostrophe  se  pro- 
y/.  nunciarão  como  em  italiano;  v.  g.,  QuicúccH,  quanto?  Chiámi,  meu.  N'este 
mesmo  logar  deve-se  fazer  menção  da  syllaba  ([ui,  que  sendo  marcada 
com  apostrophe,  vale  o  mesmo  que  a  sobredita  syllaba  clii,  ese  deve  pro- 
nunciar da  mesma  maneira,  porém  se  escreve  com  differentes  letras  por 
ser  assim  necessário;  v.  g.,  Q'uiátul,  pouco. 

Os  abundos  confundem  no  principio  da  palavra  a  letra  r  com  a  letra 
d,  e  esta  com  a  letra  r,  por  isto  umas  vezes  parece  que  dizem  Biála,  o  ho- 
mem, outras  Diála;  porém  a  sua  verdadeira  pronunciação  é  Riála,  mas 
não  se  deve  carregar  muito  a  lingua  sobre  a  letra  r,  ou  a  syllaba  ri,  como 
se  faz  no  portuguez:  a  pronuncia  deve  ser  mais  branda,  o  que  se  deve  ob- 
servar em  todas  as  palavras  que  principiam  com  a  syllaba  ri,  como  são 
todos  os  nomes  da  quarta  declinação  na  voz  do  singular.  Â  mesma  confu- 

\  são  fazem  os  albundos  em  pronunciar  o  artigo  do  genitivo;  outros  parece 

que  dizem  Riá',  outros  Diá,  quando  a  sua  pronuncia  deve  ser  branda  sim, 
mas  tal  que  sempre  soe  Riá;  v.  g.,  Riá  Petéro,  de  Pedro;  para  se  obvia- 
rem pois  os  muitos  erros  que  possam  resultar  da  má  pronunciação  das  pa- 
lavras, deve-se  attender  ao  melhor  som  que  fizerem  ao  ouvido  as  palavras 
pronunciadas  pelos  naturaes  do  mesmo  reino  de  Angola. 

f^^^  Ha  entre  os  albundos  um  particular  uso  relativo  ás  palavras  que  come- 

çam por  consoante,  consiste  este  em  fazerem  soar  no  acto  da  pronuncia  da 
palavra  um  «antes  da  letra  por  que  a  palavra  coflieça,  como;  v.  g.,  ^búri, 
o  carneiro,  Ngómbi,  o  boi,  J^íç/úma  o  inimigo;  porém  apesar  d'esteuso  Ião 
frequente,  comtudo  não  é  praticado  em  iodas  as  palavras  que  começam 

o-^  por  consoante,  porque  muitas  vezes  acontece  entre  os  aibundos  pronuncia- 
rem muitas  sem  que  sôe  o  tal  n,  como;  v.  g.,  Zámbi,  Deus,  Zámbaf,  ele-  (9/ 
fante,  etc,  que  não  admittem  n  antes  da  letra  inicial,  por  isso  que  não  soa 
na  pronuncia.  Da  mesma  maneira  na  palavra  Bundo  que  significa  o  an- 
golano, e  angolana  raras  vezes,  e  alguns  tão  somente  por  aíTectação  fazem 
soar  na  pronunciação  a  letra  n,  dizendo  Nbúndo,  quau  lo  a  sua  verdadeira 
inicial  deve  ser,  ou  o  mesmo  b,  e  dizer  Bundo,  ou  deve  ser  a  inicial  mu, 
e  dizer  Mubúndu,  pela  rasão  que  a  inicial  do  plural  é  a  letra  o,  e  é  nome 
que  pertence  á  primeira  declinação.  Mubúndo,  o  angolense,  (éúndo,  os  va-^ 
angolenses. 

A  etymologia  da  palavra  Bundo  ou  Búndfí  deduz-se  do  verbo  Cubúnda,/ (^ 
bater,  este  verbo  significa  igualmente  o  mesmo  tanto  na  lingua  bund?; 
como  na  do  Congo,  e  por  isso  julgo  ser  este  nome  Bundo  próprio  dos  po- 
vos de  Angola,  por  terem  em  outros  tempos  batido  algumas  nações  visi- 
nhas,  e  ficarem  talvez  por  este  motivo  intitulando-se  dbundos,  batedores,  i,^^ 
isto  c,  vencedores. 


DA  língua  BUNDA.  O 

As  diversas  linhas  postas  no  meio  das  palavras  abundas  se  põem  para  / 
que  os  principiantes  conheçam  a  difFerença  que  ha  entre  os  nomes  sini-  ' 
pies  e  compostos;  asaddições  que  umas  vezes  se  lhe  ajuntam,  outras  se  ti- 
ram para  distinccão  das  vozes  differentes  dos  casos,  números  e  pessoas; 
V.  g.,  Ca-móna,'o  filho  pequeno.  Mona  é  o  nome  simples,  que  signi- 
fica filho;  ca,  antes  do  nome  iMóna  é  signal  de  que  elle  é  diminutivo: 
d'onde  para  em  bundo  se  dizer  filho  diz-se  Mona,  e  para  se  dizer  o  filho 
pequeno  diz-se  Camóna. 

SEGUNDA  OBSERVAÇÃO. 

DOARTIGO,  NOME  E  SUAS  DIFFERENÇAS. 

Artigo  é  uma  palavra  que  por  si  só  nada  significa;  mas  posto  na  ora- 
ção antes  do  nome,  lhe  determina  a  sua  significação  geral,  fazendo-a  per-   , —      ^^ 
tencer  a  uma  só  pessoa  ou  cousa;  v.  g.,  Petéro  beca  cji Matému,  Pedro  da  ^■^-  -'  '     -^ 
cá  as  enchadas,  onde  o  artigo  co  em  bundo,  e  as  em  portuguez,  precedendo 
o  nome  Matému,  enchadas,  lhe  determina  a  sua  geral  significação. 

Igualmente  o  artigo  demonstra  os  géneros,  números  e  casos  dos  nomes 
a  que  se  antepõem;  porém  como  em  linguagem  buncia  o  artigo  é  de  uma  /  ^^ 
só  espécie,  e  por  isso  sempre  o  mesmo,  tanto  para  o  género  masculino  co- 
mo para  o  feminino,  somente  demonstra  o  caso  e  o  numero;  para  conhe- 
cermos pois  o  género  de  qualquer  nome,  é  necessário  attendermos  ao  ad- 
jectivo que  se  lhe  segue  ou  está  próximo,  e  se  este  significar  macho,  então 
o  nome  é  masculino;  pelo  contrario  se  o  adjectivo  significar  fêmea  o  nome 
será  feminino;  v.  g.,  o  Móna^e^ámi riála  uála  bucánca,  o  filho  meu  ma- 
cho está  fora.  H'ánç'i  o  Móna-^iámi  iá  mug'áttu  uála  bucánea,  também  y 
a  filha  minha  fêmea  está  fora;  d'onde  se  infere  que  o  artigo  o  bundo  serve  ^yj 
tanto  para  o  masculino  como  para  o  género  feminino,  e  gue  o  género  do 
nome  se  conhece  pelo  adjectivo  com  que  concorda:  por  isso  no  primeiro 
exemplo  Mona  é  masculino,  porque  o  adjectivo  Biála  significa  macho,  e 
no  segundo  exemplo  é  feminino  o  mesmo  nome  Móvm,  porque  o  adjectivo 
Mu^'áttu  significa  fêmea;  á  vista  d'isto,  segue-se  que  não  é  o  artigo  que 
denota  o  género  do  nome,  ou  elle  seja  próprio  ou  appellativo;  por  isso  que 
elle  é  o  mesmo  para  ambos  os  géneros,  e  isto  constantemente  em  todos  os 
nomes  ou  sejam  animados  ou  inanimados,  sejam  de  terminação  em  u  como, 
j  Uy  "V.  g.,  Quibúng^,  que  significa  tanto  o  lobo  como  a  loba;  sejam  de  termina- 
'  cão  em  a,  como  Imbua,  que  significa  tanto  o  cão  como  a  cadella;  seja  fi- 
nalmente qualquer  que  for  a  terminação  ou  a  inicial,  é  próprio  dos  nomes 
abundos  serem  todos  promíscuos  ou  epicenos,  como  lhe  chamam  os  gram- 
maticos,  e  por  isso  dependerem  de  outro  que  signifique,  ou  o  sexo  a  que 
pertencem,  ou  o  género  que  lhe  compete,  o  que  tudo  se  vè  praticado  nos 
exemplos  acima.  Não  obstante  ser  esta  regra  tão  universal  e  constante,  com- 
tudo  tem  a  sua  excepção,  como  se  vê  nos  seguintes  nomes,  que  não  são 
epicenos,  como  os  mais. 


Táta,  o  Pae. 
Mama,  a  Mãe. 
Caiála,  o  Rapaz. 


Quilúmba,  a  Rapariga. 

Munúmie,  o  Marido. 

Mucáqi,  a  MuUiLf.     f  i^M/^v-^i^^} 


>.     '- 


GBÀMMATICA 


iála,  o  Homeiu. 
'Muçfáttu,  a  Mulher. 
Quiirléri,  o  Aio. 
Masséca,  a  Aia. 
);  QuimbfU,  o  Feitor. 

Ngangúla,  o  Mestre  ferreiro. 
J:At-  Corumbóla,  o  Gallo. 

-    Sáiifi,  a  Gallinha.  , 

C/'  Sóéa,  o  Cabeça  do  povo.  o  cit2,At, 
Qj  ,/^/l<    Mnáni-Pút,  o  Rei  de  Portugal.  * 

'  ^    '      3Iuáni-Cónf/o,  o  Rei  do  Congo. 
/í/'        ,    BémbQ,  o  Potentado. 


Mumil,  a  Mulher  principal  do  Sova. 

Sammasánça,  a  segunda  Mulher  do 
Sova . 

Sammanrjila,  a  terceira  Mulher  do 
Sova. 

Quilámba,  o  Capitão  da  Guerra  Pre- 
ta. 

Tenãdla,  o  Companheiro  do  Feitor. 

.Kfjánga,  o  Sacerdote. 

JVgnvúhi,  o  Governador.  a 

Calfaiácjl,  o  Mestre  Alfaiate,    fíi 

31e.sjéne,  o  Mestre.  /^ 


êAú 


Os  abundos  não  lèera  substantivo  augmenlativo;  servem-se  do  adje- 
ctivo j^i/mni^.  quando  querem  augnientar  alguma  cousa,  isto  é,  exprimi-la 
em  modo  de  comparativo;  e  para  exprimirem  esta  mesma  cousa  em  modo 
^  /de  superlativo,  então  juntara  ao  mesmo  adjectivo  Quínéne  um  outro  nené, 

'  )r\  ih/T)  e  dizem  assim  ^m/a  Qitéiéne  homemzarrão,  'jtiala  ^njfncne-nene  homem 
''  /^  muito  grande:  íôem  alem  d'isto  os  qjbundés  outro  modo  de  exprimirem  os 
/'vvs.^l'  ggyg  comparativos,  e  é  juntando  a  qualquer  nome  o  adjectivo  Muéne  que 


/' 


O-v-^ 


■/- 


significa  mesmo;  v.^.yj/tiála  Muéne,  é  mesmo  homem;  isto  é,  fallando  de 
um  homem,  que,  ou  ém  letras,  ou  em  armas,  ou  em  qualquer  outra  vir- 
tude, se  tem  distinguido  entre  os  outros  homens. 

Não  têem  os  abundos  substantivo  diminutivo;  quando  porém  querem 
fazer  algum  nome  diminutivo,  coslumani  pôr  antes  d'elle  a  partícula  ca; 
v.g.,  Ca-móna.  o  (ilho  pequeno;  outras  vezes  se  servem  do  adjectivo  c^/t'^,  jÇy* 
como;  V.  g.,  3J(Jna  cafél/,  filho  pequeno;  outras  vezes  se  servem  tanto  fla 
partícula  ca  como  do  adjectivo  cafélf;  v.  g.,  Ca-móna  cafél/,  o  filho  peque- 
no, e  quando  querem  fazer  o  nome  mais  diminutivo,  então  juntam  ao 
mesmo  adjectivo  ca-fclí  um  outro  fél/.  c  dizem  assim  Ca-móna  ca-féljt-fél/, 
o  filho  pequeno  recem-nascido:  Ca-^(júlu,  o  porco  pequeno,  Ca-ngulii  ca- 
^/zIq.  feli,  o  porquinho  mais  pequeno,  Ca-ngúlu  ca  fé  l/í- fél/,  o  leilãosinho  nascido 
de  poucos  dias:  ainda  costumam  de  uma  outra  maneira  explicar  os  seus  di- 


/ 


tle  poi 
/.  minutivos,  e  é  por  uma  negação;  v.  g.,  PeUro  qui  Riúla  cfidé,  Pedro  não  é 
homem;  isto  é.  ou  é  de  poucos  talentos,  ou  de  poucas  forças,  ou  totalmente 
destituído  de  todas  as  boas  qualidades,  e  isto  em  contraposição  do  modo 
com  que  costumam  algumas  vezes  exprimir  os  comparativos,  que  é  por 
uma  allirmação;  v.  g.,  Miála  muéne gué,  é  homem  mesmo.  Advirta-se  que  é 
entre  os  ailmndos  um  conhecido  desprezo  fallar  a  um  homem  ou  a  uma 
mulher  pòr  lermos  diminutivos;  v.  g.,  Ca-iála,  homemzinho,  Ca-]i'áttu, 
mulherzinha.  ' 

TERCEIRA  ORSERVAÇÃO. 

DA  DECLINAÇÃO  DOS  ARTIGOS  DOS  ABUNDOS. 


Já  dissemos  que  o  artigo  é  uma  palavra  que  por  si  só  nada  significa,  e 
que  denota  os  géneros,  números  e  casos  dos  nomes  a  que  precede;  tam- 

■     '      '    '        3sculino  como 

lece  o  género 


que  denota  os  géneros,  números  e  casos  uos  nomes  a  que  pic( 
bem  dissemos  qúe  o  artigo  bundo  é  o  mesmo  para  o  género  masci 
para  o  femiuino,  e  que  por  isso  não  é  pelo  artigo  que  seconhec 


Li 


DA  língua  bunda.  5 

do  nome:  ago!  a  só  nos  resta  dizer  os  seus  differentes  casos  em  cada  um  dos 
números. 

Niíoiero  singular.  ,  Numero  plural. 

Nora.  p,  Ia.   ,  Nom.   Co,  Ja,  Cuá. 

W   Gen.    Quiá,  Riá,  la,  Guá.  Geu.    Quiáji,  Cuá,  Ja. 

•^^  Dat.     A,  Ia. '  (/  Dat.     O,  Cuá. 

Acc.     O,  Ia.  OÀy  Acc.     Co,  Cuá,  Já. 

/     Voe.     He.  Voe.     He. 

\J       Ablat.  C/i,  Mo,  Bu,  Ia,  Guá.  Ablat.  Co,  Mo,  Bu,  Cuá,  Já. 

Este  é  pois  oartigo  que  tanto  serve  para  ogenero  masculino  como  para 
o  feminino,  o  que  claramente  se  vè  nos  seguintes  exemplos. 

,     .  Numero  sinulgar. 

77  i  9}/    "  ■'   Nom.    á^iája o  Homem. 

U  /  «^/t/  Gen.    ^iá  fliála do  Homem. 

•ht    l  %l    «oZ/I^at-     A  áiála ao  Homem. 

ifh  j/J^  m^  Acc.     Çfjíiála  . .  .CbJJbiu o  Homem. 

Voe.    Re  ^iála .  .^^^ ó  Homem. 

Ablat.  C(f  Riála U>^/3{\y ^^  Homem. 

Numero  plural. 

(/j     Nom.    C4  Mala os  Homens. 

Gen.    Quiá  Mala , dos  Homens. 

Dat.     O  Mala aos  Homens. 

///       Acc.     CfS  Mala os  Homens. 

/        Voe.     He  Mala ó  Homens . 

U/     Ablat.  6y  Mula dos  Homens. 


'Uh 


Numero  singular. 


j  I  muuienj  siugiiiar. 

,  Nom.  p  Mufállu a  Mulher. 

^^jU  Gen.    ^iá  Mu^áttu da  Mulher. 

/     Dat.     A  Muífattu  .  ..  A. á  Mulher. 

*      Acc.     O  Mufáltu  .  ..  .-Â' a  Mulher. 

Voe.    He  31uJ'áttu  . .  .  .^ ó  Mulher. 

l/J       Ablat.  6/  Mufáttu ^ da  Mulher. 


,  iNumero  plural. 

U^    Nom.    Cq/A^'átlu  .Jy as  Mulheres. 

Gen.    lá  Afáttu  .  /y. das  Mulheres. 

Dat.     O  A^'áltu.  .  ./> ás  Mulheres. 

fjj     Acc.     C4  A§'áítu  .M. as  Mulheres. 

'      Voe.    He  A(j'áttu .  .4^, ó  Mulheres. 

C/í    Ablat.  C0  Aêáttii  ..4%/. das  Mulheres. 

O  artigo  iá  bundo  em  todos  os  casos  do  singular,  excepto  o  casovoca- 
,   tivo,  é  como  um  artigo  universal,  que  muitas  vezes  os  abundos  põem  sem     .     //) 
Uf   alguma  necessidade  como ;  v.  g.,  ^  Mona  /liiámi  iá  Miifáttu,  que  em  por-    H  fl^ 
luguez  quer  dizer:  a  filha  minha  a  fêmea;  onde  se  vê  que  o  artigo «'«  posto 


6  GBÂMMATIGA 

l^  antes  do  adjectivo  3íiig'átlu,  fêmea,  não  é  :">ecessario,  não  obstante  csabua- 
dos  muitas  vezes  o  põem,  porque  lhes  parece  que  assim  faliam  com  mais 
energia ;  o  mesmo  artigo  id  em  os  outros  casos  faz  as  vezes  do  artigo,  como ; 
V.  g.,  JI'úta  iá  Petéro,  espingarda  de  Pedro:  n'este  exemplo  o  dito  artigo  -  j 
iá  bem  se  vê  que  faz  as  vezes  do  artigo  do  genitivo  qiúá  ou/m.  O  mesmo  H^ 
succedc  nos  casos  do  plural  com  o  artigo  cuá,  que  os  abundos  usam  varias 
vezes  no  caso  nominativo  sem  alguma  necessidade,  e  outras  vezes  o  põem 
em  logar  do  artigo,  do  caso,  etc. 

QUARTA  OBSERVAÇÃO. 

DA  TERMINAÇÃO  DOS  NOMES  ABUNDOS. 

/  Tem  cada  um  dos  nomes  £^l)undos  uma  só  terminação,  sempre  a  mesma 

('^^  em  todos  os  casos,  e  em  ambos  os  números  tanto  do  singular  como  do  plu- 
ral, os  quaes  somente  se  distinguem  pelo  artigo  e  letra  inicial  de  cada  um 
%f^  d'elles;  v.  g.,  Jiiàla,  o  homem,  em  todos  os  casos  do  singular  é  sempre  o 
mesmo  como  fica  dito,  e  só  pelo  artigo  é  que  se  distinguem  uns  dos  outros: 
conseguintcmente  no  plural,  que  em  todos  os  casos  é  3Idla,  os  homens,  como 
se  lê  no  exemplo  acima;  d'onde  se  infere  que  é  o  artigo  e  a  letra  inicial 
que  determina  tanto  os  casos,  como  o  numero  dos  nomes. 

QUINTA  OBSERVAÇÃO. 

DO  NUMERO  DAS  DECLINAÇÕES  E  DAS  VOZES  DOS  NOMES  ABUNDOS. 

As  declinações  dos  nomes  abundos  parece  serem  quatro,  as  quaes  se 
distinguem  umas  das  outras  não  pela  terminação,  como  acontece  em  outras 
línguas,  mas  sim  pelas  letras  iniciaes. 

Todos  os  nomes  abundos  têem  dois  números  singular  e  plural,  á  exce- 
pção dos  seguintes  nomes,  que  os  abundos  pluralisam  com  o  nome  adje- 
ctivo Q'mavúl,  cuja  voz  do  plural  é  iavúl,  muitos. 

Singular.  Plural. 

MénJia,  a  agua.  Ménlia Áámdi,  muitas  aguas. ,    '^*'^  /c-(^ 

Macútu,  a  mentira.     /,  Macútu  iávul,  muitas  mentiras.  ^v^/{/' 

3/a/í'ffc,%',  o  sangue,  á  Ji.  3Ialí'ác'i  (ávul;  mmlo  sâugae.  w^,  ^i^ 

/^      Manhinea,  o  sangue.  3Ianhin£aiávul,  muito  sangue.  ^/'^■^ /i- 

^V  /    tst/        ^^  também  o  nome  Jibundo  que  carece  do  singular,  que  quer  dizer  os 
/         '  dinheiros  ou  as  moedas,  se  beni  ha  outro  nome  que  significa  o  mesmo  di- 
nheiro, que  se  porá  entre  os  nomes  da  terceira  declinação;  se  ha  pois 
outros  nomes  que  carecem  do  singular,  ou  plural,  deve  ser  cousa  rara. 

PRIMEIRA  DECLINAÇÃO. 

Todos  OS  nomes  da  primeira  declinação  têem  no  singular  por  letra  inicial 
um  m,  e  no  plural  uma.  Outros  nomes  d'esta  mesma  declinação  conservam 


DA  LÍNGUA  BtJNDA. 


no  plural  a  inicial  do  singular,  mas  mudam  a  segunda  letra  em yò  i,  coúao    / 
tudo  se  vê  nos  seguintes  nomes :  ' 


i  /c 


NOMES  ABUNOOS  QUE  MUDAM  A  INICIAL  EM  A. 


/<A. 


Numero  siDgular. 

0  Mona,  o  Filho.  // 

Ó  Múcíi,  o  Morador. 

Ú  Múitu,  a  Pessoa.        / 

ÇÍMu/úttu,  a  Mulher./- 

GMntúri,  o  Viuvo  ou  a  Viuva. 

0 Munzénza,  o  Estrangeiro. 

O  Mulúlu,  o  Bisneto. 

Çf  Molónqui,  o  Exemplo. /^ 

(í  Mpbúndo,  ojíegco.     ^JiiJt^ 

fOMundéle,  o  Branco.    ^ 
yf  Macála,  o  Carvão. 
Muhinhu,  o  Cabo  de  Enchada. 
Muhmdúri,  o  Herdeiro,  hí, 
t/Miiénhi,  o  Hospede. 
yíMulúnda,  a  Ilha. 
yf  Macónco,  a  Divida. 
0MucáeM,  o  Habitador. 
(^  Mafibúndu,  Insecto  que  morde 

jó.Mulaúla,  o  Neto. 

0  Bún(ló,  o  Ângolano^-'^-^'"-' 


Numero  plural. 


Co  Ana,  os  Filhos.  / 

Cq  Aàua,  os  Moradores.  /C- 

Cú  At  tu,  as  Pessoas. 

Cb  A^'áttu,  as  Mulheres.  ' 

Gp  Atúri,  os  Viúvos  ou  Viuvas. 

Q)  Anzénza,  os  Estrangeiros. 

ú)  Alúlu,  os  Bisnetos. 

Ôo  Alónqui,  os  Exemplos^    ^ 

Co  Abiindu,  os  Ni|jrn"    éfjiM^ 

Co  Andéle,  os  Brancos. 

6*0  Acála,  os  Carvões. 

Cb  Abínhu,  os  Cabos  das  Enchadas. 

Co  Alundúri,  os  Herdeiros. 

Cõ  iiíri/í/,  os  Hospedes,      / 

CÒ  Álúnda,  as  Ilhas. 

rój4cd«co,  as  Dividas. 

Co  A^hi,  os  Habitantes. 

Cá  Aribúndu,  os  Insectos  que  mor-  -^^ 

Cà  Alaúla,  os  Netos.  /  y     y- 

6'é  Abúndp,  os  Aogokoôs,      /  ^     f^U/io 


í^ 


Os  nomes  abundos  d'esta  primeira  declinação,  que  conservam  no  plural 
a  inicial  do  singular,  e  mudam  a  segunda  letra  em  a  letra  i,  são  os  seguintes; 


Numero  singular. 

O  Ménha,  a  Agua. 

O  Muffúnu,  o  Oflicio. 

O  Mué(u,  a  Barba.  X 

0  Mulónga,  a  Palavra. 

O  Muénhu,  a  Alma  ou  a  Vida. 

O  Mucfima,  o  Coração,    ii, 

ÓMaJiácfi,  o  Sangue,    /v 

ó  ManUnéa,  o  Sangue.   ^ 

0  Mucánaa,  a  Carta. 

O  Mulóngo,  o  Remédio. 

O  Mongónyo,  o  Espinhaço. 

i) Muzuéfi,  o  Fallador.  \-f\^ 

i^ Muchíba,  a  krteriã. 

O  Muinu,  a  Garganta.* 

(V  Múcfi,  a  Arvore.    'A- 

(P  Mufúmbu,  o  Beiço.  X 

^  Mv,fémm,  o  Bico.  •'^«^wpi.VLlvvvjA^ 

ò  Macútu,  a  Mentira.  ' 


Cd 

Cq 

a 


Numero  plural. 

Carece. 

Miffúnu,  os  Officios.  / 
Mimu,  as  Barbas,    -w 
Muónga,  as  Palavras. 
Miénhit,  as  Almas  ou  as  Vidas. 
Miei  ima,  os  Corações.     Ju 

— Carece. 

, Carece. 

Micánda,  as  Cartas. 

Minlóngo,  os  Remédios, 

M^óngo,  os  Espinhaços./)^ 

Mizuéti,  os  Falladores.   s^',_ 

Michioa,  as  Artérias.       , 

Mdiu,  as  Gargantas,      l^ 

Míc/i,  as  Arvores.       ^ 

Mifúmbu,  os  Beiços.     2: 

Miêêmm,  os  Bicos  dos  passares. Z^^X/^iX^ 

Carece.  " 


s 


Numero  singular. 


P  Mucútu,  O  Corpo, 
^yw      pi/íí/^ií,  O  Dedo. 
V Múlue,  a  Cabeça. 
^      O  3íutú/i,  o  Viuvo. 
O  3Iunha,  o  Palmito. 
O  Mussócu,  o  Palmito. 
'^       ,  .v.*.ví.r.R^.tf^. ..     Carece. 


liRAMHATICA 


au 


Numero  plural. 

Cq  Micútii,  OS  Corpos. 
CúMUàbu,  os  Dedos. 
^q  7¥i7í/e,  as  Cabeças. 
C^Mitúri,  os  Viúvos. 
Cí^  Minha,  os  Espinhos. 
r(|  Missócu,  os  Palmitos. 
Cd  3Iid^i(i,  as  Entranhas. 


SEGUNDA  DECLINAÇÃO. 


'^ 


í-3 


Todos  os  nomes  da  segunda  declinação  icem  ittrsiniitiiar  pot -tetpa  inieiol 
mají,  6  no  plural  a. ^yllabaje,  como  se  vè  nos  seguintes  exemplos: 


Numero  siniíular. 

OXgánna,  o  Senhor. 
O  Pigariáma,  o  Pobre. 
OMgànga,  o  Sacerdote. 
OJIfdándu,  o  Parente. 
O  Pfgangúia,  o  Ferreiro. 
■y^x-       O  Ndába,  o  Cabello. 
ONgita,  o  Pássaro. 
ONgilla,  o  Caminho. 
ONgómbe,  o  Boi. 
ONbii^i,  o  Carneiro.  íf-v 
O  Nguma,  o  Inimigo. 
O  Ngúhf,  o  Porco. 
O  Ngóngo,  o  Gémeo. 
ONgúnga,  o  Sino. 
O  Ngittu,  a  Colher. 
ONgúsu,  a  Força. 
O  Ngarióndo,  a  Supplica. 
Õ  Ngátto,  o  Gato.  --.._ — - 
OiV^onç/z,  o  Soberbo.    / 
ONghígi,  o  Rio. 
-     O  Jyiwjui,  a  Abelha. 
O  Ndèmbu,  o  Potentado. 
O  Nguvúhi,  o  Governador. 
ONvúnda,  a  Bulha.        -        .  . 
ONzala,  a  Fome.  CiA^  U^ 

O Nbángi,  a  Ilharga. 
ò  Ndúndu,  o  Murro. 
O  Ngubatéte,  a  Vespa. 
O Ngachácha,  o  Espirito. 


Numero  plural. 

Co  Jingánna,  os  Senhores. 
Cp  Jingariáma,  os  Pobres. 
Cò  Jingánga,  os  Sacerdotes. 
C(i  Jindàndu,  os  Parentes. 
d?  Jingangúla,  os  Ferreiros. 
Có  Jindã)a,  os  Cabellos.    *vu 
Cò  Jingila,  os  Pássaros. 
CpJingilla,  os  Caminhos. 
óp.Jingómbe,  os  Bois.       ^ 
CoJinbúyi,  os  Carneiros. ,í^- 
CçJingpma,  os  Inimigos.    ^ 
(7(?  Jingúlu,  os  Porcos. 
C^  Jingóngo,  os  Gémeos. 
Ci  Jingánga,  os  Sinos. 
Cí  Jingútu,  as  Colheres. 
C(f  Jingúsu,  as  Forças. 
C^  Jingarióndo,  as  Supplicas. 
Có  JingáltQ,  os  Galos.     — "" 
í'ò  Jingán(/i,  os  Soberbos.  /(^ 
Co  Jinghigi,  os  Rios.  <• 

Cf>  Jinhmui,  as  Abelhas.    ^í- 
CJ)  Jindembu,  os  Potentados, 
d)  Jinguvúlu,  os  Governadores. 
C)  Jinvúnda,  as  Bulhas. 
Càtíxe/Nzála  iémri. 
Co  Jinoángi,  íis  Ilhargas. 
C)  Jindiuidu,  os  Murros. 
C©  Jingubatéte,  as  Vespas. 
C«  Jingachácha,  os  Espíritos. 
Cf  Jibúngu,  os  Dinheiros. 


Os  seguintes  nomes  devem  pertencer  a  esta  mesma  declinação,  porque 
todos  têem  a  syllaha  inicial  do  numero  plural  j»,  aindaque  no  singular  le- 
nham uma  inicial  differente  do  n: 


Numero  singular. 

Qffógi,  o  Leão. 

P  Tettambúca,  a  Estrella, 
,    Ú  B'áchi,  o  Doenle. 

O  Pámbu,  o  Caminho. 
,'  OM^nfo,  a  Casa.  2. 

O  Táta,  o  Pae. 

O  Mama,  a  Mãe. 
i^  0  Pánjiri,  o  Irmão. 
^    0  CúcU,  o  Avô  ou  Avó. 

Ò Imbua,  a  Cadella.d  ' 

QZámba,  o  Elefante. 
/o  QPóUf,  a  Cara. 
X,  M^í'n/a,  a  Camisa. 

(XPónda,  a  Cinta. 

O^Fillisúcu,  a  Verdura. 

ÚSóssu,  a  Faísca. 

O.Dulúlu,  o  Fel. 
OH'ónomi,  o  Genro. 
O  H\iéri,  o  Cunhado. 
Ó  Tdmbi,  o  Choro. 
Ólmbia,  a  Panella. 
á  yú/Zu,  o  Peito. 
à  n'éte,  a  Curiosidade. 
õ  Zúndu,  o  Figado. 


DA  língua  bunda. 


rv". 


H^  Numero  plural. 

Co  Jih'ógi,  os  Leões. 

Co  Jitettambúca,  as  Estrella 

Cq  JiKáchi,  os  Doentes. 

C(\  Jipámbu,  os  Caminhos. 
í  Cú  Jmfo,  as  Casas,  v; 
.^o.'  Co  Jitftta,  os  Paes. 

Tó  Jimáma,  as  Mães. 
íz/Có  Jifpdnpii,  os  Irmãos.   /^ 
'  Cé  Jicúcufos  Avôs  ou  Avós. 
'   Cò  Jimbua,  as  Cadellas. 

C©  Jinzdmba,  os  Elefantes. 

Cô  Jipóllu,  as  Caras. 

Co  Jmn$a,  asCaraisas.Z 
.    C<?  J  tf  onda,  as  Cintas, 
í'  Co  /í/(^//í5wa(^,as  Verduras. 

Co  Jisóssii  iiàJFiiUçii  as  Faíscas  de 
%o; 

Co  Jmdulúlii,  os  Féis. 

Co  Jilionómi,  os  Genros. 

Co  Jiliuéri,  os  Cunhados. 

Co  Jitámbi,  os  Choros. 

Co  Jimbia,  as  Panellas. 

Co  Jitúllu,  os  Peitos. 

Co  Jiliéte,  as  Curiosidades. 

Cd  Jizúndu,  os  Fígados. 


w 


TERCEIRA  DECLINAÇÃO. 

Todos  os  nomes  abundos  que  no  singular  tiverem  por  letra  inicial  um 
q,  hão  de  no  plural  ter  um  i,  e  pertencem  á  terceira  declinação,  como  são 
os  seguintes  nomes : 


Numero  singular. 

0  Quiánsu,  o  Ninho. 
0  Qui^úa,  o  Dia.  "-L 

Quippúna,  o  Joelho. 

Quináma,  a  Perna. 

Quiato^ála,  o  Doce.   ^^ 

Qmála,  a  Unha.  ^^ 

Quifinm,  a  Mandioca.  ^ 

Quimd,  a  Cousa. 

Quigílla,  o  Preceito. 

Quiba,  a  Pelle. 

Qupiíngu,  o  Lobo. 

(^Muiío;?,  o  Peccado.      . 

Quissúcf'i,  o  Hombro.  ^ 

Quitéque,  o  ídolo. 
d  Quiffúba,  o  Osso. 
()  Quilúngi,  o  Juizo. 


vA'  Numero  plural. 

C^  /awíM,  os  Ninhos. 

Cè  //ik,  os  Dias.     z. 

CJ)  Ippúna,  os  Joelhos. 

C|>  Ináma,  as  Pernas. 

d>  lato^ála,  os  Doces.    - 

Cb  7á/fl,  as  Unhas. 

Cp  I/infu,  as  Mandiocas.  /^ 

Co  /ma,  as  Cousas. 

Co  lailla,  os  Preceitos. 

Cb  loa,  as  Pelles. 

Cé  B)úngu,  os  Lobos.     /  vw 

Co  ítiixi,  os  Peccados. 

Cô  íssúcfH,  os  Hombros.  ^ 

C^  Itéque,  os  ídolos. 

0)  Iffúba,  os  Ossos. 

Cp  ilúngi,  os  Juízos. 


^v^. 


(háX^^ 


10 


GBAMMATICA 


iJil 


'^^'^'  Numero  singular. 

O  Quissénde,  o  Calcanhar. 

O  Quitlanfiána,  o  Intervallo. 

p  Quiclnnda,  o  Escarro. 

ip  Quiffúlu,  a  Escuma. 

O  Quissúla,  a  Esterilidade. 

ú  Quiffúmbe,  o  Ladrão. 

O  Qmlénde,  o  Cacho  de  frucla. 

Ú  Quichima,  o  Poço. 

O  Quichima,  a  Fonfe  de  agua. 

O  Quicútu,  o  Conselho  mau. 

O  Quiffiquila,  o  Conselho  bom. 

Ú  Qnimatúnda,  a  Decência. 

O  Quissássa,  o  Maio. 

O  Quissássa,  a  Arvore. 

O  Quicúnda,  a  Entrega. 

0  Qiiilembequéíta,  a  Sombra. 

O  Quilúmha,  a  Rapariga. 

Q  Quigirila,  a  Inclinação. 

p  Qutfjuésse,  o  Caracol. 

ip  Quidnfu,  a  Palha. 

©  Quicúia,  o  Gago.x 

q>  Quittúla,  a  Flor. 

O  Quim^a,  a  Frigideira  .^'(J^t^W) 

'^  Quiffufúnha,  a  Gengiva. 

QuilangfUu,  o  Guarda. 

Quissucninu,  a  Bexiga. 

Quinfjóngo,  a  Bexiga,  Papíila. 
ú  QuHá/i,  o  Dinheiro.    I^u 
(í  Quizdvu,  o  Bofe. 


'^  Numero  plural. 

Co  Issénde,  os  Calcanhares. 

rp  Iffanrjána,  os  Intervallos 

Cb  Ichínda,  os  Escarros. 

íib  ///■«/»,  as  Escumas.. 

tíí)  hsúla,  as  Esterilidades. 

Co  Iffúmbe,  os  Ladrões. 

Co  Ilénde,  os  Cachos  das  fructas. 

C?  Icfiíma,  os  Poços. 

Co  Icliíma,  as  Fontes  das  aguas. 

tb  /ríí/!<,  os  Conselhos  maus. 

Co  Ifpquila,  os  Conselhos  bons. 

Co  Imalúnda,  as  Decencias. 

Cb  Issássa,  os  Matos. 

Cô  Issássa,  as  Árvores. 

C(?  Icúnda,  as  Entregas. 

Cé  Ilembequétta,  as  Sombras. 

Cp  Ilúmba,  as  Raparigas. 

^  Igirila,  as  Inclinações. 

6)  Iquésse,  os  Caracoes. 

f )  /a/í^í/,  as  Palhas.  *i.- 

C)  /c»/rt,  os  Gagos.  tJ 

C)  Ittúlu,  as  Flores. 

C  >  Im^a,  as  Frigideiras.   >v 

í;  )  Iffnfúnha,  as  Gengivas.  ,  ^ 

(^  •  Ilang/ílu,  os  Guardas.  ^.^^ 

Cl  Issudtinu,  as  Bexigas. 

C  /n</d?i//o,  as  Bexigas,  Papúle,aru. 

C(  Ita/i,  os  Dinheiros.>íu 

Cé  /z(íl'^^  os  Bofes. 


QUARTA  DECLINAÇÃO. 


^ 


Todos  os  nomes  que  no  singular  tiverem  por  letra  inicial  um  r,  hão  de 
ter  no  plural  um  w,  e  pertencem  á  quarta  declinação,  como  se  vê  nos  se- 
guintes exemplos,  tOffltindO'BC-ft-a<lverlir  que- a  primeixa  si-Llaba  do  sia- 
gular,  se  deve  pronunciar  brandamente,  isto  é,  que  nãose  éeve  carregar 
uiaiio  a  liogua  sobre  a  iniciai  r,  como  já  se  disse  na  primeira  observaeãor 


o^L 


Nufliero  singular. 

Ifmw,  O  Olho. 
Mtui,  a  Orelha. 
tíioffu,  o  Dente. 
íiitáma,  a  Face. 

ifimi,  a  Lingua. 

icánu,  a  Boca. 
'iièúnu^  o  Nariz. 
^fiirle,  a  Tela. 
jfíí/i/e,  a  Voz. 
fiivúmu,  a  Barriga. 


^  Numero  plural. 

Cp  Mèssu,  os  Olhos. 

t)  Máiui,  as  Orelhas.    , 

í }  3láglfu,  os  Dentes.  >. 

C  J  Matáma,  as  Faces.    ^ 

1 5  Maf-imi,  as  Linguas.  ^«^ 

6  5  Macánu,  as  Bocas. 

d)  Maiúnu,  os  Narizes.  Z, 

íjb  3/('7e,  as  Tetas. 

íi)  í¥é/íí/,  as  Vozes.      'Zl 

rb  Mavúmu,  as  Barrigas. 


^ 


DA  língua  bunda. 


11 


f 


Numero  singular. 

Micóclii,  O  Cachaço. 

Micúnda,  a  Costella.  /^,^  f./,^  f 

Hitácafáca,  a  Coxa. 

tlizezéla,  a  Baba. 

jíibúbit,  o  Mudo. 

.^ibúmbu,  o  Nó. 

jlissóla,  o  Eleito. 

Aitáta,  a  Escusa. 

Aiviíu,  a  Porta. 

.  lícínulu,  o  Circulo. 

j  'infúla,  a  Cozinha. 

i  'író«,  a  Còr. 

j  'i canga,  a  Jornada. 

flicánca,  a  Distancia. 
iicánda,  o  Passo. 
iicándafiá  Quináma,   a  Planta 
;do  pé.  '  ^, 

í^icándaliá  Luficu,  a  Palma  da 
/mão. 


IA 


7 


(9   licánfa,  o  Campo. 

O  ."iiáqui,  o  Ovo. 

Ò  Àicúmba,  o  Camarada.  ^Ma^í*'^ 

O  .  liténda,  a  Peça  de  artilheria.  '^ 

d  j  U0únfu,  o  Buraco. 

O  Uicúngu,  o  Barranco.  ^í--  C#-tr*-. 

O  Èicúíujn,  a  Barroca. 

^  ficáta,  o  Doente. 

O  Èiióngjíio,  a  Banana. 

íYemw,  a  Enchada. 

icóta,  o  Maior. 

iúlu,  o  Ceo. 

ibóndo,  a  Vespa. 

í^ií,  a  Folha. 

«V,  a  Palmeira. 

ilónfja,  o  Prato. 

issànga,  o  Pote. 

itamina,  a  Tigelia. 

ibéngu,  o  Rato. 

ilénzu,  o  Lenço. 

icúmbn,  o  Cadeado^ 

ító^2,  a  Pedra.     .-SrK» 

<c/n7«,  a  Fogueira. 

/c/jí,  o  Fumo. 

ichi,  a  Fumaça. 

///«/a,  o  Gosto.         ^ 
.iclióssi,  a  Lagrima.  ;. 
llibúca,  a  Lombriga,     f" 
f.iltuttúla,  a  Fantasia. 


Numero  plural. 

Cb  Macóchi,  os  Cachaços. 
6>  Macúnda,  as  Costellas. 
ti»  Matácatáca,  as  Coxas. 
(|)  Mazezéla,  as  Babas. 
U)  Mabúbn,  os  Mudos. 
Cp  Mabúmbu,  os  Nós. 
(i)  3IassóUa,  os  Eleitos, 
í^)  3Iatáta,  as  Escusas.     . 
6)  Mafitu,  as  Portas.     -^ 
6)  Macúndu,  os  Círculos. 
C)  Manfúla,  as  Cozinhas. 
6 )  Macóa,  as  Cores. 
í^  ?  Macdnga,  as  Jornadas. 
69  Macúnca,  as  Distancias. 
Cs  Macúnda,  os  Passos.  ^. 

C )  Macándajiá  Ináma,  as  Plantas   /3u 
j  dos  pés.  ^ 

C»  Macándajiá  Mdcu,  as  Palmas  das   ^ 
1  mãos. 


C'(i 
C( 

Cv 
Cv 

a 

Cv 

a 

Cl 

a 
a 

Cv 

a 

Ci 

a 

Cq 

Co 
Co 
Co 

Co 

c 

Cl 
Cl 
Cl 

c 

Cl 

Cl 


~^\^ 


</ 


yu 


Macánfa,  os  Campos,    ^ 
Maiáqui,  os  Ovos. 
Macumba,  os  Camaradas,  ^^'^^'•'^v.y*^ 
Maténda,  as  Peças  de  artilheria. 
Ma^nién,  os  Buracos,  z  A*^ 
Macúngu,  os  Barrancos, tfu^w 
Macúngu,  as  Barrocas. 
Mucáta,  os  Doentes.         y 
MadfónÇfitp,  as  Bananas,  ^ 
Maíému,  as  Enchadas. 
Macóta,  os  Maiores. 
Maúln,  os  Céus. 
Maribondo,  as  Vespas 
Máffn,  as  Folhas. 
J/áí(?,  as  Palmeiras. 
Malónga,  os  Pratos. 
Massánga,  os  Potes. 
Matamína,  as  Tigellas. 
Mabéngu,  os  Ratos. 
Malénzu,  os  Lenços, 
Macumba,  os  Cadeado^ 
Matáfi,  as  Pedras,    ^1^ 
Machita,  as  Fogueiras.  . 
3Iafíchi,  os  Fumos.    %. 
Maiíchi,  as  Fumaças.  'Ã 
Majfúla,  os  Gostos'. 
Machóssi,  as  Lagrimas.    ? 
Mabúca,  as  Lombrigas.    •- 
Matluttúla,  as  Fantasias.' 


12 


GRAMMATICA 


Ha  alguns  outros  nomes,  que  no  singular  começam  por  letra  diíferente 
das  quatro  iniciaes  apontadas  nas  regras  das  declinações,  porém  como  no 
plural  hão  de  ter  por  inicial  algumas  já  referidas  nas  mesmas  declinações; 
para  não  multiplicarmos  pois  o  numero  d'ellas  sem  necessidade,  devemos 
ter  como  regra  geral,  que  pertencem  á  primeira  declinação  não  só  os  no- 
mes, que  no  singular  teem  a  letra  ?npor  inicial,  como  também  todos  aquel- 
les,  que  no  plural  começam  pela  letra  a,  ou  a  syllaba  mi,  aindaque  no 
singular  não  comecem  pela  letra  m.  Igualmente  devemos  ter  que  perten- 
cem á  segunda  declinação  todos  aquelles  nomes,  que  no  plural  começara 
pela  syllaba  y»,  postoque  a  letra  inicial  do  singular  não  seja  um  n.  Pela 
mesma  rasão  devemos  dizer  que  pertancem  á  terceira  declinação  todos 
aquelles  nomes  que  têem  no  plural  por  letra  inicia!  urar,  postoque  no  sin- 
gular não  comecem  por  um  q;  finalmente  pertencem  á  quarta  declinaç<ão 
todos  aquelles  nomes  que  tendo  no  plural  um  m  porjetra  inicial,  com- 
tudo  no  singular  começam  por  outra  sem  que  seja  um  h',  v.  g.,  pertence  á 
primeira  declinação  o  nome  bundo,  que  quer  dizer  o  an^ane,  porque  se 
bem  no  singular  não  tenha  a  inicial  m,  comtudo  no  plural  tem  a  inicial  a^%. 
abundo,  os  afl^tefl^os.  Todos  os  nomes  de  diversas  letras  iniciaes,  que  per- 
tencem á  segunda  declinação,  se  acham  notados  ao  pé  d'elia  ;  pela  terceira 
declinação  ainda  se  não  descobriram  outros  nomes  de  diíTerentes  iniciaes 
que  lhes  pertençam;  os  que  pertencem  pois  á  quarta  declinação  sãoosse- 
■guintes.  * 

13-  Numero  singular.  ^.      ^         ^      Numero  plural. 

O  Ussúcu,  a  Noite.  ^=W  Co  Mwussúcu,  as  Noites. 

O  Cuvúndu,  o  Escuro.  Co  Mmúndu,  as  Trevas. 

Ç  Luàícu,  a  Mão.  (\>  Mácu,  as  Mãos. 

O  Túoia,  o  Fogo.  Ch  Matúbia,  os  Fogos.  i 

O  Jíucúcfi,  a  Bofetada,  a      ^^  Ch  Ma\ícúc/i,  as  Bofetadas. 

O  Cii/fúnda,  a  Pólvora.  fíA^ufíi-vv^ 


Q  Cúria,  o  Comer. 
O  Cunéte,  a  Gordura. 


Cp  Maffúnda,  as  Pólvoras.  ''KíiÍv^w^TUi^ 
Cp  Macúria,  os  Comeres.  'ri\.  '  « 

Q)  Macunéle,  as  Gorduras. 


E  assim  outros  muitos  de  cada  uma  das  sobreditas  quatro  declinações 
que  com  o  uso  se  aprenderão,  como  também  muitas  outras  excepções,  que 
postoque  o  auctor  as  não  conheça,  comtudo  não  se  atreve  a  affirmar  que 
as  não  haja .  ° 

SEXTA  OBSERVAÇÃO. 


DOS  NOMES  ADJECTIVOS  ABUNDOS. 

Constam  os  adjectivos  abundos  de  dois  números  singular  e  plural,  e 
cada  um  d'elles  por  todos  os  seus  casos  invariável  na  sua  terminação,  esó 
se  distinguem  unicamente  pelas  letras  iniciaes;  v.  g.,  Munãéle,  branco,  i4n- 
déle,  brancos,  sendo  sempre  por  todos  os  casos  do  plural  Andéle,  como  o  é 


por  todos  os  casos  do  singular  Mundéle:  Riála  Mnndélc,  homem  branca,  n 
■■  Mala  Andjle,  homens  brancos;  Mu&áttu  Mundéle,  mulher  branca,  Ad'áttu h^ 

^'^  Andéle,  mulheres  brancas.  '  s^sá 

O  adjectivo  dividc-se  em  partitivo,  que  é  aquelleque  significa  parte  de 

alguma  multidão;  v.  g.,  Himóchi,  um,  Jffqiàfi,  dojs,  Cucnqui,  algum. 

^  5- 


DA  LÍNGUA  BLíSDA. 


13 


Também  se  divide  em  adjectivo  de  qualidade  e  de  quantidade;  os  de 
qualidade  são  entre  outros  os  seguintes; 


~g>^. 


Numero  singular. 
Q^uiambót-,  ou^C'hi«mM,  Bom. 
Q'iê^aiíba,  Mau. 
Quiachifi,  Cujo.      :    ,  ■ 
Quiazéle,  Limpo. 
Quiábbi,  Maduro. 
Quiaguissu,  Verde, 


Numero  plural. 

lambóU  Bons. 
laiiba,  Maus. 
lachifi,  Cujos.  ''V 
lazéle.  Limpos. 
lábbi.  Maduros. 
Iag'uíssu,  Verdes. 


ADJECTIVOS  DE  QOANTIDADE. 

/oíí//v(.Poucos. 
/flMí/v.Muitos. 

Ifúchi,  Multidões,  e  outros  muitos 
que  o  uso  ensinará. 

Divide-se  mais  o  adjectivo  era  numeral,  que  é  o  que  significa  o  nu- 
mero; quando  o  numero  é  indeterminado,  chama-se  numero  cardeal;  ex.: 


Q' vi  átuljtP  ouço. 
^'í<miv?tí\^Muito. 
Quifúchi,  Multidão. 


% 


Móchi,  um. 
láft,  dois. 
Tatu,  três. 
Uána,  quatro. 

)Uánu,  cinco. 
Samánnu,  seis. 


'^fkSambuáéi ,  sete 


f 


u 


fc 


Náqui,  oito.  I 

Ivviia,  nove. 

^  Cijfnhi,  dez. 

Cií^hi  n^  móchi,  onze^. 

CiUfiM  nfjáfi ,  doze.  Ík 

Cifihi  nitátii,  treze. 

Cii^hi  ninána,  quatorze. 

Ctfihi  n(  ffánu,  quinze. 

Ci^hi  Hi  samánnu,  dezeseis. 

Ciéihi  ni  sambuíifi,  dezesete. 

Ci^hi  ni  náqui,  dezoito. 

Ctihhi  ntívvua,  dezenove^^^ 

'^Macífíihi  afUJi,  vinte,  ni 

H'áma,  cem.   ' 

11'ámajitátu,  trezentos. 

H'ámajitánu,  quinhentos. 

ífáma  sambuári,  setecentos.      .  o - 

IFáma  ívmia,  novecentos.  ^^-^Ç^  o' 

JJ'àlucági,  mil. 

jrúliicági  matátu,  três  mil. 


/ 

/v 


Macitiúi  atmi  /?<  móchi,  vinte  e  um. 

Macúnhi  amici  n^iáfi,  vinte  e  dois. 

Macífnhi  armi  netatu,  vinte  e  Ires. 

Macmhi  alr^i  n^uána,  vinte  e  qua- 
tro. » 

Macifnhi  armi  nf^d/w/,  vinte  e  cinco. 

Macifnhi  afári  ríi(_samánnu,  vinte  e 
seis,  , 

Macifíihi  armi  n&^umbuáfi,  vinte  e 
sete. 

Macúnhi  aimi  ni.náqui,  vinte  e  oito. 

Macifhhi  armi  nf  ivvua,  vinte  e  nove. 

O  Macifnhi  atátu,  trinta. 

Macij/kfti atátu  ntinóchi,  trinta  e ura.  çw 

Macihhi  atátu  n^Jáp,  trinta  e  dois.  P^ 

""    ■■  ■  '    ^ 


X 


O  Macúnhi  aàuána,  quarenta 
O  Macúnhi  aíánu,  cincoeuta. 
O  Macúnhi''^amánnu,  sessenta 
O  Macúnhi 'tambuájfi,  setenta. 
O  Macúnhi-yiáqui,  oitenta. 
O  Macúnhi  ivvua,  noventa. 


K 


jt/^ 


Wámajiáfi,  duzentos.  >J^    •  . 

H'áma  jjuíãa,  quatrocentos.  ><>-<-<./..»■; 

B'áma/samánu,  seiscentos,   ^i-^ 

H'ámaynáqui,  oitocentos.        ^^ 

O  H'úluca(ji,  mil.  ^    .  . 

Ií'úlucági  maiari,  dois  mil.        /^H^C-tCJ 

n'úlucági  maguána,  quatro  mil,  etc.  "^ 


14  GR.VMMATIGA 

Quando  porém  o  numero  é  certo  e  determinado,  chama-se  numeral 
ordinal,  ex.: 

Quiamochitéti,  ou,  Quiamóchi,  opri-  Quiamorhisambuári,  ou,  Quiasam- 

meiro.  buári,  o  sétimo. 

Quiamochiiári,  ou,  Quiaiári,  o  se-  Quinmochináqui,  ou,  Quianaqui,  o 

gundo.  oitavo. 

Quiamochitátu,  ou,  Qiiiatátu,  o  ter-  Qitiamochiivvua,  ou,  Qiiiaívvua,  o 

ceiro.  nono. 

Quiamochiáuána,  ou,  Qniajjuana,  o  Quiamóchi-Cúnhi,  ou,  Quiacunhi,  o 

quarto.  decimo. 

Quiamochlánu,    ou,    Quiatánu,    o  Quia-cúniti  ne  móchi,  o  undécimo, 

quinto.  etc.    ,          , 

Quiamochisamánnu,o\i,Quiasamán-  Quia-cifihi  rn^iáp,  o  duodécimo, 

«í/,  o  sexto.  etc.               "ç^ 

Também  se  divide  em  pátrio  e  gentílico.  Pátrio  é  aquelle  que  mostra 
;  d'onde  alguém  é  natural;  v.  g.,  J/i/ofe  Ambácca,  o  natural  do  presidio  de 

1  j     \\Sj  Am  baça;  3fú(p  ^dánái,  o  natural  do  districto  do  Dande,  J/i/qft  Bengo,  o 
>^        natural  do  districto  d?  Missão  do  Bengo,  e  assim  muitos  outros. 

Gentílico  é  aquelle  que  declara  a  gente  ou  nação;  v.  g.,  Mjxii  Cango,  {fj^ 
conguez,  M4xi9  Loándà,  das  visinhanças  da  cidade  de  Loanda,  ^uinbún-    ' 
do,  da  nação  dos  abundos. 

lia  entre  os  abundos  um  uso  mui  particular  relativo  ao  adjectivo;  con- 
siste este  em  ser  muitas  vezes  o  adjectivo  susceptível  da  syllaba  inicial  do  ^ 
substantivo,  com  que  concorda  ou  eslá  unido;  v.g.,  Jlóchi,  um,  ^iála,  ho- 6^ 
mem,  tomando  a  syllaba  inicial /?'  do  nome  ^iala,  e  juntando-a  ao  adje-     . 
ctivo  Mócliimonnnóàm  J(i móchi ,  e  em  vez  de  dizerem ^m/«  Móchi,  di- ^  . 
zem  ^iála  /[imóchi,  um  nomem:  quando  o  adjectivo  concorda  com  o  sub- 
stantivo Quima,  cousa,  a  syllaba  qui,  que  é  a  inicial,  ajuntam-na  ao  adje- 
ctivo Móchi,  e  dizem  assim  Quima  Quimóchi,  uma  cousa,  postoque  tam- 
bém dizem  Quima  Móchi,  mas  é  muito  raras  vezes:  da  mesma  íórma  no 
OV  /çvv  plural,  quando  querem  dizer  duas  mãos,  ou  ambas  as  mãos,  dizem  3Iácu 
v*\J  i/h.  Maiáfi,  em  vez  de  dizerem  Mácn  iáji:  ora  isto  não  só  emqnanto  ao  ad- 
jectivo Móchi,  mas  sim  emquanto  a  todos  os  outros,  pois  o  uso  é  geral  e 
próprio  dos  adjectivos  abundos. 

SÉTIMA  OBSERVAÇÃO. 

DO  PRONOME  E  SLAS  DIFFERENÇAS. 

Pronome  é  o  que  se  põe  na  oração  para  representar  a  mesma  cousa  em 
si,  e  não  para  lhe  declarar  alguma'  qualidade;  v.  g.,  Petcro  uála  cuséca, 
Muéne  uála  ucáta,  Pedro  está  a  dormir,  o  mesmo  está  doente,  d'onde  se  col- 
lige  que  o  pronome  Múenc,  o  mesmo,  está  era  logar  de  Pedro. 

Divide-se  o  pronome  em  demonstrativo,  reciproco,  possessivo  e  inter- 
rogativo. 

Pronome  demonstrativo  é  aquelle  que  mostra  a  pessoa  ou  a  cousa  que 
rege  a  oração;  v.  g.,  Emmi  nghi.ssonéca  o  Mucánda,  eu  escrevo  a  carta, 


DA  LÍNGUA  BUNDA. 


15 


d'onde  se  infere  que  o  pronome  Emmi,  eu,  é  deraonslrativo,  porque  mos- 
tra a  pessoa  que  escreve. 

DECLINAÇÃO  DO  PRONOME  DEMONSTRATIVO  DA  PRIMEIRA  PESSOA  EMMI,  EU. 


Numero  singular. 

Nom.  Emmt  eu. 
Gen.  /(iá-mi,  de  mim. 
Dat.    A-mi,  a  mim. 
Acc.    Fal-émmí,  para  mim. 
Voe.    . .  .  carece. 
Ahhi. Né-mi,  comigo. 


Numero  plural. 

Nom.  Ettu,  nós. 
Gcn.   Já-étlu,  de  nós. 
Dat.     CJ-éllxi,  a  nós.     ía^ 
Acc.     Pal-étfu,  para  nós. 
Voe.     .  .  .  carece. 
kb\aí.Ne-éttu,  comnosco. 


DECLINAÇÃO  DO  PRONOME  DEMONSTRATIVO  DA  SEGUNDA  PESSOA  EIE,  ELLE, 
Numero  singular.  Numero  plural. 


Nom.  Eié,  tu. 
Gen.   ^-ié,  de  ti. 
Dat.     A-ié,  a  ti. 
Acc.     Pala-ié,  para  ti. 
Voe.    .  .  .  carece. 
Ablat.  Ne-ié,  coraligo. 


Nom.  Enu,  vós. 
Gen.    Já-énit,  de  vós. 
Dat.     C^-énu,  a  vós.    <  W' 
Acc.    Pála-énu,  para  vós. 
Vóc.    .  .  .  carece. 
Ablat.  AWni(,  comvosco. 


DECLINAÇÃO  DO  PRONOME  DEMONSTRATIVO  DA  TERCEIRA  PESSOA   U  NÀ,  BLLE. 


Numero  singular. 

/     Nom.  Una,  elle,  ou  aquelle. 
ít.    Gen.  ^i-úna,  d'elle. 

Dat.    A-úna,  a  elle.  /. 

Acc.     Pála-úna,  f^»>-*-*'  ^-^^ 

Voe.     .  .  .  carece. 
/U   Ablat  Cp-nna,  d'ellc. 


Numero  plural. 

Nom.  Ana,  elles,  ou  aquelles. 
Gen.    Jd-ána,  d'elles. 
Dat.     C^-ána,  a  elles.    '-'^ 


Acc.     Pectina,  para  elles.   - 

Voe.     .  .  .  carece. 

Ablat.  Ci-ána,  d'elles.    í^ 

São  também  pronomes  demonstrativos  os  seguintes: 


/. 


Numero  singular. 

Nom.  Yó,  este. 

Nom.  3Iuéne,  o  mesmo. 

Nom.  Uomucud,  o  outro. 


Numero  plural. 

Nom.  Ayó,  estes. 

Nom.  Amuéne,  os  mesmos. 

Nom.  Acua,  os  outros. 


O  pronome  reciproco,  que  os  grammalicos  dizem  ser  aquelle  que  ex- 
prime a  relação  que  uma  cousa  tem  comsigo  mesma,  parece  não  o  terem 
os  abundos,  e  que  em  seu  logar  se  servem  do  pronome  demonstrativo 
Mvéne,  mesmo. 

Pronome  possessivo  é  aquelle  que  exprime  qual  seja  o  senhor  ou  pos- 
suidor de  alguma  cousa;  v.  g.,  Gfiabanéne  fpócu  0iami  aPetéro,  tenho 
dado  aminha  facaaPedro,  onde  a  palavra«iiiííaií,  minha,  épronome  pos- 
sessivo, porque  declara  quem  é  o  senhor  (fe  faca.  São  pronomes  possessi- 
vos os  seguintes: 


t-C 


â4w 


10  GRAMMATICA 

Numero  singular.  f^  Numero  plural. 

Nom.    Q\iiámi  ou  CUdmú,  meu  ou  Noni.  ' lámi,  meus  ou  minhas. 

minha. 

Nom.    Quifáie,  teu  ou  lua.  Nora.,  7flí>,  teus  ou  tuas. 

Nom.    Quiénu,  vosso  ou  vossa.  Nom.  )Iaiénu,  vossos  ou  vossas. 

Nom.    Quiétlue,  nosso  ou  nossa.  Nom. 'ilaiétlue,  nossos  ou  nossas. 

Nom.    Quiissúe,  nosso  ou  nossa.  fiom.  ^laiessúe,  nossos  ou  nossas. 

Ablat   Quiáliue,  d'elic.  S.hVàX'X>Iaidltue,  d'elles. 

Abiat.  Quiáv,  d'aquelle.  Ablat.Va?e»«.  d'aquelles. 

DO  PnONOME  RELATIVO. 

Pronome  relativo  é  aquclle  que  traz  á  memoria  o  nome  substantivo: 
parece  ser  em  bundo  o  pronome  Quné  ou  Cué  que  signitica  qual,  e  tam- 
bém Cuénqui  ou  Quuénrjui  que  signilica  qualquer;  v.g.,  Uyza  múttu  imó- 
cJii  ria-énu,  venha  unfti  pessoa  de  vós;  ora  a  isto  costumam  responder  os 
abundos  Cué,  isto  é,  quaiipessoa  ha  de  ser  de  nós;?  o  que  mandou  respon- 
de: Uyza  31útlu  cuénmii  ria-éim,  venha  qualquer  de  vós:  onde  claramente 
se  vê  que  a  palavra  Cue  é  entre  os  abundos  um  pronome  relativo.  Tam- 
bém outras  vezes  se  servem  do  pronome  Miiénc,  mesmo. 

DO  PRONOME  INTERROfiATIVO. 

Pronome  interrogativo  é  aquelle  por  meio  do  qual  se  pergunta  alguma 
H^        cousa;  v.  g.,  H'i  uamalequéle  0  Cálacála?  Quem  principiou  o  trabalho?  a 
palavra^'*,  quem,  é  pronome  interrogativo,  porque  serve  para  perguntar 
quem  é  que  principiou  o  trabalho  ou  outras  cousas.  São  pronomes  interro- 
gativos os  seguintes: 

in,  quem?  Jlt'h'í,  que  tens  ou  que  queres? 

IJi'nhi,  quem  é?  Jlnihái,  que  cousa  é? 

Jh'nái,  que  cousa  tem?  Cué,  qual? 

^       Hi  itbéca,  que  traz?  Quicúc^i,  quanto?  ou  quando? 

^       ^uandála  Qiiicúc^i,  quanto  queres?  Quittangdna  Cúc^j,  em  que  tempo? 

Cúmhi  cúc^i,  em  que  hora,  etc?  Qui^a  ciícífi,  em  que  dia,  ele? 

OITAVA  OBSERVAÇÃO. 

DA  NATUREZA  DO  VERBO  BUNDO  E  SUA  DIVISAO. 

Verbo  é  a  voz  com  que  na  oração  significámos  acção,  affirmando  uma 
cousa  de  outra;  não  é  como  o  nome  que  se  declina  por  casos,  mas  conju- 
ga-se  por  modos,  tempos  e  pessoas. 

O  verbo  divide-se  em  activo  e  passivo.  Verbo  activo  é  o  que  denota  a 
acção  que  alguém  pratica;  v.  g.,  Fúlla  uahetéle  a  Paulo,  Francisco  casti- 
gou a  Paulo:  onde  se  vê  que  a  palavra  uahetéle,  castigou,  denota  a  acção 
que  Francisco  praticou  em  castigar  a  Paulo. 

Verbo  passivo  é  o  que  significa  a  acção,  quando  já  vem  da  pessoa  ou 
cousa  em  que  recaíra  primeiro ;  v.  g.,  Paulo  namubeta  pala  fúlla,  Paulo  foi 


DA  língua  bunda.  17 

castigado  por  Francisco;  onde  se  vê  que  a  palavra  uamuhéta,  foi  castigado, 
já  suppõe  a  acção  de  Francisco  em  castigar  a  Paulo. 

Pelo  que  pertence  ao  verbo  passivo,  pouco  se  pôde  dizer,  porque  é 
muito  difficultoso  de  distinguir;  assim  mesmo  daremos  algumas  regras  que 
possam  servir  de  luz  a  todos  aquelles  que  quizerem  ser  úteis  á  religião  e 
ao  publico,  aperfeiçoando  por  isto  esta  obra  de  tanta  importância. 

O  verbo  passivo'  dos  abundos  é  o  mesmo  verbo  activo  com  o  acrescen- 
tamento de  diversas  partículas,  que  proferindo-as  juntamente  com  o  verbo 
activo  o  fazem  passivo.  Quantas  sejam  estas  partículas,  e  d'onde  trazem  a 
sua  derivação,  e  se  são  ou  não  geraes,  é  cousa  esta  muito  difficultosa  de 
se  conhecer,  e  muito  principalmente  um  estrangeiro,  em  quem  é  de  pre- 
sumir faltem  aquelles  conhecimentos  necessários,  e  muito  mais  por  não  ter 
a  quem  consultar,  visto  que  só  os  pretos  é  que  faliam  a  lingua  bunda,  e 
estes  de  ordinário  dizem  uma  cousa  por  outra,  ou  por  malicia,  ou  porque 
não  conhecem  a  força  da  palavra:  assim  mesmo  se  persuade  o  auctor  que 
as  principaes  difficuldades  em  conhecer  e  distinguir  bem  o  verbo  passivo 
dos  abundos  são,  por  não  haver  entre  elles  um  verbo  que  corresponda  ao 
dos  latinos  sitm,  es,  fui,  ou  se  o  ha,  é  tão  irregular,  que  a  cada  passo  se 
confunde  com  outros  verbos;  apesar  de  haver  entre  elles  quem  diga  que  o 
verbo  Ciicála,  que  significa  estar,  e  o  verbo  Cuia,  que  significa  ir,  podem 
cm  differentes  tempos  e  modos  cada  um  d'elles  fazer  as  vezes  do  sobredito  . 

verbo,  mas  não  na  significação  doverbo  ser,  como,  v.  g.  ,-Ngacála  ém^ii/miié-  i^^i 
ne,(\ue  quer  dizer,  estou  eu  mesmo,  e  não  sou  eu  mesmo,  e  assim  em  todas 
as  mais  pessoas,  excepto  a  terceira  pessoa  do  plural,  são,  a  qual  explicam 
por  um  termo,  em  que  clara  e  dislinctamenle  se  percebe  a  sua  rigorosa  si- 
gnificação do  verbo  ser,  como,  v.  g.,  (|uando  dizem,  são  dois,  são  três,  são 
quatro,  são  cinco,  etc,  dizem,  ené  iáfi,  ené  tatu,  ené  uána,  ené  tânu,  etc. 
d'onde  se  infere  que  o  termo  ené  ou  iné  é  o  de  que  se  servem  para  explica- 
rem a  terceira  pessoa  do  plural  do  presente  do  indicativo  do  verbo  ser,  o 
qual  nem  se  deriva  doverbo  Cucála  estar,  nem  do  verbo  Cuia,  ir.  Da  mesma 
forma  se  servem  os  abundos  no  pretérito  do  verbo  ser  das  vozes  do  preté- 
rito do  verbo  Cuia,  ir,  j)ara  supprirem  a  falta  das  vozes  do  dito  verbo  ser, 
que  para  ser  o  dito  verbo  Cuia  irregular  faz  a  primeira  pessoa  singular, 
Ghiandéle,  fui,  a  segunda  Guandéle,  foste,  a  terceira  /andéle,  foi ;  a  primeira  C-^ 
do  plural  Tuandéle,  fomos,  a  segunda  Nnandéle,  fostes,  a  terceira  Andéle, 
foram.  Porém  assim  na  terceira  pessoa  do  singular,  como  na  terceira  pes- 
soa do  plural  nem  sempre  se  servem  das  sobreditas  vozes  Uandéle,  foi,  e 
Andéle,  foram,  ordinariamente  na  terceira  pessoa  do  singular,  querendo  di- 
zer foi,  servem-se  dos  termos  Aí  ou  Até,  e  quando  querem  dizer,  não  foi, 
servem-se  do  termo  Caie;  na  terceira  pessoa  do  plural:  quando  querem  di- 
zer, foram,  servem-se  do  termo  Aiá,  e  quando  querem  dizer,  não  foram, 
usam  do  termo  Caia;  em  todas  as  demais  pessoas  usam  das  vozes  do  refe- 
rido verbo  Cuia;  por  cujo  motivo,  ou  os  abundos  tenham  ou  não  tenham 
um  verbo  que  corresponda  ao  dos  latinos  siim,  es,  fui,  é  certo  que  fazem 
d'e!le  muito  pouco  uso;  quando  pelo  contrario  frequentemente  se  servem 
das  taes  partículas,  que  juntando-as  ao  verbo  activo  o  constitue  passivo, 
ou  para  dizer  melhor,  se  servem  elles  de  varias  addições,  umas  pronun- 
ciadas em  palavras  unidas  ao  verbo,  e  outras  distinctamente,  como  que 
fossem  verbos  auxiliares,  como,  v.  g.,  o  verbo  Cuhéta,  castigar,  que  tirada  .>""  ^- 
a  primeira  syllaba,  e  em  seu  logar  pondo-lhe  a  syllaha  fiju,  t\caMgn-béta,   A^  ^- 


18  GRAMMATiCA 

,..  eu  castigo,  primeira  pessoa  do  presente  do  indicativo;  v.  g.,  Emmij^Jfgu-  Q-j 
l/i  Y  beta  6  Muhica  fhiámi,  eu  castigo  o  meu  escravo.  Porém  quando  a  pessoa  ' 
/  '  Bunda  quer  explicar  que  foi  castigada,  e  que  é  a  que  soflreu  o  castigo,  já 
o  verbo  tem  uma  differente  prpnunciação,  porque  se  lhe  acrescenta  uma 
addição  demais;  v.  g.,  Emm^Ilgu-amu-héta  ///d,  eu  sou  ca&tigado  assim; 
d'onde  se  infere  que  o  \ erho  ^r/u-héta,  castigo,  é  o  mesmo  nasigniíicação 
passiva,  com  a  differença  da  addição  amu,  que  é  quem  o  conslitue  passivo, 
a  qual  se  deve  sempre  conservar  em  todos  os  modos,  tempos  e  pessoas, 
como  se  pôde  colligir  dos  seguintes  exemplos;  Gu-nmu-béta  sfgó?  castiga- 
me  assim?  U-amu-béta  ^gó,  é  castigado  assim;  Tu-amu-héta/gó,  somos 
castigados  assim;  Nu-amu-béta  ]^gó,  sois  castigados  assim;  Ami-béta  àgó, 


figo,  fostes  castigados  assim;  Amu-beté-h  igó,  foram  castigados  assim,  etc, 
e  d'esta  forma  se  continua  pelos  outros  tempos  e  modos;  por  consequên- 
cia é  de  inferir  que  a  parlicula  amu,  unida  ao  verbo  Cnbéta,  oconstilue  de 
activo  passivo;  postoque  se  não  saiba  d'onde  traga  a  sua  origem,  nem  tão 
pouco  seja  a  única  addição  por  onde  se  conheçam  os  verbos  passivos;  por- 
que ha  muitas  outras  que  os  distinguem;  como,  v.  g,,  Cutumína,  ser  man- 
dado, cujo  activo  é  o  verbo  Ciitúma,  mandar;  onde  se  vê  que  a  addição  fi- 
nal ina  é  que  o  conslitue  passivo,  a  qual  se  deve  guardar  por  todos  os  tem- 
pos, modos  e  pessoas:  outro  tanto  se  deve  dizer  do  verbo  Cuffucunúca,  re- 
suscitar,  cuja  passiva  é  Cuffiicimuqukna,  ser  resuscitado,  onde  claramente 
se  vê  que  a  addição  final  ina  é  quem  o  constitue  passivo;  e  assim  muitos 
outros  regidos  d'esta  mesma  addição,  ede  muitas  outras  que  o  uso  ensinará. 
Divide-se  pois  o  verbo  em  affirmativo  e  negativo,  e  d'estes  fallaremos 
mais  abaixo. 

NONA  OBSERVAÇÃO. 

DO  NUMERO  DAS  CONJUGAÇÕES  DOS  VERBOS  j^UÍÍDOS.  '^'^ 

'^^  Parece  serem  três  as  conjugações  dos  verbos  a^iundos,  as  quaes  se  dis- 

tinguem entre  si  pelos  differentes  principies  das  primeiras  pessoas  do  pre- 
sente do  indicativo,  sendo  as  demais  pessoas  do  mesmo  presente  e  dos  outros 
tempos,  pelos  seus  differentes  modos,  sempre  similhantes  noseu  principio: 
ora  estes  principies  ou  syllabas  iniciaes  são  três,  isto  é,  j^ga,jyghi  cj/gu; 
por  este  motivo,  e  segundo  a  ordem  do  alphabeto,  pertencem  á  primeira  con- 
jugação todos  aquelles verbos,  que  começarem  pela  syllaba  ]yga,  como ;  v.  g., 
os  seguintes: 

PRI3IEIRA  CONJCGAÇÃO. 

Ruudo.  Portuguez. 

Emmt  Jga-andála  Eu  quero. 

Emmi  j \"ga-bánfa.  .a Eu  faço. 

Emnú  .  Sga-cála  .A. Eu  estou. 

Emm\  1  \ga-cálacála Eu  trabalho. 

Emmí .  ^ga-calanaclnn Eu  lenho.     ^ 

Vív    Emm\  ffga-póndo E»  rogo. 


DA  língua  bunda. 


19 


Bundo. 

Emmt  Nga-ssimíca Eu 

Emml  Aga-chiqiiina Eu 

Emmt  J^rja-ffiicunúca Eu 

Emmi  kfja-jfucunuqu-ína Eu 

^L    Emmi  kga-fibála Eu 

Emmi  Ãga-longolólfl Eu 

Emm^  1  hja-lóng^.  .q. Eu 

^  Emmn  1  ^ga-lufica Em 

Emmí(  i^  ga-znáta Eu 

Emmá  i^  ga-chiámba Eu 

Emmí  i^  ga-chiála Eu 

Emmà  J}  ga-zuéla Eu 

Emmi  I  ga-nhána Eu 

Emmu  I  ga-lúnda,  etc Eu 


Portuguez. 
queimo, 
creio, 
resuscito. 
sou  resuscitado. 
caio. 

censuro,  murmuro, 
ensino. 

me  componho, 
me  visto, 
digo.  f 
fico.      , 
fallo. 
furto, 
guardo,  etc. 


E  muitos  outros  que  começando  na  primeira  pessoa  do  presente  peia 
syllaba  ^ga  são  pertencentes  a  esta  primeira  conjugação. 


SEGUNDA  CONJUGAÇÃO, 


São  da  segunda  conjugação  todos  aquelles  verbos  que  na  priraeiranes- 
soa  do  singular  do  presente  do  indicativo  começam  pela  syllaba ^A», 
como,  v.  g.,  os  seguintes: 


indo. 


Emm^iVghi- 
Emmi  Èglii- 
Emmi  I  \lghi- 
Emmi  .  \ghi 
Emmt  .  Sghi- 
Emmi  jVghi- 
Emmi  1  ighi- 
Emmi  1  ighi 
Emmi  I  ighi 
Q,  Emmi  j \^ghi 
uix,  Emmi  i  'ghi- 
Emml  1  ighi- 
Emmi  JSghi- 
Emm\  j^ghi- 
Emmi  jjghí- 
Emmj  j^g/ii- 
Emmi  iSghi- 
Emm\  j\'ghi- 
Emm\  Èghi 
Emmi  qghi 
Emmi  yglú- 
Emmt  Aghi 
Emmi  *ghi 
Emm\  \^ghi 


-núa , Eu 

-^sámba Eu 


giba. 

gima. 

ámba 


Eu 
Eu 
Eu 
Eu 
Eu 
Eu 
Eu 


ídn/a. .  A-. 

ffua . ..:. 

ambáta 

■fjica 

-vutúla Eu 

■fia Eu 

-àéca.  yj[^ Eu 

-fambúja Eu 

-ia Eu 

-mona Eu 

■binflà,. .  ^ Eu 

-tala...?. Eu 

■ffúla Eu 

■fsumhissa Eu 

-/súmba Eu 

-lóla Eu 

-báca Eu 

■babúta Eu 

-/fsóta,  etc Eu 


tk-trv 


Portuguez 

bebo. 

rezo. 

mato. 

apago. 

fallo. 

conto. 

morro. 

carrego 

comparo. 

refuto. 

como. 

durmo. 

respondo. 

vou. 

vejo. 

peço. 

olho.  â<Á. 

gasto. 

vendo. 

compro. 

ensaio. 

toco.    / 

busco,  etc.  ^Vt^-«<^' 


1/A4^ 


-ho 


Vtf 


20  r.RAMMATICA 


E  outros  muitos  pertencentes  a  esta  segunda  conjugação,  mie  começa- 
rem na  primeira  pessoa  do  singular  do  presente  pela  svllâba  fghi. 

TERCEIRA  CONJUGAÇÃO. 

Finalmente  pertencem  á  terceira  conjugação  todos  aquelles  verbos  que 
na  primeira  pessoa  do  presente  do  indicativo  começarem  pelasyilaba^«, 
como,  V.  g.,  os  seguintes: 

_3undo.  Porliigura,    j^ 

ç.  Emmi  Ngu-héta . .  Eu  castigo.  ..^  (^ 

G^  Emmi  í^gu-rigía Eu  sei. 

Emmi  ^gu-túnga Eu  laow».   =:*<>  íU<^ 

Emmi  Wgu-túnca Eu  fabrico.  •? 

Emm^  Ègu-tacána Eu  busco. 

Emm  Ngu-túma Eu  mando. 

Emmi  ^gu-tumína Eu  sou  mandado. 

Emmi  Ngu-cúna Eu  semeio. 

Emmi  S^gu-iciiica Eu  planto.       í     ' 

Emm\  í^gu-muhéca Eu  appareço.  in^^ 

Emmi  Ngu-ámi Eu  não  quero. 

Emmi  Ngu-bánga Eu  pelejo.  ^ 

Emmi  ffgu-toghéla Eu  canto.  -      ) 

Emm\  Ngu-téca Eu  tinjo. 

Emmi  Ngu-cidági Eu  vario. 

Emmi  IVgti-cuabéssa Eu  agrado. 

Emmi  Ngu-tequéta Eu  temo. 

Emnm  Í^gu-tucumuquíssa Eu  espanto. 

Emnk  Ngu-tucumúca Eu  abalo,  assombro. 

EmnM  iSgu-muffúndu Eu  arrisco. 

Emn^  ]\yu-ísúmu Eu  adivinho. 

Emnvf,  Sgu-béza Eu  adoro. 

EmmM  Ngu-taguliúa Eu  arroto. 

Emríii  fS^gu-muchibíssa,  etc Eu  me  compadeço,  etc. 

E  todos  aquelles  que  na  primeira  pessoa  do  singular  do  presente 
do  indicativo  começarem  pela  syllaba  Jhgn,  pertencem  a  esta  terceira 
conjugação. 

DOS  PRONOMES  DOS  VERBOS  OU  SIGNAES  INICIAES  DAS  PESSOAS 
DOS  MESMOS  VERBOS. 

1.*  Pessoa,  Mga,  ^g}n,/^gu.  1.»  Pessoa,  Tu. 

2.»  Pessoa,  Gu.  2.*  Pessoa,  Nu. 

3.*  Pessoa,  U.  3.'  Pessoa,  A. 


DA  língua  bunda.  21 

DECIMA  OBSERVAÇÃO. 

DOS  MODOS  E  TEMPOS  DOS  VERBOS  ABUNDOS. 

Os  modos  mais  conhecidos  na  lingua  bunda  são  os  mesmos  que  nas  ou- 
tras linguas  da  Europa;  e  por  isso  todos  os  verbos  a  bundos  se  conjugam 
pelos  modos  indicativo,  imperativo,  optativo,  conjunctivoe  infinito.  A  raiz 
da  formação  de  todos  os  tempos,  em  cada  um  dos  sobreditos  raodos,  é  o 
presente  do  infinito,  porque  é  regra  geral  que  todos  os  verbos  abundas  co- 
meçam no  infinito  por  uma  das  três  syliabas  Ca,  Co,  Cu;  ex.  : 

Blindo.  Portuguez. 

Cichiqmna.  .\f^ Crer. 

Cinqómho .  va, Ausentar. 

C4chómha. .  Va, Desfavorecer. 

Cibónha. . .  u^ Gotejar. 

Célondequéssa .  \f^ Guiar. 

Cfcómba ^ Eseoraf.  /VtJi/VXí^ 

Cuiquica Plantar. 

Cucúna Semear.  ^ 

Cubáca Metten,  waa-o^'*^ 

Ciizóla Amar.  (iL,'J(]^ 

Cuzuéla. .  . . : Fallar.  r 

Ciiicúta Fartar.  * 

''^Cúpa Comer. 

Cussumíca Queimar. 

Ciibán^a. .  £y Fazer. 

Cubánga  .  .4 Pelejar. 

Ciissámba Rezar. 

Cuhindiica Cair. 

Culundiimúna Saltar. 

Cussanzumúna Estender. 

Cutoghéla Cantar. 

Cuchica Tocar  instrumento. 

Cubabáta Tocar  com  a  mão. 

Culúnda Guardar. 

Cumóna, Ver. 

A  syllaba  Cu  é  a  ordinária  inicial  dos  infinitos,  raras  vezes  o  são  as 
syliabas  Co  e  Ca;  esta  ultima  serve  em  maneira  particular  de  inicial, 
quando  se  quer  fazer  que  o  verbo  infinito  affirmativo  seja  negativo,  como 
diremos  em  seu  logar.  Ora  sendo  assim,  que  as  únicas  três  syliabas  são  as 
iniciaes  nos  infinitos  dos  verbos,  e  que  estes  são  a  raiz  da  formação,  vamos 
a  mostrar  como  d'elles  se  formam  os  tempos  nos  seus  differentes  modos. 

Forma-se  a  segunda  pessoa  singular  do  imperativo  de  qualquer  verbo, 
do  presente  do  infinito,  perdendo  este  a  primeira  syllaba  inicial,  ou  Ca  ou 
Cu;  V.  g.,  Cuiquica,  plantar,  e  Cucúna,  semear,  tirando  d'elles  a  syllaba 
inicial  Cm,  fica  Iquica,  planta,  Cúna,  semeia;  a  terceira  pessoa  forma-se  do 
Diesrao  infinito  debaixo  das  mesmas  circumstancias,  com  a  differença  de  ser 


22  GRAMMATICA 

regida  do  pronome  inicial  u,  e  mudar  em  ^  o  a  final  do  verbo,  como,  v.  g., 
Ucúne,  someieelle,  U-bán^ue,  faça  elle;  a  primeira  pessoa  do  plural  forma-se 
do  mesmo  infinito,  com  a  diíTerença  de  estar  o  verbo  mellido  entre  os  dois 
pronomes,  o  inicial  Ta,  e  o  demonstrativo  Ettu,  como,  v.  g.,  Tu-cuné-tfu, 
ã^   semeiemos  nós,  Tii-knnéu-éttu,  façamos  nós;  a  segunda  pessoa  do  plural  for- 
?     ma-se  do  mesmo  infinito  debaixo  das  referidas  circumstancias,  não  met- 
lendo  pronome  inicial,  mas  tão  somente  o  demonstrativo  énu  no  tím  do 
í,'    verbo;  v.  g.,  Cuné-nu,  ou  Ciin-rnu,  semeae  vós,  Banjluénu,  fazei  vós;  a  ler- 
^    ceira  pessoa  do  plural  forma-se  emfim  do  mesmo  presente  do  infinito,  mu- 
dando a  terminação  do  verbo  em  e,  como  a  constituo  a  terceira  do  singu- 
lar, e  sendo  acompanhada  do  pronome  inicial  A;  v.  g.,  A-cAine,  semeiem, 
Cf-  A-bánine,  façam.  Eis-aqui  pois  as  difTerenles  maneiras  da  formação  de  cada 
''    uma  (ias  pessoas  do  modo  imperativo.  Devc-se  advertir  que  na  segunda 
pessoa  do  plural,  muitas  vezes  costuma  acontecer,  ou  mudar-se  a  ultima 
syllaba  em  outra  que  soe  melhor  ao  ouvido,  ou  totalmente  perder-se  a  ul- 
tima letra  do  verbo,  e  seguir-seimmediatamente  o  pronome  demonstrativo 
Enu,  vindo  a  primeira  letra  d'elle  a  supprir  o  que  o  verbo  perdeu:  em 
•  .  quanto  á  primeira  differença  no  mesmo  verbo  Cnbánja  se  vê  verificada; 
'•'^  porquanto  devendo  talvez  ser  a  sobredita  segunda  pessoa  do  plural  do 
.f  imperativo  Bunfa-ènu,  pelo  mau  som,  e  diíliculdade  de  pronunciar  se  muda 
'■    a  ultima  syllaba  ca  em  qu,  e  se  diz  Bunqu-énu,  fazei  vós;  emquanto  á  se- 
gunda differença,  que  consiste  em  a  mesma  segunda  pessoa  do  plura]  do 
imperativo  perder  a  ultima  letra,  claramente  se  vê  no  mesmo  sobredito 
<2.    verbo  Cucúna,  semear,  como  também  no  verbo  Cmjia,  saber,  em  que  deve- 
e.   riam  ser  as  segundas  pessoas  do  j)lural  Cuna-énu  t  Ci((jia-énu;  porém  como 
são  difficeis  de  pronunciar,  e  de  mau  som,  costumam  por  isso  os  abundos 
tirar  a  ultima  letra  a  do  verbo,  e  lhe  unem  immediatamente  o  pronome 
demonstrativo  Emi,  e  pronunciam  Cun-énu,  semeae  vós,  Gí-énu,  sabei  vós. 
Igualmente  dos  mesmos  infinitos  dos  verbos  se  formam  todos  ps  mais 
tempos  pelos  seus  dilferentes  modos:  forma-se  o  presente  de  qualquer  dos 
três  modos  indicativo,  optativo  e  conjunctivo,  do  mesuio  infinito,  perdendo 
este  a  primeira  syllaba,  que,  segundo  o  que  já  dissemos,  ha  de  ser  Cu,  ou 
Co,  ou  Ca;  e  conforme  a  conjugação  do  verbo  a  que  pertencer,  ajuntando- 
se-lhe  o  pronome  inicial  da  Wimeira  pessoa,  que  ha  de  ser,  ou  j>f</«,  ou 
^glii,  ou  Xí/ít;  V.  g.,  Emm^Èíja-andála ,  eu  quero,  Emmt^ghi-esámba,  eu 
rezo,  Einmé^gu-cúna,  eu  semeio:  são  todas  três  primeiras  pessoas  do  pre- 
sente do  indicativo  dos  verbos  (7iíff»f/á/fl,  querer,  Cassdmba,  rezar,  e  Cucúna, 
semear:  dissemos  primeiras  pessoas  do  indicativo,  postoque  também  o  se- 
jam dos  dois  modos  optativo  e  conjunctivo,  precedendo  ao  pronome  de- 
monstrativo Emni^  partícula  sé,  a  qual  é  tão  essencial  n'estes  dois  modos, 
que  sem  ella  o  presente  ou  outro  qualquer  tempo  não  passa  do  indicativo; 
postoque  o  futuro  do  conjunctivo  seja  exceptuado,  como  diremos  em  seu 
logar:  ora  esta  partícula  condicional  affirmativa,  muitas  vezes,  por  idiotis- 
mo da  lingua  bunda,  é  negativa;  por  isso,  todas  as  vezes  que  ella  preceder 
o  pronome  demonstrativo,  é  affirmativa;  pelo  contrario,  quando  este  mes-       ^„-. 
mo  pronome  a  preceder  c  negativa ;  v.  g.,  Sé  émmjHfga-zóla,  se  eu  amasse, ^^'^4^44- 
ou  que  eu  ame,  é  n'este  exemplo  a  partícula  5/ condicional  affirmativa;/ 
porem  se  disséssemos  ÈmmQjé Nya-zóla;  então  a  partícula  sé  é  negativa: 
eu  não  amo. 

Sendo  pois  os  pronomes  iniciaes  das  primeiras  pessoas  de  cada  um  dos 


DA  LLNfiUA  BIJNUA.  23 

tempos  pelos  seus  diflerentes  modos,  ou  Jfija,  ou  jj^ijhi,  ou  ^(ju  conforme 
a  conjugação  a  que  pertence  o  verbo,  o  que  tudo  já  niosirámos  em  cada 
uma  das  regras  competentes;  e  sendo,  como  também"  já  dissemos,  o  pro- 
nome inicial  da  segunda  pessoa  do  singular  Gn,  o  da  terceira  U,  o  da  pri- 
meira do  plural  Tu,  o  da  segunda  Nn,  e  finalmente  o  da  terceira  A,  se- 
gue-se  que  o  pretérito  perfeito  de  qualquer  das  três  conjugações  se  forma 
do  infinito,  que  temos  como  raiz  da  formação  de  todos  os  tempos,  perdendo 
este  a  primeira  syllaba,  e  mudando  algumas  vezes  a  ultima  syJlaba  de  ca 
em  qu,  outras  vezes  a  ultima  letra  somente  de  a  ení  e,  para  se  ibe  unir 
immediatamente  a  addição  final  que  pede  o  verbo,  que  de  ordinário  é  a 
syllaba  le,  e  raras  vezes  a  syllaba  ne,  que  somente  se  usa  quando  o  verbo 
terminar  em  na,  ne,  no  e  nn,  e  em  todas  as  mais  terminações  usam  da 
final  le;  não  obstante,  deve-se  advertir  que  varias  vezes  se  dispensam  os 
abundes  de  pronunciarem  estas  finaes  le  e  ne,  e  se  contentam  de  fazer  ter- 
minar o  verbo  em  a  letra  e,  de  sorte  que  toda  a  essência  dos  pretéritos  per- 
feitos a  fazem  consistir  em  ajuntar  aos  pronomes  iniciaes  um  a  demais; 
portanto  como  o  pronome  inicial  da  primeira  pessoa  de  lodosos  pretéritos 
perfeitos  dos  verbos  abundos,  sejam  elles  da  primeira,  segunda  ou  ter- 
ceira conjugação,  é  sempre  o  ^(jhi-a,  costumam  os  abundos  pronuncia-lo 
de  tal  forma,  que  nunca  sôa  o  ^inicial,  julga-se  que  será  por  causa  de 
fazer  soar  bera  o  a,  que  se  acrescenta  ao  pronome  inicial,  e  isto  para  guar- 
darem a  boa  ordem,  e-soni  nas  suas  palavras;  v.  g.,  Ghi-à-banJué-Ic,  te- 
nho feito,  primeira  pessoa  do  pretérito  perfeito  do  verbo  Cubánéa,  fazer, 
onde  claramente  se  vê  verificado  tudo  quanto  temos  dito  a  respeito  do 
modo  de  formar  o  pretérito  perfeito:  vemos  o  pronome  inicial  com  o  roubo 
da  primeira  letra  iV,  vemos  que  ao  mesmo  pronome  se  lhe  segue  immcdia- 
lameute  a  letra  a;  vemos  a  troca  das  ultimas  syllabas;  a  syllaba  ti?,  ou 
outra  final,  quando  é  que  se  ha  de  mudar  cm  qu  seguindo'se  a  \^gal  e, 
que  em  similhantes  trocas  é  indispensável,  e  quando  o  verbo  pede  tão  so- 
mente a  mudança  da  ultima  letra  era  a  letra  e;  vemos  Lambem  as  sylíabas 
finaes  le  e  ne,  que  devem  acompanhar  o  verbo  cm  todas  as  pessoas  por 
ambos  os  números;  vemos  finalmente  como  os  abundos  algumas  vezes  se 
dispensam  de  pronunciar  as  ditas  syllabas  finaes  le  e  ne,  fazendo  elles 
consistir  toda  a  essência  do  pretérito  perfeito  no  pronome  inicial  GIn-a,Q 
na  terminação  do  verbo  em  a  letra  e. 

O  futuro,  tanto  do  modo  indicativo,  como  do  optativo,  se  forma  do  in- 
finito do  verbo,  precedido  do  pronome  inicial,  que  é  muitas  vezes  o  mesmo 
que  o  do  presente,  e  outras  vezes  é  o  inicial  do  pretérito  perfeito  sem  a  le- 
tra a,  mas  tão  somente  o  Ghi,  pois  umas  vezes  soa  a  inicial  f,  outras  ve- 
zes não;  á  vista  d'isto  toda  a  essência  do  verbo  futuro  a  fazem  consistir 
na  partícula  yza,  que  usam  por  final  do  verbo  em  todas  as  pessoas  de  am- 
bos os  números;  esta  partícula  ou  addição  final  yza  vera  do  verbo  Cuijza, 
vir,  com  a  qual  costumam  os  abundos  auxiliar  os  futuros  de  todos  os  ver- 
bos, e  até  o  do  mesmo  verbo  Cuyza,  como,  v.  g.,  pgu-yza-yza,  eu  virei, 
Gu-yza-yza,  tu  virás,  U-yza-yza^ (íWq  virá,  Tu-yza-yza,  nós  viremos,  Nu- 
yza-yza,yós  vireis,  A-yza-yza,  elles  virão.  Porém  deve-se  advertir  que  tanto 
na  cidade  de  Loanda,  como  nas  suas  visinhanças  já  se  tem  introduzido  o 
costume  de  pronunciar  o. verbo  futuro  sem  a  dita  addição  final  yza;  em 
logar  d'ella  usam  da  partícula  logo,  que  tem  adoptado  do  portuguez,  fa- 
zendo-a  preceder  ao  mesmo  pronome  inicial,  como,  v  g.,  Loyo-ghi-yzo,  eu 


1^^- 


<yti 


t^- 


24  GRAMMATICA 

virei,  Logo-gu-yza  tu  vireis,  Logo-u-yza  ellevirá,  ele,  onde  se  devem  no- 
tar duas  cousas,  a  primeira  é  que  não  sôa  no  pronome  inicial  a  letra  ^  e 
a  segunda  é  que  os  abundes  na  primeira  pessoa  do  verbo  futuro  se  servem 
indistinctamenle  assim  da  inicial  do  presente,  como  da  inicial  do  pretérito 
perfeito  sem  o  acrescentamento  da  letra  o,  á  vista  do  que  toda  a  essência 
do  futuro  a  fazem  consistir  na  partícula  Jogo,  ou  yza 

No  modo  optativo  os  pronomes  iniciaes  e  íinaes  são  os  mesmos  nuc  re- 
gem o  indicativo  em  todos  os  seus  tempos,  com  o  acrescentamento  da  par- 
tícula condicional  sé,  a  qual  tem  o  seu  logar  antes  do  pronome  demonstra- 
tivo, porque  depois  d'ellc  faria  o  verbo  negativo,  e  não  seria  a  dita  partí- 
cula sígnal  de  modo  optativo,  como  já  mostrámos  em  outra  regra:  estes 
mesmos  pronomes  ou  addições  são  as  que  regem  todo  e  qualquer  tempo  do 
conjunclivo,  excepto  o  futuro,  que  tem  addições  particulares,  as  quaes  são 
as  seguintes  pelas  suas  diíferentes  pessoas  em  ambos  os  números;  primeira 
Quinghi,  segunda  Quiú,  terceira  Qiii;  primeira  Quiltu,  segunda  Quinit, 
terceira  Quiá;  v.  g.,  Quinghi-móna,  quando  eu  vir.  Ora  esta  addição  da 
primeira  pessoa  do  singular  muitas  vezes  perde  a  ultima  syllaba,  e  isto  é 
conforme  o  verbo  a  que  se  ajunta,  a  íim  de  se  guardar  uma  agradável  pro- 
nuncia, e  haver  um  bom  som  nas  palavras,  circunistancias  em  que  os 
abundos  se  esmeram;  v.  g.,  EmmèQuin-ghía,  quando  eu  for,  onde  clara- 
mente se  vê  na  addição  o  roubo  da  ultima  syllaba  ghi;  Eié  Quiú-uia,  quando 
tu  fores.  Una  Qui-úia  quando  elle  for;  Eltu  Quitú-ia,  quando  nós  formos, 
EnuQuim-ia,  quando  >ós  fordes,  Ana  Quiá-ia,  quando  elles  forem :  deve-se 
notar  que  nas  três  pesfoas  do  plural  perde  este  verbo  a  letra  inicial  u,  e 
isto  pelas  rasões  que  já  ponderámos,  a  fim.  de  se  não  perder  o  bom  som  nas 
palavras. 

O  infinito  presente  impessoal  não  tem  addição  alguma,  como  v.  g., 
Citzóla,  amar,  Pala  Cuzóla,  para  amar. 

O  infinito  presente  pessoal  tem  as  mesmas  addições  que  o  verbo  cos- 
tuma ter  nos  mais  modos,  com  a  differença  de  que  o  pronome  demonstra- 
tivo tem  sempre  o  seu  logar  depois  do  verbo ;  v.  g. ,  j/dga-ciizóla  émmi,  amar  í  í^vW 
eu,  etc.  ^ 

O  infinito  perfeito  é  auxiliado  da  partícula  Amu,  a  qual  não  se  sabe 
d'onde  traga  a  sua  derivação,  e  só  sim  que  deve  sempre  estar  antes  do 
/ifr^f  verbo;  v.  g.,  Amu-cuzola,  ter  amado;  esta  partícula  pois  não  só  auxilia  o 
pretérito  do  infinito  como  também  alguns  verbos  passivos. 

O  futuro  do  infinito  de  qualquer  verbo  bundo  é  auxiliado  de  dois  ver- 
bos, que  são  o  yerho  Cuquinga,  esperar,  e  o  verbo  Cnyza,  vir:  o  primeiro 
se:npre  precede  ao  verbo,  e  por  isso  se  tem  como  pronome  ou  addição  ini- 
cial, o  segundo  deve  sempre  estar  depois  do  verbo;  v.  g  ,  Quinghi  cuzóla- 
cuyza,  quando  houver  de  amar,  onde  claramente  vemos  o  verbo  Cuzola, 
amar,  entre  os  dois  verbos  Cuquinga,  esperar,  e  Cuyza,  vir. 

O  partícipio  ou  gerúndio  indeclinável  é  auxiliado  do  verbo  Cuquinga, 
esperar,  o  qual  porque  faz  as  vezes  de  addição  ou  pronome  inicial  deve 
sempre  preceder  o  verbo;  v.  g  ,  Quinghi-zóla,  amando,  Quinglii^éca,  dor- "2. 
mindo,  Quinghi-hánáíi,  fazendo,  etc. 

O  partícipio  ou  gerúndio  declínavel  sempre  é  acompanhado  cora  uma 
das  três  partículas  Essa,  Qucssa,  Issa,  e  algumas  vezes  também  Zéssa,  as 
quaes  sempre  são  precedidas  pelo  mesmo  verbo;  v.  g.,  Cazuel-éssOr  o  fal- 
lador,  Culauqii-êssa,  o  contador,  Cussumb-issa,  o  vendedor,  ele. 


DA  LI.\(iUA  BUNDA.  â5 

Como  em  iodas  as  grammalicas  uma  das  maiores  difíiciildades  é  saber 
c  distinguir  bem  o  numero  das  conjugações;  e  sendo  na  composição  d'esta 
muitos  os  embaraços  que  encontrámos,  para  com  clareza  e  metliodo  esta- 
i)eiecermos  regras  suílicientes  e  bastantes  para  aplanarmos  tão  grande dif- 
íiculdade,  comtudo  por  estas  mesmas  regras  passámos  a  conjugar,  pelos 
seus  diíTerentes  tempos  e  modos,  um  verbo  pertencente  a  cada  uma  das 
-^es  conjugações,  que  poderão  servir  de  grande  soccorro  para  com  facili- 
tdade  se  conjugarem  todos:  postoque  das  tábuas  que  vão  no  fim  d'esla  se 
poderá  tirar  grande  utilidade. 


DO  VERBO  CVnÁNGA,  FAZER,   DA  PRIMEIRA  CONJUGAÇÃO. 


M0D1  INDICATIVO  PRESKNTE 

Biin.lo.  »  , ,  Porlu  :;u'Z. 


â  Biin.lo.  »  ,, 

^V^  Sumcro  slaguhr.  í-JmmP  My^bánta  Ku  faço.   /^ 

Eié-^uoánga  .  r.  .  Tu  fazes 

Vna  U-hánqa  ....  Elle  faz. 

Numero  plural.     Etlii  Tii-hímm . .  .  Nós  fazemos. 

Enu  Au-báimi. .  .  Vós  fazeis. 


Ana  Ahánm Ellcs  fazem. 


PllETERITO  PERFEITO. 


N.  S.    EmmP Ghi-a-han(jjj.é-le Eu  fiz  ou  tenbo  feito. 

^        Eié  Qu-a-han(pie-le Tu  fizeste  ou  tens  feito. 

(Jna  U-a-ban^ué-Ie .  Elle  fez  ou  tem  feito. 

N.  P.   Ettu  Tu-a-banqiiéle Nós  fizemos  ou  temos  feito. 

Em  Nv-a-bamitéle Vós  fizestes  ou  tendes  feito. 

Anu  A-banauéfe Elles  fizeratu  ou  lêem  feito. 


FITCHO. 


N.  S.    Emmf]]tyi-banmhyza Eu  farei  ou  hei  de  fazer. 

j^    Eié  Qu-banm-yza Tu  farás  ou  has  de  fazer. 

Una  (J-bai^u-^za Elle  fará  ou  ha  de  fazer. 

N.  P.    Ettu  Ti(-I)(fn^i(-yza Nós  faremos  ou  havemos  de  fazer 

EJnu  Nu-bamíu-yza Vós  fareis  ou  haveis  de  fazer. 

Ana  A-banm-yza Elles  farão  ou  hão  de  fazer. 


IMPERATIVO. 


^  ^Ts^    GacAO!  ÍéK%v6À»  ^mVeiéM,  Carece,  f^  ^^  ■ 

^^JiánQd  <2,^j^ Faze  tu.  * 

U-banaue  .  A^tmet Faça  elle. 

N.  P.    Tu-bmqu-éttu Façamos  nós. 

cH^VWr  Banm^nu , Fazei  vós. 

A-banque  t\.* -.,4í Façam  elles. 

■a  6 


$ 


20  GKVM.iiATif.A 

MODO  OPTATIVO   =;  CONJUNCT!  VO  PKESEME. 
Bundo.  Portuguer. 

aiifX,         N.  S.   S0  émmi''jfg4-bánea    itct-  •  •  Se  eu  fizesse  ou  que  eu  faça. 

A     St  Eié^u-bánoaí Se  tu  fizesses  ou  que  tu  faça.^. 

St  UnaX'-bánái Se  elle  fizesse  ou  que  elle  hiça. 

N.  P.    Se  Eltu  Tu-hánca Se  nós  fizéssemos  ou  que  nos  faai- 

7  mos. 

Se  Enu  Nu-hánqa Se  vós  fizésseis  ou  que  vós  façaes. 

Se  Ana  A-bánoa. Se  elles  fizesseiu  ou  que  elies  íaçiim . 

PBETEHITO  PERFEITO. 

N.  S.    iS"^  émmi  Ghi-a-bonmiéíe . . , .  Se  eu  fizera  ou  tivesse  feito. 

Se  Eié  0ii-a-bnn^iYele Se  tu  fizeras  ou  tivesses  feito. 

Se  Una  U-a-ban^iiéle Se  elle  fizera  ou  tivesse  feito. 

N.  P.    Ettu  Tu-a-banijnéle Se  nós  fizéramos  ou  tivéssemos  feito. 

Se  Enu  Nu-a^banméle Se  vós  fizéreis  ou  tivésseis  feito. 

Se  Ana  A-banguéfe Se  elles  fizeram  ou  tivessem  íeiío. 

FDTruo  miMEino 

Cj  A  •        N.  S.    Se  émniF ^(j4-banqu-yza  .|iet  Se  eu  fizer  ou  tiver  feito. 

,i     Se  Eié  pH-bdngu-ifzc.  ...      .  Se  tu  fizeres  ou  tiveres  feito. 

Se  Ena  U-ban^u-yza Se  elle  fizer  ou  tiver  feito. 

N.  P.    Se  Ettu  Tu-bãnqu-yza Se  nós  fizermos  ou  tivermos  feilo. 

Se  Enu  Nu-bamu-yza Se  vós  fizerdes  ou  tiverdes  feito. 

Se  Ana  A-han^-yza Se  elles  fizerem  ou  tiverem  feito. 

FCTOBO  SEGUNDO. 

N.  S.    Quínghi-bánga Quando  eu  tiver  feito. 

QuiArbáiua^.  tki, Quando  tu  tiveres  feito. 

Quifbánp,.. .  .\j^j Quando  elle  tiver  feito. 

N.  P.    Qmtlu-hánca Quando  nós  tivermos  feito. 

Quinu-bánfia Quando  vós  tiverdes  feito. 

Quia-bánm Quando  elles  tiverem  feito. 

• 

I?;riMTO  PRESENTE  líirESSOAL. 

Cubáma Fazer. 

INFINITO  PRESE.NTE  PESSOAL. 

N.  S.    ^(ja-cubán^i  émmã. Fazer  eu. 

^    0u-Cubún^a  Eié Fazeres  tu. 

U-Cubánúa-Una Fazer  elle. 

N.  P.    Tu-Cubança  Ettu Fazermos  nós. 

Nu-Cubánça  Enu Fazerdes  vós. 

A-Cubánça  Ana Fazerem  elles. 

4^ 


DA  língua  bunda.  27 

I.NFIMTis  PK  LTEUnO. 
Bundo.  Portuguez. 

Amu-Cuhánca Ter  feito. 

INFINITO  FCTUItO. 


N.  S.    FmmP  Quínghi-Cubánca-yza  Quando  eu  houver  de  fazer. 

■i^  Eié  Qni^'Cabáriça-yzá Quando  tu  houveres  de  fazer. 

-    JJna  Qui^Cuhánm-yza. .  oa^  Quando  ellc  houver  de  fazer. 

N.  P.   Ettu  Qmftu-Cuoán^a-yza  . . .  Quando  nós  houvermos  de  fazer. 

Enu  Qiúnn-Cuháhca-yza  . .  .  Quando  vós  houverdes  de  fazer. 

Ana  Quiá-Cubánm-yza  ....  Quando  elles  houverem  de  fazer. 

PARTICIPIO    INDECLINÁVEL. 

Quinghi-bánça Fazendo. 

PARTICIPIO    DECLINAVEL. 

Cubanqu-éssa O  que  houver  de  fazer  ou  tiver  feito. 

no  VERBO   CUCINÀ,   SEMEIAR,  DA  SEGUNDA  CONJUGAÇÃO. 
MODO  INDICATIVO  PRESENTE. 

N.  S.    EmmP  ^ghi-cúna Eu  semeio. 

^     Eie  j0u-cúna Tu  semeias. 

Una  U-cúna Elie  semeia. 

N.  P.    Ettu  Tu-cúna Nós  semeiâmos. 

Enu  Nu-cúna Vós  seuieiaes. 

Ana  A-cúna Elles  semeiam. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emm0  fihi-a-cunè-ne Eu  semciei  ou  tenho  seraeiado. 

^      Eié ^u-a-cuné-ne Tu  semeiasle  ou  tens  semeiado. 

Una  U-a-cuné-ne Eile  senieiou  ou  tem  semeiado. 

N.  P.    Ettu  Tu-a-cuné-ne Nós  semeiâmos  ou  temos  semeiado. 

Enu  Nu-a-cuné-ne Vós  senieiastes  ou  tendes  semeiado. 

Anna  A-cuné-ne Elles  semeiaram  ou  tèem  seraeiado. 

FCTURO 

N.  S.    Emmkfighi-cúna-yza Eu  semeiarei  ou  hei  de  seraeiar. 

^    Eié  flU'CÚna-yza Tu  semeiarás  ou  has  de  semeiar. 

Una  U-cúna-yza Elle  semeiará  ou  ha  de  semeiar. 

N.  P.   Ettu  Tu-cúna-yza Nós  semeiaremos  ou  havemos  de  se- 
meiar. 

•  6 


o 


■fcèx^ 


28  GllAMM  ATIÇA 

Bundo.  Portii^uez. 

N.  P.   Enu  Nu-cúna-yza Vóssemeiareisouliaveisdesenieiar. 

Ana  A-cúna-yza Elles  seraeiarão  ou  hão  de  senieiar. 

IMPERATIVO. 

N.  S.    Carece  P.4^vt^..  4á*«im4»  . .  Carece,  ^^^i-****^  e^^^- 

Cwna  ..a.<^t* Semeia.  "^IJL- 

U-cúna.  .  4<^\yvyív Semeie  elie. 

N.  P.    Tu-cun-éttu Semeiemos  nós. 

^'KiA.  Cun-énu Semeiae  vós. 

A-cúne .  j-.'..  .i\ Semeiem  ellcs. 

MODO  OPTATIVO  E  CONJUNCTIVO  PHESENTE. 

N.  S.    Se  Emmi' ])tghi-cúna Se  eu  semeiasse  ou  que  semeie. 

^        Se  Eié  fíu'-cÚ7ia Se  tu  semeiasses  ou  que  semeies. 

Se  Una  U-cúna Se  elie  semeiassc  ou  que  semeie. 

>j.  P.    Se  Ettu  Tu-cúna Se  nós  semeiassemos  ou  que  semei- 
emos. 

Se  Enu  Nu-cúna. Se  vós  semeiasseis  ou  que  semeieis. 

Se  Ana  A-cúna Se  elles  semeiassem  ou  que  semeiem. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  EmmfGlii-a-cuné-ne Sé  eu  semeiára  ou  tivesse  semeiado. 

^      Se  Eié ^lí-a-cuné-ne Se  tu  semeiáras  ou  tivesses  semeiado. 

Se  Una  U-a-cuné-ne Se  elie  semeiára  ou  livessesemeiado. 

N.  P.    Se  Ettu  Tu-a-cuné-ne Se  nós  semeiáramos  ou  tivéssemos 

semeiado. 
Se  Enu  Nu-a-cuné-ne Se  vós  semjeiareis  ou  tivésseis  se- 
meiado. 
Se  xina  A-cuné-ne Se  elles  semeiaram  ou  tivessem  se- 
meiado. 

FDTURO  PRIMKIRO. 

N.  S.    Se  Emmtjttjh-cúna-yza  ...     Sc  eu  scmeiar  ou  tiver  semeiado. 

j-      Se  Eié  ^u-cúna-yza Se  tu  semeiares  ou  tiveres  semeiado. 

Se  Una  U-cúna-yza Se  elie  semeiar  ou  tiver  semeiado. 

N.  P.    Se  Ettu  Tu-cúna-yza Se  nós  semeiarmos  ou  tivermos  se- 
meiado. 
Se  Enu  Nu-cúna-yza Se  vós  semeiardes  ou  tiverdes  se- 
meiado. 
Se  Ana  A-cúna-yza Se  elles  semeiarem  ou  tiverem  se- 
meiado. 

FUTURO  SEGUNDO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-cúna Quando  eu  semeiar. 


DA  LINGDA  BUNDA.  21) 

Bundo.  PortugueJt. 

N.  S.    Eié  Quif-cúna.  . .  .<U<U Qiiando  tu  semeiares. 

Una  Quifcúna.  . .  .\A* Quando  elle  semeiar. 

N.  P.    Ellu  Quiltu-cúna Quando  nós  semeiarmos.         ^ 

Enu  Quinu-cmia Quando  vós  seraeiardes. 

Anna  Quia-cúna Quando  elles  seraeiarem. 

INFIMTo/ IMPESSOAL.  M^tt-JJ   .      '^ 

Cucúna '. .    Semeiar.        ' 

PRESENTE  DO  INFINITO  PESSOAL. 

N.  S.    Éghi-cucúna  Emm^ Semeiar  eu. 

j^    Éu-cucima  Eié Semeiares  tu. 

IJ-cncúna  Una Semeiar  elle. 

N.  P.    Tu-cucúna  Ettu Semeiarmos  nós. 

Nu-cucúna  Enu Semeiardes  vós. 

A-cucúna  Ana Semeiarem  elles. 

PRETÉRITO  DO  INFINITO. 

Amu-cuciina Ter  semeiado. 

FCTCRO  DO  INFINITO. 

N.  S.    Quinghi-cucúna-yza Quando  eu  houver  de  semeiar. 

Eié  Quiu-citcúna-yza Quando  tu  houveres  de  semeiar. 

A.     Una  Qii0cucúna-yza Quando  elle  houver  de  semeiar. 

N.  P.    Ettu  Quitlu-cucúna-yza Quando  nós  houvermos  de  semeiar. 

Enu  Quinu-cucúna-yza Quando  vós  houverdes  de  semeiar. 

Ana  Quia-cucúna-yza Quando  elles  houverem  de  semeiar. 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quiàghi-cúna Semeiando. 

PARTICIPIO  DECLINAVEL. 

Cucun-éssa O  que  semeiar  ou  houver  de  semeiar . 

DO  VERBO  BUNDO  CUTÚMA,   MANDAR,  DA  TERCEIRA  CONJUGAÇÃO. 
MODO  INDICATIVO  PRESENTE. 

N.  S.    Emm^^(jj^túmu Eu  mando. 

CU    Eié  Éu-túmu Tu  mandas. 

Una  U-túmu Elle  manda. 

N.  P.    Ettu  Tu-túmu Nós  mandámos. 


30  G!L\  MM  ATIÇA 

Bundo.  Portuguez. 

N.  P.   £nu  Nu-túmu Vós  raandaes. 

Ana  A-túmu Elles  mandam. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Enimt Ghi-a-túme Eu  mandei  ou  tenho  mandado. 

.^.  Eié  0u-a-túme Tu  mandaste  ou  tens  mandado. 

Una  U-a-túme Elle  mandou  ou  tem  mandado. 

N.  P.   Ettii  Tii-a-túme Nós  mandámos  ou  temos  mandado. 

Enu  yu-a-túnie Vós  mandastes  ou  tendes  mandado. 

Ana  A-túme. Elles  mandaram  ou  tèem  mandado. 

FOTURO. 

N.  S.    EmmP Sgí-túmn-yza Eu  mandarei  ou  liei  de  mandar. 

/       Eié  Gn-túma-yza Tu  mandarás  ou  has  de  mandar. 

■^       Una  U-túma-yza Elle  mandará  ou  ha  de  -mandar. 

N.  P.   Ettu  Tu-túma-yza Nós  mandaremos  ou    havemos   de 

mandar. 
Enu  Nii-túma-yza Vós  mandareis  ou  haveis  de  man- 
dar. 
Ana  A-túma-yza Elles  mandarão  ou  hão  de  mandar. 

IMPERATIVO. 

^^,,,^^    Túma .  ^AJ»^ . . ./ Manda.  t«X<, 

U-túme.  .  >,». aa^ív Mande  elle. 

N.  P,    Tu-tum-éttu Mandemos  nós. 

i^YÂ^  Tum-énu ^ Mandae  vós. 

A-túme.  :ã:.',v«u Mandem  elles. 

OPTATIVO  E  CONJUNCTIVO  PRESENTE. 

N.  S.    Se  Emnw N^-túmu Se  eu  mandasse  ou  que  eu  mande. 

Se  Eié  0U'túmu Se  tu  mandasses  ou  que  tu  mandes. 

Se  Una  U-túmu Se  elle  mandasse  ou  que  elle  mande. 

N.  P.   Se  Ettu  Tu-túmu Se  nós   mandássemos   ou   que  nós 

mandemos. 
Se  Enu  Nu-túmu Se  vós  mandásseis  ou  que  vós  man- 
deis. 

Se  Ana  A-túmu Se  elles  mandassem  ou  que  elles 

mandem. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  EmmitGhi-a-túme Se  eu  mandara  ou  tivesse  mandado. 

^         Se  Eié  fiu-a-túme Se  tu  mandaras  ou  tivesses  manda- 

P  ^  do. 


DA  LI^GUA  BDNDA.  31 

Bundo.  Porluguez. 

N.  S.    Se  Unu  U-a-túme Se  elle  raandára  ou  tivesse  man- 
dado. 

N.  P.  Se  Ettu  Tu-a-túme Se  nós  mandáramos  on  tivéssemos 

mandado. 
Se  Enu  Nu-a-túme Se  vós  mandareis,  ou  tivésseis  man- 
dado. 
Se  Ana  A-túme Se  elles  mandaram  ou  tivessem  man- 
dado. 

FDTUBO  PRIMEIRO. 

'   N.  S.    Se  Emm^JSfu-túmu-yza. ...  Se  eu  houver  de  mandar. 

Se  Eié  Êii-túmu-yza Se  tu  houveres  de  mandar. 

Se  Una  U-túmu-yza Se  elle  houver  de  mandar. 

N.  P.   Se  Ettu  Tu-túmu-yza Se  nós  houvermos  de  mandar. 

Se  Enu  Nu-túmn-yza Se  vós  houverdes  de  mandar. 

Se  Ana  A-túmu-yza Se  elles  houverem  de  mandar. 

FCTURO  SEGUNDO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-tiima Quando  eu  houver  de  mandar. 

^4^,    Eié  Quif-túma Quando  tu  houveres  de  mandar. 

\/»  Una  Qui-ftúma Quando  elle  houver  de  mandar. 

N.  P.   Ettu  Quittu-túma Quando  nós  houvermos  de  mandar. 

Enu  (Juinu-túma Quando  vós  houverdes  de  mandar. 

Ana  Quia-túma Quando  elles  houverem  de  mandar. 

INFINITO  IMPESSO.V-L. 

Cutúmu Mandar. 

I.NFIMTO  PESSOAL. 

►   N.  S.    M^i-cntúma  Emmi Mandar  eu. 

^  tíu-cutúma  Eie Mandares  tu. 

U-cutúma  Una Mandar  elle. 

N.  P.    Tu-cutúma  Ettu Mandai  mos  cós. 

Nu-cutúma  Enu Mandardes  vós. 

A-cutúma  Ana Mandarem  elles. 

PRETEBITO  DO  INFINITO. 

Amu-cutnma Ter  mandado. 

FDTORO  UO  INFINITO. 

N.  S.    Emini  Quinghi-cutúma-yza  .     Quando  eu  houver  de  mandar. 

^^    Eié  Qui^-cutúma-yza Quando  tu  houveres  de  mandar. 

(}(^     Una  Quikulúma-yza Qu-indo  elle  houver  de  mandar. 


í/ 


32  GRAM.MATICA 

Bundo.  Portiiguez. 

N.  P.   Eitu  Quittu-cutúma-yza .  . .  .     Quando  nós  houvermos  de  mandar. 
Enu  Quinn-cutúma-yza  ....     Quando  vós  houverdes  de  mandar. 
Ana  Quiá-cutúma-yza Quando  elles  houverem  de  mandar. 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quinghi-túma Mandando. 

PAUTICIPIO   DECLINAVEL. 

Cutum-íssa O  que  houver  de  mandar  ou  o  (jue 

manda. 

Estes  pois  são  os  exemplares  de  cada  uma  das  três  conjugações,  á  simi- 
Ihança  dos  quaes  se  devem  conjugar  lodos  os  mais  verhos  a  bundos;  posto 
(|ue  alguns  verhos  abundos  se  dilTerençam  nas  suas  conjugações,  comtudo 
nós  os  consideramos  mais  como  verbos  irregulares,  e  não  como  que  per- 
tençam ou  formem  quarta  conjugação.  Um  d'ostos  verhos  irregulares  é  o 
verbo  bundo  Cuabéla,  que  signiíica  gostar  de  alguma  cousa  ou  pessoa,  isto 
é,  receber  gosto  e  prazer  cora  ella.  Advirta-se  porém  que  quando  se  falia 
de  goslar  da  comida,  se  deve  usar  o  verbo  bundo  Cnffúla,  que  é  regular. 
A  conjugação  do  verbo  Cuabéla  c  a  seguinte: 

CONJUGAÇÃO  DO  VERBO  BUNDO  IRREGULAR  CUABÉLA,  GOSTAR. 

MODO   INDICATIVO  PRESENTE. 

Bundo.  Portiiguez. 

iN.  S.    Emmi  Çiiingm^^uahéla Eu  gosto. 

Eié  Quiácú-uhéla Tu  gostas. 

Una  Quiámu-abéla Elle  gosla. 

N.  P.    Ettu  Quiàttu-ahéla Nós  gostámos. 

Enu  Quiánu-abéla Vós  gostaes. 

Ana  Quiàfíu-abéla Elles  gostam. 

.-»'■< 

PRETEUITO  PERFEITO. 


Êu/fit'       ^'  ^'    ^"""*  Quinmuffiiabéle.  vi,. 
■^*^   "  Eié  Quiácu-fuabéle.  .  .)U,^ 

Una  Quiámu-iuabéle. .  tv, 

N .  P.    Ettu  Quiáttu-abéle ,v^\ 

Enu  Quiánu-abéle  ....  ív  . 
Ana  Quiáêu-abéle  ....  4^. 


Eu  gostei  ou  tenho  gostado. 
Tu  gostaste  ou  tens  gostado. 
Elle  gostou  ou  tem  gostado. 
Nós  gostámos  ou  temos  gostado. 
Vós  gostastes  ou  tendes  gostado. 
Elles  gostaram  ou  têem  gostado. 


FUTURO. 


N.  S.    Emmi  Quínàá-abéla-yza.  ...     Eu  gostarei  ou  hei  de  gostar. 

^       Eié  Quiácufabéla-yza Tu  gostarás  ou  has  de  gostar. 

*       Una  Quiámu-abéla-yza Elle  gostará  ou  ha  de  gostar. 


DA  língua  bunda.  33 

Bundo.  PortUi:j;iiez. 

N.  P.  Ettu  Quiáttvrdbéla-yza Nós  gostaremos  ou  havemos  degos- 

'  tar. 

Eiiu  Quiánu-abéla-yza Vós  gostareis  ou  haveis  de  gostar. 

Ana  Quiágu-abéla-yza Elles  gostarão  ou  hão  de  gostar. 


IMPERATIVO. 


UmML Carece.  í^*^^  ^^" 


,'í 


^<á^h&S.  Gwece. 

^/^  K     Qufcu-fibéle. .  .  .;../,'.<* Gosta  tu>" 

^   l/t     Químu-Ubéle Goste  elie. 

/A  N.  P.  Quittu-^béle  éttu. ..........  Gostemos  nós. 

l\    Quínu-tibéle Gostae  vós. 

Quiá^u-abéle Gostem  elles. 


■VS!» 


MODO  OPTATIVO  E  CONJUNCTIVO  PRESENTE 

s-V 


N.  S.  Se  EmmfQiií]/ígm-fuabéla.  .  Se  eu  gostasse  ou  que  goste. 

Se  Eié  Quícujabéla Se  tu  gostasses  ou  que  gostes. 

Se  Una  Quimu-hbéla Se  elle  gostasse  ou  que  goste. 

Se  Ettu  Quitiipbéla Se  nós  gostássemos  ou  que  gostemos 

l^t      Se  Enii  Quinu-fibéla Se  vós  gostásseis  ou  que  gosteis. 

Se  Ana  Quiáéu-abéla Se  elles  gostassem  ou  que  gostem. 


N,^, 


PRETÉRITO  PERFEITO. 


N.  S.  Se  EmmPQuímm-^uabéle  ...  Se  eu  gostara  ou  tivesse  gostado. 

Se  Eié  Quiácu-0abéle Se  tu  gostaras  ou  tivesses  gostado. 

Se  Enu  Quiámu-èuabéle.  . , .  Se  elle  gostara  ou  tivesse  gostado. 

N.  P.  Se  Ettu  Quiáttu-mahéle Se  nós  gostáramos  ou  tivéssemos  gos- 

'  tado 

Se  Enu  Quiánu-âuabéle Se  vós  gostáreis  ou  tivésseis  gostado. 

çt        Se  Ana  Quiá-ijuabéle Se  elles  gostaram  ou  tivessem  gos- 

^  tado. 

FUTURO  PRIMEIRO. 

Se  eu  gostar  ou  tiver  gostado. 


Íh-^C-  N.  S.  Se  EmmPQuimti  ^uabéla-yza 
'  t/U    Se  Eié  Quiáeu-pbéla-yza.  ... 

/jA^    Se  Una  Quiámu-fabéla-yza. .  .     Se  elle  gostar  ou  tiver  gostado. 


Se  tu  gostares  ou  tiveres  costado. 


N.  P.  Se  Ettu  Quiáttu-abéla-yza. .  .    Se  nós  gostarmos  ou  tivermos  gos- 
tado. 
ÍV     Se  Enu  Quiámiyabéla-yza. .  .     Se  vós  gostardes  ou  tiverdes  gostado. 
áj.    Se  Ana  Quiáiu-abéla-yza. .  .     Se  elles  gostarem  ou  tiverem  gostado 

FUTURO  SEGU.NDO. 

N.  S.  Einmf  Qui-qui^i-àuabéla  .     Quando  eu  gostar. 
mm-érmbéfa 


i/     Eié  Qui-£um-^fmbéla Quando  tu  gostares 

Una  Qm-qui-tnabéla Quando  elle  gostar. 


34  GBAMMATICA. 

Blindo.  Portuguez. 

N.  P.    Ettu  Qui-quiUu-guabéla.  .. .     Quando  nós  gostarmos. 
Enu  Qui-quínu-^uabéla .  . .  .     Quando  vós  gostardes. 
Ana  Qui-quiá-gnahéla Quando  elles  gostarem. 

INFINITO  IMPESSOAL. 

H-      duabéla Gostar. 

PRESENTE  DO  INFINITO  PESSOAL. 

N.  S.    Qui^qkii-^uabéla  Emmil,  . . .  Gostar  eu. 

Quícu-fuabéla  Eié Gostares  tu. 

Quimii-fuabéla  Una Gostar  elle. 

N.  P.    Quittu-^uabcla  Ettu Gostarmos  nós. 

Qiiinu-ifuabéla  Enu Gostardes  vós. 

-cuabéla  Ana Gostarem  elles. 


Quiáaf- 


PBETERITO  DO  INFINITO, 

i'ámu-cuabéla Ter  gostado. 

FUTURO  DO  INFINITO. 


N.  S.    Emmi  Quincu-cuabéla-jza. 

Eié  Quiácu-cuabéla-yza . 

Una  Quiámu-cuabéla-yza 
N.  P.    Ettu  Quiáttu-cuabéla-^jza 

Enu  Quiánu-cuabela-yza 

Ana  Quiágu-cuabela-yza 


Quando  eu  houver  de  gostar. 
Quando  tu  houveres  de  gostar. 
Quando  elle  houver  de  gostar. 
Quando  nós  houvermos  de  gostar. 
Quando  vós  houverdes  de  gostar. 
Quando  elles  houverem  de  gostar. 


PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 


Ci_        Qui-«immqU-^béla Gostando. 

PARTICIPIO  DECLINAVEL. 

U-       Çiiabel-éssa O  que  gosta  ou  houver  de  gostar. 

Fazem  os  abundos  o  verbo  affirmativo  negativo  pondo  entre  o  pronome 
demonstrativo  e  o  verbo  a  partícula  se;  v.  g.,  Emmi  se  liga-bánca,  eu  não 
faço,  primeira  pessoa  do  presente  do  indicativo  do  venDo  Cubdàwa,  fazer, 
o  qual,  de  affirmativo  que  é,  passa  a  negativo  com  aposição  daT)articula 
se  entre  si  e  o  pronome  demonstrativo  Emnii^,  isto  em  quanto  ao  modo  in- 
dicativo, por  todos  os  seus  tempos  e  pessoas;  pelo  que  respeita  aos  tempos 
do  modo  optativo  e  conjunctivo,  é  necessário  que  o  verbo,  que  de  affirma- 
tivo passa  a  negativo,  alem  da  partícula  se  entre  si  e  o  pronome  demons- 
trativo, tenha  outra  antes  do  mesmo  pronome;  v.  g..  Se  émmi se  íqa-bánja, 
se  eu  não  fizesse,  presente  do  optativo  e  conjunctivo  do  verbo  Cubánmf\à- 
zer,  o  qual,  de  affirmativo  queé,  passa  a  negativo  pelas ra.sõespondíradas. 


DA  língua  bunda.  35 

Ainda  de  uma  outra  maneira  fazem  negativo  o  verbo  affirmativo,  e  é 
unindo  o  infinito  do  verbo  affirmativo  a  toda  e  qualquer  pessoa  de  qual- 
quer tempo  e  modo  do  verbo  negativo /««/«?',  ncão  querer;  v.  g.,  Jífgu-dmi  ^ 
Cubánaa,  não  quero  fazer;  Gué  Ciibáncd,  não  queres  fazer;  Guá  Cubánía, 
não  q^ner  fazer;  Gnéltu  Cubáma,  não  queremos  fazer;  Giiénu  Cubánça, *não 
quereis  fazer;  Agua  Cubánpifmo  querem  fazer;  e  assim  por  todos 'os  mais 
tempos  e  modos,  em  cujo  exemplo  se  vô  verificada  a  regra  acima,  por  isso 
que  o  verbo  Cubán0a,  postoque  seja  affirmativo,  comtudo,  unido  ao  verbo 

^   tíkámi,  que  signiffca  não  querer,  faz  com  que  se  converta  em  negativo. 

/T  Torém  é  necessário  advertir,  que  o  infinito  do  verbo,  que  de  affirmativo    - 

^     passa  a  negativo,  nunca  principia  pelasyllaba^if,  como  mostrámos  em  ou-  . 

tra  regra,  mas  sim  pela  syllaba  /^:  ora  esta  troca  da  syllaba  Çn  era  j^a  é  ;■  ,,      .  j 

J^^/^  só  por  si  signal  de  que  o  verbo  infinito,  postoque  seja  com  a  syllaba  Cu  af-  "^ 

['■     firmativo,  se  deve  considerar  com  a  syllaba yra  com  significação  de  nega- 
tivo, eisto  inviolavelmente;  como  tanibem  em  muitos  verbos,  fazerem  se-  ^ 


guir  á  sobredita  syllaba  $a  a  syllaba  qui;  v.  g.,  0á-qui-bánga ,  não  fazer 
^a-qui-móna,  T]ão\ev;€a-qui-richii(i,  não  C(i\&v;  ui-qui-zUélá,  nãofallar; 
'^'Qi-qui-zolá,  não  amar^ Ça-qui-lengá,  não  fugir,  ctc. 
^   Finalmente  o  verbo  ffflQrmativo  bundo  passa  a  verbo  negativo,  unindo- 


Ihe  as  ultimas  duas  syllabas  doxerhoCuámi,  não  querer,  e  perdendo  o  af- 
firmativo o  a  final,  couio,  v .  g., ^ga^anq-á-mi,  não  faço;  Glii-a-banauel- 
ámi,  não  fiz;  ^ga-bamámi-yza,  não  farei,  primeiras  pessoas  do  presente, 
-  pretérito  e  futuro  dombo  CubáriM,  fazer,  o  qual,  de  affirmativo  que  é,  se 
converte  em  negativo  com  o  peroimento  da  leira  final,  e  acrescentamento 
das  ultimas  duas  syllabas  do  verbo  Cudmi,  não  querer;  isto,  emquanto  ás 
primeiras  pessoas  do  presente,  pret^ito  e  futuro ;  emquanto  ás  demais  pes- 
soas, se  o  verbo  affirmativo  que  passou  a  negativo  é  interrogativo,  tudo 
que  toma  do  verbo  negativo J^íír/»»'  deve  estar  antes  d'elle,  e  não  depois; 
quando  pelo  contrario,  se  o  ?erbo  não  passou  a  interrogativo,  então,  em 
todas  as  segundas  pessoas  do  singular  e  plural,  segue  a  primeira  do  pre- 
sente indicativo,  e  as  terceiras  pessoas  do  singular  e  plural  seguem  o  mesmo 
systema  do  interrogativo,  como  muitas  vezes  na  primeira  j-iessoa  do  plural 
tem  antes  de  si  tudo  quanto  toma  do  nc gixúv o  Ciiámi;  v.  g.,  Gué-Gubânm, 
não  queres  fazer;  Gubai^ué,  não  fazes;  Guá-Uo(in(ia,  não  quer  fazer;  Gliá- 
Ç^  Ubánca,  não  faz;  Guéttê-Èubánm  ou  TubánGa-gué^u,  não  fazemos;  Guénu- 
Nubánaa,  não  quereis  fazer ;  Niwánça-y(f€n1i,  não  fazeis ;  A(juá-Abánja,  não 
quereíti  fazer;  Aguá-Abánm,  não^fazem.  '  ^ 

É  certo  que  a  particula_^t  acompanha  e  serve  de  final  á  segunda  pes-       y 
soa  do  singular  do  imperatm^c  algumas  vezes á  do  plural  do  mesmo  modo;         '' 
porém  os  abundos  usam  frequentemente  d'ella,   principalmente  quando 
querem  explicar  a  promptidão  e  presteza  de  alguma  cousa;  v.  g.,  Jiculu- 
cu,  abre  já,  abre  sem  demora;  d'onde,  quando  não  exigem  pressa,  dizem 
tão  somente  Jicúla,  abre,  segunda  pessoa  do  imperativo  do  verbo  Cujicúla, 
abrir;  Jicá-cu,  fecha  já,  fecha  sem  demora,  segunda  pessoa  do  imperativo 
do  verbo  Cujica,  fechar.  Ora,  se  a  pessoa  que  manda  abrir  ou  fechar  falia 
a  muitos,  então  ainda  depois  á  sobredita  partícula  acrescenta  o  pronome 
demonstrativo  £nu,  vós,  e  diz  assim:  Jicula-cu-énu,  abri  já,  abri  sem  de- 
^    mora;  Jica-cu-énu,  fechae  já,  fechae  sem  demora.  Quando  pois  despedem 
C.   qualquer  pessoa,  costumam  dizer:  DaÁóccu,  vae-te  embora;  Detióccu,  ide-  '*'^ 
vos  embora,  segundas  pessoas,  tanto  ao  singular,  como  do  plural  doimpe- 

7  * 


36  GHAMMATICA 

rativo  do  yerho  Cuia,  ir.  Deve-se  advertir  que  é  próprio  d'este  verbo  levar 
sempre  o  pronome  demonstrativo  antes  daparticula  Cu,  como  se  vê  nos  so- 
breditos exemplos,  que  em  cada  um  d'elles  não  ha  do  verbo  mais  que  a 
primeira  syllaba  Da;  a  syllaba  io,  que  se  segue,  faz  as  vezes  do  pronome 
demonstrativo  Eié,  tu,  e  por  causa  da  má  pronunciação  lhe  roubam  o  pri- 
meiro ^,  e  o  segundo  o  trocam  cm  o,  e  fazendo  começar  a  sobredita  partí- 
cula por  dois  cc,  o  que  tudo  se  vê  praticado  nos  exemplos. 

DEGIiMA  PRIMEIRA  ORSERVAÇÃO. 

DA  PREPOSIÇÃO. 

Preposição  é  a  segunda  espécie  de  partícula,  a  qual  na  oração  se 
costuma  antepor  ao  nome  e  ao  verbo,  e  mais  ordinariamente  ao  nome, 
para  mostrar  o  caso  em  que  deve  estar;  v,  g.,  as  que  regem  genilivo» 
são  as  seguintes: 

Bundo.  Portuguez.  ^^^ 

;  ^  Cupólu Antes.  e^-^t^i^t^tM^ 

i  /,  Curima Atraz.  ^ 

'   '-^y  Imu.  .... ....  .i?.0 Dentro.     ^-íg.^í*#w   -^■«-^'«X'^-' 

/   ''f  ^-  Bucánca Fora. 

As  que  regem  accusativo: 

Pala ., Para. 

Caci^  .  .M-i^''^ Entre. 

CuUándu Sobre. 

Bupólu Perante. 

As  preposições  A  e  iVf  regem  o  dativo,  como,  por  exemplo,  iáfínéiáfi,  t^  n> 
dois  a  dois.  Adita  preposição  iVí'rege  também  algumas  vezes  accusativo  e 
outras  vezes  ablativo ;  por  exemplo,  Petéro  n(,Paúlu,  Pedro  e  Paulo ;  Uabita 
"^f,    Petéro  n^  ptému,  passou  Pedro  com  a  enchada. 

Outras  preposições  finalmente  regem  o  ablativo,  como  são  Comóchi,  Mu   ut 
V(_:   e  Bu;  v.  g.,  Comóchi  niFúlla,  junto  com  Francisco;  Mu  túllo,  no  peito; 
Bu  Mútne,  na  cabeça,  rjí-tw     (ÍM.*  ■v^iaJ.k.^.C 

DECIMA  SEGUNDA  ORSERVAÇÃO. 

DO  ADVERBIO. 

Adverbio  é  a  partícula  que  se  junta  ao  verbo  e  algumas  vezes  também 
;•  ao  nome,  para  lhe  determinar  ou  modificar  a  sua  significação;  v.  g.,  Quin- 

9m.        ^fttjrfuabéla  quidvulue^úmo  muito;  onde  o  adverbio  j^um^MÍ/niuito  deter-  U^ 
ij  mina  e  augraenta  respectivamente  a  significação  do  verbo  Quínqui-^iabéla,  * 

estimo.  Di vide-se  o  adverbio  em  affirmati vo  e  negativo :  aífirmanvo  e  aquelle 
pelo  qual  aflRrmâmos  alguma  cousa;  v.  g. : 


DA  língua  bunda. 


37 


Bundo.  Porluguea. 

Chim , Sim.  v^    v 

^     .-^      Quitiquiaquífi.^^x Verdadeiramente.       --40  O^^ít.   l -cA^  i^r^ 

9^  ,..^        &kiamuéne O  mesmo. 

Abba Pois.  .^ 

Quimuéne Assim.     cX/á'  /^i-^:  *'*'*'^"^ 

Negativo  é  aquelle  pelo  qual  negamos  alguma  cousa ;  v.  g. : 

Quiquiá Nunca. 

Macutumé Mentirosamente. 

Cana Não.  r*     f  '.    •  r .. > 

Cachicané Absolutamente  não.  a-vo^  ^^'-^  ■^^'^ 

itÀ/^        ^m^ Ainda. 

/'  B^imé^lúa Ainda  não. 

■(y  "   .        Manhi'f\,\^ Não  sei. 

{}       i        Qvjpnhé Não  é. 

Os  dois  últimos,  na  lingua  bunda,  não  são  verbos;  é  verdade  que 
a  significação  do  adverbio  Manhíhé  não  sei,  porém  o  verbo  bundo  que 
significa  não  sei,  é  ^ghi-giámi,  e  Manhíf-nãiO  é  nem  nome,  nem  verbo. 
Igualmente  o  adverbio  Quenhé  parece  ser'  uma  palavra  do  verbo  Sum, 
es,  fui,  cujo  verbo  os  abundes  não  têem,  como  já  se  mostrou  em  outro 
logar. 

Divide-se  mais  o  adverbio  em  demonstrativo  e  local.  Demonstrativo  é 
aquelle  que  mostra  alguma  cousa;  v.  g.: 

f      .   Bundo.  Portuguea. 

Cuna^SàS^ Ali .  UXC  ê  - 

Múmu Apàii^i  i '     ^£.4W'<*A^V 

Cubimdóccu D'esta  parle. 

Conguéna Da  outra  banda. 

u.  Cuband<l!,^amuqiiá Da  outra  parte. 

A'  Cubandúcúna D'aquella  parte,        ^     * 

^  Banducúna Attr  ,  >y  ,  ,    /  CU    f.€.^, 

Banduqiiéngui Em  qualquer  parte. 

Local  é  aquelle  que  mostra  o  logar  em  que  alguém  ou  alguma  cousa 
está;  V.  g. : 

Wfi»'*^     Bomuéne.  .W.W.WV.'.'..'.  Arhf.C^^/#-«^**#^'>i'^ 

Cunacúna Ali,  QÁA^ 

^^tem^mif^. .  .g,  4i Até  aqui. 

"-^"^ Cuttándu Acima.  í.v^  $4,„>y*«..f» 

Caluigi Abaixo.  » 

•  Também  se  divide  em  adverbio  de  tempo,  de  quantidade  e  de  interro- 
gação. O  de  tempo  é  o  que  mostra  a  occasião  ou  tempo  em  que  alguma 
cousa  foi  feita;  v.  g. : 


/ 


38  GRAMMATICA 

Bundo.  Portuguez. 

Lélu Hoje. 

Cameneméne J)e  manhã  cedo. 

]Vnolócé'i De  tarde. 

maga  . .  '^^ Honteiii. 

"%       Mafarína. . ,,', Aoteliontem. 

t^        Masafinacclnu .  .i;;,' Desde  antehontera. 

^        Múngu.  .  J.. Amanhã. 

Muncjurina  .  íC  .  •  • Depois  de  amanhã. 

Mimcjuf-inacchiu.  íf^ D'afiui  a  três  dias,  etc. 

O  de  quantidade  é  o  que  mostra  a  quantidade  em  alguma  cousa;  v.  g. : 

latúl.. Pouco. 

^AvúL Muito. 

Jtínpii .  . ./ Mais. 

Qmaténa Bastantemente. 

:/    Quiaiála Plenamente. 

Quifúchi Innumeravelmente. 

O  de  interrogação  é  aquelle  pelo  qual  perguntámos  alguma  cousa ;  v.  g. : 

-J 

H'i  A^, Que.       -o 

-  fíi  yuámbe Que  diz.  Ç  ^  7 

Quejòi..... Onde.       '   <       6   ^-t^t^^, 

çLÀr  -     Bándu  quéi)} Em  que  parte.  ^ 

Ih'h'i ;; .  . . .'.  ;•. Quem  é. 

Wináhi Que  tens. 

Qidcúce'i ,  .^ Quanto. 

Quittangána  cuc^j^ Em  que  tempo. 

Bate Porque. 

Jtgahím Em  que  maneira. 

Divide-se  ultimamente  em  adverbio  de  qualidade;  v.  g. : 

Q'uiambót4^ Bellamente. 

r  :,      Qujhiba De  má  mente. 

Quiachiri ....  vjíujamente. 

Quiazéle Limpamente. 

Quiób  t:, Novamente. 

Quiucúlu Antigamente. 

DECIMA  TERCEIRA  OBSERVAÇÃO. 

DA  CONJUNCÇÃO. 

Conjuncção  é  uma  partícula  que  era  si  nada  significa,  mas  na  oração 
serve  para  unir  e  juntar  entre  si  as  partes  de  que  ella  se  compõe,  para  sua 
perfeita  composição. 


DA  língua  bunda.  39 

Divi(le-se  em  copiilativo,  disjuncliva,  causal  e  coiKlicional. 

Copulativa  é  a  partícula  ISe;  v.  g.,  Emmfne  Eié  lúia  c^móchi,  cu  e  lu      U^ 
vamos  juntos. 

Disjunctiva  é  a  partícula  Ou  e  5*';  v.  g.,  Fúlla  ou  Petéro,  Francisco  ou 
li/    Pedro:  Fúlla  s^ (^ Petéro,  Francisco  sem  o  Pedro. 

Causal  é;  v.  g.,  Bate,  porque,  Abba,  pois,  Abbacána,  pois  não. 

Condicional  é;  v.  g.,  Se  émmC,  l^gU-ia  cuttdndu  Jj/^ghi-béca-tjza  múmu 
fOL  céjindándujámi,  se  eu  for  para  cima  trarei  aqui  os  meus  parentes. 

DECIMA  QUARTA  OBSERVAÇÃO. 

DA  INTERJEIÇÃO. 

Interjeição,  segundo  a  opinião  de  alguns  grammaticos,  é  a  partícula  ou 
voz  indeclinável  breve  e  curta,  que  declara  ou  manifesta  as  varias  paixões  * 

da  nossa  alma,  como  amor,  ódio,  etc.  , 

C/       De  dor.  Ai^iié,  ai;  Aimímim,  ai  de  mim;  Mametfvdné,  ai  minha  raãc;  ^j^' 
n.'  Tàléttuáué,  ai  meu  pae;  Ijfgána  ^uéttu^ué,  ai  »««  senhor,  etc.  '-^--^víf    ^^j^ 

/  De  repugnância.  A^ná,  não  me  apertem;  AmbuláchiáQhQm-me;  AJiá-  '^^<-^,. '^***" 

háhquifjílla,  não  se  faz,  é  preceito;  Quicóla,  cousa  que  não  se  faz;  Çahiba,â '  «^■*<-^<^ 
cousa  má,  cousa  feia.  Ji  s   ^'''-c 

De  incitar,  ^dócu,  vamos  já;  ^dócu,  marchemos  já;  mlócu  q'uiáéu, 
vamos  a  isto,  etc. 
y[.       De  pedir  soccorro.  CuSlénu,  acudam-me;  Cu^ilénu  muSfgilla,  acudam 
/^    no  caminho;  CuiMlénu  fglii-ffaa  dué,  acudam-me  que  morro. 
De  espanto,  mammé,  Mammé,  Mammé,  ai,  ai,  ai,  etc. 
De  suspender.  Qidnga^CJuóçliio,  espera  um  pouco;  Quinga  Káne[i, 
espera  ainda;  Imana  Kán^i,  suspende  ainda.  J 

De  calar.  Cliihié,  cah  fChiéiénu,  calei,  ele. 
•  De  chamar.  Costumam  os  abundos  quando  chamam  por  alguma  pessoa 
pôr  antes  do  nome  a  letra  e;  v.  g.,  e Fúlla,  e  Francisco;  quando  porém  o 
Francisco  não  responde,  e  querem  que  venha  e  responda  immediatamente, 
costumam  pôr  o  tal  í  que  fazem  preceder  ao  nome,  no  fim  do  mesmo  nome 
e  em  logar  da  ultima  letra;  v.  g.,  Fullé  com  o  accento  agudo;  e^Bála  / 
Bala,  Bale,  e'Bernardo,  é  Bernardo,  Bernardo  e':  e  Maria,  e  Maria,  Ma- 
rié,  e'  Maria,  e'  Maria,  Maria  ^.  Chamam  pois  o  seu  porquinho,  grilando 
por  eile  3Iá,  Má,  Má,  Má;  os  caos  os  chamam  Chiba,  Chita,  Chim,  Chita. 
De  alegria.  Quiguá,  Qitigiiá,  Quiguá,  viva,  viva,  viva:  é  costume  entre 
os  abundos  applaudirem  assim  a  chegada  dosgovernadorcsa  Loanda,  por- 
que com  estes  lermos  mostram  o  seu  contentamento  e  alegria,  de  maneira 
que  um  prelo  dos  mais  anciãos  diz  a  todos  os  pretos  que  se  acham  presen- 
tes: ^guvulcttii  U-abic(ile,  coléna  óssu,  chegou  o  nosso  governador,  gritae 
todos  viva,  viva,  viva'  Quiguá,  Quiguá,  Quiguá,  e  com  esta  gritaria  o 
acompanham  alé  palácio. 

De  despedida.  Nas  suas  despedidas  usam  os  abundos  dos  lermos  Chalé      ny 
e  Daié :  aquelle  que  se  retira  diz  Chalé  Cambfífiámi,  fica,  meu  amigo ;  Chalé  ^^^ 
^^    n^Zámbi,  liça  com  Deus:  e  aquelle  de  quem  se  despede,  responde  Dáir 
<^Cambapámi,  vae,  meu  amigo;  Daié  v^Zámbi,  vae  com  Deus. 


í 


40  GRAM.MATICA 

DIVERSAS  CONJUGAÇÕES  DE  VERBOS  ABCNDOS. 

Para  melhor  conhecimento  dos  verbos  abundes  se  acrescentam  aqui  al- 
guns que  servem  de  illuslração. 

DO  VERBO  BUNDO  CUSÚBA,   ACABAR. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO, 

IjUIuIo  Portugnez 

N.  S.  Emuit  $^-súba Eii  acabo. 

Eié  0u-súba Tu  acabas. 

U7ia  U-súba Elle  acaba. 

'^^V.fEtii  Tu-súba Nós  acabámos. 

\  'Enu  Nu-súba Vós  acabaes. 

':  Ana  A-súba Elles  acabam. 

PRETÉRITO   PERFEITO. 

N.  S.  EmmfGhi-a-subile Eu  acabei  ou  tenho  acabado. 

C      Eié  0n-a-subile Tu  acabaste  ou  tens  acabado. 

Ihia  U-a-suhile Elle  acabou  ou  tem  acabado. 

N.  P.  Eitu  Tii-a-subíle Nós  acabámos  ou  temos  acabado. 

Enu  Nu-a-subile Vós  acabastes  ou  tendes  acabado. 

Ana  A-subile Elles  acabaram  ou  tèera  acabado. 

FCTURO. 

itwN.  S.  EmmPK§a-suba-yza Eu  acabarei  ou  hei  de  acabar. 

C     Eié  0u-suba-ijza Tu  acabarás  ou  has  de  acabar. 

Una  U-suba-yza Elle  acabará  ou  ha  de  acabar. 

N.  P.  Ettu  Tu-siiba-ijza Nós  acabaremos  ou  havemos  de  aca- 
bar. 

Enu  Nu-snba-yza  Vós  acabareis  ou  haveis  de  acabar. 

Ana  A-suba-yza Elles  acabarão  ou  hão  de  acabar. 

i/  P    (*      1     A       I  IMPERATIVO.      , 

N.  S.  Suba  Eié Acaba  tu. 

U-súbe Acabe  elle. 

N.  P.  Tu-sub-éttu Acabemos  nós. 

Sub-énu Acabae  vos. 

A-súbe Acabem  elles. 


^ 


PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  COXJDNCTIVO. 

^^  N.  S.  Se  EmmP  ftffa-súba Se  eu  acabasse  ou  que  acabe. 

n"  Se  Eié  Gu-súba Se  tu  acabasses  ou  que  acabes. 

Se  Una  U-súba Se  elle  acabasse  ou  que  acabe. 

N.  P.  Se  Ettu  Tu-súba Senósacabassemosouqueacabemos. 


DA  língua  BUNDA.  41 

Bundo.  Porluguez. 

N.  P.   Se  Enu  Nu-súba Se  vós  acabásseis  ou  que  acabeis. 

Se  Ana  A-súba Se  elles  acabassem  ou  que  acabem. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi' Ghi-a-subíle Se  eu  acabara  ou  tivesse  acabado. 

C-    Se  Eié  Gu-a-subíle Se  tu  acabaras  ou  tivesses  acabado. 

Se  Una  U-a-subile Se  elle  acabara  ou  tivesse  acabado. 

N.  P.   Se  Ettu  Tii-a-subile Se  nós  acabáramos  ou  tivéssemos 

acabado. 
Se  Enu  Nu-a-siibile Se  vós  acabareis  ou  tivésseis  aca- 
bado. 
Se  Ana  A-subile Se  elles  acabaram  ou  tivessem  aca- 
bado. 

PUTCRO  PRIMEIRO. 

N.  S.   Se  Emm('  ^^-súba-ijza . ...    Se  eu  acabar  ou  tiver  acabado. 

ç_     Se  Eié  0u-súba-yza Se  tu  acabares  ou  tiveres  acabado. 

Se  Una  U-súba-yza Se  elle  acabar  ou  tiver  acabado. 

N.  P.    Se  Ettu  Tu-súba-ijza Se  nós  acabarmos  ou  tivermos  aca- 
bado. 
Se  Enu  Nu-súba-yza Se  vós  acabardes  ou  tiverdes  aca- 
bado. 
Se  Ana  A-súba-yza Se  elles  acabarem  ou  tiverem  aca- 
bado. 

FDTCRO  SEGONDO. 

N.  S.   Emmi  Quínghi-súba Quando  eu  acabar  ou  tiver  acabado. 

Eié  Quiú-súba.  .. .-. Quando  tu  acabares  ou  tiveres  aca- 
bado. 

Una  Quiá-súba Quando  elle  acabar  ou  tiver  acabado. 

N.  P.   Ettu  Quittu-súba Quando  nós  acabarmos  ou  tivermos 

acabado. 

Enu  Quínu-súba Quando  vós  acabardes  ou  tiverdes 

acabado. 

Ana  Quiá-súba Quando  elles  acabarem  ou  tiverem 

acabado. 

INFINITO  IMPESSOAL. 

Cusúba Acabar. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.   Nga~cusúba  Emmi Acabar  eu. 

Gu-cusúba  Eié Acabares  tu. 

U-cusúba  Una Acabar  elle. 

8 


i%  GRÂMMATICÂ 

Bundo.  Poitnguez. 

N.  P.    Tu-ciisúba  Ettu Acabarmos  nós. 

Nu-cusúba  Enu Acabardes  vós. 

A  cusúba  Ana Acabarem  elles 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-cusúba Ter  acabado. 

INFINITO  FUTURO. 


N.  S.    Emmi  QiúiKjhi-cusúba-yza 
Eié  Quiú-cusúba-yza  . 
Una  Qidá-cusúba-yza. 

N.  P.  EtluQuittu-cusúba-yza 
Enu  Quinu-cusúba-yza 
Ana  Quiá-cusúba-yza . 


Quando  cu  houver  de  acabar. 
Quando  lu  bou veres  de  acabar. 
Quando  elle  houver  de  acabar. 
Quando  nós  houvermos  de  acabar. 
Quando  vós  houverdes  de  acabar. 
Quando  elles  houverem  de  acabar. 


PABTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quinghi-súba Acabando. 

P.4RTICIPI0  DECLINAVEL. 

Cusub-éssa O  que  houver  de  acabar  ou  liver  aca- 
bado. 

DO  VERBO  BUNDO  CUSSUMÍCA,   QUEIMAR. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.    Emmi  Nga-ssiimica Eu  queimo. 

Eié  Gu-ssumica Tu  queimas. 

Una  U-ssumica Elle  queima. 

N.  P.    Ettu  Tu-ssumíca Nós  queimámos. 

Enu  Nu-ssumíca Vós  queimaes. 

Ana  A-ssumica Elles  queimam. 

PBETERITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-assumíque Eu  queimei  ou  tenbo  queimado. 

Eié  Gu-a-ssumíque Tu  queimaste  ou  tens  queimado. 

Una  U-a-ssumique Elle  queimou  ou  tem  queimado. 

N.  P.   Ettu  Tu-a-ssumique Nós  queimámos  ou  temos  queimado. 

Enu  Nu-a-ssumíque Vós  queimastes  ou  tendes  queimado. 

Ana  A-ssumique Elles  queimaram  ou  têem  queimado. 

FUTURO. 

N.  S.   Emmi  Nga-ssumíca-yza.  ...    Eu  queimarei  ou  hei  de  queimar. 


DA  língua  bunda.  43 

Bundo.  Portuguez. 

N.  S.    Eié  Gu-ssumíca-yza Tu  queimarás  ou  has  de  queimar. 

Una  U-ssumíca-yza Elle  queimará  ou  ha  de  queimar. 

N.  P.    Ettu  Tu-ssumica-yza Nós  queimaremos  ou  havemos   de 

queimar. 

Enu  Nu-ssumíca-yza Vós  queimareis  ou  haveis  de  queimar. 

Ana  A-ssumica-yza Elles  queimarão  ou  hão  de  queimar. 

IMPERATIVO. 

N.  S.    Não  tem Não  tem. 

Sumica  Eié Queima  tu. 

U-ssumique Queime  elle. 

N.  P.    Tu-ssumiqu-éttu Queimemos  nós. 

Sumiquénu Queimae  vós. 

A-ssiimíque .  Queimem  elles. 

PRESENTE  DO  OPTATIVO  E  CONJUNCTIVO. 

N.  S.   Se  Emmi  Nga-ssumica Se  eu  queimasse  ou  que  queime. 

Se  Eié  Gu-ssumíca Se  tu  queimasses  ou  que  queimes. 

Se  Una  U-ssumica Se  elle  queimasse  ou  que  queime. 

N.  P.   Se  Ettu  Tu-ssumica Se  nós  queimássemos  ou  que  quei- 
memos. 

Se  Enu  Nu-ssumica Se  vós  queimásseis  ou  que  queimeis. 

Se  Ana  A-ssumíca Se  elles  queimassem  ou  que  quei- 
mem. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi-a-ssumique . .  .    Se  eu  queimara  ou  tivesse  queimado. 

Se  Eié  Gu-a-ssiimíque Se  tu  queimaras  ou  tivesses  quei- 
mado. 

Se  Una  U-a-ssumique Se  elle  queimara  ou  tivesse  quei- 
mado. 
N.  P.   Se  Ettu  Tu-a-ssumiqxiç  —  .     Se  nós  queimáramos  ou  tivéssemos 

queimado. 

Se  Enu  Nu-a-ssumique Se  vós  queimareis  ou  tivésseis  quei- 
mado. 

Se  Ana  A-ssumique Seelles  queimaram  ou  tivessem  quei- 
mado. 

FUTURO  PRIMEIRO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nga-ssumíca-yza. .     Se  eu  queimar  ou  tiver  queimado. 
Se  Eié  Gu-ssumíca-yza Se  tu  queimares  ou  tiveres  queima- 
do. 

Se  Una  Ussumica-yza Se  elle  queimar  ou  tiver  queimado. 

i  P.   Se  Ettu  Tu-ssumica-yza Se  nós    queimarmos   ou    tivermos 

queimado. 

8* 


44  GRAMMATICA 

Bundo.  PortiigiiPi. 

N.  P.    Se  Enu  Nu-ssumica-yza .  . .  .     Se  vós  queimardes  ou  tiverdes  quei- 
mado. 
Se  Ana  A-ssumíca-yza    ....     Se  elies queimarem  ou  tiverem  quei- 
mado. 

FDTOBO  SEGUNDO. 

N.  S.    Emmi  Quínghi-ssumica Quando  eu  queimar. 

Eié  Quínu-ssumíca Quando  tu  queimares. 

Una  Qitid-ssumíca Quando  elle  queimar. 

N.  P.    Ettu  Quiftii-ssumíca Quando  nós  queimarmos. 

Enu  Quínu-ssumíca Quando  vós  queimardes. 

Ana  Quiá-ssumíca Quando  elles  queimarem. 

INFINITO  PBESENTE  IMPESSOAL. 

Cussumíca Queimar. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 


N.  S.    Nga-cussumica  Emmi Que 

Gu-cussumica  Eie Que 

U-cussumica  Una Que 

N.  P.    Tu-cussumíca  Ettu Que 

Nu-cussumica  Enu Que 

A-cussumíca  Ana Que 


mar  eu. 
mares  tu. 
mar  elle. 
marmos  nós. 
mardes  vós. 
marem  elles. 


INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-cussumica Ter  queimado. 

INFINITO  FUTURO. 

N.  S.    Emmi      Quinghi-cussumica-  Quando  eu  houver  de  queimar. 

yza 

Eié  Quiú-cussumíca-yza.  . .  .  Quando  tu  houveres  de  queimar. 

Una-Quiá-cussumíca-yza  . . .  Quando  elle  houver  de  queimar. 

N.  P.    Ettu  Quittvncussumica-yza  .  Quando    nós  houvermos  de  quei- 
mar. 

Enu  Quinu-cussumíca-yza. .  Quando  vós  houverdes  de  queimar. 

Ana  Quiá-cussumica-yza  . .  .  Quando  elles  houverem  de  queimar. 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quínghi-ssumica Queimando. 

PARTICIPIO   DECUNAVEL. 

Cussumiqu-issa O  que  queima  ou  tiver  queimado. 


DA  língua  bunda.  45 

DO  VERBO  BUNDO  CUCHINGANÉCA,    LEMBRA R-SE. 


PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

Bundo.  Portuguez. 

>í.  S.    Emmi  Nga-chinganéca Eu  me  lembro. 

Eié  Gu-chinganèca Tu  te  lembras. 

Una  U-chingcméca    Elle  iembra-se. 

N.  P.    Ettu  Tii-chiiiganéca Nós  iembrâmos-nos. 

Enu  Nu  chinganéca Vós  lembraes-vos. 

Ana-A-chinganéca Elles  lembram-.^e. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-chinganéque . .  .  Eu  me  lembrei. 

Eié  Gu-a-chinganéque Tu  te  lembraste. 

Una  U-a-chinganéque Elle  lembrou-se. 

N.  P.   Ettu  Tu-a-chinganéque . .    .  .  Nós  lembrámos-nos. 

Enu  Nu-a-chinganéque Vós  lembrastes- vos. 

Ana  A-chinganéque Elles  lembraram-se. 


FUTURO. 


N.  S.    Emmi  Nga-chinganéca-yza 

Eié  Gu-chinganéca-ijza. . 

Una  U-chinganéca-ijza . . 
N.  P.    Ettu  Tu-ehinganéca-yza. 

Enu  Nihchinganéca-yza. 

Ana  A-chinganéca-yza . . 


Eu  me  lembrarei. 
Tu  le  lembrarás. 
Elle  se  lembrará. 
Nós  nos  lembraremos. 
Vós  VOS  lembrareis. 
Elles  se  lembrarão 


IMPERATIVO. 

N.  S.    Não  tem Não  tem. 

Chinganéca  Eié Lembra-te  tu. 

U-chinganéca  Una Lembre-se  elle. 

N.  P.    Tu-chinganequ-éttu Lembremo-nos  nós. 

Chinganequ-énu Lembrae-vos  vós. 

A-chinganéque-Ana Lembrem-se  elles. 

fRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJUNCTIVO. 

N.  S.    Emmi  Nga-chinganéca Se  eu  me  lembrasse  ou  que  me  lem- 
bre. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi-Ghi-a-chinganéque    Se  eu  me  lembrara  ou  que  me  tivesse 

lembrado. 


46  GRAMMATICA 

FUTURO  PRIMEIBO. 

Bundo.  Portuguez. 

N.  S.    Se   Emmi  Nga-chinganéca-    Se  eu  me  lembrar. 
yza. 

FUTURO  SEGUNDO. 

N.  S.   Emmi    Quinghi-chinganéca-    Quando  eu  me  lembrar. 
yza. 

»  INFINITO  IMPESSOAL. 

Cuchinganéca Lembra  r-se. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.    Nga-ciichinganéca  Emmi . . .    Lembrar-me  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-chinganéca Ter-me  lembrado. 

INFINITO  FUTURO, 

N.  S.   Emmi Quínghi-cuchinganéca-    Quando  eu  houver  de  me  lembrar. 
yza. 

PARTICIPIO  INDECI<1NAVEL. 

Quinghi-chinganéca Lembrando. 

PARTICIPIO  DECLINAVEL. 

Cuchinganequ-éssa O  que  houver  de  lembrar,  ele. 

DO  VERBO  BUNDO  CUANDÃLA,    QUERER. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.    Emmi  Nga-ndála Eu  quero. 

Eié  Gu-anddla Tu  queres. 

Una  U-andála Elle  quer. 

N.  P.    Etlu  Tu-andála Nós  queremos. 

'      Enu  Nu-andála Vós  quereis. 

Ana  A-ndála Elles  querem. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-ndaléle Eu  quiz  ou  tenho  querido. 

Eié  Gu-a-ndaléle Tu  quizeste  ou  tens  querido. 

Una  U-Or-ndaléle Elle  quiz  ou  tem  querido. 


DA  língua  bunda.  47 

Bundo.  Portiiguez. 

^.  V.    Etíu.  Tu-a-ndaléle Nós  quizeraos  ou  temos  querido. 

Ènu-a-ndaléle. Vós  quizestes  ou  tendes  querido. 

Ana  A-ndaléle Elles  quizeram  ou  têem  querido. 

FUTURO. 

N.  S.    Emmi  Nga-ndála-yza Eu  quererei  ou  hei  de  querer. 

Eié  Gu-andála-yza Tu  quererás  ou  has  de  de  querer. 

Una  U-andála-yza Elle  quererá  ou  ha  de  querer. 

N.  P.    Eltu  Tu-andála-yza Nós  quereremos  ou  havemos  de  que- 
rer. 
Enu  Nu-andála-yza Vós  querereis  ou   haveis   de  que- 
rer. 
Ana  A-ndála-yza Elles  quererão  ou  hão  de  querer. 

(Não  tem  modo  imperativo.) 
PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJUNCTIVO. 

N.  S.   Se  Emmi  Nga-ndála Se  eu  quizesse  ou  que  queira. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Glii-a-ndaléle Se  eu  quizera  ou  tivesse  querido. 

FUTURO  PRIMEIRO. 

N.  S,    Se  Emmi  Nga-ndála-yza .. .     Se  eu  quizer  ou  tiver  querido. 

FUTURO  SEGUXDO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-andála Eu  quando  quizer. 

Eié  Quiú-andála Tu  quando  quizeres. 

Una  Quiá-andála Elle  quando  quizer. 

N.  P.    Ettu  Quittu-andúla Nós  quando  quizernios. 

Enu  Quinu-andála , .  Vós  quando  quizerdes. 

Ana  Quiá-andála Elles  quando  quizerem. 

INFINITO  IMPESSOAL. 

Cuandála Querer. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.   Nga-Cuandálu  Emmi Querer  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-Cuandála Ter  querido. 


48  GRAMMATICA 

INFIMTO    FUTURO. 
Bundo.  Portuguez. 

N.  S.    EmmiQuinghi-Cuandála-yza    Quando  eu  houver  de  querer. 
Eié  Quiá-Cuandála-yza.  . . .     Quando  tu  houveres  de  querer. 
Una  Quiá-Cuandála-yza  . .  .     Quando  elle  houver  de  querer. 
N.  P.    Ettu  Quíttu-Cuandála-yza .  .    Quando    nós    houvermos   de  que- 
rer. 
Enu  Quínu-Cuandálayza .  .  .     Quando  vós  houverdes  de  querer. 
Ana  Quiá-Cuandála-yza . . .    Quando   elles   houverem   de  que- 
rer. 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quínghi-andála Querendo. 

PARTICIPIO  DECLINAVEL. 

Cuandal-éssa O  que  quiz  ou  quer. 

DO  VERBO   ABUNDO  CAZUÉLA,    FALLAR. 
PRESENTE  00  MODO  INDICATITU. 

N.  S.    Emmi  Nga-zuéla Eufallo. 

Eié  Gu-zuéla Tu  falias. 

Una  U-zuéla Elle  falia. 

N.  P.    Ettu  Tu-zuéla Nós  falíamos. 

Enu  Nu-zuéla Vós  fallaes. 

Ana  A-zuéla Elles  faliam, 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-zueléle Eu  fallei  ou  tenho  fallado. 

Eié  Gn-a-zueléle Tu  fallaste  ou  tens  fallado.  í 

Una  U-a-zueléle Elle  fallou  ou  tem  fallado.  j 

N.  P.    Ettu  Tu-a-zueléle Nós  falíamos  ou  temos  fallado.  j 

Ennu  Nu-a-zueléle Vós  fallastcs  ou  tendes  fallado.  j 

Ana  A-zueléle Elles  fallaram  ou  têem  fallado.  i 

FUTDRO.  ^ 

N.  S.    Emmi  Nga-zuéla-yza Eu  fallarei  ou  hei  de  fallar.  * 

Eié  Gu-zuéla-yza Tu  fallarás  ou  has  de  fallar.  * 

Una  Uzuéla-yza Elle  fallará  ou  ha  de  fallar.  | 

N.  P.    Ettu  Tu-zuéla-yza Nós  fallaremos  ou  havemos  de  fal-  ; 

lar.  \ 

Enu  Nu-zuéla-yza Vós  fallareis  ou  haveis  de  fallar.  / 

Ana  A-zuéla-yza Elles  fallarão  ou  hão  de  fallar.  * 


i)À  língua  bunda.  49 

\ÍA.CU»-^    e-Vi.^  IMPERATIVO. 

Bundo.  Port^g^uez. 

N.  S.    Não  tem Nãa-tem.    -   ad-U:     i--''--' 

Zmla  Eie Falia  tu. 

U-zuéle  Una Falle  elie. 

N.  P.    Tu-zuel-éttii Fallemos  nós. 

Nu-zu-el-énu Fallae  vós. 

A-zuéle  Ana Fallem  elles. 

PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJUNCTIVO. 

N.  S.   Se  Emmi  Nga-zuéla Se  eu  fallasse  ou  que  falle. 

Se  Eié  Gu-zuéla Se  tu  faltasses  ou  que  falles. 

Se  Una  U-zuéla Se  elle  fallasse  ou  que  falle. 

N.  P.    Se  Ettu  Tu-zuéla Se  nós  fallassenios  ou  que  fallemos. 

Se  Enu  Nu-zuéla Se  vós  fallasseis  ou  que  falíeis. 

Se  Ana  A-zuéla Se  elles  fal lassem  ou  que  fallem. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi-a-zueléle Se  eu  fallára  ou  tivesse  fallado. 

FCTDHO. 

N.  S.   Se  Emmi  Na-zhuéla-yza ...    Se  eu  fallar  ou  tiver  fallado. 

FCTDRO  SEGCNDO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-zuéla-yza . .  .  Quando  eu  fallar 

Eié  Quiú-zuéla-yza Quando  tu  fallares. 

Una  Quiá-zuéla-yza Quando  elle  fallar. 

N.  P.    Ettu  Quittu-zuéla-yza Quando  nós  fallarmos. 

Enu  Quinu-zuéla-yza Quando  vós  fallardes. 

Ana  Quiá-zuéla-yza Quando  elles  fallarenu 

INFINITO  IMPESfOAL. 

Cuzuéla Fallar. 

INFIMTO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.    Nga-cuzuéla  Emmi Fallar  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-cuzuéia Ter  faliadõ. 


50  GRAMMATICA 


INFINITO  FUTURO. 

Bundo  Portuguez. 


N.  S.   JEmmi  Quinghí-cuzuéla-yza 

Eié  Quiú-cuzuéla-yza.  . . . 

Una  Quiá-cuzuéla-yza. . . . 
N.  P.   Ettu  Quittii-cuzuéla-yza. 

Enu  Quinu-cuzuéla-yza. 

Ana  Quiá-cuzuéla-yza. . 


Quando  eu  houver  de  fallar. 
Quando  tu  houveres  de  fallar. 
Quando  elle  houver  de  fallar. 
Quando  nós  houvermos  de  fallar. 
Quando  vós  houverdes  de  fallar. 
Quando  elles  houverem  de  fallar. 


PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 


Quinghi-zuéla Paliando. 


PABTICIPIO  DECLINAVEL. 


Cuzuel-éssa O  que  falia  ou  tem  fallado. 

DO  VERBO  BUNDO  CUZÓLA,  AMAR. 


PRESENTE  DO  BODO  INDICATIVO. 

N.  S.   Emmi  Nga-zóla Eu  amo. 

Eié  Gu-zóla Tu  amas. 

Una  Uzóla Elle  ama. 

N.  P.   Etlu  Tu-zóla Nós  amamos. 

Enu  Nu-zóla Vós  a  mães. 

Ana  A-zóla Elles  amam. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.   Emmi  Ghi-a-zoléle Eu  amei  ou  tenho  amado. 

Eié  Gu-a-zoléle Tu  amaste  ou  tens  amado. 

Una  U-a-zoléle Elle  amou  ou  tem  amado. 

N.  P.   Ettu  Tu-a^zoléle Nós  amámos  ou  temos  amado. 

Enu  Nu-a-zoléle Vós  amastes  ou  tendes  amado. 

Ana  A-zoléle Elles  amarara  ou  têem  amado. 

FUTURO. 

N.  S.   Emmi{Nga-zóla-yza Eu  amarei  ou  hei  de  amar. 

Eié  Gu-zóla~yza Tu  amarás  ou  has  de  amar. 

Unu  U-zóla-yza Elle  amará  ou  ha  de  amar. 

N.  P.   Ettu  Tu-zóla-yza Nós  amaremos  ou  havemos  de  amar, 

Enu  Nu-zóla-yza Vós  amareis  ou  haveis  de  amar. 

Ana  A-zóla-yza Elles  amarão  ou  hão  de  amar. 


•«* 


LÍNGUA  BUNDA.  M 

IMPERATIVO. 

Bundo.  Portuguez. 

N.  S.   Não  tem Não  tem. 

Zóla  Eié Ama  tu . 

Uzóle  Una Ame  elle. 

N.  P.    Tu-zol-éttu Amemos  nós. 

Zol-énu Amae  vós. 

A-zóle  Ana Amem  elles. 

PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJDNCTIVO. 

N.  S.   Se  Emmi  Nga-zóla Se  eu  amasse  ou  que  ame. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.   Se  Emmi  Ghi-a-zóléle Se  eu  amara  ou  tivesse  an)ado. 

FDTURO  PRIMEIRO. 

N.  S.   Se  Emmi  Ghi-zóla-yza Se  eu  amar  ou  tiver  amado. 

FUTURO  SEGUNDO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-zóla-yza.  . .  .  Quando  eu  amar. 

Eié  Quiú-zola-yza Quando  tu  amares. 

Una  Quiá-zóla-yza Quando  elle  amar. 

N.  P.   Ettu  Quíttu-zóla-yza Quando  nós  amarmos. 

Enu  Quína-zóla-yza Quando  vós  amardes. 

Ana  Quiá-zóla-yza Quando  elles  amarem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cnzóla Amar. 

INFINITO   PRESENTE   PESSOA!.. 

N.  S.   Nga-Cuzóla  Emmi .    Amar  eu. 

l.NFIMTO  PRETÉRITO. 

Anui-Cuzóla Ter  amado. 

INFINITO   FUTURO. 

N.  S.   Emmi  Quínghi-Cuzóla-yza. .  Quando  eu  houver  de  amar. 

Eié  Quiú-Cuzóla-yza Quando  tu  houveres  de  amar. 

Una  Qiiiá-Cuzóla-yza Quando  elle  houver  de  amar. 

N.  P.    Ettu  OuUtu-Cuzóla~yza  ....  Quando  nós  houvermos  de  amar. 

Enu  Quinu-CnzóIa-yza Quando  vós  houverdes  de  amar. 

9. 


52  GHAMMATICA 

Bundo.  Portuguez. 

N.  P.   Ana  Quiá-Cuzóla-yza Quando  elles  houverem  de  amar. 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Qiiínghi-zóla Amando. 

PARTICIPIO  DECLINAYEL. 

Cuzól-éssa O  que  ama  ou  tem  amado. 

DO  VERBO  BUNDO  CUCHÁLA,    FICAR. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.    JSmmi  Nga-chála Eu  fico. 

Eié  Gu-chála Tu  ficas. 

Una  U-chála Elle  fica. 

N.  P.    Ettu  Tu-chála Nós  ficamos. 

Ennu  Nu-chála Vós  ficaes. 

Ana  A-chála Elles  ficam. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.   Emmi  Ghi-a-chaléle Eu  fiquei  ou  lenho  ficado. 

Eié  Gu-a-chaléle Tu  ficaste  ou  tens  ficado. 

Una  U-a-chaléle Elle  ficou  ou  tem  ficado. 

N.  P.  Ettu  Tu-a-chaléle Nós  ficámos  ou  temos  ficado. 

Enu  Nu-a-chaléle Vós  ficastes  ou  tendes  ficado. 

Ana  A-chaléle Elles  ficaram  ou  têem  ficado. 

FUTURO. 

N.  S.   Emmi  Noa-chála-yza Eu  ficarei  ou  hei  de  ficar. 

Eié  Gu-chála-yza Tu  ficarás  ou  has  de  ficar. 

Utia  U-chála-yza Elle  ficará  ou  ha  de  ficar. 

N.  P.   Ettu  Tu-chála-yza Nós   ficaremos  ou  havemos  de  fi- 
car. 

Enu  Nu'chála-yza Vós  ficareis  ou  haveis  de  ficar. 

Ana  A-chála-yza Elles  ficarão  ou  hão  de  ficar. 

IMPERATIVO. 

N.  S.    Não  tem Não  tem. 

Chála  Eié Fica  tu. 

U-chále  Una Fique  elle. 

N.  P.    Tu-chal-éttu Fiquemos  nós. 

Chal-énu Ficae  vós. 

A-chále  Ana Fiquem  elles. 


LÍNGUA   BUNUA-  5í^ 

PRESEME  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJUNCTIVO. 

Bundo.  Portuguez. 

N.  S.    Se  Emmi  Nga-chála Se  eu  ficasse  ou  que  fique. 

PRETEBITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi-a-chaléU Se  eu  ficara  ou  tivesse  ficado. 

FUTURO  PRIMEIRO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nga-chála-yza  ...     Se  eu  ficar  ou  tiver  ficado. 

FUTURO  SEGUNDO. 

N.  S.   Emmi  Quínghi-chála-yza . .  .  Quando  eu  ficar. 

Eié  Quiú-chála-yza Quando  tu  ficares. 

Una  Quiá-chdla-yza Quando  elle  ficar. 

N.  P.   Ettu  Quítfu-chála-yza Quando  nós  ficarmos. 

Enu  Quinu-chála-yza Quando  vós  ficardes. 

Ana  Quiá-chála-yza Quando  elles  ficarem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cuchdla Ficar. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.   Nga-cuchála  Emmi Ficar  eu,  ele. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-cuchála Ter  ficado. 

INFINITO  FDTORO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-cuchála-yza  .  Quando  eu  houver  de  ficar. 

Eié  Quiú-cuchála-yza Quando  tu  liouveres  de  ficar. 

Una  Quiá-ciichála-yza Quando  elle  houver  de  ficar. 

N.  P.   Eltu  Quíttu-cuchála-yza.  . . .  Quando  nós  houvermos  de  ficar. 

Enu  Qiiínu-cuchála-yza ....  Quando  vós  houverdes  de  ficar. 

Ana  Qiiiá-cuchála-yza Quando  elles  houverem  de  ficar. 

PA<RTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quínghi-chála Ficando. 

PARTICIPIO  DECLINAVEL. 

Cuchal-éssa O  que  fica  ou  tem  ficado. 


54  GRAMMATICA 

DO  VERBO  BUNDO  CULÓNGA,    ENSINAR. 

s 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

Bundo.  Portugueí. 

N.  S.   Emmi  Nga-lónga Eu  ensino. 

Eié  Gu-lónga Tu  ensinas.  • 

Una  U-lónga Eile  ensina. 

N.  P.   Ettu  Tu-lónga Nós  ensinámos. 

Enu  Nu-lónga Vós  ensinaes. 

Ana  A-lónga Elles  ensinara. 

PRETEBITO  PERFEITO. 

N.  S.   Emmi  Ghi-a-lonahéle Eu  ensinei  ou  tenho  ensinado. 

Eié  Gu-a-longhele Tu  ensinaste  ou  tens  ensinado. 

Una  U-a-longhéle Elle  ensinou  ou  tem  ensinado. 

N.  P.   Ettu  Tu-a-longhéle Nós  ensinámos  ou  temos  ensinado. 

Enu  Nu-a-longhéle Vós  ensinastes  ou  tendes  ensinado. 

Ana  A-longhéle Elles  ensinaram  ou  têem  ensinado. 

FUTURO. 

N.  S.    Emmi  Nga-lónga-yza Eu  ensinarei  ou  hei  de  ensinar. 

Eié  Gu-lónga-yza Tu  ensinarás  ou  has  de  ensinar. 

Una  U-Iónga-yza Elle  ensinará  ou  ha  de  ensinar. 

N.  P.   Ettu  Tu-lónga-yza Nós  ensinaremos  ou  havemos  de  en- 
sinar. 
Enu  Nu-Iónga-yza Vós  ensinareis  ou  haveis  de  ensi- 
nar. 
Ana  A-lónga-yza Elles  ensinarão  ou  hão  de  ensinar. 

IMPERATIVO. 

N.  S.   Não  tem Não  tem. 

Longa  Eié Ensina  tu. 

U-lónghe  Una Ensine  elle. 

N.  P.    Tu-longh-éttu Ensinemos  nós. 

Langl^ênu   Ensinae  vós. 

A-Jónghe  Ana Ensinem  elles. 

PRESENTE  DO  OPTATIVO  E  CONJUNCTIVO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nga-lónga ...    Se  eu  ensinasse  ou  que  en.sine. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi-a-longhéle . . .  .     Se  eu  ensinara  ou  tivesse  ensinado. 


DA  LINGDA  BUNDA. 


5B 


N.  S. 


N.  S. 


N.  P. 


N.  S. 


N.  P. 


FDTUBO  PRIMEIRO 
Bundo. 

Se  Emmi  Nga-lónga-yza  . .  . 


Portuguez. 

Se  eu  ensinar  ou  tiver  ensinado. 


FCTURO  SEGCNDO. 


Emmi  Quínghi-lónga-yza 
Eié  Quiú-lónga-yza  . . 
Una  Qniá-lónga-yza. . 
Ettu  Quittu-lónga-yza 
Enu  Quinu-lónga-yza. 
Ana  Quiá-lónga-yza. . 


Quando  eu  ensinar. 
Quando  tu  ensinares. 
Quando  elle  ensinar. 
Quando  nós  ensinarmos. 
Quando  vós  ensinardes. 
Quando  elles  ensinarem. 


INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Culónga Ensinar. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.   Nga-Culónga  Emmi Ensinar  eu,  etc. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-culónga Ter  ensinado. 


INFINITO  FUTURO. 


Emmi  Quinglii-culónga-yza 
Eié  Quiú-culónga-yza. . . 
Una  Quiá-culónga-yza . . 
Ettu  Quíttu-culónga-yza. 
Enu  Quinu-culónga-yza . 
Ana  Quiá-culónga-yza  . . 


Quando  eu  houver  de  ensinar. 
Quando  tu  houveres  de  ensinar. 
Quando  elle  houver  de  ensinar. 
Quando  nós  houvermos  de  ensinar. 
Quando  vós  houverdes  de  ensinar. 
Quando  elles  houverem  de  ensinar. 


PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quinghi-lónga Ensinando. 

PARTICIPIO  DECLINATEL. 

Culongh-éssa O  que  ensina  ou  tiver  ensinado. 


DO  VEKBO  BUNDO  CUNHANA,   FURTAR. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 


N.  S.   Emmi  Nga-nhána Eu  furto. 

Eié  Gu-nhána Tu  furtas. 


56  GRAMMATICA 

Bundo.  Portuguez. 

N.  S.    Una  Nu-nhána Elle  furta. 

N.  P.    JEttu  Tu-nhána Nós  furtámos. 

Enu  Nu-nhána .  Vós  furtaes. 

Ana  A-nhána EUes  furtam. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N,  S.   Emmi  Ghi-a-nhanéne. ......  Eu  furtei  ou  tenho  furtado. 

Eié  Gu-a-nhanéne Tu  furtaste  ou  tens  furtado. 

Una  U-a-nhanéne Elle  furtou  ou  tem  furtado. 

N.  P.    Ettu  Tn-a-nhanéne.  .......  Nós  furtámos  ou  temos  furtado. 

Enu  Nu-a-nhanéne Vós  furtastes  ou  tendes  furtado. 

Ana  A-nhanéne Elles  furtaram  ou  têem  furtado. 

FDTCRO. 

N.  S.   Emmi  Nga-nhána-yza Eu  furtarei  ou  hei  de  furtar. 

Eié  Gu-nhána-ijzíi Tu  furtarás  ou  has  de  furtar. 

Una  U-nhána-yza Elle  furtará  ou  ha  de  furtar. 

N.  P.    Ettu  Tu-nhána-yza Nós  furtaremos  ou  havemos  de  fur- 
tar. 

Enu  Nu-nhána-yza Vós  furtareis  ou  haveis  de  furtar. 

Ana  A-nhána-yza Elles  furtarão  ou  hão  de  furtar. 

IMPERATIVO, 

N.  S.   Não  tem Não  tem. 

Nhána  Eié Furta  tu. 

U-nháne  Una Furte  elle. 

N.  P.    Tu-nhán-éttu Furtemos  nós. 

Nhan-énu Furtae  vós. 

A-nháne  Ana Furtem  elles. 

PRESENTE  DO  OPTATIVO  E  CONJOCTIVO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nga-nhána Se  eu  furtasse  ou  que  eu  furte. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi-a-nhanéne  ...    Se  eu  furtara  ou  tivesse  furtado. 

FCTURO  PRIMEIRO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nga-nhána-yza. .  .     Se  eu  furtar  ou  tiver  furtado. 

FCTCRO  SEGDNDO. 

N.  S.    Emmi  Quínghi-nhána-yza .  .     Quando  eu  furtar. 
Eié  Quiú-nhána-yza Quando  tu  furtares. 


DA  tlNQDA  DDNDA.  57 

Bundo.  Portugufz. 

N.  S.    Una  Quiá-nhána-yza Quando  ellc  furtar. 

N.  P.    Etlu  QuUtu-nhdna-yza Quando  nós  furtarmos. 

Enu  Quím-nhána-yza Quando  vós  furtardes. 

Ana  Quiá-nhána-yza Quando  elles  furtarem. 

INFI.MTO  PRESENTE  IMPEBSOAL. 

Cunhána Furtar. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.    Nga-cunhána  Emmi Furtar  eu,  etc. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

Amu-cunhána Ter  furtado. 

FDTUHO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-cunfiána-yza .  Quando  eu  houver  de  furtar. 

Eié  Quiú-cunluina-yza Quando  tu  houveres  de  furtar. 

Una  Quiá-cunhána-yza Quando  elle  houver  de  furtar. 

N.  P.    Ettu  Quittu-cunhána-yza      .  Quando  nós  houvermos  de  furt;ir. 

Enu  Quinu-cunhána-yza. . .  .  Quando  vós  houverdes  de  furtar. 

Ana  Quiá-cunhána-yza Quando  elles  houverem  de  furtar. 

PARTICIPIO  J>DEr.LINAVEL. 

Quínghi-nhána Furtando. 

PARTICIPIO  DECLINAVEL. 

Cunhan-éssa O  que  furta  ou  tem  furtado. 

DO  VERBO  BLNDO  CUCALACALA,    TRABALHAR. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.    Emmi  Nga-calacála Eu  trabalho. 

Eié  Gu-calacála Tu  trabalhas. 

Una  U-calacála Elle  trabalha. 

N.  P.    Ettu  Tu-calacdla Nós  trabalhamos. 

Enu  Nu-calacála Vós  trabalhaes. 

Ana  A-calacála Elles  trabalham. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.   Emmi  Ghi-a-calacaléle Eu  trabalhei  ou  tenho  trabalhado. 

10 


h^  ORAMMATICA 

Bundo.  Porlucuez. 

N.  S.    Eié  Gu-a-calacaléle Tu  trabalhaste  ou  tens  trabalhado. 

Una  U-a-calacalcle Ellc  trabalhou  ou  tem  trabalhado. 

N*.  P.   Fttu  Tu-a-calacalele Nós  trabalhámos  ou  temos  trabalha- 
do. 
Enu  Nu-a-calacaléle Vós  trabalhastes  ou  tendes  trabalha- 
do. 
Ana  A-calacaléle Elles  trabalharam  ou  têera  trabalha- 
do. 

FDTUBO. 

N.  S.   Emmi  Nga-calacála-yza, ...     Eu  trabalharei  ou  hei  de  trabalhar. 

Eié  Gu-calacála-yzOit Tu  trabalharás  ou  has  de  trabalhar. 

Una  U-calacála-yza Elle  trabalhará  ou  br.  de  trabalhar. 

N.  P.    Ettu  Tu-calacála-yza Nós  trabalharemos  ou  havemos  de 

trabalhar. 
Enu  Nu-calacála-yza Vós  trabalhareis  ou  haveis  de  tra- 
balhar. 
Ana  A-calacála-yza Elles  trabalharão  ou  hão  de  traba- 
lhar. 

IWPEK.4TIV0. 

N.  S.   Não  tem ,  Não  tem. 

Calacála  Eié Trabalha  tu. 

U-calacdle  Una Trabalhe  elle. 

N.  P.    Tu-cahical-éttu Trabalhemos  nós. 

Calacal-énu Trabalhae  vós. 

A-calacále  Ana Trabalhem  elles. 

PRESENTE  DO  OPTATIVO  E  CONJONCTIVO. 

N.  S.   Se  Emmi  Nga-calacála ....     Se  eu  trabalhasse  ou  trabalhe. 

PRETEBITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi-a-calacaléle. .  .    Se  eu  trabalhara  ou  tivesse  traba- 
lhado. 

FUTDBO  PRIMEIRO 

N.  S.    Se  Emmi  Nga-calacálor-yza .    Se  eu  trabalhar  ou  tiver  trabalhado. 

FDTDBO  SEGUNDO. 

N.  S.   Emmi  Quínghi-calacála-yza.  Quando  eu  trabalhar. 

Eié  Qniú-calacála-yza Quando  tu  trabalhares. 

Una  Qiiiá-calacála-yza Quando  elle  trabalhar. 

N.  P.  Enu  Quitlu-calacála-yza Quando  nós  trabalharmos 


DÃ  língua  £DNDA.  59 

Bundo.  Portuguez. 

N.  P.   Enu  Quínu-calacála-yza. . . .     Quando  vós  trabalhardes. 
Ana  Quiá-calacála-yza Quando  elles  trabalharem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cucalacála Trabalhar. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.    Nga-cucalacála  Emmi Trabalhar  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Ãmu-cucalacála Ter  trabalhado. 

INFINITO   FUTURO. 

N.  S.    Emmi     Quinghi-cucalacála-    Quando  eu  houver  de  trabalhar. 
yza 


Eié  Quiu-cucalacála-yza  . . 
Una  Quiá-caculacála-yza . . 
N.  P.  Ettu  Quittu-CKcalacála-yza 
Enu  Quinu-cucalacála-yza. 
Ana  Quiá-cucalacála-yza . . 


Quando  tu  houveres  de  trabalhar. 
Quando  elle  houver  de  trabalhar. 
Quando  nós  houvermosde  trabalhar. 
Quando  vos  houverdes  de  trabalhar. 
Quando  elles  houverem  de  trabalhar. 


PARTICIPIO   INDECLINÁVEL. 

Quínghi-calacála Trabalhando. 

PARTICIPIO   DECLINAVEL. 

Cucalacal-éssa O  que  trabalha  ou  tem  trabalhado. 

DO  VERBO  ABUNDO  CUMÓNA,   VER,   DA   SEGUNDA   (.ONJDGAÇÃO. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.    Emmi  Nghi-móna Èu  vejo. 

Eié  Gu-móna Tu  vês. 

Una  U-móna .  Elle  vê. 

N.  P.    Ettu  Tii-móna Nós  vemos. 

Etiu  Nn-móna Vós  vedes. 

xina  Â-móna Elles  vêem. 

IBETERITO  PERFEITO. 

>i.  S.    Emmi  Ghi-a-móne Eu  vi  ou  tenhn  visto. 

Eié  Gu-a-móne Tu  viste  ou  tens  visto. 

10. 


60  GKAMMATICA 

Bundo.  Porluguez. 

N.  S.    Una  U-a-móne Elle  viu  ou  lem  vislo. 

N.  P.    Ettu  Tu-a-móne Nós  vimos  ou  lemos  vislo. 

Fnu  Nu-a~móne Vós  vislps  ou  tendes  visto. 

Ana  A-móne Elles  viram  ou  tèem  visto. 

FOTDRO. 

N.  S.    Emmi  Nghi~móna-ifza Eu  verei  ou  hei  de  ver. 

Eié  Gu-móna-yza Tu  verás  ou  has  de  ver. 

Una  U-móna-yza Eile  verá  ou  ha  de  ver. 

N.  P.    Ettu  Tu  móna-ijza     Nós  veremos  ou  havemos  de  ver 

Enu  Nu-móna-yza Vós  vereis  ou  haveis  de  ver. 

Ana  A-móna-yza.   Elles  verão  ou  hão  de  ver. 

mPEBATIVO. 

N.  S.    Não  tem.  Não  tem. 

31óna  Eié Vè  tu. 

U-móna  Una Veja  elle. 

N.  P.    Tu-mon-éttu Vejamos  nós. 

Mon-énu Vede  vós. 

A  móne  Ana .......  Vejam  elles. 

PRESENTE  DO  OPTATIVO  E  CONJUNCTIVO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nghi-móna Se  eu  visse  ou  que  visse. 

PUETERITO  PERFEITO. 

N.  S.    iS'^  Emmi  Ghi-a-monéne .  ...     Se  eu  vira  ou  tivesse  visto. 

FOTDRO  PRIMEIRO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nghi-móna-yza. .  .     Se  eu  vir  ou  tiver  visto. 

FOTOHO  SEGDNDO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-móna-yza . .  .  Quando  eu  vir. 

Eié  Quiú-móna-yza Quando  tu  vires. 

Una  Quiá-móna-yza Quando  elle  vir. 

Eltu  Quittu-móna-yza Quando  nós  virmos. 

Enu  Quinu-móna-yza Quando  vós  virdes. 

Ana  Quiá-móna-yza Quando  elles  virem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Smónà Ver. 


DA  LÍNGUA  BUNDA.  61 

INFIMTO  PRESENTE  PESSOAL. 
Bundo.  Portiigiiez. 

N.  S.    Nghi-cumóna  Emmi Ver  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Âmu-cumona Ter  visto. 

INFINITO  FUTURO. 

N  S.    Emmi  Quínghi-ciimóna-yza. .  Quando  eu  houver  de  ver. 

Eié  Quin-cumóna-yza Quando  tu  houveres  de  ver. 

Una  Quiá  cumóna-yza Quando  elle  houver  de  ver. 

N.  P.    Ettu  Quíttu-eumóna-yza.  . .  .  Quando  nós  houvermos  de  ver. 

Enu  Quinu-cumóna-yza  .  .  .  Quando  vós  houverdes  de  ver. 

Ana  Quiá-cumóna-yza Quando  elles  houverem  de  ver. 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quínghi-móna Vendo. 

PARTICIPIO  DECLINATEL. 

Cumon-éssa O  que  vô  ou  tem  visto. 

PRESENTE  DO  MODO   INDIC.lTIVO. 

N.  S.    Emmi  Nghi-bínca Eu  peço. 

Eié  Gu-hínca Tu  pedes. 

Una  U-bínca Elle  pede. 

N.  P.  Ettu  Tu-bínca. Nós  pedimos. 

Enu  Nu-binca Vós  pedis. 

Ana  A-bínca Elles  pedem. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-binque Eu  pedi  ou  tenho  pedido, 

Eié  Gu-a-binque Tu  pediste  ou  tens  pedido. 

Una  U-a-binque Elle  pediu  ou  tem  pedido. 

N.  P.   Ettu  Tu-a-binque Nós  pedimos  ou  temos  pedido. 

Enu  Nu-a-binque Vos  pedistes  ou  tendes  pedido. 

Ana  A-binque Elles  pediram  ou  lêem  pedido. 

FBTLRO. 

N.  S.    Emmi  Nghi-bínca-yza Eu  pedirei  ou  hei  de  pedir. 

Eié  Gu-binca-yza  .....    ...  Tu  pedirás  ou  has  de  pedir. 

Una-binca-yza Elle  pedirá  ou  ha  de  pedir. 

N.  P.   Ettu  Tu-binca-yza Nós  pediremos  ou  havemos  de  pedir. 


6£  GRA«MATICA 

Bundo.  Portngiiez. 

N.  P.    Enu  Nu-binca-yza Vós  pedireis  ou  haveis  de  pedir. 

Ana  Á-binca-yza Elles  pedirão  ou  hão  de  pedir. 

IMPERATIVO. 

N.  S.    Não  tem Não  tem. 

I}Í72ca  Eié Pede  tu. 

U-bínque  Una Peça  elle. 

N.  P.    Tu-binqu-éttu Peçamo.s  nó?. 

Binqn-énu Pedi  vós. 

A-binque  Ana Peçam  clIes. 

PRESENTE    UO  MODO  OPTATIVO  E  CONJCrfCTIVO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ngbi-binca Se  eu  pedisse  ou  que  peça. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi-a-binquíle .  ...     Se  cu  pedira  ou  tivesse  pedido. 

FUTURO  Pr.IMr.IRO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ngki-binca-yza. . .     Se  eu  pedir  ou  liver  {.edi(U>. 

FUTURO  SKGDKDO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-binca-yza . .  .  Quaniio  eu  pedir. 

Eié  Quiú-bínca-yza. Quando  tu  pedires. 

Una  Quiá-binca-yza Quando  elle  pedir. 

N.  P.    Etlu  Quittu-binca-yza Quando  nós  pedirmos. 

Enu  Quinu-binca-yza Quando  vós  pedirdes. 

Ana  Quiá-binca-yza Quando  ellos  pedirem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cubinca Pedir. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.    Nglii-cubinca  Emmi Pedir  cu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Ami^cubinca Ter  pedido. 

INFINITO  FOTOHO. 

N.  S.    Emmt  Quínghi-ctibinca-yza  .     Quando  cu  houver  de  pedir. 
Eié  Quiú-cubinca-yza Quando  tu  houveres  de  pedir. 


i>A  Língua  bunda.  63 

Bundo.  P)rlugiicz. 

N.  S.    Una  Quiá-cuòinca-yza Quando  e!ie  houver  de  pedir.  m 

N.  P.    Ettu  Quitlu-cuhinca-yza.  . .  .  Quando  nós  houvermos  de  pedir.  . 

Ènu  Quinu-cubinca-yza  ....  Quando  vós  houverdes  dn  pedir. 

Ana  Quiá-cubinca-yza Quando  elies  houverem  de  pedir. 

PAHTICIPIO  I^DECUNAVEL. 

Quinghi-bínca Pedindo. 

PABTICIPIO  DECLINA VEL. 

Cubínqu-issa O  que  pede  ou  tem  pedido. 

CONJUGAÇÃO  DO   VEKBO  CUTALA,   OLUAB. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.   Emmi  Nghi  tala Eu  olho. 

Eié  Gu-tala Tu  olhas. 

Una  U-tála Eile  olha. 

N.  P.    Etlu  Tu-tála Nós  olhámos. 

Enu  Nu-tála Vós  olhaes. 

Ana  A-tála Elles  olham. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-taléle Eu  olhei  ou  tenho  olhrido. 

Eié  Gu-a-taléle Tu  olhaste  ou  tens  olhado. 

Una  U-a-taléle    Elle  olhou  ou  tem  olhado. 

N.  P.    Ettu  Tu-a-taléle Nós  olhámos  ou  temos  olhado. 

Enu  Nu-a-taléle Vós  olhastes  ou  tendes  olhado. 

Ana  A-taléle Elles  olharam  o  têem  olhado. 

FDTOHO. 

N.  S.    Emmi  Nghi-tdla-yza Eu  olharei  ou  hei  de  olhar. 

Eié  Gu-tála-yza Tu  olharás  ou  has  de  olhar. 

Una  U'tála-yza Elle  olhará  ou  ha  de  olhar. 

N.  P.    Ettu  Tu-tála-yza Nós  olharemos  ou  havemos  de  olhar. 

Enu  Nu-tála-yza Vós  olhareis  ou  haveis  de  olhar. 

Ana  A-tála-yza Elles  olharão  ou  hão  de  olhar. 

IMPERATIVO. 

N.  S.   Não  tem. Não  tem.  ^Ê 

Tala  Eié Olha  tu.  ^^'  ' 

U-tále  Una Olhe  elle. 

N.  P.   Tu-lal-éttu Olhemos  nós. 


fíi  GRAMMATICA 

Bundo.  Porluguez. 

N.  P.   Tal-énu Olhae  vós. 

A-tále  Ana Olhem  elles. 

PBESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJCNexiVO. 

N  S.    Se  Emmi  Nghi-tála Se  eu  olhasse  ou  que  olhe. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi-a-taléle Se  eu  olhara  ou  tivesse  olhado. 

FCTDRO  PRIMEIRO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nghi-tdla-yza.  ...     Se  eu  olhar  ou  tiver  olhado. 

FUTURO  SEGUNDO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-tdla-yza.  ..  .  Quando  eu  olhar. 

Eié  Quiú-tála-yza Quando  tu  olhares. 

Una  Quiá-tála-yza Quando  elle  olhar. 

N.  P.    Eltu  Quittu-tála-yza. .....  Quando  nós  olharmos. 

Enu  Quínu-tála-yza Quando  vós  olhardes. 

Ana  Quiá-tala-yza Quando  elles  olharem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cutála Olhar, 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.   Nghi-cntála  Emmi Olhar  eu,  etc. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-cutála Ter  olhado. 

INFINITO  FUTURO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-cutála-yza. . .  Quando  eu  houver  de  olhar. 

Eié  Quiú-cutála-yza Quando  tu  houveres  de  olhar. 

Una  Quiá-cutála-yza Quando  elle  houver  de  olhar. 

N.  P.    Ettti  Qmtin-cutála-yza Quando  nós  houvermos  de  olhar. 

Enu  Quinu-cutála-yza Quando  vós  houverdes  de  olhar. 

Ana  Quiá-cutála-yza Quando  elles  houverem  de  olhar. 

PABTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quínghi-tála Olhando. 


DA  LÍNGUA  BUNDA.  65 

PARTICIPIO  DECLINAVEL. 

Bundo.  Portuguez. 

Cutal-éssa O  que  olha. 

CONJUGAÇÃO  DO  VERBO  BONDO   CUCÁ3IBA,    FALTAR. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.    Emmi  Nghi-cámba Eu  falto. 

Eié  Gu-cámha Tu  faltas. 

Vna  U-cámba Eile  falta. 

N.  P.    Eltu  Tu-cámba Nós  faltamos. 

Enu  Níi-cámba Vós  faltaes. 

AnaA-cámba Elles  faltara. 

PBETEKITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-cambéle Eu  faltei  ou  lenho  faltado. 

Eié  Gu-a-cambéle Tu  faltaste  ou  tens  faltado. 

Ena  U-a-cambéle. ..     Elle  faltou  ou  tem  faltado. 

N.  P.    Ettu  Tu-a-cambéle Nós  faltámos  ou  temos  faltado. 

Enu  Nii-a-cambéle Vós  faltastes  ou  tendes  faltado. 

Ana  A-camhéle Elles  faltaram  ou  têem  faltado. 

FCTCRO. 

N.  S.    Emmi  Nghi-cámba-yz.a  ....  Eu  faltarei  ou  hei  de  faltar. 

Eié  Gu-cámba-yza Tu  faltarás  ou  has  de  faltar. 

Una  U-cámba-yza Elle  faltará  ou  ha  de  faltar. 

N.  P.    Etlu  Tu-cámba-ijza Nó»  faltarenios  ou  havemos  de  faltar. 

Enu  Nv-cámba-yza Vós  faltareis  ou  haveis  de  faltar. 

Ana  A-cámba-yza Elles  faltarão  ou  hão  de  faltar. 

IMPERATIVO. 

N.  S.    Não  tem Não  tem. 

Camba  Eié Falta  tu. 

U-cámbe  Una Falte  elle. 

N.  P.    Tu-camb-éttu Faltemos  nós. 

Camb-énu Faltae  vós. 

A-cámbe  Ana Faltem  elles. 

PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJCNCTIVO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nghi-cámba Se  eu  faltasse  ou  que  falte. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi-a-cambéle.  ...     Se  eu  faltara  ou  tivesse  faltado. 

11 


G6  GRAMMATICA 

FUTDBO  PRIMEIRO. 

Blindo.  Portuguez. 

N.  S.    Se  Emmi  Nghi-cámba-yza.  .     Se  eu  faltar  ou  tiver  faltado. 

FUTURO  SKGDNDO. 

íN.  S.    Emmi  Quinyhi-cámba-yza .  .  Quando  eu  faltar. 

Eié  Qiiiú-cámba-yza Quando  tu  faltares. 

Una  Quiá-cámba-yza Quando  elle  faltar. 

N.  P.    Ettu  Quittu-camba-yza Quando  nós  faltarmos. 

Enu  Quínu-cámba-yza Quando  vós  faltardes. 

Ana  Quiú-cámba-yza Quando  elles  faltarem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cucámba Faltar. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.   Nghi-cucdmba Emmi Faltar  eu. 

I.NFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-cucámba Ter  faltado. 

INFINITO  FUTURO. 


N.  S.    Emmi  Quínghi-cucámba-yza 

Eié  Qiiiú-cucámba-yza .... 

Una  Quiá-cucámba-yza  .  . . 
N.  P.   Ettu  Quittu-ciicámba-yza  . . 

Enu  Quínu-cucámba-yza  . . 

Ana  Quia-cucámba-yza  .  , . 


Quando  eu  houver  de  faltar. 
Quando  tu  houveres  de  faltar. 
Quando  elh?  houver  de  faltar. 
Quando  nós  houvermos  de  faltar. 
Quando  vós  houverdes  de  faltar. 
Quando  elles  houverem  de  faltar. 


PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quínghi-cámba Faltando. 

PARTICIPIO  DECLINATEL. 

Cucamb-éssa O  que  falta  ou  lera  faltado. 

DO  VERBO  3CND0  CÚRIA,   COMER. 
MODO  INDICATIVO  PRESENTE. 

N.  S     Emmi  Nyhi-ria Eu  como. 

Eié  Gú-ria Tu  comes. 


DA  língua  bunda.  67 

Bundo.  Portuguez. 

N.  S.    Una  U-ria Elle  come. 

N.  P.    EttuTú-ria Nós  comemos. 

Enu  Nú-ria Vós  comeis, 

Ana  A-ria Elles  comem. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-rile Eu  comi  ou  tenho  comido. 

Eié  Gu-a-ríle Tu  comeste  ou  tens  comido. 

Una  U-a-ríle Elle  comeu  ou  tem  comido. 

N.  P.    Ettu  Tii-a-rile Nós  comemos  ou  temos  comido. 

Enu  Nu-a-ríle Vós  comestes  ou  tendes  comido. 

Ana  A-ríle Elles  comeram  ou  têeni  comido. 

FDTDHO. 

N.  S.    Emmi  Nghí-ria-yza Eu  comerei  ou  hei  de  comer. 

Eié  Gú-ria-yza Tu  comerás  ou  has  de  comer. 

Una  U-ria-yza Elle  comerá  ou  ha  de  comer. 

N.  P.   Ellii  Tú-ria-yzh Nós  comeremos  ou  havemos  de  co- 
mer. 

Enu  Nú-ria-yza Vós  comereis  ou  haveis  de  comer. 

Ana  A-ria-yza Elles  comerão  ou  hão  de  comer. 

IJUPURATIVO. 

N.  S.   Não  tem .  .  Não  tem. 

Riá  Eié Come  tu. 

U-rie  Una Coma  elle. 

N.  P.    Tu-ri-éttu CoiDâmos  nós. 

Ri-ênu Comei  vós. 

A-rie  Ana Comam  elles. 

PRESENTE  DO  MODO  OPT.\TIVO  E  CONJUNCTIVO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nghi-ria Se  eu  comesse  ou  que  coma. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.   Se  Emmi  Ghi-a-rile Se  eu  comera  ou  tivesse  comido. 

FOTCRO  PRIMEIRO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nghí-ria-yza Se  eu  comer  ou  tiver  comido. 

FCTURO  SEGUNDO. 

N.  S.    Emmi  Quinghí-ria-yza Quando  eu  comer. 

Eié  Quiú-ria-yza Quando  tu  comeres. 

11  • 


68  GRAMMATICA 

Bundo.  Portuguez. 

N.  S.    Una  Quiá-ria-yza Quando  elle  comer. 

N.  P.   Ettu  Quíttu-ria-yza Quando  nós  comermos. 

Enu  Quínu-ria-yza. Quando  vós  comerdes. 

Ana  Quiá-ria-yza Quando  elles  comerem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESS0A1.. 

Cúria Comer. 

INFINITO  PHESENTE  PESSOAL. 

N.  S.    Nghi-cúria  Emmi Comer  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-cúria Ter  comido. 

INFINITO  FOTURO. 

N.  S.    Emmi  Qiiínghi-cúna-yza . .  .  Quando  eu  houver  de  comer. 

Eié  Quiiircúria-yza  ......  Quando  tu  houveres  de  comer. 

Una  Quiá-cúria-yza Quando  elle  liouver  de  comer. 

N.  P.    Ettu  Quíttu-cúria-yza Quando  nós  houvermos  de  comer. 

Enu  Quínu-cúria-yza Quando  vós  houverdes  de  comer. 

Ana  Quiá-cúria-yza Quando  elles  houverem  de  comer. 

PARTICIPIO  IMPESSOAL. 

Quinghi-ria Comendo. 

PARTICIPIO  PESSOAL. 

Curi-éssa O  que  come. 

DO  VERBO  BUNDO  CUSSUMBÍSSA,    VENDER. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.   Emmi  Nghi-ssumbissa Eu  vendo. 

Eié  Gti-ssumbissa Tu  vendes. 

Una  U-ssumbissa Elle  vende. 

N.  P.   Ettu  Tu-ssumbíssa Nós  vendemos. 

Enu  Nu-ssumbíssa . Yós  vendeis. 

Ana  A-ssumbíssa Elles  vendem. 


*iv»v  PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.   Emmi  Ghi-a-ssumbisse Eu  vendi  ou  tenho  vendido. 


DA  LINGDA  BUNDA.  69 

Bundo.  Porlnguez. 

N.  S.    Eié  Gu-a-ssumbisse Tu  vendeste  ou  tens  vendido. 

Una  U-a-ssumbisse Elle  vendeu  ou  tem  vendido. 

N.  P.    Ettu  Tu-a-ssimbisse Nós  vendemos  ou  temos  vendido. 

Enu  Nu-a-ssumbisse Vós  vendestes  ou  tendes  vendido. 

Ana  A-ssumbisse Elles  venderam  ou  têem  vendido. 

FUTURO. 

N.  S.   Emmi  Nghi-ssumbíssa-yza.  .  Eu  venderei  ou  hei  de  vender. 

Eié  Gu-ssumbissa-ijza Tu  venderás  ou  has  de  vender. 

Vna  U-ssumbíssa-yza Elle  venderá  ou  ha  de  vender. 

N.  P.    Ettu  Tussmnbissa-ijza Nós  venderemos  ou  havemos  de  ven- 
der. 

Enu  Nu-ssumbissa-yza Vós  vendereis  ou  haveis  de  vender. 

Ana  A-ssumbíssa-yza Elles  venderão  ou  hão  de  vender. 

IMPERATIVO. 

N.  S.   Não  tem Não  tem. 

Sumbissa  Eié Vende  tu. 

U-ssumbísse  Una Venda  elle. 

N.  P.    Tu-ssumbíss-éttu Vendamos  nós. 

Sumbiss-énu Vendei  vós. 

A-ssumbisse  Ana Vendam  elles. 

PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJUNCTIVO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nghi-ssumbissa. . .    Se  eu  vendesse  ou  que  venda. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi- a-ssumbisse.  .    Se  eu  vendera  ou  tivesse  vendido. 

FUTURO  PRIMEIRO. 

N.  S.    Se    Emmi  Nghi-ssumbissa-    Se  eu  vender  ou  tiver  vendido. 
yza. 

FUTURO  8EGCND0. 


N.  S.    EmmiQuinghi-ssumbissa-yza    Quando  eu  vender. 

Eié  Quiú-ssumbissa-yza .  ..  .     Quando  tu  venderes. 

Una  Quiá-ssumhissa-yza  . . 
N."P.   Ettu  Quittu-ssumbissa-yza. 

Enu  Quinu-ssumbissa-yza . 

Anna  Quiá-ssumbíssa-yza. . 


Quando  elle  vender. 
Quando  nós  vendermos. 
Quando  vós  venderdes. 
Quando  elles  venderem. 


INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cxissumhissa Vender. 


70  GBAMMATICA 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 
Bundo.  Portuguez. 

N.  S.    Nghí-cussumbissa  Emmi.  ..  ;    Vender  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-cussumbíssa Ter  vendido. 

INFINITO  FUTURO. 

N.  S.    Emmi  Quíngki-cussumbíssa-  Quando  eu  houver  de  vender. 
yza. 

Eié  Quiú-cussximbissa-yza .  .  Quando  tu  houveres  de  vender. 

Una  Qniá-cussumhissa-íjza  .  Quando  ellc  houver  de  vender. 

N.  P.   EttuQuíttu-cussumbíssa-yza.  Quando  nós  houvermos  de  vender. 

Enu  Quínu-cussumbíssa-yza.  Quando  vós  houverdes  de  vender. 

Ana  Quiá-cussurnbissa-yza. .  Quando  elles  houverem  de  vender. 

FARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quínghi-ssumbissa Vendendo. 

PARTICIPIO  DECLINAVEL. 

Cussumbíss-íla O  que  vende. 

DO  VERBO  BUNDO  CUSSÚMDA,    COMPRAR. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.    Emmi  Nf/hi-ssinnba Eu  compro. 

Eié  Gu-ssúmba Tu  compras. 

Una  U-ssúmba Elle  compra. 

N.  P.   Ettu  Tu-ssúmba Nós  comprámos. 

Enu  Nii-ssúmba Vós  compraes. 

Ana  A-ssúmba Elles  compram. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-ssúmbe Eu  comprei  ou  tenho  comprado. 

Eié  Gu-a-ssúmbe Tu  compraste  ou  tens  comprado. 

Una-U-a-ssúmbe Elle  comprou  ou  tem  comprado. 

N.  P.    Etlu  Tu-a-ssúmhe Nós  comprámos  ou  temos  comprado. 

Enu  Nu-a-ssúmbe Vós  comprastes  ou  tendes  comprado. 

Ana  A-ssúmbe Elles  compraram  ou  têem  comprado. 


N.  S.    Emmi  Nghi-ssúmba-yza.  ...    Eu  comprarei  ou  heide  comprar. 


DA  língua  bunda. 


71 


Bundo.  Portuguea. 

N.  S.    Eié  Gii-ssúmba-yza Tu  comprarás  uu  has  de  comprar. 

Una  U-ssvmba-yzu Elle  comprará  ou  ha  de  comprar. 

N.  P.   Ettu  Tu'Ssúmba-yza Nós  compraremos  ou  havemos   de 

comprar. 

Enu  Nu-ssúmba-yza Vós  comprareis  ou  haveis  de  cotn- 

'  prar. 

Ana  A-ssúmba-yza Elles  comprarão  ou  hão  de  eomprar. 

lUPEBATIVO. 

N.  S.    Não  tem Não  tem. 

Súmba-Eié Compra  tu. 

U-ssúmbe  Una Compre  elle. 

N.  P.   Tu-ssumb-éUu Compremos  nós. 

Sumb-énu ComJDrae  vós. 

A-ssúmbe  Ana Comprem  elles. 

PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJONCTIVO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nghi-ssúmba Se  eu  comprasse  ou  que  compre. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.   Se  Emmi  Ghi-a-ssúmbe Se  eu  comprara  ou  tivesse  comprado. 

FUTURO  PRIMEIRO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nghi-ssúmba-yza  .    Se  eu  comprar  ou  tiver  comprado. 

FUTURO  SEGUNDO. 


N.  S.   Emmi  Quinghi-ssúmba-yza 

Eié  Quiú-ssúmba-yza .  . 

Una  Quiá-ssúmba-yza  . . 
N.  P.   Ettu  Quittu-ssúmba-yza . 

Enu  Quínu-ssúmba-yza  . 

Ana  Quiá-ssúmba-yza. . . 


Quando  eu  comprar. 
Quando  tu  comprares. 
Quando  elle  comprar. 
Quando  nós  comprarmos. 
Quando  vós  comprardes. 
Quando  elles  comprarem. 


N.  S. 


INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cussúmba Comprar. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

Nghi-cussúmba  Emmi Comprar  eu. 

INFINITO  PERFEITO. 


Amu-cussúmba Ter  comprado. 


72  GRAMMATICA 

INFINITO  FUTUHO. 

Bundo.  Portuguez. 

N.  S.   Emmi  Quínghi-cussúmba-yza    Quando  eu  houver  de  comprar. 

Eié  Quiú-cussúmba-yza Quando  tu  houveres  de  comprar. 

Una  Quiá-cussúmba-yza.  . 


N.  P.  Ettu  Quíttu-cussúmba-yza. 
Enu  Quimi-cussúmba-yza. 
Ana  Quiá-cussúmba-yza.  . 


Quando  elle  houver  de  comprar. 
Quando  nós  houvermos  de  comprar. 
Quando  vós  houverdes  de  comprar. 
Quando  elles  houverem  de  comprar. 


PARTICIPIO  DECLINAVEL. 

Quínghi-ssúmba Comprando. 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Cussumb-íla O  que  compra. 

DO  VERBO  BUNDO  CUTUCÚLA,   ARU.4XCAR. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.    Emmi  Nghi-tucúla Eu  arranco. 

Eié  Gu-tucúla Tu  arrancas. 

Una  U-tucúla Elle  arranca. 

N.  P.    Eltu  Tu-tucúla Nós  arrancamos. 

Enu  Nu-tucúla Vós  arrancaes. 

Ana  A-tucúla Elles  arrancara. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-tucúle Eu  arranquei  ou  tenho  arrancado. 

Eié  Gu-a-tucúle Tu  arrancaste  ou  tens  arrancado. 

Una  U-a-tucúle Elle  arrancou  ou  tem  arrancado. 

N.  P.   Ettu  Tu-a-tucúle Nós  arrancámos  ou  temos  arrancado. 

Enu  Nu-a-tucúle Vós  arrancastes  ou  tendes  arrancado. 

Ana  A~tucúle Elles  arrancaram  ou  tèera  arrancado. 

FUTURO. 

N.  S.   Emmi  Nghi-tucúla-yza Eu  arrancarei  ou  hei  de  arrancar. 

Eié  Gu-tucúla-yza Tu  arrancarás  ou  has  de  arrancar. 

Una  U-tucúla-yza Elle  arrancará  ou  ha  de  arrancar. 

N.  P.   Ettu  Tu-tucúla-yza Nós  arrancaremos  ou  havemos  de 

arrancar. 
Enu  Nu-tucúla-yza Vós  arrancareis  ou  haveis  de  arran- 
car. 
Ana  A-tucúla-yza Elles  arrancarão  ou  hão  de  arran- 
car. 


DA  língua  BUNDA.  73 

IMPERATIVO. 

Bundo.  Porluguesz. 

N.  S.   Não  lem Não  tem. 

Tucúla  Eié Arranca  tu. 

U-tucúla  Una '  Arranque  clle. 

N.  P.    Tu-tucul-éttu Arranquemos  nos. 

Tucnl-énu Arrancae  vós. 

A-tucúle Arranquem  elles. 

PRESENTE  DU  MODO  OPTATIVO  E  CONJUNXTIVO. 

N.  S.    Sc  Emmi  Nghi-tucúla Se  eu  arrancasse  ou  que  arranque. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi-a-tucúle Se  eu  arrancara  ou  tivesse  arran- 
cado. 

FUTURO  PRIMEIRO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nglii-tucúla-yza. . .    Se  eu  arrancar  ou  tiver  arrancado. 

FUTURO  SEGUNDO. 

N.  S.    Emmi  Quinyhi-tucúla-yza .  .  Quando  eu  arrancar. 

Eié  Quiú-tucúla-yza Quando  tu  arrancares. 

Una  Quiá-tiicúla-yza Quando  elle  arrancar. 

N.  P.    Ettu  Quiltu-tucúla-yza Quando  nós  arrancarmos. 

Enu  Quinu-tucúla-yza Quando  vós  arrancardes. 

Ana  Quiá-tucúla-yza Quando  elles  arrancarem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cutucúla Arrancar. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.   Nghi-cutucúla  Emmi Arrancar  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Aniu-cutucúla Ter  arrancado. 

INFINITO  FUTURO, 

N.  S.   Emmi  Quinf/hí-cutucúla-yza  Quando  eu  houver  de  arrancar. 

Eié  Quiú-cuiucúla-yza Quando  tu  houveres  de  arrancar. 

Una  Quiá-cutucúla-yza Quando  elle  houver  de  arrancar. 

N.  P.   Ettu  Quittu-cutucúla-yza . . .  Quando  nos  houvermos  de  arrancar. 

18 


74  GRAWMATICA 

Bundo  Portiigiiez. 

N.  P.    Enu  Quínu'Cutucúla-yza  . . .     Quando  vós  houverdes  de  arrancar. 
Ana  Quiá-cutucúla-yza Quando  elles  houverem  de  arrancar. 

PABTICIPIO  INDECUN.4VEL. 

Quínghi-tucúla Arrancando. 

PABTICIPIO  DECLI.XAVEL. 

Cutucul-éssa O  que  arranca. 

DO  VERBO  nono   CULÓLA,  ENSAIAR. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.    Emmi  Nghi-lóla Eu  ensaio. 

Eié  Gu-íóla Tu  ensaias.  * 

Una  U-lóla Elle  ensaia. 

N.  P.   Ettu  Tu-lóla Nós  ensaiamos. 

Enu  Nu-^óla Vós  ensaiaes. 

Ana  A-lóla Elles  ensaiam. 

PHETERITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-lóle Eu  ensaiei  ou  teuho  ensaiado. 

Eié  Gu-a-lóle Tu  ensaiaste  ou  tens  ensaiado. 

Una  U-a-Ióle Elle  ensaiou  ou  tem  ensaiado. 

N.  P.    Ettu  Tu-a-lóie Nós  ensaiámos  ou  temos  ensaido. 

Enu  Nu-a-Ióle Yós  ensaiastes  ou  tendes  ensaiado. 

Ana  A-lóle Elles  ensaiaram  ou  têem  ensaiado. 

FOTCRO, 

N.  S.    Emmi  Nghi-lóla-yza Eu  ensaiarei  ou  hei  de  ensaiar. 

Eié  Gu-Ióla-yza Tu  ensaiarás  ou  has  de  ensaiar. 

Una  U-lóla-yza Elle  ensaiará  ou  ha  de  ensaiar. 

N.  P.    Ettu  Tu-lóla-yza Nós  ensaiaremos  ou  havemos  de  en- 
saiar. 
Enu  Nu-lóla-yza Vós  ensaiareis  ou   haveis  de  en- 
saiar. 
Ana  A-lóla-yza Elles  ensaiarão  ou  hão  de  ensaiar. 

IMPERATIVO. 

N.  S.   Não  tem.  Não  tem. 

Lóla  Eié Ensaia  tu. 

U-lóle  Una Ensaie  elle. 

N.  P.    Tii-lol-éttu Ensaiemos  nós. 


DA  língua  bunda.  75 

Bundo.  Portuguez. 

N.  P.   Lol-énu Eosaiae  vós. 

A-lóle  Ana Ensaiem  elles. 

PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJDNCTIVO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nghi-lóla Se  eu  ensaiasse  ou  que  ensaie. 

PRETÉRITO  PERFEITO^ 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi-a-lóle Se  eu  ensaiara  ou  tivesse  ensaiado. 

FDTURO  PRIMEIRO. 

N.  S.   Se  Emmi  Nghi-lóla-yza.  ...    Se  eu  ensaiar  ou  tiver  ensaiado. 

FUTORO  SEGUNDO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-lóla-yza .  .. .  Quando  eu  ensaiar. 

Eié  Quiú-lola-yza Quando  tu  ensaiares. 

Una  Quiá-Ióla-yza Quando  elle  ensaiar. 

N.  P.   Ettu  Quíttu-lóla-yza Quando  nós  ensaiarmos. 

Enu  Quimi-lóla-yza Quando  vós  ensaiardes. 

Ana  Quiá-lóla-yza Quando  elles  ensaiarem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Culóla Ensaiar. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.    Ngk-culóla  Emmi Ensaiar  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-lóla Ter  ensaiado. 

INFINITO  FUTURO. 

IS.  S.    Emmi  Qittnghi-culóla-yza  .  .  Quando  eu  houver  de  ensaiar. 

Eié  Quiú-ciúóla-yza Quando  tu  houveres  de  ensaiar. 

Vna  Qiiiá-ciilóla-yza Quando  elle  houver  de  ensaiar. 

N.  P.    Ettu  Qinttu-culóla-yza  ..^.  Quando  nós  houvermos  de  ensaiar. 

Enu  Quinu-culóla-yza  .Jk.  Quando  vós  houverdes  de  ensaiar. 

Ana  Qmá-aúóla-yza Quando  elles  houverem  de  en.«aiar. 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quínghi-lóla Ensaiando. 

12» 


/O  GR  AMM  ATIÇA 

PABTICIPIO  DKCLINAVEL 

BiiiKlo.  Porluguez. 

Culol-éssa O  que  ensaia. 

1)0  VERBO  BUNDO   CUYZA,  VIR,   DA  TERCEIRA  CONJUGAÇÃO. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.    Emmi  Nghu-yza Eu  venho. 

Fié  Gn-yza Tii  vens. 

Una  U-yza Elie  vem. 

N.  P.   Ettu  Tu-yza Nós  vimos. 

Enu  Nu-yza Vós  vindes. 

Ana  A-eza Elles  vem. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-gile Eu  vim  ou  tenho  vindo. 

Eié  Gu-a-gílè. Tu  vieste  ou  tens  vindo. 

Una  U-a-gile Elle  veiu  ou  tem  vindo. 

N.  P.    Ettu  Tu-a-gile Nós  viemos  ou  temos  vindo. 

Enu  Nu-a-gile Vós  viestes  ou  tendes  vindo. 

Ana  A-gile Elles  vieram  ou  têem  vindo. 

FUTURO. 

N.  S.   Emmi  Nghu-yza-yza Eu  virei  ou  hei  de  vir. 

Eié  Gu-yza-yza Tu  virás  ou  has  de  vir. 

Una  U-yza-yza Elle  virá  ou  ha  de  vir. 

N.  P.    Ettu  Tu-yza-yza Nós  viremos  ou  havemos  de  vir. 

Enu  Xu-yza-yza Vós  vireis  ou  haveis  de  vir. 

Ana  A-yza-yza Elles  virão  ou  hão  de  vir 

IMPERATIVO. 

N.  S.   Não  tem Não  tem. 

Yza  Lie Vem  tu. 

Eze  Una Venha  elle. 

N.  P.    Tu-yza-étlu Venhamos  nós. 

Zé-nu Vinde  vós. 

A-eze  Ana Venham  elles. 

PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  COíTJCNCTIVO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ngu-yza Se  eu  viesse  ou  que  venha. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi-a-nilc Se  e;i  viera  cu  livesse  vindo. 


DA  língua  bd>da.  77 

FOTURO  PRIMEIRO. 

Bundo.  Porluííuuz. 

N.  S.   Se  Emmi  Ngu-yza-yza Se  eu  vier  ou  tiver  vindo. 

FUTURO  SEGUNDO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-yza Quando  eu  vier. 

Eié  Quiii-yza Quando  lu  vieres. 

Una  Quiá-yza Quando  elle  vier. 

N.  P.   Ettu  Quitiu-yza Quando  nós  viermos. 

Enu  Quínu-yza Quando  vós  vierdes. 

Ana  Quiá-yza Quando  elles  vierem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cuyza Vir. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.   Ngu-cuyza  Emmi Yir  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-cuyza Ter  vindo. 

INFINITO  FUTURO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-yza-cuyza. .  .  Quando  eu  houver  de  vir. 

Eié  Quiú-yza-cinjza Quando  tu  houveres  de  vir. 

Una  Quiá-yza-cuyza Quando  elle  liouver  de  vir. 

N.  P.    Etlu  Quittu-yza-cuyza Quando  nós  houvermos  de  vir 

Enu  Quinn-yza-cuyza Quando  vós  houverdes  de  vir. 

Ana  Quiá-yza-cuyza Quando  elles  houverem  de  vir. 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quingh-yza] Vindo. 

P.\RTICIPIO   bECLINAVEL. 

Múca  cuyza O  que  vem. 

DO  VERBO  BUNDO  CUBIGÍA  OU  CUGIÁ,    SABER. 
PRESENTE   DO  MODO  I.NOICATIVO. 

N.  S.   iinimí  Ngu-rigia Eu  sei. 

Eie  Gii-riíía Tu  sabes. 


78  GRAMMATICA 

Bundo.  Portugue2. 

N.  S     Una  U-rigía Elle  sabe. 

N.  P.   Ettu  Tu-rigía Nós  sabemos. 

Em  JSu-rujia Vós  sabeis. 

Ana  A-rigía Elles  sabem. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Fmmi  Ghi-a-rigie Eu  soube  ou  lenho  sabido. 

Eié  Gu-a-rigie Tu  soubeste  ou  lens  sabido. 

Una  U-a-rigie Elle  soube  ou  tem  sabido. 

N.  P.   Ettu  Tu-a-rigie Nós  soubemos  ou  temos  sabido. 

Enu  Nu-a-rigie Vós  soubestes  ou  tendes  sabido. 

Ana  A-rigíe Elles  souberam  ou  lêem  sabido. 

FUTURO. 

N.  S.   Emmi  Ngti-rigia—yza Eu  saberei  ou  hei  de  saber. 

Eié  Gti-rigía-yza Tu  saberás  ou  has  de  saber. 

Una  U-rigía-yza Elle  saberá  ou  ha  de  saber. 

N.  P.   Ettu  Tu-rigia-yza Nós  saberemos  ou  havemos  de  sa- 
ber. 

Enu  Nu-rigia-yza Vós  sabereis  ou  haveis  de  saber. 

Ana  A-rigia-yza Elles  saberão  ou  hão  de  saber. 

^g^  ,e,v.ww^  — .v„.  , 

/     N.  S.   Não  tem Não  tem.  ^^^    »'^«-W 

•«  ..  Gia  Eié Sabe  tu. 

^Aif  U-gíe  Una Saiba  elle. 

N.  P.    Tu-gi-éttu Saibamos  nós. 

Gi-énu Sabei  vós. 

A-gié  Ana Saibam  elles. 

PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO    E  CONJUNCTIVO. 

N.  S.   Se  Emmi  Ngu-rigia Sc  eu  soubesse  ou  que  saiba. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  GIn-a-rigic Se  eu  soubera  ou  tivesse  sabido. 

FUTURO  PRIMEIRO. 

N.  S.   Se  Emmi  Ngu-rigia-yza  ...     Se  eu  souber  ou  tiver  sabido, 

FUTURO  SEGUNDO. 

N.  S.   Emmi  Quinghi-gia-yza Quando  eu  souber. 

Eié  Quiú-gía-yza Quando  tu  souberes. 


DA  língua  bunda.  79 

Bundo.  Portnguei- 

N.  S.    Una  Quid-fjía-yza. Quando  elie  souber. 

N.  P.    JEttu  Quittu-gia-yza guando  nós  soubermos. 

Enu  Quimi-gia-yza Quando  vós  souberdes. 

Ana  Quiá-gía-yza Quando  elles  souberem. 

liNFINITO  PRESENTE  IMPESSOAt. 

Curigia Saber. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL 

N.  S.   Ngu-cugia  Emmi Saber  eu. 

INin>'iTO  PHETERITO. 

Ámu-cugia Ter  sabido. 

INFINITO  FDTUBO. 

N.  S.    Emmi  Quínghi-cugia-yza . .  .  Quando  eu  houver  de  saber. 

Eié  Quiú-cugia-yza Quando  tu  houveres  de  saber. 

Una  Qniá-cugín-yza Quando  clle  houver  de  saber. 

N.  P.   Ettu  Quítu-cugia-yza Quando  nós  houvermos  de  saber. 

Enu  Quinu-cugía-yza Quando  vós  houverdes  de  saber. 

Ana  Qiiiá-cugía-yza Quando  elles  houverem  de  saber. 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quínghi-gía Sabendo. 

PARTICIPIO  DECLINAVEL, 

Cugi-éssa O  que  sabe. 

DO  VERBO  BUNDO  CUBETA,   CASTIGAR. 
,  ,  j    .  PBESE^TE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.    Emmi  Ngii-béía Eu  castigo.        '  *  it-dê^ 

Eié  Gu-béta.  . . ,: Tu  castigas. 

Una  Tu-héta Elle  castiga. 

N.  P.   Ettu  Tu-héta Nós  castigámos. 

Enu  Nu-béta Vós  casligaes. 

Ana  A-béta Elles  castigam. 

rKETERITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-beléle Eu  castiguei  ou  tenho  casliga-io. 


80  GRAMMATICA 

Uundo.  Portug:uez. 

N.  S.    Eié  Gii-a-betéle Tu  castigaste  o»  tens  castigado. 

Una  U-abetéle Elle  castigou  ou  tem  castigado. 

.\.  P.    Ettn  Tu-a-beléle Nós  castigámos  ou  temos  castigado. 

Jínn  Niia-betéle Vós  castigastes  ou  tendes  castigado. 

Ana  A-betéle Elles  castigaram  ou  tèem  castigado. 

FUTURO. 

X.  S.    Emini  Ngu-béta-yza Eu  castigarei  ou  hei  de  castigar. 

Eié  Gn-béta-yza Tu  castigarás  ou  has  de  castigar. 

''«ff  U-béla-yza Elle  castigará  ou  ha  de  castigar. 

N.  P.    Ettu  Tu-béta-yza Nós  castigaremos  ou  havemos  de  cas- 
tigar. 

Elnu  Nu-béla-yza Vós  castigareis  ou  haveis  de  castigar. 

Ana  A-béfa-yza Elles  castigarão  ou  hão  de  castigar. 


.A.^ 


JMPEKATIVO. 


A  N.S.    Não  tem Não  tem.  t>^CVU}   Çi^-{^ 

Beta  Eié Castiga  tu. 

U-béte-Una Castigue  elle. 

N.  P.    Tu-bet-éttu Castiguemos  nós. 

Bet-  énu Castigae  vós. 

A-béie  Ana Castiguem  elles. 

PUESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJUHCTIVO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nfju-béta Se  eu  castigasse  ou  que  castigue. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi-a-betéle Se  eu  castigara  ou  tivesse  castigado. 

FUTURO  PRIMEIRO. 

N.  S.   Se  Emmi  Ngu-béta-yza Se  eu  castigar  ou  tiver  castigado. 

FUTLRO  SEGUNDO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-béta-yza.  . .  .  Quando  eu  castigar. 

Eié  Quiú-béia-yza Quando  tu  castigares. 

Una  Quiá-béta-yza Quando  elle  castigar. 

N.  P.    Ettu  Quitlu-béta-yza Quando  nós  castigarmos. 

Enu  Quimi-béta-yza Quando  vós  castigardes. 

Ana  Quiá-béta-yza Quando  elles  castigarem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cubéta Castigar. 


DA  língua  bunda.  81 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

Bundo.  Portuguez. 

N.  S.   Ngu-cubéta  Emmi Castigar  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-cubéta Ter  castigado. 

INFINITO  FDTUUO. 

N.  S.   Emmi  Quinghi-cuhéta-yza  .  .  Quando  eu  houver  de  castigar. 

Eié  Quiú-cubéta-yza Quando  tu  houveres  de  castigar. 

Una  (Juiá-cubéta-yza Quando  elle  houver  de  castigar. 

N.  P.   Ettu  Quíttii-cubéta-yza Quando  nós  houvermos  de  castigar. 

Enu  Quinu-cubéta-yza Quando  vós  houverdes  de  castigar. 

A7ia  Quiá-cubéta-yza Quando  elles  houverem  de  castigar, 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Qiiínghi-béta Castigando. 

PARTICIPIO  DECLINAVEL. 

Cubet-éssa O  que  castiga. 

DO  VEKBO  BUNDO  CUNHVNCÂ,   VIRAR. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.   Emmi  Nr/u-nhúnca Eu  viro. 

Eié  Gii-nhúnca Tu  viras. 

Una  U-nhúnca Elle  vira. 

N.  P.   Ettu  Tii-nhúnca Nós  viramos. 

Enu  Nu-nkúnca Vós  viraes. 

Ana  A-nhúnca Elies  viram. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.   Emmi  Ghi-a-nhúnque Eu  virei  ou  tenho  virado. 

Eié  Gu-a-nhúnque Tu  viraste  ou  tens  virado. 

Una  U-a-nhúnque Elle  virou  ou  tem  virado. 

N.  P.    Ettu  Tu-a-nhúnque Nós  virámos  ou  temos  virado. 

Enu  Nu-a-nhúnque Vós  virastes  ou  tendes  virado. 

Ana  A-nliúnque Elles  viraram  ou  têera  virado. 

FUTCRO. 

N.  S.   Emmi  Ngu-nhúnca-yza Eu  virarei  ou  hei  de  virar, 

13 


82  GBAMMATICA. 

Bundo.  Portuguez. 

N.  S.    Eié  Gu-nhúnca-yza Tu  virarás  ou  has  de  virar. 

Una  U-nhúnca-yza Elle  virará  ou  ha  de  virar. 

N.  P.    Ettu  Tu-nhúnca-yza Nós  viraremos  ou  havemos  de  vi- 
rar. 

Enu  Nii-nhúnca-yza Vós  virareis  ou  haveis  de  virar. 

Ana  A-nhúnca-yza Elles  virarão  ou  hão  de  virar. 

IMPERATIVO. 

N.  S.   Não  tem.  Não  tem. 

NImnca  Eié Vira  tu. 

U-nhúnque  Una Vire  elle. 

N.  P.    Tu-nkmgu-éttu Viremos  nós. 

Nhunqii-énu Virae  vós. 

A-nhúnque  Ana Virem  elles. 

PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJDNCTIVO. 

N.  S.   Emmi  Ngu-^húnca Se  eu  virasse  ou  que  vire. 

PBETERITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-nhúnque Se  eu  virara  ou  tivesse  virado. 

FUTURO  PRIMEIRO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ngu-nhúnca-yza.  .    Se  eu  virar  ou  tiver  virado. 

FUTURO  SEGUNDO. 

N,  S.    Emmi  Quinghi-nhúnca-yza.  .  Quando  eu  virar. 

Eié  Quiú-nhúnca-yza Quando  tu  virares. 

Una  Quiá-nhúnca-yza Quando  elle  virar. 

N.  P.    Ettu  Quittii-nhúnca-yza .  ..  .  Quando  nós  virarmos. 

Enu  Quínu-nhúnca-yza Quando  vós  virardes. 

Ana  Quía-nhúnca-yza Quando  elles  virarem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cunhúnca Virar. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.   Ngu-cunhúnca  Emmi Virar  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-nhúnca Ter  virado. 


língua  bunda.  83 

INFINITO  FDTDRO. 

Bundo.  Portuguez. 

N.  S.    Emmi  Quínghí-nhúnca-yza.  .  Quando  eu  houver  de  virar. 

Eié  Qmú~nhúnca-yza Quando  tu  houveres  de  virar. 

Una  Quid-nhmca-yza Quando  elie  houver  de  virar. 

N.  P.   Eltu  QiiittiMihúnca-yza Quando  nós  houvermos  de  virar. 

Enu  Quínu-nhúnca-yza Quando  vós  houverdes  de  virar. 

Ana  Quiá-nhúnca-yza Quando  elies  houverem  de  virar. 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quinghi-nhúnca Virando. 

PAKTICIPIO  DECLINAVEL. 

Cunhimqu-éssa O  que  vira. 

DO  VERBO  BUNDO   CUMUFFÚNDA,  ARRISCAR. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.   Emmi  Ngu-muffúnda Eu  arrisco. 

Eié  Gu-muffúnda Tu  ar.iscas. 

Una  U-mu/fúnda Elle  arrisca. 

N.  P.   Etlu  Tu-muffúnda Nós  arriscámos. 

Enu  NiMnuffúnda Vós  arrisca  es. 

Ana  A-muffúnda Elles  arriscara. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.   Emmi  Ghi-a-muffundile.  ...  Eu  arrisquei  ou  tenho  arriscado. 

Eié  Gu-a-muffundíle Tu  arriscaste  ou  tens  arriscado. 

Una  U-a-muffundile Elle  arriscou  ou  tem  arriscado. 

N.  P.   EttuTu-a-muffundile Nós  arriscámos  ou  temos  arriscado. 

Enu  Nu-a-muffmdile Vós  arriscastes  ou  tendes  arrisca- 
do. 

Ana  A-nmffundile Elles  arriscaram  ou  têem  arriscado. 

FDTURO. 

N.  S.   Emmi  Ngu-muffúnda-yza . . .    Eu  arriscarei  ou  hei  de  arriscar. 

Eié  Gu-muffúnda~yza Tu  arriscarás  ou  has  de  arriscar. 

Una  U-muffúnda-yza Elle  arriscará  ou  ha  de  arriscar. 

N.  P.   Ettu  Tu-muffúnda-yza Nós  arriscaremos  ou  havemos  de  ar- 
riscar. 
Enu  Nu-muffúnda-yza Vós  arriscareis  ou  haveis  de  arris- 
car. 

Ana  A-muffúnda-yza Elles  arriscarão  ou  hão  de  arriscar. 

13  • 


$g  GRAMMATICA 

IMPERATIVO. 

Bundo.  Portuguez 

N.  S.   Não  tem Não  tem. 

Muffúnda Eié Arrisca  tu. 

U-muffúnãe  Una Arrisque  elle. 

N.  P.    Tu-mufj'und-éttu Arrisquemos  nós. 

Muffund-énu Arriscae  vós. 

A-miiffúnde  Ana Arrisquem  elies. 

PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJUNCTIVO. 

N.  S.   Se  Emmi  Ngii-muffúnda  ...     Se  eu  arriscasse  ou  que  arrisque. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.   aS*^  Emmi  Ghi-a-muffundile  .    Se  eu  arriscara  ou  tivesse  arrisca- 
do. 

FDTCRO  PRIMEIRO. 

N.  S.   Se  Emmi  Ngu-muffúnda-yza    Se  eu  arriscar  ou  tiver  arriscado. 

FDTDRO  SEGUNDO. 

N.  S.    EmmiQuinghi-muffunda-yza    Quando  eu  arriscar. 
Eié  Quiú-muffúnda-yza ....     Quando  tu  arriscares 


Una  Quiá-muffúada-yza. . 

N.  P.    EUi(,  Quiltu-muffúnda-yza 

Enu  Quimi-muffúnda-yza . 

Ana  Quiá-muffúnda-yza. . 


Quando  elle  arriscar. 
Quando  nós  arriscarmos. 
Quando  vós  arriscardes. 
Quando  elles  arriscarem. 


INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cumulfúnda Arriscar. 

INFINITO  PRESE.NTE  PESSOAL. 

N.  S.   Ngu-cumiiffúnda  Emmi Arriscar  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-cumnffúnda Ter  arriscado. 

INFINITO  FDTURO. 

N.  S.   Emmi  Quínghi-cumuffúnda-  Quando  eu  houver  de  arrisca. 
yza. 

Eié  Quiú-cumuffúnda-yza  .  .  Quando  tu  houveres  de  arriscar 

Una  Quiá-cumu/fúnda-yza.  .  Quando  elle  houver  de  arriscar. 


DA  LÍNGUA  BUNDA.  83 

Bundo.  Portuguez. 

N.  P.  EttuQuíttu-cumuffúnda-yza.  Quando  nós  houvermos  de  arriscar. 
Enu  Quinu-cumuffúnda-yza .  Quando  vós  houverdes  de  arriscar. 
Ana  Quiá-cumuffmda-yza.  .    Quando  elles  houverem  de  arriscar. 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quínghi-muffúnda Arriscando. 

PARTICIPIO  DECLINAVEL. 

Cumuffiind-éssa O  que  arrisca. 

DO  VERBO  BUNDO   CUBABÁTA,   APALPAF 
PHESEMTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.    Emmi  Ngu-habáta Eu  apalpo. 

Eié  Gn-babáta Tu  apalpas. 

Una-U-babáta Ellc  apalpa. 

N.  P.   Ettu  Tu-babála Nós  apalpamos. 

Enu  Nu-babála Vós  apalpaes. 

Ana  A-babála Elles  apalpara. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Gki-a-babáte Eu  apalpei  ou  tenho  apalpado. 

Eié  Gu-a-babáte Tu  apalpaste  ou  tens  a|)alpado. 

Una  U-a-babále Elle  apalpou  ou  tem  apalpado. 

Ettu  Tu-a-babáte Nós  apalpámos  ou  temos  apalpado. 

Enu  Nu-a-babale Vós  apalpastes  ou  tendes  apalpado. 

Ana  A-babálc Elles  apalparam  ou  têem  apalpado. 

FUTURO. 

N.  S.    Emmi  Ngu-babáta-yza Eu  apalparei  ou  hei  de  apalpar. 

Eié  Gu-babáta-yza Tu  apalparás  ou  has  de  apalpar. 

Una  U-babála-yza Elle  apalpará  ou  ha  de  apalpar. 

N.  P.    Ettu  Tu-babáta-yza Nós  apalparemos  ou  havemos   de 

apalpar. 

Enu  Nu-babáta-yza Vós  apalpareis  ou  haveis  de  apalpar. 

Ana  A-babúta-yza Elles  apalparão  ou  hão  de  apalpar. 

IMPERATIVO, 

N.  S.   Não  tem Não  tem. 

Jíabáta Eié Apalpa  tu. 

U-babáte  Una ....  Apalpe  elle. 

N.  P.    Tu-babat-cttu. Apalpemos  nós. 


N.  P 


86  GRAMMATICA 

Bundo.  Portuguez. 

N.  P.   Babat-énu Apalpae  vós. 

A-babáte  Ana Apalpem  elles. 

PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJUNCTIVO. 

rs'.  S.    Se  Emmi  Ngu-habáta Se  eu  apalpasse  ou  que  apalpe. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi-a-babáte Se  eu  apalpara  ou  tivesse  apalpado. 

FUTDRO  PRIMEIRO. 

N.  S.    Se  Emmi Ngu-babáta-yza. . .    Se  eu  apalpar  ou  tiver  apalpado. 

FUTURO  SEGUNDO. 

N.  S.   Emmi  Quinghi-babáta-yza.  .  Quando  eu  apalpar, 

Eié  Quiú-babáta-yza Quando  tu  apalpares. 

Vna  Quiá-babáta-yza Quando  elle  apalpar. 

N.  P.   Ettu  Qinttu-babáta-yza Quando  nós  apalparmos. 

Enu  Quinu-babáta-yza Quando  vós  apalpardes. 

Ana  Quiá-babála-yza Quando  elles  apalparem. 

INFI.MTO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cubabáta Apalpar. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.   Ngu-cubabdta  Emmi Apalpar  eu. 

INFINIT(f  PRETÉRITO. 

Amu-cubabáta Ter  apalpado, 

INFINITO  FUTURO. 

M.  S.    Emmi  Quinghi-cubabáta-yza  Quando  eu  houver  de  apalpar. 

Eié  Quiú-cubabáta-yza Quando  tu  houveres  de  apalpar. 

Una  Quiá-cubabáta-yza.  . .  .  Quando  elle  houver  de  apalpar. 

N.  P.   EttuQuíttu-cubabáta-yza...  Quando  nós  houvermos  de   apal- 
par. 

Enu  Quinu-cubabáta-yza  .. .  Quando  vós  houverdes  de  apalpar. 

Ana  Quiá-cubabáta-yza ....  Quando  elles  houverem  de  apalpar. 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quínghi-babáta Apalpando. 


DA  língua  bunda.  1.8'? 

PARTICIPIO  DECLINAVEL. 

Bundo.  Portuguez. 

Cubahat-éssa O  que  apalpa. 

DO  VERBO  BUNDO  CUBÁCA,  METTER. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.   Emmi  Ngu-báca Eu  metlo. 

Eié  Gu-háca Tu  mettes. 

Una  U-báca Elie  mette. 

N,  P.    Eltu  Tu-háca Nós  niettemos. 

Enu  Nu-báca Vos  metteis. 

Ana  A-báca Elles  mettera. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N  S    Emmi  Glii-a-baquéle Eu  metti  ou  tenho  mcttido. 

Eié  Gu-a-baquéle Tu  metleste  ou  lens  mettido. 

Una  U-a-baquéle Elle  metteu  ou  lem  mettido. 

N    P     Ettu  Tu-a-baquéle Nós  raettemos  ou  temos  mettido. 

Enu  Nu-a-baqiiéle Vós  mettestes  ou  tendes  mettido. 

Ana  A-baquéle Elles  met.teram  ou  têem  mettido. 

FUTURO. 

N  S.   Emmi  Ngu-báca-yza Eu  metterei  ou  hei  de  melter. 

Eié  Gu-báca-yza Tu  metterás  ou  has  de  metíer. 

Una  U-báca-yza Elle  metterá  ou  ha  de  metter. 

N.  P    Ettu  Tu-báca-yza Nós  metteremos  ou  havemos  de  met- 
ter. 

Enu  m-báca-yza Vós  mettereis  ou  haveis  de  metter. 

Ana  A-báca-yza Elles  metlerão  ou  hão  de  metter. 

IMPERATIVO. 

N.  S.    Não  tem Não  tem. 

Báca  Eié Mette  tu. 

U-báque  Una Metta  elle. 

N.P.    Tu-baqu-cttu Metíamos  nos. 

Baqu-énu Mettei  vos. 

A-báque  Ana Mettam  elles. 

PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  C0NJUN6TIV0. 

Ts.  S.    Se  Emmi  Ngu-báca Se  eu  mettesse  ou  que  metta. 


88  GRAMMATICA 

PKETEBITO  PERFEITO. 

Bundo.  Portuguez. 

N.  S.   Se  Emmi  Glii-a-baquéle.  ...    Se  eu  mettèra  ou  tivesse  mettido. 

FUTCBO  PRIMEIRO. 

N.  S.   Se  Emmi  Ngu-báca-yza .  ...     Se  eu  metter  ou  tiver  mettido. 

FCTCRO  SEGUNDO. 

N.  S.    Emmi  Quinrjhi-báca-yza. . . .  Quando  eu  meller. 

Eié  Quiú-báca-yza Quando  tu  rnetteres. 

Una  Quiá-báca-yza Quando  elle  metter. 

N.  P.    EttuQuiítu-báca-yza Quando  nós  luelternios. 

Enu  Qiiínu-báca-yza Quando  vós  metterdes. 

Ana  Quiá-báca-yza Quando  elles  metterem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cnháca Metter. 

INFiNlTO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.   Nghi-cubáca  Emmi Metter  eu. 

I.\FI>ITO  PRETÉRITO. 

Amu-baca Ter  mettido. 

INFINITO  FUTURO. 

N.  S.    Emmi  Quinghi-cubáca-yza.  .  Quando  eu  houver  de  metter. 

Eié  Quiú-cubáca-yza Quando  tu  houveres  de  metter. 

Una  Quiá-cubáca-yza Quando  elle  houver  de  metter. 

N.  P.    Etlii  QuMu-cubáca-yza Quando  nós  houvermos  de  metter. 

Enu  Quinu-cubáca-yza Quando  vós  houverdes  de  metter. 

Ana  Quiá-cubáca-yza Quando  elles  houverem  de  metter. 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quínghi-báca Mettendo. 

PARTICIPIO  DECLINATEL. 

Cubaqu-éssa O  que  mette. 


DA  LINGUA  BUNDA.  89 

DO  VERBO  BUNDO  CUTAGULVLA,   ARROTAR. 

PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

Bundo.  Porluguez. 

N.  S.   Emmi  Ngii-tagulúla Eu  arroto. 

Eié  Gu-tagulúla Tu  arrotas. 

Una  U-tagulúla Elle  arrota. 

N.  P.    Etlu-taguHda Nós  arretámos. 

Enu  Nu-tagulúla Vós  arrotaes. 

Ana  A-tagulúla Elles  arrotam. 

PBETEKITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-tagulúle Eu  arrotei  ou  tenho  arrotado. 

Eié  Gu-a-tagulúle Tu  arrotaste  ou  tens  arrotado. 

Una  U-a-tagulúle Elle  arrotou  ou  tem  arrotado. 

N.  P.    Ettu  Tu-a-tagulúle Nós  arrotámos  ou  temos  arrotado. 

Enii  Nu-a-tagulúle Vós  arrotastes  ou  tendes  arrotado. 

Ana  A-tagulúle Elles  arrotaram  ou  têem  arrotado. 

FOTDEO. 

N.  S.   Emmi  Ngii-tagulúla-yza. ...    Eu  arrotarei  ou  hei  de  arrotar. 

Eié  Gu-tagulúla-yza Tu  arrotarás  ou  has  de  arrotar. 

Una  U-tagidúIa-yza Elle  arrotará  ou  ha  de  arrotar. 

N.  P.    Ettu  Tu-tagulúla-yza Nós  arrotaremos  ou  havemos  de  ar- 
rotar. 

Enu  Nu-tagulúla-yza Vós  arrotareis  ou  haveis  de  arro- 
tar. 
Ana  A-tagulúla-yza Elles  arrotarão  ou  hão  de  arrotar. 

IMPERATIVO. 

N.  S.   Não  tem Não  tem. 

Tagulúla  Eié Arrota  tu. 

U-tagulúle  Una Arrole  elle. 

N.  P.    Tu-tagulul-éttu Arrotemos  nós.  jj 

Taguhd-énu Arrotae  vós.  II 

A-tagulúle  Ana Arrotem  elles. 

JPRESENTE   DO   MODO  OPTATIVO  E  CONJDNCTIVO. 

N.  S.   Se  Emmi  Ngu-tagidúla Se  eu  arrotasse  ou  que  arrote. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.   Se  Emmi  Ghi-a-tagulúle  ...    Se  eu  arrotara  ou  tivesse  arrotado. 

14 


90  GHAMMÀTICA 

FDTUBO  PRIMEIRO. 

Biiudo.  Portuguex. 

N.  S.   Se  Emmi  Ngu-tagulúla-yza  .    Se  eu  arrotar  ou  liver  arrolado. 

FUTURO  SEGUNDO. 


N.  S.    Emmi  Quínghi-tagulúla-yza 

Eié  Quiú-tngulúla-yza  .... 

Una  Quiá-tagulúla-yza. .  . . 
N.  S.    Ettu  Quíttu-tagidúla-yza  . . 

Enit  Quínu-iagalúla-yza. . . 

Ana  Quiá-tagulúla-yza. . . . 


Quando  eu  arrotar. 
Quando  tu  arrotares. 
Quando  elle  arrotar. 
Quando  nós  arrotarmos. 
Quando  vós  arrotardes. 
Quando  elles  arrotarem. 


INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cutagulúla Arrotar. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.   Ngu-cutagulúla  Emmi Arrotar  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-cutagulúla-yza Ter  arrotado. 

INFINITO  FUTURO. 

N.  S.    Emmi     Quinghi-cutagulúla-  Quando  eu  houver  de  arrotar. 
yza. 

Eié  Quiii-cutagulúla-yza  . .  .  Quando  tu  houveres  de  arrotar. 

Una  Quiá-cuíogulúla-yza. . .  Quando  elle  houver  de  arrotar. 

N.  P.  Ettu  Quittu-cutagulúla-yza.  .  Quando  nós  houvermos  de  arrotar. 

Enu  Quinu-cutagulúla-yza.  .  Quando  vós  houverdes  de  arrotar. 

Ana  Qnia-cutagulúla-yza. .  .  Quando  elles  houverem  de  arrotar. 

PARTICIPIO  INDF-CLINAVEi. 

Quinghí-tagulúla Arrotando. 

PARTICIPIO  DECLINAVEL. 

Cntagulul-éssa O  que  arrota. 

DO  VERBO  BUNDO  CUSSÚMU^  ADIVINHAR. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO, 

N.  S.   Emmi  Ngu-ssúmu Eu  adivinho. 


DA  língua  BUNDA.  91 

Bundo.  Portuguez. 

N.  S.   Eié  Gu-ssúmu Tu  adivinhas. 

Una  U-ssúmu Elle  adivinha. 

N.  P.   Ettu  Tu-ssúmu Nós  adivinhámos. 

Enu  Nu-ssúmu Vós  adivinhaes. 

Ana  A-ssúmu Elles  adivinham. 

PRETEBITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-ssúme Eu  adivinhei  ou  tenho  adivinhado. 

Eié  Gu-a-ssúme Tu  adivinhaste  ou  tens  adivinhado. 

Vna  U-a-ssúme Elle  adivinhou  ou  tem  adivinhado. 

N.  P.  Ettu  Tu-a-ssúme Nós  adivinhámos  ou  temos  adivi- 
nhado. 
Enu  Nu-a-ssúme Vós  adivinhastes  ou  tendes  adivi- 
nhado. 
Ana  A-ssúme Elles  adivinharam  ou  têera  adivi- 
nhado. 

FUTURO. 

N.  S.    Emmi  Ngu-ssúmu-yza Eu  adivinharei   ou  hei   de  adivi- 
nhar. 

Eié  Gvr-ssúmu-yza Tu  adivinharás  ou  has  de  adivinhar. 

Una  U-ssúmu-yza Elle   adivinhará   ou  ha  de  adivi- 
nhar. 

N.  P.   Ettu  Tu-ssúmu-yza Nós  adivinharemos  ou  havemos  de 

adivinhar. 

Enu  Nu-ssúmu-yza Vós  adivinhareis  ou  haveis  de  adi- 
vinhar. 

Ana  A-ssúmu-yza Elles  adivinharão  ou  hão  de  adivi- 
nhar. 

IMPERATIVO. 

N.  S.   Não  tem Não  tem. 

Súmu  Eié Adivinha  tu. 

U-ssúme  Una Adivinhe  elle. 

N.  P.    Tu-ssum-éttu Adivinhemos  nós. 

Snm-énu Adivinhac  vós. 

A-ssúme  Ana Adivinhem  elles. 

PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJDNCTIVO. 

N.  S.   Se  Emmi  Ngu-ssúmu Se  eu  adivinhasse  ou  que  adivinhe. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.   5"^  Emmi  Ghi-a-ssúme Se  eu  adivinhara  ou  tivesse  adivi- 
nhado. 

14* 


92  GRAMMATICA 

FOTORO  PRIMEIRO. 

Bundo.  Portuguez. 

N.  S.    Se  Emmi  Ngu-ssúmu-yza. . .    Se  eu  adivinhar  ou  tiver  adivinhado. 

FUTURO  SEGCXDO. 

N.  S.   Emmi  Quínghi-ssúmu-yza . . .  Quando  eu  adivinhar. 

Eié  Quiú-ssúmu-yza Quando  tu  adivinhares. 

Una  Quiá-ssúmu-yza Quando  elle  adivinhar. 

N.  P.   Ettu  Quíttu-ssúmu-yza Quando  nós  adivinharmos. 

Enu  Quinu  ssúmu-yza Quando  vós  adivinhardes. 

Ana  Quiá-ssúmu-yza Quando  elles  adivinharem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Ciissúmu Adivinhar. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.   Ngu-cussúmu  Emmi Adivinhar  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu-cussúmu Ter  adivinhado. 

INFINITO  FUTURO. 

N.  S.   Emmi  Quinghi-cussúmu-yza  Quando  eu  houver  de  adivinhar. 

Eié  Quiú-cussúmu-yza Quando  tu  houveres  de  adivinhar. 

Una  Quiá-cussúmu-yza Quando  elle  houver  de  adivinhar. 

N.  P.   Ettu  Quittu-cussúmu-yza . .  .  Quando  nós  houvermos  de  adivi- 
nhar. 

Enu  Quinu-cussúmu-yza. . . .  Quando  vós  houverdes  de  adivinhar. 

Ana  Quiá-cussúmu-yza Quando  elles  houverem  de  adivinhar. 

PARTICIPIO   INDECLINÁVEL. 

Quínghi-súmu Adivinhando. 

PARTICIPIO    DECLINAVEL. 

Cussum-issa O  que  adivinha. 

DO  VERBO  BUNDO  CUBÉZA,    ADORAR. 
PRESENTE  DO  MODO  INDICATIVO. 

N.  S.   Emmi  Ngn-héza Eu  adoro. 


DA  LÍNGUA  BUNDA.  93 

Bundo.  Portuguer. 

N.  S.    Eie  Gu-béza Tu  adoras. 

Una  U-béza Elle  adora. 

N.  P.   Eltu  Tu-béza Nós  adorámos. 

Enu  Nu-héza Vós  adoracs. 

Ana  A~béza EUes  adoram. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Emmi  Ghi-a-béze Eu  adorei  ou  tenho  adorado. 

Eié  Gii-a-béze Tu  adoraste  ou  tens  adorado. 

Una  U-a-béze Elle  adorou  ou  tera  adorado. 

N.  P.    Ettu  Tu-a-béze Nós  adorámos  ou  temos  adorado. 

Enu  Nu-a-béze Vós  adorastes  ou  tendes  adorado. 

Ana  A-béze Elles  adoraram  ou  têem  adorado. 

FCTCRO. 

N.  S.   Emmi  Ngu-béza-yza Eu  adorarei  ou  hei  de  adorar. 

Eié  Gu-béza-ijza Tu  adorarás  ou  has  de  adorar. 

Una  U-béza-yza Elle  adorará  ou  ha  de  adorar. 

N.  P.   Eítu  Tu-béza-yza Nós  adoraremos  ou  havemos  de  ado- 
rar. 

Enu  Nu-béza-yza Vós  adorareis  ou  haveis  de  adorar. 

Ina  A-béza-yza Elles  adorarão  ou  hão  de  adorar. 

IMPERATIVO. 

N.  S.   Não  tem.  Não  tera. 

Béza  Eié Adora  tu. 

U-béze  Una Adore  elle. 

N.  P.    Tu-bez-éttu Adoremos  nós. 

Bez-énu Adorae  vós. 

A-béze  Ana Adorem  elles. 

PRESENTE  DO  MODO  OPTATIVO  E  CONJUNCTIVO. 

N.  S.    Se  Emmi  Nf/u-beza Se  eu  adorasse  ou  que  adore. 

PRETÉRITO  PERFEITO. 

N.  S.    Se  Emmi  Ghi-a-béze Se  eu  adorara  ou  tivesse  adorado. 

FCTCHO   PRIMEIRO 

N.  S.   Se  Em,mi  Ngu-béza-yza  ....     Se  eu  adorar  ou  tiver  adorado. 

FUTCRO  SEGDNDO. 

N.  S.    Email  Quínghi-btza Quando  eu  adorar.  * 


94  ORAMMATICA 

Bundo.  Portuguez. 

N.  S.    Eié  Qmú-béza Quando  tu  adorares. 

Una  Quiá-béza Quando  elle  adorar. 

N.  P.    Ettu  Quíttu-béza Quando  nós  adorarmos. 

Enu  Quínu-béza Quando  vós  adorardes. 

Ana  Quiá-béza Quando  elles  adorarem. 

INFINITO  PRESENTE  IMPESSOAL. 

Cubéza Adorar. 

INFINITO  PRESENTE  PESSOAL. 

N.  S.   Ngu-cubéza  Emmi Adorar  eu. 

INFINITO  PRETÉRITO. 

Amu^-cubéza Ter  adorado. 

INFINITO   FUTURO. 

N.  S.   Emmi  Quinghi-cubéza-yza.  .  Quando  eu  houver  de  adorar. 

Eié  Quiú-cubéza-yza Quando  tu  houveres  de  adorar. 

Una  Quiá-cubeza-yza Quando  elle  houver  de  adorar. 

N.  P.   Ettií  Quíttu-cubéza-yza Quando  nós  houvermos  de  adorar. 

Enu  Quinu-cubéza-yza Quando  vós  houverdes  de  adorar. 

Ana  Quiá-cubéza-yza Quando  elles  houverem  de  adorar. 

PARTICIPIO  INDECLINÁVEL. 

Quínghi-béza Adorando, 

PARTICIPIO  DECLINAVEL. 

Cubez-éssa O  que  adora  ou  tem  adorado. 


SIPPIEMENTO 


AS 


OBSERVAÇÕES  GRAMxlIATICAES 


DÁ 


iiiM  Bi'iâ  01)  mmm. 


SUPPLEMENTO 


OBSERVAÇÕES  GBAlItlIUTICAES 


língua  bunda 


ADQUIRIDAS  POR  UM  MAIS  EXACTO  ESTUDO  QUE  A'ELLE  TEM  FEITO  SEU  AUCTOR, 

NÃO  SÓ  FELO  USO  DE  LER  OS  DIÁLOGOS  DO  CATHECISMO  ANGOLENSE, 

ONDE   TEM  ACHADO  VÁRIOS    TERMOS  ANTIGOS,  DOS  QUAES  XÃO  SE  TIMIA  MAIS  LEM, 

BRANCA,  COMO  ATÉ  PELA  CUIDADOSA  APPLICAÇÃO  QUE  TEM 

TIDO  EM  CONSULTAR  ALGUNS  DOS  NACIONAES  DE  ANGOLA  MAIS  INSTRUÍDOS 

E    DE   MAÍS   CLAROS   CONUECIMENTOS  N'ESTA   MATÉRIA. 


PRIMEIRA  OBSERVAÇÃO. 

DA  ETYMOLOGIA  DAS  PALAVRAS  ABUNDAS. 

Âsyllaba  ou  partícula  bunda  Bó,  ferida  do  accento  agudo,  e  posta  no  fim 
de  qualquer  palavra,  para  com  ella  ser  juntamente  proferida,  significa  mas; 
V.  g.,  Zámbi-bó,  mas  Deus.  Zámbi-bó  imóchi  íaquiri,  mas  um  só  Deus  ver- 
dadeiro. QidtúcJn-bó,  mas  peccado.  Quitúchi-bó  ocugíba  muénhu,  mas  pec- 
cado  mortal.  O  cúria-bó,  mas  o  manjar.  O  cúria-bó  ciiaquíri,  mas  o  man- 
jar verdadeiro.  Culénca-bó,  mas  fugir.  Culénca-bó  oculéngu-léngu,  mas  fugir 
depressa. 

Igualmente  a  partícula  bunda  Pé,  em  iguaes  círcumstancias,  ferida 
do  accento  agudo,  e  posta  no  fim  da  palavra,  para  com  ella  ser  juntamente 
proferida,  significa  também;  v.  g.,  Zámbi-pé,  também  Deus.  Fulla-pé, 
lambem  Francisco.  O  Quificua-pé,  também  o  exemplo.  O  Quitúchi-pé  ocu- 
gíba muénhu,  também  o  peccado  mortal.  Tuzuéla-pé  ou  Tuíla-pé,  também 
dizemos,  Turiónda-pé  a  Zámbi  Ngánna  guéttu,  também  rogamos  a  Deus 
?íosso  Senhor.  Quióquio-pé  ou  Quió-pé,  assim  também.  Súca-pé,  mas  tam- 
bém. Hánda-pé  quiá  cuzuéla,  também  antes  de  fallar.  Ghiazúba-pé  maca 
máu,  lambem  acabei  esta  falia,  ete. 

15 


98  SDPPLEMENTO  ÁS  OBSERVAÇÕES  GRAMMATICAES 

Emquauto  á  segunda  observação,  que  trata  de  nomes  que  não  são  epi- 
cenos,  devem-se  acrescentar  os  seguintes  para  maior  intelligencia: 

Muckino,  o  Rei Quiah'ela,  a  Rainha. 

iAJ      Tatammujji,  o  Padrinho Mamamúngua,  a  Madrinha. 

Quiiála,  o  Rapaz Car/étlu,  a  Mulherzinha. 

Caiála,  o  Rapazinho Caiiimba,  a  Rapariguinha. 

^gúnsa,  o  Soldado Eonomi,  o  Genro. 

\^j  Tatamléngfij,  o  Padrasto Itlanhandénghi,  a  Madrasta. 

Pelo  que  pertence  a  quinta  observação,  quando  trata  de  nomes  perten- 
centes á  primeira  declinação,  devem-se  acrescentar  os  seguintes,  com  cujo 
liso  mais  se  facilita  o  conhecimento  da  lingua  bunda. 

O  Maquina,  o  Raile  .^.^-i^^  A'  (^^  Aquina,  os  Bailes.     ,-   íti^í^tLé^-^ 

O  Macónco,  a  Divida Cq  Acónco,  as  Dividas. 

(>  3íavúnzu,  a  Féz Cd  Avúnzu,  as  Fezes. 

h  Mucáchi,  o  Cidadão Ca  Acáchi,  os  Cidadãos. 

&  Malaúla,  o  Neto Cd  Alaúla,  òs  Netos. 

ò  Massúnsu,  o  Resto C(|  Assúnsu,  os  Restos. 

ò  Massuhúca,  o  Sobejo Cà^  Assnhúca,  os  Sobejos. 

ô.  Marihúado,  o  Formigão Ca  Aribúndo,  os  Formigões. 

6  Mabémbu,  o  Tacto Cá  Abémbu,  os  Tacto?. 

í  Mabába,  a  Aza C^  Abába,  as  Azas. 

O  Mabataména,  a  Cilada Ce  Abatamcna,  as  Ciladas. 

O  Mávii,  o  Barro Não  tem. 

Mais  nomes  ainda  pertencentes  á  primeira  declinação,  e  que  se  devem 
unir  aos  que  a  granunatica  aponta,  que  no  número  plural  conservam  a  ini- 
cial do  singular,  uiiiuaado  unicamente  a  segunda  letra. 

0  Mutóa,  o  Atoleiro Co  Mttóa,  os  Atoleiros. 

0  Múvu,  ou  3]ufu,  o  Anno Cp  Mívu,  ou.  Mif.u.,  os  An  nos. 

b  Miibinho,  o  Manuhrio (%  líJiblnhu,  os  Manubrics. 

f)  Mueneqiiéno,  a  Saudação  ...        .  (jo  Mienequéno,  as  Saudações. 

p  Muhindúri,  o  Successor Cp  Miliindvri,  os  Successores. 

'o  Mulóa,  o  Lodo Op  Jlilóa,  os  Lodos. 

O  Mutátii,  o  Barro  amassado Co  Mitólu,  os  Barros  amasiados. 

O  Miiénhi,  o  Hospede Ch  Miéniti,  os  Hospedes. 

O  Muquiuculncu,  o  Abysmo C^  Miquhiculúcu,  os  Âbysmos. 

O  Muénqui,  a  Cana  de  assucar.  ...  Cá  Miéaqui,  as  Canas  de  assucar. 

f)  Múnha,  o  Espinho Cà  Minha,  os  Espinhos. 

d)  Muzuéri,  o  Fallador Cq  Mizuéri,  os  Falladores. 

f>  Múmbu,  a  Musica Cò  Mimbu,  as  Musicas.  .    » 

Muchínda,  o  Numero Cò  Michinda,  os  Números,  yf  '«^'C^a 

Mussúla,  a  Racha Cú  Missúla,  as  Rachas. 

Mucbo,  o  Sobrinho Co  Miébu,  os  Sobrinhos. 

MúWa,  o  Sopro Cp  Milia,  os  Sopros. 

3Iúg'a,  o  Fedor (À  Mih'a,  os  Fedores. 

Ó\Mussámbo,  a  Oração Ca  Missámbo,  as  Orações. 


DA  LINGDA  BONDA,  99 

O  Mutála,  a  Estatura Co  Mitála,  as  Estaturas. 

O  Murialélo,  a  Esperança Co  Mirialélo,  as  Esperanças. 

O  Miíssóncu,  a  Frecha  .". Co  Missóncu,  as  Frechas. 

O  Muínu,  a  Garganta Co  Miinu,  as  Gargantas. 

O  Mussóma,  a  Grelha Co  Missóma,  as  Grelhas. 

O  Mulúnda,  a  Ilha.  Co  MUúnda,  as  Ilhas. 

O  Muánca,  a  Lavareda Co  Miánca,  as  Lavaredas. 

O  3ÍUVÓ,  a  Felicidade Co  Mim,  as  Felicidades. 

O  Muánhu,  o  Cuidado Co  Miánhu,  os  Cuidados. 

O  Muriongéri,  o  Advogado Co  3Iiriongén,  os  Advogados. 

O  Muchino,  o  Rei Co  31ichino,  os  Reis. 

O  Midómbe,  a  Maldição Co  3Iilórnbe,  as  Maldições. 

O  Munvále,  a  Excellência Co  Minvále,  as  Excel lencias. 

Aos  nomes  da  segunda  declinação  deveiii-se  acrescentar  os  seguintes: 

O  Ngoléa,  a  Primicia Co  Jingoléa,  as  Primícias. 

O  Nbámbi,  o  Frio {■■  Não  tem. 

O  Nbánça,  a  Cidade.  •,  >  ^  »/•  •' .>^.i .-;  Co  Jinbánça,  as  Cidades. 

O  Naco,  a  Carga. . .  . ; Co  Jináco,  as  Cargas. 

O  Nbámba,  a  Carga '. .  Co  Jibámba,  as  Cargas. 

O  Ngúnza,  o  Soldado , . .  Co  Jingúnza,  os  Soldados. 

O  Nvúla,  a  Chuva Co  Jinvúla,  as  Chuvas. 

O  Ngúbu,  o  Escudo .^  Co  Jingúbu,  os  Escudos. 

O Ngámba,  o  Portador.  <<?./<.  v^..;}  '^Cb  Jingámba,  os  Portadores. 

O  Ndómbondómbo,  o  Ramo  . .  .V; . .  Co  Jindómbondómbo,  os  Ramos. 

O  Nsóngi,  o  Sonho Co  Jinsóngi,  os  Sonhos. 

O  Ndúnda,  a  Tarrafa Co  Jindúnda,  as  Tarrafas. 

O  Nzác'i,  o  Trovão Co  Jinzác'i,  os  Trovões. 

O  Mgubatéte,  a  Vespa.  .. rf.  . . .  Co  Jingubatéte,  as  Vespas. 

O  Nauánga,  o  Veneno  .ife.vVU^-fc^-  ^<^  Jinguánga,  os  Venenos. 

O  Nbánc'i,  a  Ilharga. . . '. v . .  Co  JinbáncH,  as  Ilhargas. 

O  Ndénghi,  o  Pequeno Co  Jindénghi,  os  Pequenos. 

O  Ngónghi,  a  Juntura Co  Jingónghi,  as  Junluras. 

O  Ngándu,  o  Lagarto Co  Jingándu,  os  Lagartos. 

O  JSgánna  Ojíchi,  o  Monarcha Co  Jingánna  Ojíchi,  os  Monarchas. 

O  Nsóngo,  a  Ânsia Co  Jinsóngo,  as  Ânsias, 

O  Nséngi,  o  Risco,  ou  Perigo Co  Jinséngi,  os  Riscos  ou  Perigos. 

O  Nbuánga,  o  Engano Co  Jmbuánga,  os  Enganos. 

Nomes  que  pertencem  a  esta  mesma  segunda  declinação. 

O  Nonóxi,  a  Estrella Co  Jinonóxi,  as  Estrellas. 

O  Lolóndo,  o  Arco Co  Jilolóndo,  os  Arcos. 

O  H'óngolo,  o  Arco  da  velha Co  Jih'óngolo,  os  Arcos  da  velha. 

O  H'óta,  o  Angulo Co  Jih'óta,  os  Ângulos. 

O  Cúcu,  o  Avô  .  .•Ti  A)^i,-^ Co  Jicúcu,  os  Avós. 

O  Táta,  o  Pae , . .  f Co  Jitáta,  os  Paes. 

O  Mama,  a  Mãe Co  Jimáma,  as  Mães. 

O  Páncli'i,  o  Irmão Co  JipánchH,  os  Irmãos. 

15  • 


100  SUPPLEMENTO  AS  OBSERVAÇÕES  GRAMMATICAES 

O  Gúiugúia,  o  Cugumello Co  Jigúiugúia,  os  Cuguraellos. 

O  Imbua,  o  Cão Co  Jímbiia,  os  Cães. 

O  Bínsa,  a  Camisa Co  Jibinsa,  as  Camisas. 

O  H'uéri,  o  Cunhado Co  JiJiuéri,  os  Cunhados. 

O  R'cte,  a  Curiosidade Co  Jiliiiéte,  as  Curiosidades. 

O  H'ála,  o  Caranguejo Co  Jiliála,  os  Caranguejos. 

O  Sábu,  o  Ditado Co  Jisábu,  os  Ditados. 

O  Pámbu,  a  Derrota  ou  Caminho.  .  Co  Jimpámbu,  as  Derrotas  ou  Cami- 
nhos. 

O  Pámbú,  o  Passeio Co  Jimpámbu,  os  Passeios. 

O  Anci,  o  Desejo Co  Jiánc'i,  os  Desejos. 

O  Guénhi,  a  Dignidade Co  Jirjuénlii,  as  Dignidades. 

O  Gachácha,  o  Espirro Co  Jigachácha,  os  Espirros. 

O  Lóndo,  o  Metal Co  Jilóndo,  os  Metaes. 

O  Vóngo,  o  Miolo Co  Jivóngo,  os  Miolos. 

O  ílámua,  o  Mosquito Co  Jiliámua,  os  Mosquitos. 

O  Gína,  o  Piolho Co  Jigína,  os  Piolhos. 

O  H'uh'únhu,  o  Orphão Co  Jiguliíuúu,  os  Orphãos. 

O  Báma,  a  Paragem Co  Jibáma,  as  Paragens. 

O  IPába,  a  Patranha Co  Jiliába,  as  Patranhas. 

,\ ,  O  Béttu,  o  Travesseiro Co  Jibéltu,  os  Travesseiros. 

^*"'*         O  Wáta,  a  Rodilha Co  JiKúta,  as  Rodilhas. 

O  UKáta,  o  Sovaco Co  JiuWáta,  os  Sovacos. 

O  Cliinhu,  o  Poro  do  corpo Co  Jicliínhu,  os  Poros  do  corpo. 

O  Pómbe,  o  Internuncio Co  Jipómbe,  os  Internuucios. 

O  Chímba,  a  Raposa Co  Jichimba,  as  Raposas. 

O  Zúma,  o  Ronco Co  Jizúma,  os  Roncos. 

O  Tiúuhusávn,  o  Rumor Co  Jituhtbusávu,  os  Rumores. 

O  JI'áqiii,  o  Çumo Co  Jiliúqui,  os  Çumos. 

O  UcoKaquime,  o  Sogro Co  Jicoluiquíme,  os  Sogros. 

O  Pó,  a  Coroa Co  Jipó,  as  Coroas. 

O  Ingi,  a  Mosca Co  Jiingi,  as  Moscas. 

Ò  Bánqui,  a  Testemunha Co  Jibánqni,  as  Testemuiihas. 

O  Pángo,  a  Virtude Co  Jipángu,  as  Virtudes. 

O  Ngáncí,  a  Soberha Não  tem. 

Õ  Bámbi,  o  Marco  ou  Confim Co  Jibámbi,  os  Marcos  ou  Conlins. 

,..  O  i.^o.s.síf,  a  Faisca Co  Jisóssu,  as  Faiscas. 

V  .*        O  Cliíngu,  o  Pescoço. ...    Co  Jichingu,  os  Pescoços. 

O  Búmbi,  a  Esphera. ;..'.. Co  Jibúmbi,  as  Espheras. 

O  Guina,  a  Gruta Co  Jiguina,  as  Grutas. 

6'  Ngingi,  a  Gula     Cd  Jingingi,  Não  tem. 

O  íTolómi,  o  Genro (7o  Jiíiolómi,  os  Genros. 

O  Huéli,  a  Inspiração Co  Jih'uéli,  as  Inspirações. 

O  Támbi,  o  Luto Co  Citámbi,  os  Lutos. 

O  Xacóco,  o  Linguareiro Co  Jixacóco,  os  Linguareiros. 

O  Taiuí,  o  Porlo Co  Jitavú,  os  Portos. 

O  Uttóca,  a  Cinza Co  Jittóca,  as  Cinzas. 

O  Butuilo,  o  Sacrificio Co  Jibatuilo,  os  Sacrifícios. 

O  PdcAí,  a  Necessidade r  Co  Jipáchi,  as  Necessidades. 

O  Banca,  a  Cidade.  .  v\ii^?1^.  U-íMtÔí^  ^^  Jibanra,  as  Ciuades. 


DA  L5NGUA  BUNDA.  101 

,.      O  Jnsu,  a  Casa  .  -^^^V^^i.'  •  •  •  Co  Jinso,  as  Casas. 

Igualmente  se  devem  acrescentar  os  seguintes  nomes  cos  da  terceira 
declinação. 

O  Quiáclti,  a  Cidade Co  Jáchi,  as  Cidades. 

O  Qaibi,  o  Mal  ou  a  Desgraça Co  Ibi,  os  Males  ou  as  Desgraças. 

O  Quissélu,  o  Aborto Co  Isséh,  os  Abortos. 

O  Quiffii,  o  Aborto Co  Iffu,  os  Abortos. 

O  Quilembcquéte,  a  Sombra Co  Jlcmbequéte,  as  Sombras. 

O  Quichima,  o  Poço Co  Icldma,  os  Poços. 

O  Quinghinína,  a  Consequência  ...  Co  Inghinína,  as  Consequências. 

O  Quiarifangána,  a  Similhança  ...  Co  larifangána,  as  Simiihanças. 

O  Quitúmba,  a  Morte Co  Itúmba,  as  Mortes. 

O  Quigiríla,  a  Inclinação Co  Igiríla,  as  iDclinações. 

O  Quimóquio,  a  Diligencia Co  Imóquio,  as  Diligencias. 

O  Quicúnda,  o  Traidor Co  Icúnda,  os  Traidores. 

O  Quittangána,  o  Intervallo Co  Ittangána,  os  Intervallos. 

O  Quichinda,  o  Escarro Co  Jchinda,  os  Escarros. 

O  Quilfúlu,  a  Escuma Co  Iffúllu,  as  Escumas. 

O  Quiffiimbe,  o  Ladrão  assassino.  Co  í/fúmbe,  os  Ladrões  assassinos. 

O  Quita  riá  h'únJii,  o  Feixe  de  lenha.  Co  IlajájUiúnln,  os  Feixes  de  lenha. 

O  Quiluláma,  a  Planície Co  Iluláma,  as  Planícies. 

O  Qiiiúnsu,  o  Mnho Co  lánsu,  os  Ninhos. 

O  Quibíri,  a  Indigência Co  íbiri,  as  Indigencias. 

O  Quichingi,  a  Ponte .  Co  Ichingi,  as  Pontes. 

O  Quitóte,  o  Ponto Co  Ilóte,  os  Pontos. 

O  Quibubílv.,  a  Praga Co  fbubilu,  as  Pragas. 

O  Quinséndu,  o  Precipício Co  ínscndu,  os  Precipícios. 

O  Quiquéla,  o  Procurador Co  Iqiiéla,  os  Procuradores. 

O  Quiáncu,  a  Pallia Co  láncu,  as  Palhas. 

O  Quibálu,  a  Queda  ou  Tombo. ...  Co  Ibálu,  as  Quedas  ou  Tombos. 

O  Qúísómba,  a  Rapaziada Co  Isómbo,  as  Rapaziadas. 

O  Quíbánci,  o  Remendo Co  Ibánci,  os  Rcrneudos. 

O  Quitetéle,  o  Retalho Co  ítetéle,  os  Retalhos. 

O  Quiah'éla,  a  Rainha  . .  - Co  laliéla,  as  Rainhas. 

O  Quilu,  o  Sorano jSão  tem. 

O  Quilúlu,  a  Tempestade Co  Ilúlu,  as  Tempestades. 

O  Quibucumúna,  a  Tentação Co  Ibucumúna,  as  Tentações. 

O  Quibucánu,  a  Topada Co  IbucánUy  as  Topadas. 

O  Quibúbe,  o  Tormento Co  Ibúbe,  os  Tormentos. 

O  Quichómba,  a  Trama  ou  Machi-  Co  Ichómba,  as  Tramas  ou  Machí- 
nação.  nações. 

O  Quicc^inci,  o  Tronco Co  Icc'inc'i^  os  Troncos. 

O  Quixixi,  o  Mundo Não  tem. 

O  Quiffa,  a  Espécie Co  í/fa,  as  Espécies. 

O  Quilábu,  o  Vaso Co  Itábu,  os  Vasos. 

O  Quiculági,  o  Velho Co  Iculági,  os  Velhos. 

O  (luitcmbo,  o  Vento Co  Itémbo,  os  Ventos. 

O  Quissiicliino,  a  Bexiga  do  ventre.  Co  Issuchino,  as  Bexigas  do  ventre. 


102  '  SUPPLEME>'TO  Ás  OBSERVAÇÕES  GKAMMATICAES 

O  Quissámbo,  o  Perdão Não  tem. 

O  Qiiingóngo,  a  Doença  de  Bexigas.  Co  Inf/óngo,  as  Bexigas. 

O  Quiríguánu,  a  Visão Co  Inujaánu,  as  Visões. 

O  Quicalacaló,  a  Obra Co  Icaiacaló,  as  Obras. 

O  Quilóa,  a  Voragem Co  Ilóa,  as  Voragens. 

Ó  Quidári,  a  Fecundidade Co  Ivàri,  as  Fecundidades. 

O  Quiménga,  a  Frigideira. Co  fménga,  as  Frigideiras. 

O  Quichíma,  o  Poro Co  íchima,  os  Poços. 

O  Quiquiléngu,  a  Guela Co  Jquiténgii,  as  Giielas. 

O  Quibúndv,  o  Golpe Ce  Ibnndu,  os  Golpes. 

O  Quilaiigrílu,  o  Guarda Co  Ilangrílu,  os  Guardas. 

O  Quiffufúnha,  a  Gengiva .  Co  Ijfufúnha,  as  Gengivas. 

O  Quichinganccó,  o  Pensamento  ...  Co  Ichinganecó,  os  Pensamentos. 

O  Quiffúa,  o  Habito  ou  Costume. . .  Co  Iffúa,  os  Hábitos  ou  Costumes. 

O  Qiiitocaniéna,  o  Lamaçal Co  Jtocaména,  os  Laraaçaes. 

O  Quiriri,  o  Logar Co  Iriri,  os  Logares. 

O  Quitóto,  a  Mancha. Co  Itófo,  as  Manchas. 

^-,^„j^_„,^^ ^-  O  Qiiingúndu,  o  Mariola Co  íngúndu,  os  Mariolas. 

A-/ .■  ^  Quifflçiuila,  o  Conselho  bom Co  JffíquUa,  os  Conselhos  bons. 

í^>vv4,^  r*  '  Q  Q^icúlii,  o  Conselho  mau Co  Icútu,  os  Conseliios  maus. 

'VWít/V^^Ao*^'^  Q^i^iximbuéte,  o  Signal Co  Iximbuéie,  os  Signaes. 

fí    O  ^íímííáVí,  o  Vassaiio Co /^^wc/fí,  os  Vassaííos. 

^  \  ^   O  Quigi.  o  Penhor Co  ígi,  os  Penhores. 

^    /                6*  Quítolólo,  o  Propósito  ou  Delibe-  Co  ítolólo,  os  Propósitos  ou  Delibe- 
ração         rações. 

O  Quirima,  o  Fructo ,  Co  Irimn,  os  Fructos. 

O  Quiltda,  a  injuria Co  Ilúla,  as  Injurias. 

Õ  Quifúchi,  o  "eino Co  Ifúchi,  os  Reinos. 

O  Quizónga,  a  Congregação Co  Izonga,  as  Congregações. 

O  Quimbamba,  o  Insecto Co  Imbámba,  os  Insectos. 

O  Quifficua,  a  Comparação Co  Ifficua,  as  Comparações. 

O  Quíaluválu,  o  Original Co  laluváiu,  os  Originaes. 

Da  mesma  maneira  .-:e  devem  acrescentar  aos  nomes  da  quarta  decli- 
nação os  seguintes: 

O  Ribáta,  a  Vilia  ou  ílabitação ....  Co  Mabála,  as  Villas  ou  Habitações. 

O  Ricúndu,  o  Circulo Co  Macúndu,  os  Circules. 

O  Ricimba,  o  Cadeiado Co  Macumba,  os  Cadeiados. 

O  ítisúmba,  o  Cheiro Co  Masúniba,  os  Cheiros. 

O  Rissóla,  o  Escolhido Co  Massóla,  os  Escolhidos. 

O  Richíta,  a  Fogueira Co  Machita,  as  Fogueiras. 

O  Ríchi,  o  Fumo Co  Marícln,  os  Fumos. 

O  Ri/fula,  o  Gosto Co  Maffúla,  os  Gostos. 

O  Ritataména,  a  Lagarta Co  Matataména,  as  Lagartas. 

O  Rimúne,  o  Orvalho Co  Mamúne,  os  Orvalhos. 

O  Ribítu,  a  Porta Co  Mahitu,  as  Portas. 

O  Riémbu,  o  Povo Co  Mémbu,  os  Povos. 

O  Rinhánhu,  o  Rasto Co  Manhánhu,  os  Rastos. 

O  Rinháncu,  a  Abóbora Co  Manháncu,  as  Abóboras. 


DA  língua  bonda.  103 

o  liinhúncu,  a  Aboborasinha Co  Manhúncu,  as  Aboborasinhas. 

O  Miquénhi,  o  Rocbedo Co  Maquénhí,  os  Rochedos. 

O  Riquénsa,  a  Traça Co  3Jaquénsa,  as  Traças. 

O  Rioúnda,  a  Trouxa Co  Mabúnãa,  as  Trouxas. 

O  Ricussúca,  a  Côr  vermelha Co  Macussúca,  as  Gores  vermelhas. 

O  Rigimbuluiló,  a  Declaração Co  Magmbuluiló,  as  Declarações. 

O  Riláo,  a  Riqueza Co  llalúo,  as  Riquezas. 

O  Rinséngi,  o  Perigo Co  iWanséngi,  os  Perigos. 

O  Éigina,  o  Nome Co  Magina,  os  Nomes. 

O  Rianéma,  o  Peso Co  Manéma,  os  Pesos. 

O  Ricáo,  o  Cálix Co  Maricáo,  os  Cálices. 

O  Rivéve,  a  Borbulha Co  Mavcve,  as  Borbulhas. 

O  Ritóco,  o  Moço = .  Co  Matóco,  os  Moços. 

Mais  nomes  que  pertencem  a  esta  mesma  quarta  declinação. 

O  Lubácu,  o  Tribute Co  Mabácu,  os  Tributos. 

O  Luteíéle,  a  Canna  brava Co  Maietéle,  as  Cannas  bravas. 

O  Lulúlu,  a  Amargura Co  3IahUu,  as  Amarguras. 

Tratámos  na  sexta  observação  de  uns  certos  adjectives  a  que  chamá- 
mos de  qualidade,  como  pois  produzimos  poucos  exemplos,  apontamos  aqui 
os  seguintes,  por  conhecermos  quanto  é  proveitoso  o  conhecimento  d'ellcs 
para  a  boa  intelligencia  da  lingua  bunda. 

Jíolómbe,  o  Negro Âlómbe,  os  Negros. 

Muguáchi,  o  Natural  da  terra Aguáchi,  os  Naturaes  da  terra. 

Mabéle,  o  Magro Abéle,  os  Magros. 

Mabelequéte,  o  Molle  ou  Brando..  .  Abelequéte,  os  Molles  ou  Brandos. 

Muchihi,  o  Mouco Michilu,  os  Mov.cos. 

FeUisúcu,  o  Verde Jifellisúcu,  os  Verdes. 

Chiqiiiléla,  o  Preto Jiclnquiíéla,  os  Pretos. 

Wóchi,  o  Tyranno  ou  Feroz Jilióchí,  os  Tyrannos  ou  Ferozes. 

Lalúvi,  o  Goloso Jiíaiúoi,  os  Golosos. 

Ciictima,  o  Tardio  no  fallar Jicucúma,  os  Tardios  no  faliar. 

Ndénglii,  o  Peíjueiio Jindénglii,  os  Pequenos. 

N(jánc'i,  o  Soberbo Jingchici,  os  Soberbos. 

Tágua,  o  Mudo  e  Surdo Jilágua,  os  Mudos  e  Surdos. 

Zangalála,  o  Rebelde Jizangalála,  os  Reiíoldcs. 

Quitudma,  o  Principal Ituáma,  os  Principaes. 

Quicúsa,  o  Gago Jcúsa,  os  Gagos. 

Qnibánda,  o  impotente.  ^ íbãnda,  os  ímpoícntes. 

Quimnéma,  o  Risonho Imuéma,  os  Risonhos. 

Quindandalacála ,  o  Robusto liidundalacáta,  os  Robustos. 

Quialidbu,  o  Vagabundo . .  íafiábu,  os  Vagabundos. 

Quissémbi,  ne  Ngdnc'i,  o  Vão  e  So-  Issémbi,  ne  Jingánc'i,  os  Vãos  c  So- 
berbo, berbos. 

Quíchamanenu,  o  Inconstante  .....  Tchamanémi,  os  Inconstantes. 

Oiiianéte,  o  Gordo lanéte,  os  Gordos. 

Qmo.gimbe,  o-  Grosso hgimbe,  os  Grossos. 


aM<. 


104  SUPPLEMENTO  AS  OBSERVAÇÕES  GRAMMATICAES 

Quiacucúta,  o  Secco lacucúfa,  os  Seccos. 

Quitúa,  o  Innocents Ma,  os  Innoceiit.es. 

Quiaquimiiánhu,  o  Vagaroso Jaquirmiánhu,  os  Vagarosos. 

Quicfúmha,  o  Cândido Ichimha,  os  Cândidos. 

Quinemésn,  o  Negligente Inemésa,  os  Negligentes. 

QuicKjia,  o  Sábio lagia,  os  Sahios. 

Quialóva,  o  Ignoranle lalóva,  os  Ignorantes. 

Quibúngi,  o  Privado Ibúngi,  os  Privados. 

Ijuialuttálu,  o  Original lalumlu,  os  Origioacs. 

Jfituabéla,  o  Proveitoso. Matuabéla,  os  Proveitosos. 

Iliciissúca,  o  Vermelho Macussúca,  os  Vermelhos. 

àibúmbu,  o  Mudo 3Iabúmbu,  os  Mudos. 

Também  não  é  de  menos  interesse  o  conhecimento  dos  seguintes  ad- 
jectivos, que  correspondem  aos  de  numero  ordinal. 

Quiariángue,  o  Primeiro lariángne,  os  Primeiros. 

Quingiiinína ,  o  l'llinio .  Inguinína,  os  Últimos. 

■Quiasscri,  c  Outro íásseri,  os  Outros. 

Uomucuá,  o  Outro Aciiá,  os  Outros. 

Ouinha,  lima  certa Inha,  Umas  certas. 

Qinóssu,  Todo lóssu,  Todos. 

Quiliiáma,  o  Princi{jal ftitáma,  os  Princiçaes. 

Quiss^iquirilu,  o  Intimo .  Issitquirílu,  os  Inlimos. 

Ricota,  o  .Maior 3Iacóla,  os  Maiores. 

ydénglii,  o  Menor Jindénghi,  os  Menores. 

Cazúli,  o  Ultimo  da  Família Acarii/í',  os  Últimos  da  Familig. 

Tratámos  oulrosim,  na  sexta  observação,  dos  advérbios;  como  pois  o 
uso  d'clles  é  muito  íVequente  cm  todas  as  linguas,  devemos  por  isso  acres- 
centar aos  affirmativos  os  seguintes: 

ínga.  Assim  oif  Ou EcJdpé,  Âindaque. 

Eguc,  Âmeií.  Ocupe,  Também. 

Enéuque,  Portanto Suca-pé,  Mas  lambem. 

Quioquio-pé,  Assim  também Quióquio  muéne.  Assim  mesmo. 

Jnga-pé,  Assim  também Quíria-qidria,  Verdadeiramente. 

Inguéqui,  Assim  como Eneúqne,  Assim  que. 

Eúe,  Assim  também Quiopé,  Assim  também. 

AOS  NEGATIVOS. 

Inga-qué,  ou  Não Malúm,  Porém. 

Uca-úla,  Mas  como Súca,  Porém,  mas. 

Ngóquio,  em  Vão,  Debalde Que,  Nao. 

Suca-eclii-pé,  Porém  âindaque.  Né,  Nada. 

AOS  DEMONSTRATIVOS. 

Bambe,  Até Quióquio  muéne,  Assim  também. 


DA  língua  BUNDA.  105 

Tundé,  Desde .  Quióqnio-pé,  Assim  também. 

ínguéqui  éqiii.  Como  quando Equi,  Quando. 

Cambechi,  Por  isso  . Eneúque,  Portanto. 

Equi,  Em  que Coecála,  Acerca. 

AOS  DE  INTERROGAÇÃO. 

huja-qué?  Ou  não? Eneúqué?  Por  onde? 

Quióquio  muéne?  Do  mesmo  modo. .  Ulá?  Como? 

Ene  mgaqué?  Sim  ou  não,?.  ......  Ocupe?  Também? 

Equi?  Quando? Nembiri?  Ou? 

Inga-pé?  Também  assim? Equi?  Qual? 

Quiéqui?  Porque? Suca-quiéqui?  Mas  porque? 

Ebé?  Então? Bambe  québi?  Até  onde? 

Echi?  Que? Né?  Nada? 

Jmé?  Sá'? í/gwe?  Agora? 

Uriíi?  Que? Rierino ?  Uoie?       •  -     ^ 

AOS  DE  COMPARAÇÃO. 

higa.  Assim,  ou Eneúque,  Por  onde. 

Ínguéqui,  Assim  como VJa,  Como. 

Ocupe,  Também Ngambebú,  Não  somente. 

Suca-pé,  Mas  também Quióquio  muéne,  Assim  também. 

Nembiri,  Ainda,  ou ínguéqui  équi,  Como  quando. 

Quióquio-pé,  Assim  também Enga,  Assim  como. 

Inga-pé,  Ou  também Quio-pé,  Assim  também. 

Quióquio  muéne.  Do  mesmo  modo. 

i 

ÃOS  DE  LOGAB. 

Cuébi,  Onde ;íí^  (^lóan,  Debaixo.         ""'-'^**^^^ 

Hánda,  Desde.  .  .^ Riéri  ou  Equi,  Em  que.    ^ 

Bambe,  Até Bu-eáchi,  Em  médio.        '':-^~ 

AOS  DE  TEMPO. 

_ffe6d,  Logo Bambe,  Até. 

Í7^w^,  Agora Luá,  Depressa. 

Equi,  Quando Eneúque,  Finalmente. 

Equihánda,  Antes  que Eneúque  équi  hánda,   D'onde,  em 

quanto. 

Hánda,  Antes  ou  desde Abá,  Depois. 

Imé,  Já Uque,  No  mesmo  tempo. 

Rierínu,  Hoje,  agora Comacúmbi,  Continuadamente. 

Ocupe,  Juntamente Quiachimanéqui,  Nomesmo instante. 

ULTIMAMENTE  AOS  DE  QUALIDADE. 

Quíria-quíria,  Verdadeiramente.,        Quiachimanéqui,  Instantaneamente. 

16 


106 


SUPPLEMENTO  AS  OBSEBVACOES  GRAMMATICAES 


Saculúle,  Claramente.  Comacúmbi,  Continuadamente. 

Quialuéhi  ou  Coluélu,  Deliberada-  Coquilúngi,  Prudentemente. 

mente. 

Congóqiiio,  Brutalmente.  Quialuá  ou  Coluá,  Facilmente. 

roçMíWMán/íM,  Vagarosamente.  Quíaléngu    ou    CoquUéntjn,  Veloz- 
mente. 

Qiiiacuffúle  ou  Comaffúla,  Gostosa-  Consóngo,  Ânciosamente. 

mente. 

Quiaculiánhi  ou.  Coh'ánhi,TYraimdi-  Qinangánc'i  ou  Congánci,   Sober- 

mente.  bamente. 

Quiacutuáma  ou  Coqiiitudma,  Prin-  Coquichamanénu,  Incouslaiilemeule. 

cipal  mente. 

Coquitúa  ou  Quiaquitúa,  Innocente-  Qniacuchimbe  ou  Coquichimba,  Can- 

mente.  didamente. 

Quiacunemésa  ou  Conemésa,  Negli-  Quiacugie  ou  Coegia,  Sabiamente. 

gentemente. 

Comatuabéla,  Proveitosamente.  Coquinguinina,  Ultimamente. 


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DICCIOMRIO  ABREVIADO 


DA 


língua  congueza 

A  QUE  ACRESCE  UMA  QUARTA  COLUMNA 

QUE  CONTÉM  OS 

TERMOS  DA  LÍNGUA  BUNDA 

IDÊNTICOS  OU  SIMILHANTES  Á  LÍNGUA  CONGUEZA 

COLLIGIDO  E  ORDENADO 


Fr.  bernardo  MARIA  DE  CANNECATIM 

CAPUCHINHO    irALIANO    DA    PROVÍNCIA    DE    PALERMO 

MISSIONÁRIO  APOSTÓLICO 

ÍL  EX-PItEPEITO  DAS  MISSOkS  DE  ANGOLA  E  CONCO. 


16* 


AO  LEITOR. 


irometti  no  prologo  das  Observações  Grammaticaes  da  Lingua 
Bunda  dar  ao  publico  este  pequeno  Diccionario  da  Lingua  Congueza, 
e  no  fim  d'elle  uma  demonstração  para  mais  individualmente  fazer 
ver  ao  curioso  leitor  a  estreita  affinidade  que  a  lingua  congueza  tem 
com  a  lingua  bunda;  promessa  que  fiz,  no  caso  de  me  chegarem  a 
tempo  as  noticias  e  documentos  que  solicitava:  porém  estas  noticias 
até  hoje  me  não  tem  chegado,  e  dos  documentos  só  pude  haver  a 
Doutrina  Christã  da  Lingua  Congueza,  sendo  inúteis  as  activas  dili- 
gencias que  empreguei  para  descobrir  uma  breve  grammatica  da 
mesma  lingua,  obstando  esta  carência  de  instrucções  a  satisfazer 
como  queria  aos  meus  desejos  e  promessas.  Comtudo,  para  de  algu- 
ma maneira  corresponder  á  curiosidade  do  leitor,  ajuntarei  aqui  va- 
rias reflexões  que  deveriam  fazer  parte  da  promettida  demonstração. 

A  referida  Doutrina  Christã  foi  a  primeira  obra  que  se  imprimiu 
na  lingua  congueza;  ella  é  uma  traducção  da  Doutrina  Christã,  que 
compozera  no  idioma  portuguez  Fr.  Marcos  Jorge,  da  companhia  de 
Jesus,  para  uso  dos  meninos,  e  foi  litteralmente  traduzida  pelos  pre- 
tos interpretes  mais  peritos  da  corte  do  Congo,  auxiliados  e  assisti- 
dos pelo  padre  Fr.  Matheus  Cardoso,  da  mesma  companhia  de  Je- 
sus; presumo  seria  estampada  pela  primeira  vez  em  Lisboa,  mas  não 
tenho  descoberto  exemplar  algum  d'esta  primeira  edição. 

No  anno  de  1650  um  ex-missionario  da  minha  religião  capu- 
chinha,  chamado  Fr.  Jacinto  Brusciato  de  Vetralha,  a  tornou  a  im- 
primir em  Roma  em  quatro  lingmis  e  distinctas  columnas:  a  pri- 
meira contém  a  lingua  congueza,  a  segunda  a  portugueza,  a  terceira 
a  latina,  a  quarta  a  italiana.  A  grammatica  de  que  fiz  menção  veiíi 
a  meu  poder  por  alguns  momentos,  porém  em  tempo  que  eu  não  ne- 
cessitava d'ella,  e  supponho  ser  o  seu  auctor  o  mesmo  padre  Vetralha. 


i  fO  AO  LEITOR. 

A  lingiia  congueza  tem  vários  dialectos.  O  que  se  falia  no  prin- 
cipado de  Sonho  c  seus  contornos  em  algumas  cousas  parece  avisi- 
nhar-se  mais  á  pronunciação  da  lingua  bunda,  segundo  se  colhe  d'esle 
pequeno  diccionario;  o  que  se  falia  na  curte  do  Congo  e  outras  pro- 
vincias,  á  primeira  vista  parece  ter  alguma  diíferença,  como  indica  a 
columna  congueza  da  referida  Doutrina  Christa,  especialmente  entre 
as  duas  letras  D  e  /?,  e  também  entre  as  duas  Z  e  J. 

Porquanto  os  de  Sonho  escrevem  e  pronunciam  com  a  letra  R 
assim  no  principio  como  no  meio  da  palavra,  no  que  se  conformam 
com  os  abundos;  os  da  corte  do  Congo,  pelo  contrario,  era  togar  da 
dita  letra  R  servem-se  da  letra  D;  v.  g,,  o  numero  dois,  aqueiles  po- 
vos escrevem  Samhuári,  e  estes  Samhuácli;  e  onde  os  primeiros  es- 
crevem a  palavra  com  dois  rr,  os  segundos  a  escrevera  com  dois 
dd,  como  Riári,  os  segundos  escrevem  Diádi;  e  por  isso  vem  estes 
a  fazer  pouco  ou  nenhum  uso  da  letra  JR,  e  se  a  adoptam  escrevendo 
o  Santissimo  Nome  de  Maria  e  outros  nomes,  é  de  presumir  fosse 
por  ensino  dos  europeus,  e  não  porque  elles  assim  a  pronunciassem. 
Mas  parece  que  os  ditos  povos  do  Sonho  têem  um  uso  diverso,  ser- 
vindo-se  pouco  da  letra  D. 

Porém  examinando-se  a  fundo  este  negocio  achar-se-ha  que  lo- 
dos elles  pronunciam  uma  mesma  letra,  que  não  é  nem  D  rotundo, 
nem  R  expresso,  mas  sim  uma  letra  própria  e  particular  dos  de 
Guiné,  cuja  pronunciação  medeia  entre  o  D  e  R,  e  que  proferida 
por  um  mesmo  sujeito,  parece  umas  vezes  que  pronuncia  a  letra  D 
e  outras  a  letra  R. 

A  letra  que  elles  pronunciam  entre  D  e  R,  os  conguezes  de  So- 
nho para  a  exprimir  na  escripta  servem-se  da  letra  R  do  mesmo  modo 
que  os  abundos  de  Angola,  como  se  pôde  ver  no  livro  intitulado  Gen- 
tilis  Angole,  o  qual  usa  da  mesma  letra  R. 

Eu  que  varias  vezes  examinei  este  particular,  me  tenho  servido 
da  mesma  letra  R,  porque  parece  que  a  pronunciação  se  approxima 
mais  à  letra  R  do  que  a  D,  se  bem  não  seja  um  R  aberto  e  claro, 
mas  um  R  sumido  e  brando,  proferido  com  a  ponta  da  lingua  junta 
aos  dentes  no  acto  da  pronunciação. 

O  auctor  da  sobredita  Doutrina  Christã  para  exprimir  esta  le- 
tra usa  de  D,  que  posta  no  principio  e  meio  das  palavras  as  trans- 
torna e  desfigura,  parecendo  a  quem  não  é  pratico,  que  são  outras 
com  differente  pronunciação,  quando  na  realidade  são  09  mesmos 
termos  e  igualmente  pronunciados. 

É  constante  que  o  reino  de  Congo  foi  descoberto  no  reinado  do 
Senhor  Rei  D.  João  II,  no  anno  de  1490,  quando  elle  mandou  á 


AO  LEITOR.  11  1 

corte  do  Congo  embaixadores  e  missionários.  Assim  o  refere  Fr.  Luiz 
de  Sousa,  na  segunda  parte  da  Historia  de  S.  Domingos,  liv.  vi, 
cap.  VIII. 

N'aquelle  tempo  eram  os  conguezes  bárbaros  e  rudes,  não  ti- 
nham conhecimento  distincto  do  verdadeiro  Deus,  porque  todos  eram 
gentios  e  idolatras;  ignoravam  não  só  todo  o  género  de  escriptura- 
ção,  mas  quaesquer  outros  meios  ou  industria  para  conservar  a  me- 
moria dos  factos  e  as  tradições  dos  seus  maiores. 

Portanto,  faltando  os  soccorros  da  historia,  e  sendo  immemorial 
o  tempo  que  tem  decorrido  desde  a  fundação  d'esta  monarchia,  não 
é  de  admirar  que  nada  se  possa  saber  da  sua  origem,  successão  e 
antiguidade;  e  que  também  nada  se  possa  alcançar  a  respeito  da  lín- 
gua que  presentemente  se  falia,  se  nascera  no  mesmo  reino,  se  é  lín- 
gua mãe  ou  filha  de  outra  lingua  do  continente  de  Africa;  tudo  é 
incerto,  tudo  envolvido  em  um  cabos  de  trevas. 

Só  do  conhecimento  das  linguas  dos  povos  limitrophes  do  reino 
do  Congo  se  poderia  conjecturar  alguma  cousa;  mas  quem  é  que  pos- 
sue  este  conhecimento?  Onde  estão  as  pessoas  que  teem  viajado  por 
aquellas  terras?  Onde  os  livros,  onde  os  mestres  que  ensinem  tacs 
idiomas?  Tudo  é  incógnito,  nem  jamais  houve  europeu  que  possa  ja- 
ctar-se  de  trilhar  aquelles  paizes,  e  mesmo  julgo  quasi  impossiveí 
que  os  haja  para  o  futuro. 

A  intrépida  nação  portugueza  é  a  única  que  se  tem  avançado  nos 
sertões  da  Guiné;  porém  esta  mesma  nunca  passou  alem  das  serras 
do  reino  do  Congo,  e  no  reino  de  Angola  nunca  passou  adiante  das 
terras  do  potentado  Cassanci.  Somente  ouvi  contar  como  um  facto 
constante,  mas  singular  e  prodigioso,  que  dois  soldados  fugitivos  de 
Benguella  atravessaram  até  á  contracosta  e  foram  dar  a  Moçambique. 
Quanto  ás  mais  nações  europeas  nunca  perderam  de  vista  as  suas 
feitorias  das  praias. 

Portanto,  as  minhas  reflexões  não  podem  deixar  de  ser  mui  li- 
mitadas, e  guiando-me  por  aquillo  que  me  representa  este  Diccioria- 
rio,  pelo  que  me  subministrou  a  leitura  da  Doutrina  Christã  do  padic 
Vetralha,  e  pela  própria  experiência  que  tive  na  minha  dilatada  ha- 
bitação em  Angola,  sou  de  parecer  que  as  duas  nações  congueza  e 
bunda  se  derivariam  de  uma  mesma  origem  e  família,  e  que  com  o 
andar  do  tempo  se  diífundiriam  em  ramos  e  formariam  estas  duas  dií- 
ferentes  nações. 

Assim  o  indicam  os  seus  costumes  e  a  uniformidade  das  suas  cero 
monias.  O  uso  particular  de  cada  família  em  ter  o  seu  Quibúcco,  isto 
é,  o  seu  ídolo;  o  supersticioso  culto  que  lhe  tributam,  e  a  cerimo- 


i 12  AO  LEITOR. 

r.ia  que  praticam  de  o  pôr  sobre  o  sepulchro  do  ultimo  individuo 
que  morre  d'aquella  familia;  tudo  é  igualmente  observado  pelas  duas 
nações,  assim  como  também  o  culto  que  tributam  aos  deuses  popu- 
lares. As  leis  por  que  se  governam  as  duas  nações;  o  modo  que  guar- 
dam na  escolha  e  eleição  dos  seus  maioraes;  a  forma  dos  seus  go- 
vernos; as  superstições  e  juramentos  gentilicos  que  usam;  os  ridicu- 
!os  e  infames  usos  da  nigromancia,  e  os  bailes  que  chamam  lundus, 
halvques  e  outros  menos  abomináveis;  a  cura  que  fazem  aos  seus  en- 
fermos com  a  intervenção  dos  adivinhadores  e  chinghiladorcs  ou  má- 
gicos; os  funeraes  e  enterros,  conduzindo  o  cadáver  á  sepultura  com 
uma  turba  de  gente  que  vae  dansando  e  cantando  diante  d'elle,  e  os 
prantos  a  umas  certas  horas  ao  nascer  e  pôr  do  sol,  ao  meio  dia,  e 
de  noite  ao  cantar  do  gallo,  ceremonial  praticado  em  todo  o  tempo 
do  nojo,  o  que  chamam  támhi;  a  casa  do  uso  ou  onde  a  noiva  é  en- 
cerrada por  alguns  dias,  tingindo-se  de  vermelho  com  a  raiz  de  um 
pau  chamado  tacúla,  a  fim  de  ser  fecunda,  e  as  mais  ceremonias  que 
precedem,  acompanham  e  seguem  os  casamentos  com  outras  festas 
gentilicas,  apenas  em  alguma  cousa  se  differençam,  sendo  em  tudo  o 
mais  as  diias  nações  conformes. 

A  mesma  uniformidade  se  observa  nos  idiomas  d'estes  povos,  A 
base  fundamental  da  lingua  congueza  é  que  as  letras  ou  syllabas  ini- 
ciaes  são  as  que  governam  e  distinguem  as  palavras  e  não  as  termi- 
nações, como  dissemos  da  lingua  bunda,  o  que  é  uma  grande  prova 
de  que  ambas  as  nações  tiveram  a  mesma  origem. 

Os  principios  e  elementos  das  palavras  de  ambas  as  nações  mui- 
tos ou  são  idenlicos  ou  quasi  idênticos;  e  uma  grande  quantidade  de 
\ocabulos  vêem-se  entre  ellas  igualmente  adoptados,  tendo  as  mesmas 
svUabas  iniciaes,  as  mesmas  letras,  o  mesmo  significado  e  o  mesmo 
numero.  Outras  palavras  são  quasi  idênticas,  e  a  diíFerença  só  con- 
siste em  alguma  letra  ue  mais  ou  de  menos,  ou  trocada.  Finalmente 
algumas  são  communs  a  ambas  as  nações,  mas  em  cada  uma  d'ellas 
tem  diíferentes  significados. 

Os  números  são  dois  como  na  lingua  bunda,  e  se  distinguem 
pelas  suas  iniciaes;  pois  a  inicial  do  singular  é  diversa  da  do  plural, 
e  a  final  de  ambos  os  números  em  todos  os  casos  é  a  mesma. 

Todos  ou  a  maior  parte  das  declinações  dos  nomes  da  lingua  con- 
gueza são  os  mesmos  que  na  lingua  bunda,  e  debaixo  das  mesmas 
regras  e  preceitos;  os  adjectivos  da  mesma  sorte.  O  pronome  de- 
monstrativo da  primeira  pessoa,  aindaque  no  singular  é  diíFerente,  no 
plural  faz  elu^  como  na  lingua  bunda  etlu,  nós,  e  só  tem  uma  letra 
de  meno;.  O  da  segunda  pessoa,  tanto  no  singular  como  no  plural, 


AO  LEITOR.  113 

é  O  mesmo  que  se  usa  na  lingua  bunda.  Mas  o  pronome  de  terceira 
pessoa  em  ambos  os  números  é  diíferente:  o  que  não  obstante  to- 
dos estão  regulados  e  toinprehendidos  debaixo  dos  princípios  gram- 
maticaes  da  lingua  bunda. 

Os  artigos  alguns  são  os  mesmos  da  lingua  bunda,  outros  não. 
Porém  deve  o  leitor  ter  presente  aquillo  que  dissemos  a  respeito  das 
duas  letras  D  e  Z  conguezes,  e  Ra  J  abundos,  pois  os  artigos  d'es- 
tes  Rid  e  Ji,  os  da  côrle  do  Congo  os  escrevem  com  a  D  e  Z,  Diá 
e  Zi,  e  para  escreverem  Jingánga,  os  sacerdotes  escrevem  Zingán- 
ga.  Assim  o  vejo  praticado  na  referida  Doutrina  Christã  do  padre  Ve- 
tralha,  não  em  uma  parte  só,  mas  em  todas,  onde  os  abundos  fazem 
entrar  as  letras  R  e  J.  Os  conguezes  da  corte  servcm-se  das  letras 
D  e  Z  quando  parece  que  a  pronunciação  d'estas  letras  é  a  mesma 
em  uma  e  outra  nação. 

Têem  igualmente  os  conguezes  os  mesmos  pronomes  dos  verbos 
de  que  se  servem  os  abundos  para  distinctivo  dos  números  e  pes- 
soas, excepto  o  da  primeira  pessoa  do  singular  de  qualquer  verbo, 
seja  nos  modos  ou  seja  nos  tempos,  pois  tanto  n'este  Diccionario, 
como  na  citada  Doutrina  Chrisíà,  tenho  achado  sempre  as  primeiras 
pessoas  do  singular  desacompanhadas  do  pronome.  Na  segunda  pes- 
soa do  singular  usara  do  pronome  Gu  ou  U.  Na  terceira  do  singu- 
lar umas  vezes  usam  do  pronome  V,  oulras  do  pronome  A.  Na  pri- 
meira pessoa  do  plural  usara  constantemente  do  pronome  Tu  como 
na  lingua  bunda.  Na  segunda  pessoa  do  plural  do  pronome  Má.  E 
finalmente  na  terceira  do  plural  servem-se  de  ordinário  do  pronome 
A,  e  algumas  vezes  dos  Luá  e  Mitá. 

Os  moradores  da  corte  do  Congo  designam  commummente  o 
verbo  infinito  com  a  sjliaba  inicial  Cu,  ou  seja  esta  o  pronome  ini- 
cial do  verbo  infinito,  como  pratica  invariavelmente  a  nação  bunda. 
Porém  os  moradores  do  Sonho  raras  \ezes  escrevem  o  verbo  infinito 
com  a  referida  syllaba  inicial  Cu,  jwrque  <írd;nariamonte  a  escrevem 
nua  sem  acresceniar  nada  mais,  regra  qn*:  a  nação  bunda  observa 
unicamente  no  modo  imperativo  de  todos  os  vorbos. 

Muitas  proposições  e  advérbios  da  lingua  congucza  srt.  -sados 
uniformemente  na  lingua  bunda;  mas  cada  uma  encerra  tuaiL  m  as 
suas  proposições  e  advérbios  |»ail!cu!ares 

Quanto  aos  termos  numciicos  se  se  "'^    cham 

dispersos  na  Doutrina  Christà  do  referida  ^  que 

corre  uma  grande  dilTerenr      ^  ''ste>  t  nuito 

mais  porque  os  da  corte  c  ,.  com'.  ;ii  as 

palavras  cora  a  letra  D  em  ioííar  áe  R;  •  o  ar- 


114  AO  LEITOR, 

tigo  O,  que  serve  aos  números  ordinaes  differente,  que  é  Didiá  ou 
Luluá,  cujo  artigo  pronunciam  e  escrevem  unido  ao  numero;  v.  g., 
Didiá-sambuádi,  o  sétimo,  Luluá-samhuádi,  o  sétimo;  e  os  abundos 
não  somente  lêem  o  artigo  dos  números  differente  que  é  Qiiiamó- 
chi,  mas  também  escrevem  o  numero  sete  com  a  letra  R,  como  Quia- 
móchi-sambiiári,  o  sétimo. 

Olhando  pois  para  um  e  outro  modo  de  escrever  parece  á  pri- 
meira vista  que  ha  uma  grande  differença;  porém  se  se  reflecte  no 
que  se  tem  dito  das  duas  letras  D  e  R  usadas  d'estas  duas  nações, 
o  numero  sete  sem  o  artigo  o  vem  a  ser  o  mesmo  em  ambas  as  lin- 
guas,  e  ou  se  àiga  Sambuádi  ouSambiiári  a  pronunciação  é  a  mesma. 

Reflectindo  nos  números  arithmeticos  que  se  acham  na  tabuada 
d'este  Diccionario,  conhecer-se-ha  que  elles  são  communs  a  ambas 
as  nações,  á  excepção  do  numero  dois,  quatro  e  nove,  e  uma  pequena 
differença  do  numero  oito.  Todos  os  mais  números  simples  estão  es- 
criptos  cora  as  m.esmas  letras,  e  usados  na  mesma  forma  que  na  lin- 
gua  bunda;  os  números  compostos  até  ao  numero  100:000,  também 
quasi  são  os  mesmos  em  ambos  os  idiomas. 

Á  vista  pois  d'esta  grande  uniformidade  da  lingua  congueza  com 
a  lingua  bunda  em  tantos  vocábulos  idênticos,  outros  alterados  e  ad- 
dicionados;  o  singular  e  plural  dos  nomes  distinguidos  pelas  letras 
e  sjllabas  iniciacs;  os  adjectivos  regulados  da  mesma  forma;  prono- 
mes unívocos;  pessoas  dos  verbos  com  a  nota  distinctiva  dos  mesmos 
pronomes,  preposições  e  advérbios  análogos;  números  arithmeticos 
homogéneos;  costumes  concordes;  à  vista,  digo,  de  tanta  uniformidade 
não  se  pôde  duvidar  que  estas  duas  nações  fossem  derivadas  de  uma 
mesma  origem  inaveriguavel  na  obscura  antiguidade  do  tempo,  em 
silencio  da  historia;  sem  que  obste  a  esta  verosímil  conjectura  se- 
rem agora  estas  nações  tão  dilatadas,  e  seus  limites  desviados  por 
um  grande  numero  de  léguas. 

Não  posso  dar  uma  demonstração  mais  evidente  do  que  tenho 
ponderado  do  que  aquella  que  offerece  á  vista  do  publico  este  Dic- 
cionario da  lingua  congueza  que  dividi  em  quatro  columnas;  a  pri- 
meira contém  a  lingua  portugueza,  a  segunda  a  latina,  a  terceira  a 
congueza,  e  a  quarta,  que  serve  de  demonstração,  contém  todos  os  vo- 
cábulos da  lingua  bunda,  que  são  idênticos  com  os  da  lingua  con- 
gueza sem  discrepância  de  letra  alguma.  Ha  n'esta  mesma  coiumna 
outros  vocábulos  com  alguma  pequena  differença,  que  consiste  em 
alguma  syllaba  de  mais  ou  de  menos,  ou  em  alguma  letra  trocada, 
como  poderá  observar  o  curioso  leitor,  vindo  assim  no  conhecimento 
da  estreita  affinidade  d'esJes  dois  idiomas. 


AO  LEITOR.  115 

Algumas  linhas  da  quarta  columna  ficam  em  branco,  que  ó  si- 
gnal  de  que  a  lingua  bunda  tem  outros  vocábulos  particulares.  Ha 
outras  linhas  marcadas  umas  vezes  com  uma  ^,  e  outras  comgg^ 
que  denota  que  aqueile  vocábulo  da  columna  congueza  também  o  é 
da  lingua  bunda,  mas  tem  n'esia  outro  significado:  e  quando  as 
Qg^  são  duas,  significa  que  ambos  os  vocábulos  da  lingua  congueza 
são  usados  na  lingua  bunda  debaixo  de  diversos  significados. 

Na  mesma  quarta  columna  ha  outras  linhas  marcadas  cora  — ; 
á  primeira  se  segue  immediatamente  outra  também  marcada  com  a 
mesma  — ,  signal  de  que  o  primeiro  termo  conguez  é  o  singular,  e 
o  da  segunda  linha  o  plural.  O  leitor  deve  reparar  em  uma  e  outra 
inicial  que  é  o  distinctivo  do  singular  e  plural  dos  nomes  da  lingua 
congueza;  advertência  que  fizemos  nas  Observações  da  Lingua  Bunda, 
onde  se  tratou  dos  nomes  abundes. 

De  propósito  puz  a  quarta  columna  da  lingua  bunda  junto  da 
da  lingua  congueza  para  mais  facilmente  se  combinarem,  e  se  mos- 
trar a  affinidade  de  ambos  os  idiomas.  Não  me  atrevo  pois  a  chamar 
á  lingua  congueza  mãe  da  lingua  bunda,  ou  esta  da  congueza:  por- 
que muitos  vocábulos  d'esta  os  acho  mais  addicionados  do  que  na 
lingua  bunda;  v.  g.,  o  nome  Santo  de  Deus  na  lingua  bunda  é  so- 
mente Zámbi,  e  na  congueza  Zambi-ampúngii,  como  se  pôde  ob- 
servar em  muitas  partes  da  sobredita  Doutrina  do  padre  Velralha. 
Ao  contrario  também  encontro  bastantes  vocábulos  na  lingua  bunda 
que  são  mais  acrescentados  do  que  na  congueza:  e  se  é  verdadeira 
a  regra  que  a  lingua  mais  addicionada  é  filha,  segue-se  que  nenhuma 
d'ellas  é  mãe,  mas  ambas  irmãs,  pois  as  rasòes  e  provas  estão  em 
parallelo  a  respeito  de  uma  e  outra.  Talvez  no  interior  do  sertão 
ainda  exista  a  lingua  de  que  estes  e  outros  dialectos  trazem  a  sua 
origem. 

É  quanto  posso  dizer  da  affinidade  da  lingua  congueza  com  a 
bunda,  não  mostrando  aqui  o  logar  em  que  esta  se  falia,  nem  a  sua 
similhança  com  outras  linguas  mais  distantes,  porque  já  tratei  d'isto 
no  prologo  das  Observações  da  mesma  lingua  bunda. 


17* 


DICCIONARIO  ABREVIADO 


língua  congueza. 


0 

AB 

Portuguea. 

Abaixar. 

Latim. 

Deprimo,  is. 

Conguez. 

Culúla. 

Bundo. 

CiUtululúca 

Abaixo. 

Infra. 

Culúli 

Culuigi. 

Abelha. 

Apis,  is. 

Nhósci. 

Nhúqui. 

Abóbora. 

Cucurbita,  w. 

Elénque. 

Abortar. 

Aborto,  as. 

Suiúla. 

Abreviar. 

Abbrevio,  as. 

Sámpula. 

Abrir. 

Aperio,  is. 

Jugula, 
AC 

Cugiucúla. 

Acabar. 

Absolvo,  is. 

Mana. 

8B 

Acção. 

Adio,  is. 

Saiu. 

Accender. 

Succendo,  is. 

Cuíca,  Lúnga. 

Cucuíca,  ^ 

Accidente. 

Eventus,  ús. 

Tundangána. 

Accoramodar. 

Accommodo,  as 

Lúdica. 

Acompanhar. 

Comitor,  aris. 

Tuaména. 

m 

118 


AC 


\n^^ 


Portuguez 

Acontecer. 

Lalim. 

Evenio,  is. 

Conguez. 

Monéca. 

Bundo 

88 

Acordar  do  soni- 

110. 

Expergiscor,  eris 

Sungúna. 

Acostumar. 

Assuefacio,  is. 

Culuquiána. 

Accusar. 

Accuso,  as. 

Cumaquéla. 

Aceitar. 

Itecipio,  is. 

Támbula. 

Cutámbula. 

Achar. 

Inverno,  is.  . 

Bulangáaa. 

88 

Açoutar. 

Verbero,  as. 

Veta. 

Cubéta. 

Açoutes. 

Verbera,  rum. 

Mi  xinga. 

Mixinga. 

AD 


Adem,  ave  aquá- 
tica. 

Anãs,  atis. 

Fadão. 

Adiantar. 

Prwcurro,  is. 

Yicíssa. 

Adiante. 

Ultra. 

Cunántu. 

Adivinhador. 

Divinus,  i. 

Dianfiicu. 

Adivinhar. 

Divino,  as. 

Diànfúca,Taraán- 
ga. 

Admicistrar. 

Administro,  as. 

Soilivila. 

Cusciiivíla 

Admittir. 

Adscribo,  is. 

Uffana. 

Adoecer. 

Egroto,  as. 

léla. 

Adorar. 

Adoro,  as.  Colo, 
is. 

Sánba. 

SB 

Adornar. 

Orno,  as. 

Chetúla. 

Adquirir. 

Consequor,  eris. 

Báca. 

8B 

Advertência. 

Admonitio,  nis. 

Luquevúcu. 

Advertir. 

Admoneo,  es. 

Chebúla. 

AD 


119 


Portuguez. 

Advogado. 

Latim. 

Advocatus,  i. 

Conguez. 

MubÍDgui. 

Advogados. 

Advocati,  orum. 

Mibíngui. 
AF 

Aífiar. 

Acho,  is. 

Songóla. 

Affirmar. 

Affirmo,  as. 

Colosésa. 

Bundo. 


AG 


Âgastar-se. 

Eúcandesco,  is. 

Cuisaúla. 

Agua. 

Aqua,  ce. 

Mása. 

Mása,  Ménha. 

Aguardente. 

Vinum  igne  va- 
por atum. 

Guála. 

^ 

Agora. 

Modo,nunc,jam. 

Unu. 

Uque. 

Agradecer. 

Gratias  referve. 

Tónda. 

m 

Aggravo. 

Injuria,  w. 

Elévu. 

Águia. 

Aquila,  CB. 

Goczúlu. 

Agulha. 

Açus,  lis. 

Ntúmbu. 

Ntmibn,  Guta 

AI 


Ainda. 


Adhuc. 


lávu. 


AJ 


Ajuda. 

Auxilium,  i. 

Luvuquile,  du. 

Ajuntar. 

fonjunyo,  is. 

Cucíca,       Cuta- 
quéssa. 

AL 

Alargar. 

Dilato,  as. 

Tambúca. 

Alcançar. 

Obtineo,  es. 

Báca. 

120 


AL 


Portuguez. 

Alcatifa. 

Latim. 

Tapes,  etis. 

Conguez. 

Tulúlu. 

Bundo. 

Alegria. 

Gaudium,  ii. 

Luangalélu. 

Alguus. 

Aliquis,        gua, 
quod. 

Onze,  Amúchi. 

Amóchi. 

Ali. 

Ibi,  Illic. 

Múna,bána-bána 

Cima,  Vana-va- 
na. 

Alimpar. 

Abluo,  is. 

Sucúla. 

Cussucúla. 

Allivio. 

Levamentum,  i. 

Lussalilu. 

Alraa. 

Anima,  w. 

Muónho. 

Muénhu. 

Almas. 

Anim(B,  aruni. 

Miónho. 

Miénho,Anha.— 

Almoçar. 

Jento,  as. 

Catuléte. 

Alio. 

Altus,  a,  nm. 

Sangaméne. 

Azangúca,  Quis- 
sáncá  . 

Alumiar. 


Amanhã. 


lllumino,  as.  Miníca. 

AM 

Crus,     Crastino    Bazaméne. 
die. 


Cumica. 


Amar. 

Amo,  as. 

Ngitlssa. 

Amargoso. 

Amarus,  a,  hȒ. 

Liíla. 

Lulu,  Quilnla. 

Amendoim, 

fru- 

AmfigdahimAfri 

-    Incuba. 

Jingúba . 

da. 

ca  num. 

Amisade. 

Benevolentia,  w. 

Ndícu. 

Amor. 

Amor,  oris. 

Nghébia. 
AX 

Anatomia. 

Incisio,  onis. 

Luvátu. 

Andar. 

Ambulo,  as. 

Cuénda. 

Cuenda,  Cuia. 

Anel. 

Annulus,  i. 

Néla. 

Nela. 

AIV 


121 


Porti 

Anno. 

ifuez. 

Latim. 

Annus,  i. 

Conguez. 

Núu. 

Bundo. 

Múfu,  Múvu 

Ante. 

Coram. 

Cunántu. 

' 

Antes. 

Antea,  prius. 

Vatíantetés. 

AdzoI. 

Bamiis,  i. 

Eli. 

Ao  menos. 
Aos. 


AO 


Saltem. 
Bis. 


Quialélo. 
Muna. 


AP 


Apartar. 

Separo,  as. 

Setúca,  Valúca. 

Apontar. 

Noto,  as. 

Sanghéla. 

Apparelhar. 

Molior,  iris. 

Sonséca. 

Aprender. 

Disco,  iscis. 

Tanga. 

SB 

Aprendo. 

Ego  disco. 

Tanghíli. 

8B 

Aproveitar. 

Prosum,  des. 

Tambuluila. 

SB 

AQ 


Aquelle, 
les. 

aquel- 

lUe,  Hla,'iUud. 

landiíina,  Anna, 
Au. 

Una,  Ana,  Agua. 

Aquentar 

Calefacio,  is. 

Quandúla,quán- 
diu. 

Aqui. 

Hic,  Hiic. 

Báva,  Cuácu. 
AR 

Boba,  Cúcu,  Mú- 
mu. 

Ar. 

Aer,  aeris. 

Gambuíla. 

Aranha. 

Araneus,  i. 

Ebúba. 

Arco. 

Arcus,  ús. 

Tá. 

18 


AR 


Portugueí. 

Arco  Íris.  ' 

Latim. 

Arcus  Calestis. 

Conguez. 

Ncóngolo. 

Bundo. 

Hongólo. 

Arder. 

Ardeo,  es. 

Lema,  Viça. 

Armar. 

Arcum  tendere. 

Cancalacána. 

Arma. 

Tehim,  i. 

Mucancalacáno. 

Arrastar. 

Rapto,  as. 

Coca. 

Cucóca. 

Arrepender-se. 

Pcenitentiamaoe- 
re. 

Luiéla. 

Acurieléla. 

Arrependimento. 

Animi  dolor. 

Luélo. 

Murielélo. 

Arrependido. 

Pwnitens,  tis. 

Muluélu. 

Amurieléla. 

Arrotar. 

Mudo,  as. 

Bióca. 

Arruinar. 
Arte. 

DemoUor,  iris. 
Ars,  artis. 

Bangúla. 
Nquéte. 

Ciibanyúala ,  Cu- 
cuaquissa . 

Artigo. 

Articulus,  i. 

Luéca. 

Arvore. 

Arbor,  oris. 

Múti. 

Múcci,quisássa 

AS 


Assar. 

Asso,  as.  Torreo, 
es. 

Fúna. 

Assentar-se. 

Sedeo,  es. 

Vanda.  Tessána. 

SB,  Cuchicáma. 

Assento. 

Sedes,  is.  Sedile, 
is. 

Quiándu. 

Q\úálu. 

Assim. 

Ita.  Hoc  modo. 

Aúna. 

Assoprar. 

Spiro,  as.   Fio, 
as. 

Moela. 

Astúcia. 

CaUiditas,  atis. 

Gángu. 

AT 

Atar. 

Ligo,  as. 

Canga. 

m 

AT 


Portuguez. 
Até. 

Latim. 
Usque. 

Conguez, 

Asúnma. 

Âtraz. 

Retro,  retro  et^a 
terçjo. 

Cuníma. 

Âttenção. 

Attentio,  anis. 

Npítu 

Altrição. 

Attritio,  onis. 

Lucotáma. 

123 


Bundo. 


Curíma. 


AV 


Aver. 
Aviso. 


Consequor,  eris.      Támbula,  Avua.     Cutámbula.  gg- 
Notitia,  (e.  Lusaísu. 


AZ 


Aza. 

Ala,  (2. 

Eua. 

— 

Azas. 

Ale,  alarum. 

Maua. 

— 

BA 

Bacia,  Uilónga 

Bacia. 

Pelvis,  is. 

Bassía. 

Baço. 

Lien,  is. 

Lubúla. 

Bailar. 

Tripudio,  as. 

Quinina. 

Cuquina. 

Bainha  de  faca. 

CuUris  Vagina 

Quútu  quiá 
li. 

nbé-    Quisu  quiá  pócu 

Baixar. 

Deprimo,  is. 

Culúla. 

Cuttululúca. 

Balança. 

Trutina,  w. 

loughéle. 

Baleia. 

Cetus,  i. 

Etéle. 

Balsaminho. 

Balsamum,  i. 

Mabumbilu. 

Banco. 

Scamnum,  i. 

Quiándu. 

Q'uiálu. 

Bandeira. 

Vexíllum,  i. 

Dínbu. 

Banquete. 

Conviviíim,  ii. 

Esse. 

18» 


124 

Portuguez. 

BaptisDio,  aquel- 
le  que  o  rece- 
be. 

Barba. 

Barbeiro. 

Barrete. 

Barriga. 

Barriga  de  ani- 
maes. 

Barro. 

Bastão. 

Bastar. 

Bater. 

Baú. 


BA 


Latim. 


Coníruez. 


Bundo. 


Qui   accedit   ad    Moána-múnga.       Móna-móng(p.  i /,    i 


sacrum  baptis 
mi  f ontem. 

Barba,  w. 

Tonsor,  oris. 

PU  eus,  i. 

Venter,  tris. 

Animalium  ven- 
ter. 

Argilla,  ce. 

Bacuhm,  i. 

Sufficio,  is. 
Percutio,  is. 
Arca,  m. 


Zéflu. 

Nsumúqui. 

Banda. 

Vúiiiu. 

Lucútu. 

Mutóto,  Túma. 
Nuála. 

Fuána,  Fanána. 
Blinda,  Bumba. 
Lucáta. 


c^. 


J\  banda, 
^immu,  Mala. 

m 

Mutótu,  gg. 
Bangála. 

Cubúnda. 


BE 


Beber. 

Bibo,  is. 

Núa. 

Cumia. 

Beiços. 

Lábia,  orum. 

Bófi  quiá  núa. 

\\m^^ 

Beijar. 

Osculor,  aris. 

Muquína. 

Cum^uina. 

Beijo. 

Osculum,     Sua- 
vium,  ii. 

Nuquíni. 

Muquino. 

Bemaventurado. 

Beatus,     Fortu- 
natus,  a,  um. 

Àuta-auóle. 

Beneficio. 

Múnus,  eris. 

Eóte. 

Benzer. 

Benedico,  is. 

Candaluíla. 

mv^ 


Bicho. 


Yermis,  is. 


BI 


Nuíli. 


Ml^vvvMhí^wyi^ 


BO 


125 


Portuguez. 

Boca. 

Latim. 

Os,  oris. 

Congiiez. 

Munúa. 

Bundo. 

-SB    • 

-%L 

Bocas. 

Ora,  orum. 

Miriúa. 

— ©  'ywô^  c  < 

:  ■-V>^^t..A 

Bom. 

Bónus,  a,  um. 

Eóte. 

0'uinmb(jt. 

Bordão. 

Bacillus,   Bacu- 
lus,  i. 

Nbássa,  Nuála. 

Bangála. 

Botão. 

Globulus,  i. 

Imbi. 

Botar. 

Ejicio,  is. 

Nungúna. 

Cuniuujúna,  Cu 
te  chi. 

Bolar  fora. 

Expello,  is. 

Cúla. 

Cutacúla  bucfi 
ca. 

BR 


Braça,  medida. 

Mensura,  ce. 

Lutáraa. 

Braços  do 

corpo. 

Br  acida,  orum. 

Cócu. 

Mácu. 

Branco. 

Alhus,  a,  um. 

Viléle,  Npéuhi. 

Mundéle. 

Brear. 

Pice  linere. 

Bannacána. 

Buraco. 

Foramen,  is. 

BÍI 

Evúndu. 

Micúngu. 

Burro. 

Asinus,  i. 

Bisàc'i,  Bisanfú 
tu. 

- 

Buscar. 

Cabeça. 

Cabellos. 
Cabrito. 
Cada  vez. 
Cadeia,  prisão. 
Cadeia  de  ferro. 


Investigo,  as.         Tómma. 


CA 


Caput,  itis. 
Capilli,  orum. 
Hmdus,  i. 


Ntú. 

Nsúqui. 

Ncómbo. 


? 


Quotiescumque .      Cada  cúmba. 
Vincula,  orum.       Sáuma. 
Caiena,  w.  Lubárabu. 


H'omho. 
Libamhu. 


120 


CA 


oMa^ 


Portiiíriíez. 

Cadeira. 

Latim. 

Sedile,  is. 

Conguez. 

Quinsólu,Qiiián- 
du. 

Bundo. 

Q^uiúlu. 

Cagar. 

Caco,  as. 

Néma,  Yámola. 

Cunéna. 

Caida. 

Lapsus,  lis. 

Nbúa. 

Cair. 

Cado,  is. 

Búa. 

Caixa. 

Capsa,  Arca,  ae. 

Lu  cá  ta. 

1       1 

Calar-se. 

Linguam    conti- 
nere. 

Buéna.           (tU^  C^^Hít-Ê.. 

Caldo. 

Jusculum,  i. 

Musónghi. 

Musónghi,  Nsón- 
ghi. 

Callos. 

Calla,  orum. 

Esuéla. 

Calor. 

Ardor,  oris. 

Mocóssa. 

Caraa. 

Lectulus,  i. 

Quiándu. 

— 

Camas. 

Leduli,  orum. 

lándu. 

— 

Camará. 

Cella,  ce. 

Nzó. 

Inso. 

Caminhar. 

Ambulo,  as. 

Diáta. 

Caminho. 

Via,  ce. 

Ngilla,  Vacála. 

^gilla. 

Campo. 

Ager,  agri. 

Eúia,  Nsézte. 

/ 

Cannadeassucar. 

Arundoex  qiiafit 
Saccharmn. 

Mússi. 

Muènqui. 

Cannas  ditas. 

Arimdines,  um. 

Missi . 

Miéngui. 

Cantar. 

Cano,  is. 

Cuinbila. 

m " 

Cantiga. 

Versus,  ús. 

Macónga,    Tóm- 

Canto. 

Cantus,  ús. 

bu. 
Nbiri. 

®  <4l^ 

Cão. 

Canis,  is. 

Bonde. 

7  .ph^4h/u<- 

Cão  pequeno. 

Catulus,  i. 

Imboúa. 

Caimbua. 

Capar. 

Emasciúo,  as. 

Vucóla, 

CA 


127 


Portuguez. 

Capella  do  olho. 

Lalim. 

Cilium,  ii. 

Conjruez. 

Dãu. 

Bundo. 

Cara. 

Vultus,  ús.  Fá- 
cies, ei. 

Mata. 

88    #i^iH^o 

Cárcere. 

Carcer,  eris. 

Sánma. 

Carga. 
Carne. 

Sarcina,  ce. 
Caro,  carnis. 

Mutéte. 
Bisiaménga. 

Mutéte. 

Carpinteiro. 

Materiarius,  ii. 

Nquuéte. 

Carrapato,  bicho. 

Ricinus,  i. 

Manháta. 

Carregar, 

Onero,  as. 

Ncita. 

Carvão. 

Carbo,  onis. 

Macála. 

Macála. 

Casca. 

Córtex,  icis. 

Ecássu,  Biéi. 

Casta,  espécie. 

Genus,  eris. 

Nzá. 

Castigo. 

Pena,  os. 

Júmbu. 

Cauda,   rabo  de 
(jallinha. 

GallincB  cauda. 

Súca  xe  Nsússo. 

88,  Muquila  riá 
Bioi. 

Cauda,  rabo  de 
peixe. 

Cauda  piseis. 

Sala,  Nquila  xe 
Bíc'i. 

Causa. 

Causa,  w. 

Etúcu. 

Cavador. 

Fossor,  oris. 

Vánc'i. 

Cavallo. 

Equus,  i. 

Bisácc'i. 

Cavallo  marinho. 

Hippocampus,  i. 

Ngándo. 

m 

CE 

Cedo. 

Cito,  Propediem. 

Assásu. 

Cento,  cem. 

Centum. 

Ncáma. 

Rama. 

Cl! 


Chaga. 


IJUus,  eris. 


Nuá. 


128 


GH 


Portiiguez. 

Latim. 

Congwez. 

Bundo. 

Chegar. 

Advenio,  is, 

Sunsúca. 

Cheirar  mal. 

31  ale  olere. 

Fimma. 

Chorar. 

Pioro,  as. 

Dila. 

Chover. 

Pluo,  is, 

Nóca. 

Cunóca. 

Chrislão. 

Christianus, 
um. 

a,    Muncuíci. 
Cl 

Cinco. 

Quinque. 

Tánu. 

Tánu,  Quitánu 

Cinto. 

Cingulum,  i. 

Ebúnda. 
CL 

Claramente. 

Clare,  Lucide. 

Vónzu. 

Claro. 

Clarus,  a,  «m. 

Quibénzu. 

— 

Claros. 

Clari,  CB,  a. 

Ibénzu. 

— 

Clemência. 

Clementia,  ce. 

Ch'iári. 

Ch'iári. 

CO 


Cobertor. 
Coberta,  tampa. 
Cobrir. 

Coçar. 

Coh,  castanha  do 
Congo. 

Colérico. 

Colher  fructos. 

Colher  de  comer. 

Cólica. 


Stragulum,  i. 
Tegumen,  inis. 


Cobeletóle. 
Fuquilílu. 


Tego,is.  Operio,  FuquíUa. 
is. 

Scabo,  is.  Coánga. 

Castanea  Congi.  Macásu. 

Biliosus,  a,  um.  Cásci  ou  Cáchi. 

Carpo,  is.  Conga. 

Cochlear,  is.  Luto. 

Jntestinimorbiis.  Npíchi. 


Cobeletólo. 


Cuása. 

Miquesu,  Maqui^ 
su. 

H'óchi. 


CO 


129 


Portuguea. 

Começar. 

Latim. 

Incipio,  is. 

Conguez. 

Âccíca,  Vaitlíca 

Bundo. 

Comeslivel. 

Edulis,  e. 

Ndía. 

Comraodamente. 

Commodo. 

Fanána. 

Commungar. 

Corpus     Christi 
accipere. 

Támbula  Zámbi, 

Cutámhula  Zcm 
bi. 

Como. 

Tanquam,  velut. 

Caciúna. 

Companheiro. 

Socius,  ii. 

Abala.         — 

Companhia. 

Conventus,  ús. 

Locangélo,Luin- 
gálu. 

Comprar. 

Ema,  is. 

Súnraa. 

Cussúmba. 

Comprazer. 
Comprido. 

Complaceo,  es. 
Longus,  a,  wm. 

Fióca. 
Curidídi.     — ' 

(U<iJ^^<^''^ 

Comtudo. 

Tamen,  [tametsi. 

Cádie. 

Conceder. 

Concedo,  is. 

Canbuíssa. 

Cmurissa. 

Concertar. 

Compono,  is. 

Lúdica. 

Concubina. 

Focaria,  ce. 

Palacáni. 

Conde. 

Comes,  ifis. 

Cucúllu. 

Caccúlv,  Cacúlla. 

Condição. 

Conditio,  onis. 

Icónco. 

Confessar. 

Confiteor,  eris. 

Fungúna. 

Confessor. 

Confessarius,  ii. 

Muífunguisse. 

— 

Confessores. 

Confessara, 
orum. 

Miífunguisse. 

— 

Congregação. 

Congregatio, 
onis. 

Locutacáno,  [Cu- 
tazeúsa. 

Congregar. 

Congrego,  as. 

Cucíca. 

Conhecer. 

Agnosco,  is. 

Zá. 

m 

Conquistar. 

Nalionesdomare. 

Báca. 

m 

VJ 


130 


CÚ 


Portuguei. 

Latim. 

Conguez. 

Bundo. 

Conselho. 

Consilium,  ii. 

Milónqui. 

m 

Consentiicento. 

Consensus,  ús. 

Viciquíli. 

Consentir. 

Acquiesco,  seis. 

Yicíca. 

Considerar. 

Pondero,  as. 

Banc'iquéssa. 

Contar. 

Numero,  as. 

Tanga. 

Cutánga. 

Contumácia. 

Permeada,  cp. 

Scitamáto. 

Conversação. 

Colloquium,  ii. 

Luquanbílu. 

Oeuanbéla,Maca. 

Conversar. 

Conversor,  ar  is. 

Quanbíla. 

Cuambéla,  Cuta- 

Cor. 

Color,  oris. 

Túse. 

máca. 

Coração. 

Cor,  ordis. 

Muc'íma. 

Muccima. 

Corda. 

Funis,  nis. 

Misínga. 

Corno. 

Cor  nu,  u. 

Npáca. 

Coroa. 

Diadema,  aí  is. 

Npú. 

Pó,  Npó. 

Coroar. 

Coronamimpone- 
re. 

Vica-npú. 

Cubáca  pó. 

Corpo. 

Corpus,  oris. 

Eginítu. 

Corpo  morto. 

Cadáver,  eris. 

Evímbu. 

Correr. 

Curro.  is. 

Sárapula. 

Cussámpulu,  Cu- 
lénga. 

Cm^íAxú- 

f    Corrigir. 

Corrige,  is. 

Longa. 

gg  Culónga. 

Corrupção. 

Corruptio,  onis. 

Ola. 

f\      i       k      f\ 

Cortar. 

Seco,  as.  Scindo, 
is. 

Sénga.        .— — 

M-Mi 

Cortezia. 

Urbanitas,  atis. 

Fúca. 

Corvo,  ave. 

Corvus,  i. 

Gongolóngo. 

Quilómhe-lómhe . 

Coser. 

Suo,  is.  Consuo, 
is. 

Suíça. 

CO 


131 


Portuguez. 

Costas. 

Latim. 

Tergum,      Dor- 
sum,  i. 

Congue2. 

NpáccM. 

Bundo, 

Nbángi. 

Costumar-se. 

Assuesco,  is. 

Culuquiána. 

Cova. 

Fovea,  Fossa,  w. 

Evúla. 

Coxa  da  perna. 

Coxa,  w.  Fémur, 
oris. 

Búcc'i. 

Coxear. 

Claudico,  as. 

Tirínga. 

Coxo,  Manco. 

Claudus,  a,  um. 

Nzuóli.Nzúdi. 

Cozer  ao  lume. 

Coquo,'is. 

Láraba. 

Culámba. 

Cozinha. 

Colina,  (B. 

Eólia. 

CR 


^íiC 

.Creado  que  serve. 

Famulus,  i. 

Mubúngi. 

Quibúngi,  Mubi 
ca. 

Crear  do  nada. 

Creo,  as. 

Coéma. 

Crer. 

Credo,  is. 

Cuiquína. 

Cachiquina. 

Crista  de  galli- 
nha. 

Gallinae  crista. 

Maláffu{ma  Nsús- 
su. 

Crista  do  gallo. 

Galli  crista. 

MaláffumaCócu. 

Cruelmente. 

Crudeliter. 

Bangúla. 

Quiabangúla. 

CU 


Cunhado. 

Mariti,  vel  uxo-    Nzáci. 
ris  frater. 

m 

Curar. 

Sanitatem  redde-    Vúca,  Lelúca. 
re. 

Culúea 

Cuspir, 

Sputo,  as.             Távula. 
DA 

Da. 

A,  ah,  abs,  ex.       Muna. 

19 


132 


DA 


Portuguea. 

Dádiva. 

Latim. 

Donum,  i, 

Conjuez. 

Sondo,  Sónmo 

D'ali. 

Illinc. 

Esumborína. 

Dansar. 

Tripudio,  as. 

Quinina. 

Da  outra  parte. 

Mine. 

Esumborína. 

Dar. 

Do,  as.  Largior, 
iris. 

Yána." 

Dar  de  mamar. 

Lacto,  as. 

Cuéma. 

Bundo. 


Cuquina. 


Cubana. 


Cumuamuéssa, 
Curissa. 


DE 


De. 

Uiijus. 

Cúna. 

SB 

Debulhar. 

Fruges  terere. 

Sócca. 

Declaração. 

Dedaratio,  anis. 

Lutatiíla. 

0  cutat  ulula,  0  cu 
gimbulúlo. 

Declarar. 

Declaro,  as. 

Talúla,Gigulúlu. 

Cutatulúla,  Cu- 
gimbulúla. 

Dedos. 

Digiti,  toriim. 

Milémo. 

Milémhu. 

Defensa. 

Propugnatio, 
onis. 

Luaniquícu. 

De  graça. 

Grátis. 

Malóndo. 

Deitar  abaixo. 

Dejicio,  is. 

Lósa,  Culósa. 

SB 

Delicado. 

Delicatus,  a,  um. 

Lembéma. 

Dentes. 

Dens,    vel    tes, 
tium. 

Menu. 

Máchu. 

Dentro. 

Intra,  intus. 

ISéne. 

m 

Depois. 

Post,  postea. 

Cunausaquila. 

Depositar. 

Depono,  is. 

Vaca. 

Cubáca,Culúnda 

Derradeiro. 

Ultimus,  a,  um. 

Nsuquinílu. 

Quissucurilu. 

Derramar. 

S pargo,  is. 

Muamúna. 

Cuchamiina. 

DE 


133 


Portuguez. 

Derreter. 

Latim. 

Liquefacio,  is. 

Consuez. 

Qiiándula. 

Bundu. 

Desacreditar. 

AlicKJus  aiictori- 
íatem     immi- 
nuere. 

Cúbua  cuiquína. 

m 

Desaforo. 

Petiilantia,  w. 

Nfalúngi. 

Desamparar. 

Desiderium,  ii. 

Zoléle. 

m 

Desapparecer. 

Eoanesco,  seis. 

Avisúca. 

Desatar. 

Solvo,  is. 

Cutúla. 

Cuqiutúla. 

Descer. 
Descobrir. 

Descendo,  is. 
Patê  fado,  is. 

Culiimúca. 
Fucúla. 

Culumúca,  Cutu- 
lúca. 

Desconcertar. 

Perturbo,  as. 

Vingóla. 

Desconfiar. 

Dijfido,  is. 

Catúla-luíiátu. 

Desejar. 

Opto,  as.  Cupio, 
is. 

Zóla. 

m 

Desejo. 

Berelinquo,  is. 

Cuíca. 

Desfazer. 

Destruo,  is. 

Bangúia,     Que- 
bra vt.'. 

Deshonesto. 

Fcedus,  a,  um. 

Ussáfu. 

Desmaiar. 

De  fido,  is. 

Lunonpócu. 

Desobrigar. 

Ohliqationem 
dissolver e. 

Catúla  lutúmu. 

Cucatúla  lutúmu 

Despedir. 

Dimitto,  is. 

Canina. 

m 

Despir. 

Exuo,  is. 

Yúla. 

Cuzúla. 

Despregar. 

Clavum  evelle- 
re. 

Catúla  Sonso. 

Cucatúla  Nsónso 

Desprezo. 

Aspernalio,  onis. 

Linghelequéle. 

Desquite. 

Divortium,  ii. 

Tovóca,  tulúca. 

D 'esta  maneira. 

Hujusccmodi. 

Mánui. 

m 

13Í 


DE 


Porluguez. 

D'esta  parle. 

Lalim. 

Bine. 

Conguez. 

Esumbuéri. 

Bundo. 

Destruir. 

Destruo,  is. 

Bangúia. 

Cubangúla. 

Determinação. 

Fixum       consi- 
lium. 

Lucánu. 

M-^'- 

Deus. 

Deus,  i. 

Zambi-ampúngu. 

'  Zambi. 

Deus  um  só. 

Unus  Deus. 

Zánbi  ampúngu., 

^Zámbiimóchi. 

Devoção. 

Pieías,  (is. 

Querotíma. 

Dez. 

Decem . 

Cúmi. 

Cúnhi. 

é 


Dl 


Dia. 

Dies,  ei. 

Quilúmbii. 

-8B 

Dias. 

Dies,  erum. 

Ilúmbu. 

-88 

Diabo. 

Diabolus,  i. 

Calianpénti. 

Cariapémba. 

Diarrhéa. 

Diarrhéa,  ce. 

Yalumóna. 

^^^'■-  i-iAnv<M/ 

DiíEculdade. 

DifíicuUas,  atis. 

Vatalalálu. 

Digo. 

Ego  dico. 

Voiile. 

Dilatar. 

Dilato,  as.  Ex- 
tendo,  is. 

Tambúca. 

Diligencia. 

Sedíditas,  atis. 

Quiacása. 

m 

Direito. 

Mquum,  i. 

Scingáma. 

• 

Disciplina. 

Flagellum,  i. 

Mussínga. 

Muchinga. 

Discórdia. 

Dissentia,  nis. 

Lassónsu.Sónsu. 

Dispensar. 

Concedo  is.  Do, 

Vána,  Cana. 

Cubana,    Cucuá- 

as. 

na. 

Distancia. 

Spatium,  ii. 

Vala,  Tominíco. 

■ 

Diverso. 

Dispq,r,  aris. 

Sosuálu. 

Dividir. 

Distribuo,  is. 

Cana. 

Cueuána. 

Portuguez. 

Divorcio. 
Dizer. 


Dobrar. 
Doce. 
Doença. 
Dormir. 

Duque. 

Duro. 

Duvida. 

Eclipse. 

Edifício. 

EÍIicacia. 

Elefante. 

Embaixador. 


BI 

Latim.  Conguez.  Bundo. 

Discessio,  onis.      Tovóca,  Tulúca.     Qg 


135 


Dico,  is. 


Yoúa. 


DO 


Duplico,  as.  Bundíca. 

Dulcis,  Suavis,  e.  Tome. 

Morhus,  i,  Bevu. 

Dormio,  is.  Léca. 

DU 

Dux,  vcis.  Cucúllu. 

Solidus,  a,  um.      Dita. 
Ambi(juitas,atis.    Filinpáca. 

EC 

Solis  et LuncB  de-    Lombóca. 
fectio. 

ED 

JEdificium,  ii.        Túngu. 

£F 
Efjicacitas,  atis.    Cángu. 

EL 
Elepbans,  antis.    Nzáu. 

EM 
Legatus,  i.  Tumuatumíni. 


(ÍM^à/VvwC^ 


Cubungica. 


Cuséca,   Cuzéca. 


Cacúllu,CaccáU(. 


Nlúngu,  Ocutún- 
na. 


Zámba. 


Catuminissa. 


136 


EM 


Porti!juez. 

Embarcar. 


Embebedar-se. 
Emendar. 

Em  pé. 

Em  pés. 
Emprestar. 
Em  um  instante. 


Latim.  Conguez. 

In  navem  impo-    Vuculúla. 
nere. 

Ebriítm  fieri.         Cóllua. 

Corrigo,    is.     Cuéia. 
Emendo,  as. 

In  uno  pede  sta-    Quililénte. 
re. 

Inpedibus  stare.     Mantilénte. 

Commodo,  as.        Sómpa. 

In  pundo  tempo-    Tándu  fióJe. 
ris. 

EIV 


Bundo. 


B'óllua  amtff^- 
txt7- 


Cussóha. 


Encarnação. 

Incarnaiio,  anis. 

Luemítu. 

Ocuimita. 

Encher^ 

Impleo,  es. 

Cadíssa . 

Encontrar. 

Obvio,  as. 

Vaculúla. 

Enfermidade. 

Morhus,  i. 

Musóngo. 

83 

Enfiar. 

Trajicere  filum. 

Soma. 

Enforcar. 

In  furcam   sus- 
pendere. 

Chetéca. 

Enganar. 

Decipio,  is. 

Lucúnu. 

Engulir. 

Glutio,  is.  Devo- 
ro, as. 

Mina. 

Minha,  Cuminha. 

Ensinar. 

Doceo,  es. 

Longa. 

Culónga. 

Então. 

Tunc. 

Vútu. 

Entendimento. 

Intelledus,  ús. 

Quilúnzi. 

Qnihtngi.  — 

Entendimentos. 

InteUedus,  num. 

liúnzi. 

Ilúngi.  — 

Enterrar. 

Humo,  as. 

Gica. 

Cugicíiboéêi,  Cuf- 
fúnda. 

EX 


137 


Pjrluguex. 

Entranhas. 

Litim. 
Víscera,  erum. 

Coliguei. 

Ndía,  Molía. 

Bundo. 

Míddia. 

Entrar. 

Ingredior,  eris. 

Cota. 

88        ^r 

Entre. 

Inter. 

VanacaciáncM. 

Entregar. 

Trado,  is. 

Tambica,  Tamí- 
ca. 

Entreter. 

Detineo,  es. 

Sála. 

88 

Enxada. 

Ligo,  onis. 

Nséngu. 

88 

ES 

Escama  de  peixe. 

Squama,  m. 

Macuá. 

Escândalo. 

Exemphm  pra- 
vum. 

Nganeámbi. 

Escaravelho. 

Scarabeus,  i. 

Tutu. 

Escolher. 

Eligo,  is. 

Sola. 

Cussóla. 

Esconder. 

Occulto,  as. 

Sueca. 

Cussuéca, 

Escravo. 

Servus,  i. 

Moái. 

M/vVV^C^ 

Escrever. 

Scribo,  is.  Exa- 
ro, as. 

Soneca. 

Cussonéca. 

Escrúpulo. 

Scrupulus,  i. 

Quituónga. 

Escudo. 

Clypeus,  i. 

Ncúbo. 

Égúbu. 

Escuro. 

Tenebrosus,  a, 
um.  , 

Tómmc. 

Escusar. 

Excuso,  as. 

Vána  mocálu-cá- 
lu. 

Espelho. 

Speculum,  i. 

Talilúa. 

Esperar. 

Excepto,  as. 

Vinga. 

Cuquinga. 

Esperto. 

Âlacer,   cris,   et 

Quenbúca. 

Ufimúca.    ttí, 

cre. 


Espia. 


Spccukdor,  oris,     Ncénque. 


20 


138 


ES 


Porluguea. 

Espingarda. 
Espinho. 


Espirro. 


Latim. 
Sclopus,  i. 


Conguea. 

TampútQ. 


Spina.oe.  Tribur    Nzénne,   Nzáco. 
lus,  i. 

Sternutamentum,    Nquéssa. 


fiundo. 


Esplendor. 

Splendor,  oris. 

Luminícu. 

Esposa. 

Sponsa,  (B. 

Esúmma. 

Esquecer. 

In  oblivionem  ve- 
nire. 

Aíruádia. 

Estar,  existir. 

Existo,  is. 

Cuicála. 

Cuicála,  [cucála 

Estatura. 

Statura,  cb. 

Ncúlla. 

Este,  esta. 

Bic,  h(BC,  hoc.  Is, 
ea,  id. 

Oyó. 

Yó,  yogó. 

Estender  em  ter- 
ra. 

Extendo,  is. 

Lavála,Lavalála. 

Estender-se. 

Se  conjicere. 

Quicáta. 

m 

Estéril. 

Sterilis,  e. 

Seita. 

Estimar. 

estimo,  as. 

Senseméca. 

Estreito. 

Angustus,  a,  um. 

Fitaquéne. 

Estrella. 

Stella,    (B.    As- 
trum,  i. 

Nbatéte. 

Tetembúea. 

Estudar. 

Studeo,  es. 

Bánça. 

Cúbança . 

Estúpido. 

Stupidus,  a,  um. 

Lávu. 

ET 


Eternamente.         Mernum. 


Coco  ja  coco.  Coco  nt  eóeo. 


EU 


Eu. 


Ego,  mei. 


Mónu. 


EV 


139 


Português. 

Evitar. 


Latiiu. 

Caveo,  es. 


Conguea. 

Quenga. 


Bundo. 


Exemplo. 
Exercício. 


EX 


Exemplam,  i.        Ngáne,  lossánu. 

Exercitatio,     Sála-sála. 
onis. 


Exhalação.  Exhalalio,  onis.    Onfénsu. 

Exhortar.  Adhortor,  aris.      Conga. 

Expirar,  morrer.     Animam  efflare.      AlTua. 


Exprimir. 


Exprimo,  is. 


Miníca,  Miniqui- 
na. 


FA 


Quicalacalélo. 


Cúffntí. 


Fabrica. 

Fabrica,  ce. 

Túngu. 

Ocutúnga. 

Fabricar. 

Fabricor,  aris. 

Túnga. 

Ciitúnga,. 

Faca . 

Ctdíer,  tri. 

Nbéli. 

Facilidade. 

Facilitas,  atis. 

Enángu. 

Fallar. 

Loqnor,  eri.% 

Voúa. 

Falso. 

Falsvs,  a,  nm. 

Luvónu. 

Faltar. 

Vesum,  es. 

Cánbua. 

Cucámbi. 

Fantasia. 

Phantasia,  ce. 

Sueffe. 

Fava. 

Faba,  ce. 

Ncánza. 

Favor. 

Gr  alia,  ar. 

Luaquilílu, 
gu- 

Nuín- 

Favorecer. 

Favco,  CS. 

Quaqiiilila, 
quíla. 

qua- 

Fazer. 

Facto,  is. 

Ván^a. 

Cubánga,  cnhán- 
ca. 

líO 


FE 


ruilugiiez. 

Latim. 
Filies,  ei. 

Coiiguez. 

Cánca. 

Bundo. 

Fedor. 

Fcptor,  oris. 

Nzúndi. 

Feijão. 

Phascolus,  i. 

Ncãssa. 

Feira,  mercado. 

Nundinw,  arum. 

Telamutéte. 

Fel. 

Fel,  ellis. 

Diiiunliisu. 

Ferir. 

Vulnero,  as. 

Luéca. 

Ferreiro. 

Ferrariíis  fabcr. 

Gangúla. 

d^gangúla. 

Ferro. 

Ferrum,  i. 

Tâdi. 

Quitári.         ^ 

Fervente. 

Fervens,  tis. 

lia. 

Ferver. 

Ferveo,  es. 

Nicúna. 
FI 

Ficar. 

Maneo,   es.   Se- 
deo,  es. 

Sala. 

Cuchála. 

Fidalgo. 

Vir  nobilis. 

Moána-muéne, 
Nfúmu. 

Muáne-miiéne. 

Figado. 

Jecur,  oris. 

Ncánza,  dína. 

Filho. 

Filius,   ii.    Na- 
tus,  i. 

Moána. 

Mona.  — 

Filhos. 

Filii,  orum. 

Ana. 

Ana. 

Finalmente. 

Denique. 

Nsuxílu. 

Fingir. 

Florecer. 
Flores. 


Fogão. 


VUÀ 


Fingo,  is.  Simu-    Vixica. 
lo,  as. 

FL 

Flóreo,  es.  Ver-    Tangúta. 
7W,  as. 


Flores,  um. 
Focus,  i. 


Vúm. 


FO 


Maíúcu. 


SB 


FO 


líl 


Pwrtuguez. 

Fogo. 

La  li  111  ■ 

i(jms,  i. 

Coiiyuez. 

Tiíbia. 

Bundo. 

Tubi  a. 

Folgar. 

Exulto,  as.  Lm- 
tor,  ar  is. 

Fióca. 

Folhas. 

Frondes,  ium. 

Maca  ia. 

Naffn. 

Fome. 

Fames,  is.  Esu- 
ries,  ei. 

Nzála. 

^zála. 

Fonte. 

Fons,  ontis. 

Scima. 

Scima  ou  Chima. 

Formiga. 

For  mi  ca,  ce. 

Nfúla. 

SB 

Fornicar. 

Fornicor,  aris. 

Quinsúsa,       la- 
quiosúsa. 

Forte. 

Forlis,  e.  Volens^ 
tis. 

Gólo, 

Quicólo. 

Fll 


Fraco. 

Debilis,  e.  ímbel- 
lis,  e. 

TóntoJo. 

Frecha. 

Sayitta,  w. 

Mochcle. 

Frigir. 

Frigo,  is. 

Canga. 

Cucánga. 

Frio. 

Frigus,  oris.  Al- 
gor,  oris. 

Chióxi. 

/V^VVÍM. 

FU 

Fugir. 

Fugio,  is. 

Cína. 

Fumegar. 

Fumo,  as. 

Niia-fúnui. 

Cunúa  mace 

Fumoso. 

Fumosiis,  a,  um. 

Múcu. 

Fundo. 

Fundus,i.1muin, 
i. 

Vangibéne,  ván- 
gi- 

Funil. 

Infundibulum,  i. 

Loquelélo. 

Furar. 

Per  foro,  as. 

Zécca. 

Furioso. 

Furiosus,  a  um. 

Gánghi,  ngánc'i. 

« 

142 


FU 


Portuy 

;uez. 

Latim. 

Cong 

Furtar. 

Furor,  aris.  Sur- 
ripio, is. 

Quía. 

Furlo. 

Furtum,  i. 

Vídi. 

Fuzil. 

Igniarium,  ii. 

Bindúa. 

Bundo. 


GA 


Gado  grosso. 

Armentum,  i. 

Tnaléxi. 

Gago. 

Jialbus,  a,  um. 

Cucúma. 

Galantaria. 

Urbanitas,  atts. 

Chembéssa. 

Galante. 

Elegans,  arais. 

Chánmu. 

Gallinha. 

Gallina,  w. 

Nsússii. 

Gallo. 

Gallui    (jallina- 
ceus. 

Coco. 

Gallo  da  índia. 

Gallus  Tndus. 

Npílio. 

Ganhar. 

Lucror,  aris. 

Bácca. 

Garfo. 

Uncus,  i. 

Musóraa. 

Garganta. 

Guttur,  is.- 

Eláca,  eriláca 

Gastar. 

Consumo,  expen- 
do, is. 

Lalíssa. 

Galo. 

Fe  lis,  is. 

Búdi. 

GE 

Gente,  povos. 

Gens,  tis.  Natio, 
onis. 

Musa. 

Gentilidade. 

Gentilitas,  atis. 

Sungúngu. 

Gentios. 

Cultores    Jdolo- 
rum. 

Nuídi. 

Quicúma. 


eg 


Geração. 


Venerado,  onis.      Enucílu. 


GE 


143 


Ptrtuguez. 

Latim. 

Cuiifíuea. 

Gerar. 

Género,  as. 
gno,  is. 

Gi- 

Yúla,  túnga 

Bundo. 


8B 


GL 


Gloria  bemaven-    BeatUudo,  ims.      Muquémbo. 
turada. 


Glorias. 


Gloria.',  arum.        Miquémbo. 


GO 


Gordo. 

Pinguis,  e.  Opi- 
mus,  a,  um. 

Avúnga,   vánga. 

Gordura. 

Adeps,   is.  Pin- 
guedo,  inis. 

Másci .                    Másci  ou  Máchi 

Gosar. 

Fruor,  eris.  Po- 
tior,  iris. 

Nhequéta. 

Gostar. 

Deledor,  ar  is. 

Coeléca.             gg 

Governador. 

Giibernator,  oris. 

Nánga; 

Governar. 

Gnherno,  as. 

Lúdica. 

GR 


Graça. 
Grande. 
Gritar. 
Grito. 


Lepor,  oris.  Muvínglii.  gg 

Magnus,  a,  um.  Anpuéna. 

Clamo,  as.  Boca. 

Clamor ,  oris.  Boqueie.  gg 


GU 


Guarda-roupa.        Vestispicus,  i.        Nimaléca. 
Guerra.  Belhm,  i.  Víta. 


Jtu. 


U4 

Purtuguez. 

Habitação. 
Habitar. 


IIA 

Lalini.  Conguez. 

ITabitatio,  onis.      Ntúngu. 


Habito,  as. 


Cuilála. 


Blinda. 


Mtúnyii,  iiibála,i^L 
Cuicála,   cucáUi. 


IIC 


Herança. 
Herdar. 

Herva. 


Jleredilas,  atis.      Vingána. 

fíeredUalem  adi-    Yingãna. 
re. 


fíerba,  (p. 


Búndu. 


ni 


Historia. 


Historia,  (t.  Mussámu. 

•  lio 


Mussámu, 


Hoje,  n'estc  dia.     fíodie,  hodierno    Uno. 
die. 


Horabros. 

Humeri,  orum.       Mabémbua. 

Si^iála 

Homem. 

Homo,  inis.           Eiacála. 

Honrar. 

Honoro,  as.  Co-    Gitissa. 
lo,  is. 

Honlem. 

Heri.                     Esóno. 

Hora. 

Hora,  (P.                Cúrabu. 
ilU 

Cúmbi 

Humildade. 

Httmilitas,  [atis.    Lenúii. 
JA 

Janella. 

Fenestra,  te.          Janélla. 

Jane  11 

Jantar. 

Prandium,  i.          Dia,  ria. 

Qi  édJi. 

^::aj-\ 


ID 

Portuguez.  Latim.  Coaguez. 

ídolo.  Simulacrum  fal-    Itéque,  téque. 

si  miminis. 


JE 


im 


Bundo. 

Quitéque. 


Jejuar. 


Jejuno,  as.  Jejuar. 


Jejuar. 


IG 


Igreja. 


Templum,  i.  Nzoóxi. 


IL 

Ilha.  ínsula,  w.  Nzádi. 

Illuminar.  lllunúno,  as.         Miníca. 


Cumica. 


Imagem. 

Imago,  inis. 

lelequesóa. 

Imitação. 

Exemplum,  i. 

Landa. 

Imitar. 

Imitor,  aris. 

Landa. 

Immortal. 

Immortalis,  e. 

Coco  ja  coco. 

Coco  ia  coco,  ca- 
fa  rínqui. 

Immundicia. 

Sordes,    ium. 
Spurcilies,  ei. 

Víndu. 

Víndu. 

Impedimento. 

Impedmentum,i. 

Lovungílu. 

Ocubungica. 

Impedir. 

Impedio,  is. 

Vungíla. 

Cubungíca. 

Impotente. 

Dehilis,  e. 

Canbua-lêndu. 

Quinbánda. 

Imprimir. 

Imprimo,  is. 

Túla. 
IN 

m 

Inchar. 

Tumeo,  es. 

Vinba. 

Cugimbe, 

i46 


IN 


Portupuez. 

Incrédulo. 


Infamar. 

Infâmia. 

Infiel. 

Infinito. 

Ingratidão. 

Inimigo. 
Injuriar. 
Instancia. 
Instruir. 

Intelligencia. 
Intenção. 

Interessar. 

Interpretar. 
Intimar. 
Invenção. 
Invocar. 


Latim.  Conguea.  Bundo. 

Incredulus,  a,  Cánbua    cuiqui-    Ocucámpe  o  ea- 
tim.  na.  cliiquína. 

Infamo,  as.  Leucúia,  Levúla.     Culébúla. 

Dedecus,  oris.  Nfalúngi. 

Infidus,  a,  um.  Cánbua-cánca.        Ocucám^iofé. 

Infinitus,  a,  um.  Quequissúqui. 

Beneãcii  accepti  Ntocósci. 
oblivio. 


Inimicus,  i. 
Convicior,  aris. 
Contentio,  onis. 


Nbéní. 

Levúla. 
Taminicu. 


Instruo.  Erudio,    Longa. 
is. 

Intelligentia,  ce.     Súnga-súnga. 

Animus,  i.  Mens,    Npitu. 
tis. 

Suis  honis  consu-    Yicilíla. 
lere. 


Explano,  as. 
Intimo,  as. 
Inventum,  i. 


Bánça. 

Zaíssa. 
Conga. 


Invoco.  Imploro,    Sánba. 
as. 

JO 


Culébúla 


Culónga. 


8B 


Joelhos. 

Genna,  uum. 

Maungúnu 

Jogar. 

Ludo,  is. 

Tauári. 

Jogo. 

Ludus,  i.    . 

Oádi.     . 

Portuguei. 

Irmão. 


IR 


Latim. 

Frater,  tris. 


Conjuez. 

Npánghi. 


147 

Bundo. 

Pánià^^Pán^m. 


Irreverência.  Lrreverentia,  a.      Cámbua  gilu.         Ocucámbi-Ugítu, 


JU 


Juízo.  Mens,  tis.  Judi-  Lúngi.  Quilúngi. 

cium,  ii. 

Julgar.  Jiidico,  as.  Cen-  Taíla. 

seo,  es. 

Jurisdicção  Jiirisdictio,  nis.  Luléndu. 

Justamente.  Juste,  Jure,  Me-  Ludi. 

rito. 

Justo,  igual.  Justus,    fl,    um.  Fanána. 

Par,  aris. 

LA 

Ladrão.  Latro.     Prcedo,  Moiui.  MuiL 

onis. 

Lagrimas.  LacrymcB,  arum.  Mazánga. 

Lagrimejar.  Lacrymo,  as.  Dila,  vaca,  ma- 

zánga. 

Lamcntar-se.  Conqueror,  eris.  Yána-sánba. 

Lançar  fora.  £jicio,is.  Lósa. 

Largo.  Latus,  a,  um.  Tambúca. 

Lastima.  Commiseratio,  Sucamóio. 

onis. 

Lavar.  Lavo,  as.  Abluo,  Succúla.  Cussucúla. 

is. 

LE 

LeSo.  Leo,  onis.  Ncósci.  H'óg'i. 

Legitimo.  Legitimus,a,um.  Oalúdi. 

21  ♦ 


148 


LE 


PoTtuguez. 

Lei,  ordenação. 

Latim. 

Lex,  legis. 

Conguez. 

Milónghi. 

Bundo. 

Leite. 

Lac,  adis. 

Meúma. 

Muámua. 

Lenço. 

Linteohm,  i. 

Lenço. 

7^-1 4«'enço. 

Lenho,  madeiro. 

Lignum,  i. 

Lucúni. 

— 

Lenhos,    madei- 

Ligna, orum. 

Ncúni. 

— 

ros. 

Ler. 

Lego,  is. 

Tanga. 

Cutánga. 

Levanta  r-se. 

Erigere  se. 

Teléma. 

LI 

Liherdade. 

Libertas,  atis. 

Luisadidu. 

Licença. 

Licentia,    vénia, 

(B. 

Msuá. 

Licitamente. 
Limão. 

Honeste.  Juste. 
Malum  citreum. 

Fanéne. 
Marimão. 

JJ^lãimãy,   marx-  " '^ 

Limpo. 

Mundus,  a,  um. 

Cussúca. 

.  8S 

Lingua. 

Lingua,  w. 

Ludimi. 

<^  yjfifimi.  1t  K 

Litigar. 

Litigo,  as.  Con- 
tendo, is. 

Sónza. 

Livrar. 

Libero,  as. 

Ganga. 

LO 

Lobo. 

Lúpus,  i. 

Luigúnbiia. 

Quámngu.  í  orv 

m 

Logar. 

Locus,  i. 

Nfúlu. 

Longe. 

Longe.  Procul. 

•  Vóla. 

Louvar. 

Laudo,  as.  Cele- 
bro, as. 

Tónda. 

Cutónda. 

Louvor. 


Laus,  dis. 


Massaquílilu. 


LU 


U9 


Porluguea. 

Lua. 

Latim. 

Luna,  (B. 

Conguês. 

Gónde. 

Bund 

Lume. 

Liitnen,  inis. 

Luminícu. 

Ocumica. 

.Luxuria. 

Luxuria,  ce.  Li- 
bido, inis. 

Quinsúsa. 

Luxurioso. 

Libidinosus ,    a, 
um. 

Nsúsu. 

• 

Luzente. 

Lucidus,  a,  um. 

Luminícu. 

Química 

MA 

Machado. 

Securis,  is. 

Luáchi. 

Magro. 

Macilentus,a, 
um. 

Tánna. 

Maior. 

Major,  oris. 

Rivirdisangáma. 

Mais. 

Magis,plus,  am- 
plius. 

Diáca. 

Mais  ou  menos. 

Plus  minusve. 

Cuatuchícha 
cataléto. 

tu- 

Maltratar. 

Lwdo,  is.  Maio 
afficere. 

Vangavúi. 

Mama. 

Mamma,(B.Uber, 
eris. 

Iene. 

r:^hÉiéle.  — 

Mamas. 

Mammce,  arum. 

Maiéne. 

Mele.  — 

Maneira,   modo. 

Modus,  i. 

Muánu. 

m 

Manifestar. 

Manifesto,  as. 

Sónga. 

m 

Manifesto. 

Evidens,  tis. 

Songhéle. 

8B 

Manto. 

Palia,  w. 

Canpa. 

Mão. 

Manus,  ús. 

Cuáco. 

Lu(hco. 

Mar. 

Maré,  is. 

Mú. 

Marido. 

Maritus,  i. 

Lúmi. 

Munúmi 

150 

Portuguez. 

Mas,  porém. 
Mala,  bosque. 
Matar. 


Latim. 

Se  d.  Ver  um. 
Saltus,  ús. 


IA 

Conguez. 
Cángi. 

Nfínda. 


Occido,is.  Neco,    Vónda,  lósa. 
as. 


Bundoi 


Culósa. 


Medicina. 

Medicina,  ce. 

Longbiána. 

Medida. 

Mensura,  w. 

Musóngo. 

Musónga. 

Meio. 

Medius,  a,  um. 

Caciánc'i. 

Cachd&,  cáchi. 

Mel. 

Mel,  ellis.. 

Uíqui. 

Uíqui,  guíqui. 

Melancolia. 

Atra  bilis,    me- 
lancholia,  <b. 

Cachi,  cásci. 

m 

Melhor. 

Prcestantior  ,ius , 
oris. 

Ânbóte. 

^Ânbóte. 

Memoria. 

Memoria,  w. 

Súnga-súnga. 

89 

Menino. 

Jnfans,  tis. 

Muléque. 

Muléque.  — 

Meninos. 

Infantes,  ium. 

Aléque. 

Aléque.  — 

Menos. 

Minus. 

Luélu. 

m 

Mcnlira. 

Mendacium,  ». 

Lucúnc'i,   Lucú 
nu. 

- 

Mercador. 

Mercator,  oris. 

Tamúte. 

Mercar. 

Mercar,  aris. 

Súmma. 

Cussúmba. 

Mesmo. 

Idem,  eadem, 

Béne. 

Mestre. 


Mil. 


Magister,  i.  Ndónghi.  Jfdonguixi. 

MI 
Mille.  Luculági.  Wulucági.. 


MI 


151 


Portuguez.  Bundo.                         Conguez. 

Milho,  género  de  Milium,  ii.  Midi. 
grão. 

Minha,  minhas.  Meus,  a,  um.  Miáme,  mame. 

Minimo.  Minimus,  a,  um.  Leclée. 

Ministro.  Magistralus,i\s.  Nciluilu. 

Miolo.  Medulla,  ce.  Ce-  Onguánlu. 
rehruWy  i. 


Latim. 

Massa. 


Q'uiám4,  iámi. 


MO 


Mó  de  moinho. 

Molaris,  is. 

Lebéna. 

.'  ; 

Moça. 

Puella,  ce. 

Molccca. 

Molécca.    7 

Mocidade. 

Adolescentia,  ce. 

Ncúla. 

Moço,  rapaz. 

Adoleseentuhis,i. 

Moleque. 

Moleque.    - 

Modo,  maneira. 

Ratio,  nis.  Mo- 
dus,  i. 

Muánii. 

es 

Moeda. 

Maneia,  ce. 

Nzímmu ,     zim- 
bu. 

Zimbu,  qiiitáp 

Mofar. 

Derideo,  es. 

Yingacéce,    nu- 
cánzue. 

Moléstia. 

Moléstia,  íb. 

Mafuquéssa. 

Molhar. 

Madefacio,  is. 

Bondáma. 

Momento. 

Temporismomen- 

Tánno. 

tum,  i. 

Monte. 

Mons,  ontis. 

Móngo. 

Mortal. 

Mortalis,  e. 

Riampóndi. 

— 

Morlaes. 

Mortales,  ium. 

Mampóndi, 

M 

Morte. 

Mors,  ortis. 

Mafúa,  Fúa. 

1 

Mosca. 

Musca,  íB. 

Nsúmi. 

i.  i% 


!• 


152 


MU 


Portuguez. 

Muito. 

Latim. 

Multum.    pluri- 
mum. 

Congnez. 

Âínghi. 

,  Bundo. 

Mulher. 

Mulier,  eris. 

Quéntu. 

fH^-U^MZ 

Mundo. 

Mundus,  i. 

Nzá. 

Musica. 

Musica,  m. 

Mutunga-túnga. 

8B 

IVA. 

Na,  nas. 

In,  de. 

Muna,  cúna. 

Mú,  cú,  bú. 

Nadar. 

Nato,  as. 

Ngúnga. 

8B 

Nascer. 

Nascor,  eris. 

Vúta. 

Nascer  as  semen- 
tes. 

Orior,  eris.            Amàna. 

NE 

m 

Necessidade. 

Necessitas,  atis. 

Mumpáci. 

— 

Necessidades. 

Necessitates,um. 

Mimpáci. 

— 

Negar. 

Nego,   as.   Infi- 
eior,  aris. 

Manga. 

Neta. 

Neptis,  is. 

Tecúlu. 

Malaúli0(^^ 

Neto. 

Nepos,  otis. 

Tecúlu. 

Malaúlu. 

NO 

No,  nos. 

In,  sub. 

Muna,  cúna. 

Mú,  cú,  bú. 

Nomear. 

1 

Nomino,  as.  Vo- 
co,  as. 

Sungúla. 

Nós. 

Nos,  nos t rum. 

léta. 

Ipuétta,  jiéttu.^ 

Noticia. 

Noiitia,   CB.    Co- 
gniíio,  anis. 

Nsángu. 

OB 


Obedecer.  Obedio,  is.  Pa~    Lendóca. 

reo,  es. 


OB 


m 


Portuguez. 

Obedeço. 

Latim. 

Ego  obeclio. 

Conguez. 

Lenduquíli. 

Bundo. 

Obediência. 

Obedientia,  w. 

Lulendúcu. 

Obra. 

Opus,  eris. 

Mofúnu. 

Quifúnu. 

Obras. 

Opera,  um. 

Mifúnu. 

^ 

Obrigação. 

Obligatio,  onis. 

Lutúmu. 

Lutúmu,  qmtúmu 
mubíca. 

Obrigar. 

Obligo,  as. 

Camíca. 

Obstinação.  _. 

-     Obstinatio,  onis. 

Nangaméso. 

oc 


Occasião. 
Occulto. 


Occasio,onis.An-    Etúcu. 

Sã,  CB. 

Occultus,  a,  um.     Nfúndu. 


OD 


Ódio. 


Odium,n.  Nguémi,  Mun-    Ngúma,  lúma. 

quente.  ' 

OF 


Offender  a  Deus.    Deum  offendcre.    Sumúca  zámbi.      Culebúla  zámbi. 


Offerecer. 

Offero,  ers.  Ex-    Vána. 
hibeo,  es. 

Cubana,   culum- 
bíla. 

OL 

Olhar,  ver. 

Aspício,  is.   Vi-    Mona, 

deo,  es. 

tala. 

j          Cumóna,  cutála 

j4\^;^ÍSSU. 

Olho. 

Oculus,  i.              Díssu. 

Olhos. 

Oculi,  orum.          Méssu. 

Méssu. 

154 


<JN 


Portuguez. 

Onde. 

Latim. 

Ubi. 

Coiiguez. 

Cuévi, 

Bundo. 

Cuévi f  cuébi 

Onde  vás? 

Quo  abis? 

Cu  cuévi. 

ttt^,  "jK  cuéti. 

Ontem. 

Ileri .     Hcsierno 
die. 

Esóno. 

Orvalho. 


OR 


Oração. 

Precatio,  onis. 

Sánba. 

Ordenação. 

Edidum,  i. 

Liidicu. 

Ordenar. 

Ordino,  as.  Im- 
pero, as. 

Lúdica. 

Orelha. 

Aurícula,  CB. 

Cútu. 

Orelhas. 

Aimculw,  arum. 

Wátu. 

Ornar. 

Orno,  as.  Illus- 
tro,  as. 

Quetúla 

jRoí,  orís. 


Elóva. 


Mtissámbo. 


^UhiituiL 


OS 


Ossos. 

Os,  ossis. 
um. 

Ossa,     Visei. 

ov 

Ovelha. 

Ovis,  is. 

Eiiiéme. 

Ouço. 

Ego  audio 

Unguíri. 

Outro,  outra. 

Alter,  era, 

erum.    Oaca. 
OX 

Uomucá  ou  Uo- 
muquá. 

Oxalá. 

Utinam. 

Engua. 

PA 

\^ 


Paciência. 


Patienlia,  cb. 


Luviríiu. 


PA 


Vòli 


PorUiguez, 

Padecente. 

Latim. 
Patiens,  entis. 
Sons,  tis. 

Conguea. 

Luidirílu. 

Bundo. 

Pae. 

Pater,  tris. 

Es.se. 

— 

Paes. 

Paires,  íriím. 

Másse. 

Pagar. 

Solvo,  is. 

Fila,  fúta. 

Cuffúla 

Palavra. 

Verbum,  i.  Voca- 
bulum,  i. 

Diánbii. 

Palha. 

Slipula.Palea,(e. 

Nhánga. 

Qiuànp. 

Palmatoada. 

Fenúce  ictus. 

Báva. 

Palmeira. 

Palma,  (e. 

Eia. 

M^ié. 

Palmeiras. 

Palmw,  arum. 

Maia. 

Máie.  — 

Palmo. 

Palmus,  i. 

Liitáma. 

Pálpebra,  capei- 
la  do  olho. 

Cilium,  li. 

Dáu. 

Pão  de  milho(   ) 

Panis  miliariíis. 

Nfúndi. 

fjúnaí,  ffúngi. 

Papel. 

Papyriím,  i. 

Papel. 

J^ãpj^,mttcanda. 

Papo. 

Guttur,  uris. 

Nfínghi. 

Papodegallinha. 

GaJlina'  guttur. 

Nfínghi  ansúsu.      , 

Paraiso. 

Beatorum  sedes. 

Muquénhu. 

Páreas  de  mulher 
parida. 

Secundce,  arum. 

Quénda. 

m 

Parede. 

Partes,  etis. 

láca. 

Parente. 

Consanguineus, 
a,  um. 

Vútu. 

Parir. 

Pario,  is.  Par- 
tum  edere. 

Uta. 

SJ^r^: 

Passar. 

Transeo,  is. 

Tióca,  ita. 

Cubita. 

Passar  o  rio. 

Flumentransire. 

Sáuca,  luta. 

22 


136 


PA 


Portuguez. 

Pássaro. 

Latim. 

Avis,  is. 

Cong 

Núni. 

Passear. 

Ambulo,  as.  Spa- 
tior,  aris. 

Cangóla 

Pau. 

Lignum,  i. 

TÚDga. 

Paz. 

Pax,  acis. 

Ongo. 

Bundo. 


ftúnga. 


PE 


Pé. 

Pes,  edis. 

Cúlu. 

Pés. 

Pedes,  um. 

Málu. 

Peça  de  artilhe- 
ria. 

Tormenlum  belli- 
ciim. 

Maténda. 

Peccado. 

Peccatum,i.  Cul- 
pa, (B. 

Risiimu. 

Peccados. 

Peccata,  orum. 

Masúrau. 

Peccador. 

Peccator,  oris. 

Musuraúqui, 

Peccadores. 

Pcccatores,  um. 

Misumúqui. 

Peccar. 

Delinquo,is.Pec- 
co,  as. 

Sumúca. 

Pedaço,  trapo. 

Par  ti  cuia,  w. 
Pars,  tis 

Témme. 

Pedir. 

Postulo,  as.  Pe- 
to, is. 

Vinga. 

Pedra. 

Lápis,  idis. 

Etádi. 

Pedras. 

Lapides,  dum. 

Matádi. 

Peito. 

Pedus,  oris. 

Mucúma. 

Pelejar. 

Pugno,  as. 

Tána. 

Pelle. 

Cútis,     is.     Co- 
rium,  ii. 

Mucánda. 

5 


$iténda,   matén- 
'   da. 


Cubinc 

Ritáp.  P  «^ 
MatáJi.  m. 


SB 


PE 


157 


Portuguez. 

Pellos. 

Latim. 

Pili,  orum. 

Conguea. 

Mica. 

Bundo,      l 

Pelo  contrario. 

Secus.  Aliter. 

Sassusuánu. 

Penna  dos  passa- 

Pluma,  (B. 

Lussála. 

Quisála. 

saros. 

Pena,  castigo. 

Pena,  w.  Suppli- 
cium,  ii^ 

Tiínbu. 

Pensar. 

Cogito,  as. 

Banciquéssa. 

Pente. 

Pecten,  inis. 

Sánu. 

Perdão. 
Perder. 

Remissio,  onis. 

Perdo,  is.  Amit- 
to,  is. 

Lulóco. 

Scínbacána,A.uí- 
la. 

Oculolóca,  quis- 
sambo. 

Perdoar. 

Parco,  is. 

Lolóca. 

Culolóca. 

Perfeição. 

Absohdio.  Perfe- 
dio,  nis. 

Luscinpúcu. 

Perguntar. 

Interrogo,  as. 

Cuivíla. 

Cuibúla. 

Perigo. 

Pericidum,  i. 

Lúngu. 

m 

Perna. 

Crus,  uris. 

Nfiangómine. 

Perseverança. 

Perseverantia,w. 

Diquicíla. 

Perseverar. 

Persevero,  as. 

Quicíla. 

Perto. 

Prope. 

Vacúífi. 

Pescador. 

Piscator,  oris. 

Mloúi. 

Pescar. 

Piscor,  aris. 

Lóa. 

Culóa. 

Pescoço. 

Collum,  i. 

Gíngu. 

Chingu. 

Péssimo. 

Nequissimus,  a, 
um. 

Vi. 

Petição. 

Petitio.  Postula- 
tio,  onis. 

Mubíogu. 

Mubinga.  — 

Petições. 

Petitiones,  um. 

Mibíngu. 

Mibtnga. 

158 

Portuguez. 

Petitório. 
Pez. 


PE 


Latim. 
Postulatum,  i. 

Pix,  icis. 


Conguez. 

Quinbénbo. 
Cocóto. 


Bundo. 


PI 


Picar. 
Piedoso. 

Pilão. 

Pintura. 

Piolho. 

Plantar. 

Pó. 

Pobre. 

Poder. 

Poderoso. 

Poderosos. 

Podre. 

Ponte. 

Pôr. 

Porco. 

Porém. 

Porque. 


Pungo,  is. 


Nsúca. 


Pius.ReWjiosus, 

,     Ch'iári. 

a,  um. 

PistiUum,  i. 

Msú. 

Pictura,  (B. 

Nsóno. 

Pediculus,  i. 

Ná. 

PL 

Planto,  as.  Inse- 

-    Tuica. 

ro,  is. 

PO 

Piihis,  eris. 

Mutóto. 

Pauper,  eris. 

,    Npútu. 

Inops,  is. 

Potestas,  atis. 

Lenda. 

Potens,  tis. 

Muléndi. 

Potentes,  iim. 

Miléndi. 

Putris,  e. 

Âóla. 

Pons,  ontis. 

Musónza 

Po7io,  is.  Collo-  Vácca. 
CO,  as. 

Porcus,  i.Sus,  is.  Ngúlu. 

Cceteriim.  Sed.  Cángi. 

Cur?  Quare?  Anquívo. 
Quia. 


Ch'iári,    múcêi,\jX. 
Iiénda. 


•Ã^tr^^Ç, 


pna. 


Mutóto. 


Cuháca. 


fígúlu. 


PO 


159 


Portuguez. 

Porta. 

•Latim. 

Poria,  tje.Janua, 

(B. 

Coniíuez.       (^^            Bundo. 

Evítu.              -^fiiéítu. 

Porta  aberta. 

Janua  rescrata . 

Evitu  moáu.    jJJ^  Aiéituurjicúla. 

Porto. 

Portus,  ns. 

Ezenzélo,  lúa.            gg 

Possível. 

Possibilis,  e. 

Vatalálu. 

Pouco. 

Paiicus,  a,  um. 

Luélu.                        gB 

PR 

Praça. 

Fórum,  i. 

Nbásci. 

Praticar. 

Fabulor,  aris. 

Xuluquíána. 

Preceito. 

ProBceptum,  i. 

Lutúmu.                 Quitúmu,  quigil 

la. 
Pregar. 

Pregar. 

Concionor,  aris. 

Pregar  com  pre- 
gos. 

Figo,  is.  Afpfjo, 

ÍS. 

Coma. 

Prego. 

Clavus,  i. 

Sónzo. 

Preguiça. 

Pigriíia,  w. 

Viúze. 

Premio. 

Premium,  ii. 

Sónmo. 

Prender. 

Capio,  is. 

Vúca. 

Presença. 

Pr e sentia,  íf, 

Cúlusse,   lússe.      gg 

Presente,    dadi- 
va. 

Donum,  i.    Mú- 
nus, eris. 

Sondo,  sónmo. 

Primo. 

Patruelis  frater. 

tf 

Moancásci. 

Principalmente. 

Maxime.  Preci- 
piie. 

lavasavéle. 

Principio.  Principium.  Ini-  Eiándu. 

ti  um,  ii. 

Privar.  Orbo.  Privo,  as.  Tumraúca. 

Procurar.  Quwro,  is.  Quacáma. 


X 


160 


PR 


Portuguez. 

Prompto. 

Latim. 

Celer,  eris. 

Conguez. 

Sungúngu, 
Suúngu. 

Provar. 

Probo,  as. 

Coeléca. 

Proveito. 

Lucrum,  i. 

Nsúcu. 

Provisão. 

Penus,'ús. 

Ncútu. 

^Ci 

Prudente. 

Prudens,  tis'. 

Lungalálu. 

Publicamente. 

Palam:\PubUce. 

Ntumuilu. 

Publicar. 

Divulgo,  as. 

lamúna. 

Pulga. 

Pulex,  icis. 

Nciímu. 

Pureza. 

Munditia,  w. 

Cucussúcu. 

m 

Purgar. 

Purgo,  as. 

Cussúca. 

^ 

Bundo. 


Ncútu,  H'útu. 


QUA 


Qual. 

Quando. 
Quanto. 


Ouis,ve\qui,qu(B,    Náhi. 
quod. 

Quando.  Cum.       Quiatánnu, 

Quo,   quanto,    Iquá. 
quam. 

QUE 


Náhi.^. 


Que. 

Quebrar. 

Queimar. 

Queixa. 
Queixar-se. 


Qui,  quce,  quod.     Q'uiáma,  gg 

Frango,  is.  Nhocóta,  búdica.    Cubufíca.  '-^ 


Cremo,   as.   In-    Viça.  Léraa. 
cendo,  is. 

Conquestio,  onis.    Lusánba. 

De   aliquo   con-    Sánba. 
queri. 


QUE 

Portuguez.  Latim.  Congiiez. 

Querer.  Volo,  vis.  Amo,    Zóla. 

as. 

Quero.  Ego  volo,  amo.      Zoléle. 


QUI 


161 


Bundo. 
©,  Cuzóla. 


Ngazúla,    úgan- 
dála.   ^ 


Quintal. 


Sej)lu m,i.  Septa ,    L ú n bn . 
w. 

RA 


Culúmbu. 


Rabo. 
Bâinba. 

Raio. 
Raiz. 


Cauda,  m. 
Regina,  cb. 

Fulmen,  inis. 
liadix,  icis. 


Baizes.  Radiccs,  cum. 

Ramo  de  arvore.  Ramus,  i. 

Rapar  a  cabeça.  Abrado,  is. 

Rasão.  Ratio,  onis. 

Rato,  animal.  Mus,  uris. 


Nquíla.  Mnquila. 

M  u  c  h  i  n  ú  a 

Nquéntu. 

Losseraóozu. 

Miiichi,    muán-    Tjdánci. 
c'i. 


Miánci. 

Lulála, 

TúIa. 

Queléia. 

Ecrúi. 


Jindánci. 


8B 


RE 


Receber.  Rccipio,  is.  Támbula. 

Reclamar.  Reclamo,  as.  Boca. 

Recoir.mcndar.  Commendo,  as.  Coequéca. 

Recusar,  negar.  Recuso,  as.  Manga. 


Culámbula. 


Redo. 


Rete,  is. 


Ecúnde,  ericún- 

do. 


ís 


1C2 

Portuguez. 

Redondo. 
Referir. 

Reformado. 

Rego. 

Regra. 

Rei. 

Relatar. 

Remar. 
Remendar. 
Renda  annual. 

Repicar. 

Repouso. 

Representar. 

Resgate. 
Resistir. 
Resolução. 

Respeito. 

Responder. 
Restituir. 

Resurgir. 


RE 

Latim.  Conguez. 

Rotundiis,  a,  um.    Scingalaquéssa. 

Narro,   as.   Re-    Sciogúla,  laísa. 
censeo,  es. 

JEmendatus,a,    Tummúqui. 
um. 


Bundo. 


Sulcus,  i. 


Mocála. 


Regula.  Norma,     DÓDghi,  cóngo. 

(B. 


Remigo,  as. 
Resarcio,  is. 


Vúna. 
Dima. 


Reditus.  Proven-  Ngénda,   iala- 
tus,  f(S.  quémba. 

Cymbala  pulsare.  Sósa . 

Requies,  etis.  Lupuámu. 

Depingo,  is.  Ex-  Sónga. 
primo,  is. 

Redemptio,  onis.  Bonda. 

Resisto,  is.  Chiquíla. 

Comilium.  Pro-  Lugadícu. 
positum,  i. 

Cultus,  ih.   Ho-  Ebifii. 
nor,  is. 

Respondeo,  es.  Vuliíca. 

Reddo.   Repono,  Vutiica. 
is. 

Resurgo.    Revi-  Catumúca. 
visco,  is. 


Dúnghi, 


Rex,  gis.  Muchíno,  muc'i-    Muchína. 

nu. 
Narro,  as.  Re fe-    Laísa,  scingúla. 
ro,  ers. 


m 


Cuvulúca. 


u 


Portujuez. 

Reverencia. 
Rezar. 


RE 


Latim. 

Reverentia,  ce. 
Recito,  as. 


Conguez. 
Egitáma. 

Sánba. 


163 


Bundo. 


Cussámba. 


RI 


Rico. 

Dives,  itis. 

Vuáma. 

Ricos. 

Divites,  tum. 

Nuáma. 

Rio. 

Fluvius,  i.  Flu- 
men,  inis. 

Mucóco. 

Riqueza. 

Divitice.    Copiw, 
ar  um. 

Vuáma. 

Rir. 

Rideo,  es. 

Seva. 

RO 


Rogar. 

Obsecro,  as. 

Gundeléla. 

Roncar 
do. 

dormin- 

S ter  to,  is. 

Cunacóna. 

Rosto. 

Vnltiis,  ús.   Fá- 
cies, ei. 

■    Lússu. 
RU 

Rua. 

Via,  (e. 

Mubacála. 

Ruas. 

Vice,  arum. 

Mibacála. 

Rumor. 

Fama,    w.    Ru- 
mor, is. 

■    Ciissu. 

Rústico. 

Rusticus,  a,  um. 

Nuáta. 
SA 

Sacramento. 

Sacramentum,  i. 

,     Rióte. 

Sacramentos. 

Sacra men  ta, 

Maóte. 

orum. 


Sacco, 


Saccus,  i. 


Ncútu,  díla. 


iZ  * 


16i 


SA 


Português. 

Sair. 

Latim. 

Egredior,    eris. 
Exeo,  is. 

Conguez, 

Vaíca. 

Salvar. 

Saluto,  as. 

Lúnda. 

Sangrar. 

Venam  incidere. 

Siimúca. 

Sangue. 

Sangiiis,  nis. 

Ménga. 

Sarar. 

Sano,  as. 

lelóca. 

Sarna,  doença. 

Scabies,  ei. 

Zimpélle. 

Saudar. 

Saluto,  as. 

Lúnda. 

Bundo. 


m 


Manhínga  ou 
Manhínça. 

Culúca. 


m 


Scicncia. 


SC 

Scientia.  Doctri-    Nzáie. 
na,  w. 

SE 


Seccar. 

Sicco,  as.  Are  fa- 
do, is. 

Gína. 

Secco. 

Siccus.    Aridus, 
a,  um. 

lóma. 

Secreto. 

Secretus,  a,  um. 

Nfúndu. 

Sede. 

Sitis,  is. 

Foíla. 

Seguir. 

Sequor,  eris. 

Landa. 

Semana. 

JTebdomas,  adis. 

Mocandícu. 

Semear. 

Sero,  is.  Semino, 
as. 

Cúna. 

Sempre. 

Semper.   Perpe- 
tuo. 

Meneamene 

Senhor  de  terras. 

Dominus,  i. 

Nfiímu. 

Sentença. 

Sententia,  w. 

Ntaílu. 

Sentenciar. 

Judico,  as. 

Taíla. 

m 


Cucúna. 


Portuguez. 

Sepultura. 

Serea. 

Serra. 


Latim. 

Sepultura,  w. 
Siren,  is. 
Mons,  tis. 


Serra,  instru-    Seira,  ce. 
mento. 


SE 


Conguez. 

Mocála,  evólu. 
Chínibi. 
Sangaméne. 
Quacássa. 


SI 


165 


Bundo. 


Signaes. 

Signa,  orum. 

Icínsu. 

Signal. 

Signum,  i. 

Quicínsu. 

— 

Significar. 

Significo,  as. 

Sinsaquéssa. 

— 

Similhante. 

Similis.     Consi- 
milis,  e. 

Fanána. 

Quififfangána. 

Singular. 

Singiilaris,  e. 

Npandóla. 

Soberbo. 
Sobrancelha. 

Sobre. 

Sobrinho. 

SoíTrer. 


Sogro. 


Sol. 

Solemnidade. 

Solicitar. 


SO 

Superbus,  a,  um.    Ganc'i . 

Supercilium,  ii.      Nséssa  Méssu. 


Tolero,  as. 


Viríla. 


Socerus,   i.   So-  Có. 
crus,  lis. 

Sol,  is.  Nlángua,  nioíni. 

Solemnitas,  atis.  Moquínga. 

Solicito.    Incito,  Zampóla. 
as. 


í^gáni^. 

Malolóndo  ma 

Méssu. 


Supra.  Super.        Lucivídi,  van-    Cuttándu. 
tánnu. 

Filius  fratris  vq\    Guriancác'i,  en- 
sororis.  caca. 


ÍSê 


latÕB. 

Chicúla. 

Bnd*. 

Soiún. 

{7n»ro,  c. 

Qami. 

SÓBCBte. 

Sohm.  Tmatmm. 

Caca,  tóna. 

Sopnr  os  Asso- 
prar. 

Sfiro,ms. 

Moela. 

ia. 

Tmrfitmio,  imis. 

lídinda. 

Tinia. 

Sndido. 

Soriiãu^a^mm. 

NúBia. 

Sotto. 

Soriaio,mi$. 

licédi. 

S13 

S.i- 

5Uo,«. 

74rílla. 

^  .    !  .           -   "-iú. 

6Uc»,«. 

Morala. 

-  -  •  : 

SaJor^is. 

Ecnflla. 

Sspídicar- 

SKpptieo.    Ckte- 
en,ãs. 

Tinga. 

CMnea.                          ^ 

TA 

TUnco. 

TÊtaam,  i. 

Tabaco,  fama. 

Eémt^  maeáaia. 

Táboa. 

TãkÊU^m. 

Tabala,  dibaia. 

pháia.  JrL 

----_.. 

T«Ma,0nm. 

Hafaáia. 

MAái*. 

"  -r '- ' 

Oedmdo,  ú.  Oè- 
tmro,  as. 

Caca,  caqaíáa. 

Tardar. 

Moror,  arís. 

ChiDghfla. 

^ 

T^iele. 

Tãpes^  ttis.  Ta-    Tvlólo. 
petmm,  i. 

Teapo. 

TeMÊpus,9ni, 

Tándo. 

Ter. 

Habeo,e$.TeÊto, 
ff. 

ÁTÚa. 

^ 

TE 


167 


Portnguei. 

Terra. 

Testemunha. 
Teta. 

Tetas. 


Terra,  ce.  Tellus,     Nc'i. 

uris. 


Testis,  is. 


NbáDqoi. 


Mamma,(B.Cber,    íéne. 
is. 

Mamma,  arum.     Maiéne. 


2'c 


khi. 


Jfhanau 
Méléi 


Tl 


Tia. 
Tigre. 

Tingir. 

Tinta  de  escre- 
ver. 

Tio. 

Tirar. 


Amita,  (e. 


Neúa. 


Tigris,  is,  vel  Ngó,  nco. 
idis. 

Coloro,  as.  Lúmba. 

Atramenlum.  i.  Eritéque. 

Patrvelis,  e.  Guriancásci. 

Evello,  is.  Catúla. 


Inio. 


Cucatula. 


TO 

Tocar  instrumen- 
to. 

Sono,  as. 

Cbicca. 

Tomar. 

Accijno,  is. 

Vúca. 

Torcer. 

Torqueo,  es. 

Tecãma. 

Tosse. 

Tussis,  is. 

Nquuòla. 
TR 

Trabalhar. 

Laboro,  as. 

Sala. 

Trabalho. 

Labor,  is. 

Sálu. 

Traducção. 

Interpretai 
nis. 

io,    Fúmbi. 

Cuckica. 


gB 


1G8 


TR 


Portuguez 

Trave. 

l^U  li  111. 

Trabs,  is. 

rongiiez. 

]Vlúc'i. 

Bundo. 

Muç^. 

Travesseiro. 

Puhinar,  aris. 

Nfilálu. 

Tristeza. 

Tristilia,  (B.Mm- 
ror,  oriò'. 

Coláma. 

Triumphar. 

Triumpho,  as. 

Bínga. 

Trocar. 

Commuto,  as. 

Somaquéssa. 

Tromba  de 
faute. 

ele- 

Prohoscis,  idis. 

Macácc'i. 

Trombeta  de 
tos. 

prc- 

Nigrorum  hucci- 
na. 

Npiinghi. 

/ípúnghi. 

Trovão. 

Tonitrus,  ús. 

Nbúmu. 

Trovejar. 

Tono,  as. 

Séraa. 

TU 

Tu. 

Tu,  tui,  tibi,  te. 

Enghéie. 

Eié. 

UM 

Ura. 

Unus,  a,  um. 

Móchi. 

Móchi. 

Uma  vez. 

Semel. 

Cúmbu  móchi. 

Húmbu  mockt 

VA 

Vacca. 

Vacca,  oí.  Bos  fe- 
mina. 

Ngúmbe. 

ligómb^ 

Vagem  dos  I 
mes. 

egu- 

Vagina,  w.  Vál- 
vulas, i. 

Minbólo. 

Vasio. 

Vacuus,  a,  um. 

Npavála. 

Vassallo. 

Cliens,  tis. 

Aváta. 

\E 


Veia. 


Vena,    a;.    Arle-    Mor.nc'i. 
ria,  w. 


# 


VE 


169 


Portuguez. 

Vela  de  cera. 

Latim. 

Cereus,  i. 

Conguez. 

Ncánia. 

Bundo. 

Velho. 

Senex,  is. 

Muquulúntu. 

«B 

Vender. 

Vendo, is. Yenun- 
do,  as. 

Zu  missa. 

Cussumbisa 

Venial. 

Peccatum  levius. 

Rialuélo. 

— 

Veniaes. 

Peccata  levia. 

Maluélo. 

— 

Vento. 

Ventus,  i. 

Tembóua. 

Qiiitémbo . 

Ventre. 

Venter,  tris. 

Quivúmu. 

— 

Ventres. 

Ventres,  itm. 

Ivúmu, 

— 

Ver. 

Video,  es.  Cerno, 
is. 

Mona. 

Cximóna. 

Verdade. 

Verum,  i. 

Queléca. 

Verde. 

Viridis,  e. 

Ânbísii. 

Vermelho. 

Rube  r,     b  r  a, 
brum. 

Tucúla. 

S8 

Vestir. 

Vestio,is.Induo, 
is. 

Ouáta. 

Cazuáta. 

Vez. 


Vicis,  vici,  vi-    Qúurau,cúrabu.      íí'úmbu. 
cem,  vice. 


VI 


Via. 

Vibora. 

Vida. 

Vigilância. 

Vinda. 

Vinho. 


Via,  (B.  Núlla. 

Vipera,  ce.  Nhóca. 

Vita,  ce.  Egíngu. 

Vigilantia,  ce.  Luscicámu. 

Adventus.  Ácces-  Loísu. 
sus,  ús. 


Vinum,  i. 


Malúíla. 


l^giUa. 
Nhóca. 


Malúvu. 


170  VI 

I'v;rtU!,'u.ez.  Lutim.  Conguc-z.  Blindo. 

Violência.  Violeníia,  w.  Vis,    Cángu. 

vis. 

Virgem,  Vir(jo,inis.  Inie-    Mosúndi. 

gra  filia. 


Virgens. 

Virgines,  um. 

Misúndi 

Virtude. 

Virtus,  utis. 

Riláu. 

Virtudes. 

Virtutes,  um. 

Maláu. 

Viuva, 

Vidua.,  CE. 

Nfuánfa. 

UL 

Ullinio  Ultimus.Infimus,    Nzochic'ílu.     • 

o,  nm. 

Ultrajar.  Offendo,  is.  Sochéca. 

UM 

Um  Unus,  a,  um.         Móchi.  Mócki. 

Uma  vez.  Semel.  Cúmbu  móclii.       B' umbu  móchi. 

Umbral  de  porta.    Limen,  inis.  Sompuc'í. 

UX 


Ungir  ou  untar.     Ungo,  is.  Lino,    Zússa. 

is. 

YO 


Voar. 
Volver. 

Vontade. 

as.               Vurnúca, 
Volo, 

Verto,   is.  Eru-    Lúcca. 
do,  as. 

Voluntas,  atis.       Nzamóio, 

m 

VO  17L 

Portuguee.  Latim.  Con?iiez.  Bundo. 

VÓS.  Vos,vestrum,ve\    Enu.  Enu. 

vesfri. 

Voz.  Vox,  ocis.  Dinga. 

ZE 
Zelo.  Zelus,  i.  Quimbála. 

ZO 

Zombar.  Irriãco,  es.  V^angacccc. 


f-t» 


TABOÁDA  DE  NÚMEROS. 


Português 
e  latim. 

1 

Congueí. 

Móchi. 

Blindo. 

Móchi. 

2 

Sólle. 

Yáfi.   % 

3 

Tatu. 

Tatu. 

4 

Maia. 

Uána. 

5 

Tánu. 

Tánu. 

6 

Samáuu. 

Samánnu. 

7 

Samboári. 

Sambuáji.  ^K. 

8  . 

Nane. 

Náqui. 

9 

Eôua. 

Ivvua. 

10 

Cúmi. 

Cimlii.      c 

20 

Mácu-inólle. 

31i^iinhi-maiá^i.    í. 

K 

30 

Mácu-matátu. 

JlaeúJnJii-matátu.    t 

40 

Mácu-máia. 

MacMii-mauâna.  l- 

50 

I\lácu-raalánu. 

Macúfnhi-matánu.    i. 

60 

Mácu-masamánu. 

iMacúÁihi-masamánnu. 

u 

70 

Loe  Saraboári-loencáraa. 

3Jacúhhi-ma&àmbuári. 

.  C 

80 

Lo-náne-lancáma. 

Macijnhi-náqui .  i. 

90 

Lo-eóua  lancáma. 

JUacúnhi-ívvua.  l. 

100 

Ncáma. 

Wáma. 

174 


Porliiguez 
e  latim. 

200 

CoDguea. 

Ncáma-sólle. 

Bunflo. 

Wàma-lmàfi.  dt(^      J^Ck^t^í^ 

300 

Ncáma-látu. 

V                               — .^ 

H'áma-lutálu.            >^  liiU»^ 

400       ' 
500 

Neánia-lánu. 

H'áma-luána.           ja^  (t^Wtow^ 
B'áma-lutánu.           vtr  A^i^-^M^ 

600 

Ncáraa-samánu. 

]I'áma-samánnu. 

700 

Lusambuári-quiancull 

lági. 

irdma-sambuáj^iJÁ, 

800 

Lunáne-quiancullági. 

Ií'áma-náqui. 

900 

Locór.a-quiancullãgi. 

H'áma-ívvua. 

1:000 

Luncuilági. 

H\lucági. 

2:000 

NciVlia-só!Ie. 

H'ulwAgi-aiáfi.  Th. 

3:000 

Ncúlla-táíu. 

Jl'ulucági-atátu. 

4:000 

Nci^lla-máia. 

Hhúucági-auána. 

5:000 

Ncúlla-tánu. 

U'vlucági-atánu. 

6:000 

Ncúlla  sáraanu. 

H^ulucági  samánnu.                   / 
H'ulucági-sambuáfi.  vK 

7:000 

Lusamboári-quiá  lunl 

■úcu. 

8:000 

Lunáne-quiá-lunfúcu. 

H'nlucági-náqui. 

9:000 

Liieóua-quiá-lunfúcu. 

íJ'ulucági-ivma. 

10:000 

Lunfúcu. 

í/t 

0  ^fúcu. 

20:000 

Unfúcu-sólle. 

pfúcu  aiàéijj\^ 

100:000 

Lonpéve. 

(X    jÒWuèm. 

200:000 

Npéve-sóHe. 

Wuéve-aiáfi.  r^ 

300:000 

Npéve-tátii. 

n'uéve-alátu. 

400:000 

Npéve-máia. 

II'u€ve-auána. 

500:000 

Npéve-tánu. 

H'uéve-atánu. 

índice. 


COLLECÇÃO  DE  OBSERVAÇÕES  GRAMMATICAES.  ''*°- 

Dedicatória III 

Ao  LEITOR ,  .  ^ V 

PrOEMIO  das  OBSERVAÇÕES  GRAMMATICAES  DA  LIXGfA  BL.NDA  OU  AXGO- 

LENSE 1 

Primeira  observação 1 

Segunda  observação : 

Do  artigo,  nome  e  suas  dififereneas 'i 

Terceira  observação: 

Da  declinação  dos  artigos  dos  abundos 4 

Quarta  observação : 

Da  terminação  dos  nomes  abundos 6 

Quinta  observação : 

Do  numero  das  declinações  c  das  vozes  dos  nomes  abundos       íi 
Sexta  observação : 

Dos  nomes  adjectivos  abundos 12 

Sétima  observação : 

Do  pronome  e  suas  differcnças 14 

Oitava  observação : 

Da  natureza  do  verbo  bundo  c  sua  divisão 16 

Nona  observação: 

Do  numero  da  conjugação  dos  verbos  abundos 18 

Decima  observação : 

Dos  modos  e  tempos  dos  verbos  abundos 21 

Decima  primeira  observação : 

Da  preposição 36 

Decima  segunda  observação : 

Do  adverbio 36 

Decima  terceira  observação : 

Da  conjuncção 38 

Decima  quarta  observação: 

Da  interjeição 39 

Diversas  conjugações  de  verbos  abundos 40 

SUPPLEAIENTO  ÁS  OBSERVAÇÕES  GRAMMATÍCAES  DA  LLNGL  A 

BUNDA  OU  ANGOLENSE 95 

DICCIONARIO  ABREVIADO  DA  LÍNGUA  CONGUEZA 107 

Ao  leitor 109 

Diccionario  abreviado 117 


^ 


'''4Í. 


e>í 


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^-KíH^-^t^-tim^  m0  m 


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■.  >,.)--? 


■*  —  -        83S1 


Cannecattim,   BerriErdo  Maria  de       yf^ 
Colleccso  de  observações  ^        > 

,1  c^'rariimaticaes   sobre  a  lingua 

C3  bianda 

1359 


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